sexta-feira, outubro 11, 2013

Jorge do Prado articulando os profissionais da informação


Jorge do Prado
O bibliotecário como articulador de mídias sociais é uma atividade que demanda conhecimento e estudo. A integração de mídias a favor do seu público, o interagente como foco de suas ações, a relevância do conteúdo do seu post, todas essas variáveis devem entrar na conta do planejamento para alavancar o sucesso da presença online. Jorge do Prado, bibliotecário e excelente articulador de midias sociais, esteve na FESPSP na sexta, 04 de outubro, para um encontro com alunos e professores sobre o tema, dentro do Programa de Enriquecimento Curricular (PEC).



A própria palestra em si já foi um resultado visível da articulação nas mídias sociais, pois o trabalho do Jorge já tinha chamado a atenção da Monitoria Científica há algum tempo e quando surgiu esta oportunidade para ele vir à São Paulo, para participar do #Bibliocamp2013,  este encontro tornou-se viável.

Jorge falou sobre o novo termo “articulador de midias sociais” em uma conversa despojada, mas muito bem estruturada, e cheia de exemplos concretos.

Apresentou números internacionais de acessos às principais redes sociais. Quando esses rankings são
Jorge apresentou rankings de midias sociais

nacionais, uma surpresa: o orkut não morreu, aparecendo, em geral, na terceira colocação nas listas brasileiras deste ano de 2013 (na virada do ano, o orkut ainda estava em segundo lugar!).
No mundo inteiro, no primeiro lugar em acessos, disparado, está o Facebook, e no segundo lugar, o twitter. Quanto ao número de usuários, o Facebook também sai na frente. Em geral, são as mulheres que mais acessam redes sociais, e o maior crescimento está na faixa de 55 anos, pois é essa categoria que faz mais compras online.



Depressão no Facebook            

Mas, nem tudo são flores nas redes sociais. A aparente felicidade ilimitada que vemos nos posts tem se mostrado cada vez mais ilusória. Jorge lembrou que ultimamente têm se discutido os efeitos do uso do Facebook sobre o emocional de seus usuários, com relatos de casos de depressão. “O Facebook é uma vitrine de boas maneiras, boas práticas, bons exemplos” e isso está “levando à depressão” pessoas que não têm esses elementos na vida real, afirmou o especialista.

Onze passos para atuação em mídias

Antes de se lançar nas mídias sociais, Jorge faz um alerta: “Atuar em mídia não é fácil. É uma questão de real time, vou precisar ter uma equipe separada só para isso, vou ter que fazer um estudo daquilo que eu vou postar porque não pode ser a qualquer momento, qualquer horário e qualquer coisa. E aquilo que eu posto tem que ser analisado se teve repercussão”, diz. E, claro, é fundamental um planejamento, e por escrito, detalhando objetivos e todos os parâmetros necessários para a execução. Jorge apresentou onze passos para a atuação em mídias, destacando-se a necessidade de se criar uma identidade, com o must  do momento que é a criação de um personagem, como o pinguim do Ponto Frio, adaptado pelo Jorge ao CBBD na personagem de uma corujinha, chamada Laura Russo,  que interagia com os participantes do congresso.
É essencial também ser sociável, responder aos interagentes, usando twitter, se a mensagem foi em twitter, pelo Facebook, se foi por este meio, e por mensagem privada, se assim foi a manifestação.

Gerenciamento de crises

Jorge deu dicas sobre gerenciamento de crises
Entre os “causos” que sempre surgem no gerenciamento das redes sociais, Jorge contou alguns bem interessantes para análise. Dentro do gerenciamento de crises, por exemplo, Jorge também enfrentou uma situação delicada quando as manifestações de junho em Florianópolis fecharam a ponte Hercílio Luz e a Beira-Mar, ecoando a situação nacional. Era uma terça-feira e no dia seguinte, às sete da noite, horário de maior movimento nas mídias sociais, Jorge fez um post sobre o bolão das Copas das Confederações que estava acontecendo na biblioteca, uma brincadeira muito comum de interação em tempos de grandes campeonatos. Ah, se o Jorge soubesse o rolo que ia dar ... um aluno do curso de filosofia da UFSC fez uma abordagem bem crítica sobre o post recém-lançado, demonstrando a sua indignação quanto à relevância do bolão, após uma série de manifestações tão importantes para a discussão do momento sócio-político do país, e fez uma clara demanda por uma mesa-redonda para se colocar as questões expostas pelos manifestantes. “Ele fez a reclamação na timeline e nós tínhamos que responder o quanto antes, na timeline também. Juntou todo mundo da equipe de marketing, o departamento regional do Senac, eu, para responder um post.” A tensão foi grande, mas tudo deu certo no final, com uma argumentação fundamentada nas normativas de atuação do SENAC e no foco da instituição, que é o desenvolvimento acadêmico.

Estudar para construir uma marca

Ao final da palestra, uma importante recomendação: “Não saiam daqui para fazer o planejamento do blog da sua biblioteca, da fanpage no Facebook, se vocês não tiverem um estudo antes. Demanda dedicação, mas a partir do momento que a sua marca se tornou online, é muito difícil se desconstruir. Isso pode dar uma crise, e depois para gerenciar é pior ainda, ”alertou o especialista.

  Jorge estará envolvido em uma feira que vai mostrar algumas das mais novas tecnologias para aplicação em mídias, junto com seus colegas no mestrado da UDESC. Para acompanhar a feira e saber como aplicá-las às bibliotecas, acompanhe curta a página da a página do grupo no Facebook.

Quem é Jorge do Prado

Jorge Moisés Kroll do Prado é graduado em Biblioteconomia, habilitação em Gestão da Informação, pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Pós-graduando em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais pela Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis, atuando como bibliotecário–chefe na mesma instituição. É gerente de mídias da FEBAB, tendo gerenciado o CBBD 2013, que aconteceu em Florianópolis. Tem um curso em EAD na FEBAB sobre marketing e mídias sociais.  Jorge também é mestrando em Gestão da Informação pela UDESC. Tem como principais temáticas de estudo voltadas ao uso das mídias sociais de forma a inovar a gestão de unidades de informação.

Jorge tem trazido conceitos de marketing para a Biblioteconomia desde o desenvolvimento do seu TCC, em uma dedicação constante para inovar a gestão da informação. Incansável em seus estudos, está criando um plano de comunicação para markting para o Instituto Internacional de Inovação na sua pós. “Florianópolis agora chamada de “Vale do Silício Brasileiro” por que tem muitos pólos de inovação”, explica. Já em seu mestrado, Jorge está desenvolvendo um modelo de gestão social a partir de mídias sociais, tentando extrair o capital intelectual que está dentro desses espaços para aplicar na gestão de bibliotecas.


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Palestra sobre a articulação de mídias sociais para bibliotecários
O áudio completo da palestra está disponível pelo email  monitorcientíficofabci@fespsp.org.br.

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