sexta-feira, abril 05, 2013

Entrevista Wellington Rodrigues, do Biblioteconomia Vagas de SP



Wellington




Wellington Ferreira Rodrigues é o administrador do blog Biblioteconomia Vagas de SP, site de oferta de vagas para Biblioteconomia e Ciência da Informação específico para São Paulo e com presença crescente na web. Em entrevista gentilmente cedida à Monitoria Científica, o ex-aluno da FESPSP conta como tem desenvolvido seu trabalho: muito estudo, muitas leituras, uma pós em Gestão Web, e domínio de ferramentas de SEO para maior visualização de seu site. Confira:












MC: Conte um pouco como você começou a se interessar por tecnologia.

WELLINGTON: Comecei a estudar tecnologia em meados de 2007, no início da faculdade, quando iniciavam as falas sobre Arquitetura da Informação e Web 2.0. Lembro quando o Guilhermo Reis fez uma palestra para algumas turmas na FaBCI/FESPSP, falando a respeito de A.I. Todo este contexto me aguçou o interesse em estudar a respeito da aplicação de tecnologia para melhorar os serviços das bibliotecas. Nunca fui nerd ou algo do tipo, até hoje não sei programar. O interesse partiu mesmo por conta da possibilidade de se utilizar a tecnologia nos serviços de informação.

MC: Você fazia os boletins da Monitoria no ano 1 em html (Wellington foi o primeiro Monitor Científico da FaBCI). O quanto você se desenvolveu na linguagem para administrar o seu blog Biblioteconomia Vagas de SP? Você usa CSS também? Como foi esse processo do começo da Monitoria até hoje, em termos do seu desenvolvimento tecnológico?

WELLINGTON: Os primeiros boletins da Monitoria eram muito simples, e bota simples nisso (rsrsrs). Quando eu li o primeiro Boletim feito pela gestão da Roberta, eu até fiquei com vergonha dos Boletins feitos na primeira gestão (rsrsrs). Mas brincadeiras a parte, no primeiro ano minha preocupação era com o conteúdo divulgado e também fazer com que a Monitoria marcasse presença perante a comunidade FaBCI/FESPSP. Além disso, eu não possuía conhecimentos técnicos avançados para desenvolver um Boletim mais “agradável” visualmente. Enfim, o importante é que a Monitoria conseguiu se fazer presente para a comunidade. Neste meio tempo, meu conhecimento tecnológico avançou um pouco. O uso do Wordpress.com, me fez buscar muitas informações a respeito desta ferramenta, não me desenvolvi em CSS, aprendi um pouco mais de HTML, isso pelo fato do Wordpress ser uma ferramenta de CMS pronta e de fácil administração. No trabalho com o Blog “Biblioteconomia Vagas de SP”, minha preocupação é com o conteúdo apresentado (veracidade, clareza e alcance ao maior número de pessoas) e aplicação de algumas técnicas básicas de S.E.O. (Search Engine Optimization) para que o blog esteja bem ranqueado nos resultados do Google.

MC: O seu twitter tem agregador de redes sociais, o Meadiciona. Quais ferramentas você tem usado para mensurar seus resultados nas redes sociais? 

WELLINGTON: Tenho utilizado as próprias ferramentas de estatísticas apresentadas pelo Wordpress.com (no caso do Blog) e a ferramenta de estatística disponível pelo Facebook para as fã-pages. Estas ferramentas demonstram todo o panorama de visualização e compartilhamento das postagens com outras pessoas e sites. Além disso, provam que as técnicas de SEO que utilizo nas postagens geram visualização do blog nos mecanismos de pesquisa. Atualmente, o blog tem alcançado mais de 400 visualizações diárias (mesmo que no dia não tenha sido postado conteúdo novo) e a página do Facebook conseguiu mais de 500 likes (curtidas).


MC: Você usa banco de dados no seu trabalho? Como se desenvolver para ser, pelo menos, um heavy user, em banco de dados?

WELLINGTON: Atualmente, eu trabalho com o software ABCD (Automação de Bibliotecas e Centros de Informação) e um banco de dados com informações curriculares e profissionais desenvolvido pela área de TI do escritório (seria um banco de especialistas, Who is Who ou Quem é Quem). Não me considero um heavy user, mas procuro estar por dentro das novidades da área de TI. Para quem quer iniciar nesta área, creio que é importante participar de grupos de discussão e estar atento às notícias divulgadas a respeito de um ou mais banco de dados. A participação em grupos de discussão é muito válida, pois são discutidos diversos problemas a respeito da base de dados, e se a comunidade possuir membros atuantes com certeza o aprendizado é garantido. Além disso, conta muito a dedicação e a vontade de aprender demonstrada pelo interessado em se desenvolver naquela tecnologia.

MC: Quais são as suas leituras preferidas em tecnologia? Sites, colunistas, livros, etc?

Leio com muita frequência, a Revista Info, o caderno Link do Estadão, os textos do Webinsider, Blog de A.I., Usabilidoido, já li muito o site do Guilhermo Reis. Destaco um curso de SEO de uma empresa chamada Conversion, o curso é grátis e possui um Fórum para comentários. Livros: Linked, Wikinomics, A Cauda longa, Arquivologia 2.0, além de livros do Pierre Lévy. Enfim, existem ótimos títulos tratando de tecnologia. Colunistas, autores e pessoas: Carlos Nepomuceno, apresenta ótimas e profundas discussões a respeito da web, Charlley Luz, bibliotecários que trabalham com tecnologia: Tiago Murakami, Moreno Barros (ambos do Bibliotecários Sem Fronteiras), Regina Fazioli, Alexandre Berbe, Fabiana Andrade Pereira (estuda sobre mídias sociais), Laura Pimentel (trabalha com Arquitetura da informação e conhece muito do tema), Profa. Renate Landshoff. Outra fonte que gostaria de destacar são meus colegas de sala da pós em Gestão Web que estou cursando no Senac, o perfil da maioria é de programadores e web designers, e na maioria das aulas a discussão é muito rica e obtenho muitas informações com eles.

MC: O quanto de tecnologia está definitivamente incluída no seu dia-a-dia? Quais são os hábitos tecnológicos que você adquiriu nos últimos anos e considera irreversíveis?

WELLINGTON: Eu ouço muita música e rádio na internet, conheci excelentes artistas independentes
Wellington com sua família e a pequena Tati
através da rede. Meus estudos e atualizações profissionais dependem muito do que leio e assisto, sites, blogs, fã-pages do Facebook, podcasts, etc. Considero a internet um item obrigatório em casa, uma comparação quase igual a impossibilidade de se viver sem água.

MC: O profissional de informação tem cada vez mais razão para existir, e paramentado com muito conhecimento tecnológico. Qual é o perfil mínimo exigido para poder administrar o cenário atual de explosão de informação?

WELLINGTON: Nos dias de hoje, é imprescindível ao Bibliotecário saber quais as necessidades do seu ambiente de trabalho que um software pode atender e saber expor estas necessidades aos consultores ou vendedores de softwares. Já vi e ouvi muitos casos em que o software não atendeu as expectativas desejadas e muitas vezes o software é considerado ruim, sendo que o problema estava na avaliação feita do software para atender aquela realidade. Acredito que não é necessário o Bibliotecário possuir conhecimentos avançados em programação, aprender diversas linguagens, etc. O mais importante é possuir uma visão ampla no que diz respeito ao uso de tecnologias. Conhecer as ferramentas e plataformas existentes e procurar estar aberto a sugestões e novas possibilidades de uso das tecnologias para oferecer novos e antigos serviços e produtos antes disponíveis apenas de maneira remota ou física.


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