sexta-feira, setembro 20, 2013

A importância do orientador para o orientando ...



...e do orientando para o orientador


Grazielli de Moraes Silva e a professora Carla Diéguez fazem algumas considerações importantes na hora de se escolher um orientador para seu trabalho de conclusão de curso:












Após alguns anos de curso é chegada a hora de fazer o tal TCC (trabalho de conclusão de curso), um trabalho que parece hercúleo. E então o que fazer? Como fazer? Por onde começar?

Para isso então surge o SUPER ORIENTADOR...

Como num passe de mágica, o super orientador amplia ainda mais nosso tema ao mesmo tempo em que nos faz focar em algo específico, é como se víssemos uma luz no fim do túnel, ou como se tivéssemos vários caminhos a seguir e essa figura nos norteasse a qual deles devemos continuar.


Quando fomos avisados que teríamos que escolher algum professor para nos orientar foi surpreendente já que era chegada a hora de relembrar a atuação de cada professor, a disciplina de cada professor, e enfim decidir: qual o professor poderia nos ajudar? 

Após escolhido o orientador tive uma imensa surpresa, nenhum dos orientadores que eu havia escolhido era meu orientador efetivamente, e uma professora havia escolhido meu tema... Sinceramente fiquei muito surpresa e um pouco com medo porque logo pensei: tá mais “ela” não tem nada a ver com meu tema, será que ela vai conseguir me ajudar? Mesmo embuída deste método, aceitei sua orientação.

 Hoje após algumas orientações vi que na verdade o orientador é um norteador entre o tema e o orientando, ele serve pra agregar valor àquilo que já vem sendo desenvolvido ou vai se desenvolver, e nos ajuda a compreender melhor os caminhos que devemos seguir, as escolhas que devemos fazer, sem enfim, precisar efetivamente entender do tema que está sendo tratado. Além disso, minha orientadora me surpreendeu a cada dia já que me proporcionou palavras de motivação, para continuar em meio a tantas turbulências.


No entanto, para que o orientador desenvolva seu papel de forma eficaz se faz necessário que essa relação seja recíproca, deve haver participação e interesse de ambas as partes, desse modo evitando que fique tudo pra última hora ou de baixa qualidade.

Tendo em vista que a concretização desse trabalho envolve questões éticas e profissionais, deve-se ater-se ao fato de que tal trabalho fará parte tanto da vida profissional do orientando quanto do orientador, e da própria instituição de ensino.

Desta forma, o orientador ocupa um papel importante na construção da pesquisa do orientando, sendo a luz da lanterna. Todavia, quem segura à lanterna é o orientado, cuja luz apenas o guia para a descoberta, que é sua.  

Contudo, isso só é possível se existir nesta relação autonomia, reciprocidade e, acima de tudo, respeito. Estabelecido isso, a relação orientador-orientando só tem a ganhar, para ambos. É uma relação de crescimento e aprendizado mútuo. Mais do que orientarmos, nós aprendemos e juntos com nossos orientandos construímos conhecimento.
 

 

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