sexta-feira, abril 19, 2013

Contação de histórias ensina, diverte e agrega alunos

Aunos participam e se divertem com a contadora Marili Alexandre



Preparar um TCC não é só trabalho duro o tempo todo. Também há momentos de diversão e muitas gargalhadas, como na aula de Projetos Culturais na última sexta feira. Com duas palestras sobre contação de histórias, promovidas pela aluna Érika Ike, do 5º semestre noturno, em parceria com a professora Tânia Callegaro, o quinto andar balançou com tantas risadas.




Que o diga os alunos das outras salas, que passavam curiosos pela sala 52 para descobrirem o motivo de tanta algazarra. Os motivos tão hilários eram três: Marili Alexandre, contadora de histórias; Sabrina, sua auxiliar, e Claudio Giovani, da Associação Viva e Deixe Viver , que faz  contação de histórias em hospitais.

  "Vocês sabem quantas pessoas cabem em uma biblioteca com 8 metros de pé direito? Não? Saibam que isso é impossível de se medir porque em uma biblioteca cabem inúmeros mundos, histórias e personagens!"

 Foi assim que Marili começou sua contação para os alunos do 5º e 7º semestres noturno.

  Érica Ike, aluna do 5º semestre, foi quem teve a ideia:

 "Quando eu estudava na E. E. Antonio Raposo Tavares (popularmente conhecida como CENEART), em Osasco, conheci a Marili, que tinha parcerias com alguns professores, principalmente com os que ministravam as matérias de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, ela participava de semanas culturais na escola e ensaiava alguns alunos para peças de teatro como estratégia para atraí-los para a Biblioteca Pública Monteiro Lobato da cidade, onde ela trabalha", conta Érica.

"A Marili enfantiza muito que as ações de uma biblioteca para serem realizadas, não devem apenas esperar por uma verba das instituições, pois há outros meios para que essas ações ocorram e Marili trabalha com a ideia de parcerias", continua. "Antes do setor de Extensão Cultural ser alocado próximo ao setor infanto-juvenil da biblioteca, era localizado a frente do balcão do setor de referência e, portanto, conhecia muito bem os usuários da biblioteca, sabia quais eram músicos, desenhistas, os que tinham familiariadade com a linguagem teatral e/ou audiovisual e entre outros, no entanto, Marili os convidava para serem seus parceiros e para participar de seus projetos. Ela costuma dizer que o seu papel é o de dar destaque e oportunidades aos artistas da região. Inclusive, foi desta maneira que o contato com a Sabrina da Paixão, hoje sua parceira nos projetos, se iniciou."

   "Hoje, estudando no último ano do curso de biblioteconomia, e pensando nas horas de atividades complementares que ainda faltam para eu cumprir, lembrei da Marili e entrei em contato com ela a partir da vontade de realizar um trabalho voluntário na biblioteca em que ela atua; em meio a nossa conversa de 3 horas, foi ela quem se prontificou a vir até a FESP para dar um relato para as nossas turmas sobre a sua experiência com a contação de histórias e as visitas monitoradas realizadas na biblioteca. Após a proposta da Marili e da Sabrina, conversei com a professora Tânia Callegaro da disciplina Projetos Culturais, sobre a experiência das duas; em menos de uma semana depois, a Tânia, pediu para que eu entrasse em contato com a Marili para agendarmos a vinda dela à faculdade. A ideia da Tânia foi a de reunir dois profissionais que trabalham com contação de histórias, a Marili com a sua experiência em biblioteca pública e o Claudio Giovani Callegaro que participa da Associação Viva e Deixe Viver que faz contação de histórias em hospitais. Como temos alunos que vão fazer TCC sobre contação de histórias, livros ilustrados e incentivo à leitura, achamos pertinente a proposta", explica a aluna.
  
  Resultado

 "No início, estava receosa: o que os alunos vão achar? Mas tive a sensação de que a sala reagiu bem. Muita gente tem uma visão mistificada sobre contação de histórias: acham que é só pegar o livro e pronto. E a Marili nem livro usa, primeiramente, ela estuda a história, adapta a história ao público com quem ele irá trabalhar e quando possível, adiciona um caminhão de outras histórias no meio. Todos se surpreendem."

"Quero agradecer à professora Tânia pela liberdade que ela nos proporciona de sugerirmos temas para serem debatidos e pelo espaço oferecido em sua aula", finaliza Érica.



Tanúsia dos Santos do Nascimento, do 7º semestre noturno, aprovou a iniciativa:


"A aula de contação foi ótima. Na primeira parte da aula ela contou a história da Biblioteca Monteiro  Lobato e de seu trabalho, e depois contou "A violeta orgulhosa "de autoria de Monteiro Lobato  e chamou alguns alunos  para participarem.  Na segunda parte da aula  foi a apresentação  do  irmão da professora Tânia, que trabalha na Associação Viva e Deixe Viver. Eles são um grupo que  contam histórias para  crianças em hospitais. O trabalho da  ONG é muito  bonito. Foi muito boa a aula!", comemora Tanúsia.

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