sábado, agosto 24, 2013

VIAF e o gerenciamento de acervos culturais

Controle de autoridade para J.K. Rowling

No gerenciamento de acervos culturais, uma novidade vem por aí: o VIAF, resultado de um projeto internacional que visa reduzir os custos na construção e utilização de arquivos de controle de autoridade das obras disponíveis na internet. A ideia é padronizar e lincar os arquivos de controle de autoridade das bibliotecas nacionais e disponibilizar essa informação na web 





O gerenciamento de acervos culturais tem sido o destaque em cursos recentes, um reflexo do novo fôlego que museus e outras instituições que administram este tipo de acervo demonstram no mercado. A renovação da área museológica traz vários benefícios à sociedade em geral ao fortalecer a memória coletiva como instrumento de apropriação de cultura.

Um esquema do funcionamento do VIAF


O VIAF  é, de uma maneira simples, como uma base de dados virtual para Controle de Autoridade
Internacional, ou Virtual International Authority File, na sigla em inglês e veio para expandir o conceito de controle bibliográfico universal. Como serviço de informação, tenciona prover um acesso satisfatório aos maiores arquivos mundiais de controle de autoridade. O VIAF nasceu da visão de tornar-se um “bloco construtivo” para a web semântica para possibilitar a mudança das formas dos nomes próprios para a língua escolhida do internauta. Para operacionalizar este ambicioso empreendimento, juntaram-se a Biblioteca do Congresso Americano, a Biblioteca Nacional Alemã, a Biblioteca Nacional da França e a Online Computer Library Center (OCLC). Como um consórcio, as agências participantes devem requerer sua participação à OCLC, divisão de pesquisa, com arquivos bibliográficos para teste. O objetivo a longo prazo da iniciativa é a inclusão de nomes de autoridade de bibliotecas ao redor do mundo para constituir um serviço global de acesso gratuito pela web.

Por trás de tamanha movimentação está Walter Koch, membro do Comitê Internacional para Documentação do Conselho Internacional do VIAF e especialista em Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED). 

No workshop "Gestão de processos e informações em sistemas de gestão de acervos culturais" dentro do SESC Memórias no primeiro semestre do ano, em que Koch participou,  o VIAF foi um dos temas
Walter Koch
de discussão.
O workshop se propôs a discutir as condições para "um gerenciamento eficiente", em que "é preciso implementar sistemas informatizados adequados que resguardem a documentação digital e forneçam um acesso qualificado a esses acervos."  A escolha da linguagem de um sistema pode ser a chave de seu sucesso. Deve levar em conta o seu custo e a manutenção, incluindo uma escolha de software adequada, que pode ser referenciada por modelos internacionais de armazenamento e circulação de dados. Além disso, a gestão de um projetos de bancos de dados deve estar alinhada com as diretrizes principais do sistema.

Utilizando uma licença Open Data Commons Attribution, a OCLC tem se debruçado sobre o licenciamento do material de suas consorciadas e as discussões acontecem em uma lista pública do Google Groups. Para tornar disponíveis itens de seu acervo, cada museu segue normas e protocolos internacionais que são revistos sob o prisma do VIAF. Os detalhes deste processo, incluindo recursos sobre a implementação do projeto podem ser acessados aqui. Quem sabe alguma instituição brasileira se interesse para nos incluir neste roll de redefinição do que seja direitos autorais no tocante à acesso de acervos de memória e preservação cultural.

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