sábado, fevereiro 22, 2014

Clube do Livro FESPSP

Nesse sábado, dia 22, nós tivemos o primeiro encontro do Clube do Livro FESPSP.
Sob a instrução da professora Sara Ezedin o clube do livro da FESPSP vem com a intenção de incentivar a leitura de livros estrangeiros e sua discussão com relação a temas de nossa sociedade atual.


Nesse primeiro encontro o livro em pauta foi “Os sofrimentos do jovem Werther” do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe.
Marco do inicio do romantismo, o livro segue em formato de cartas onde o jovem Werther, protagonista do romance, relata em formato intimo sua trajetória na paixão por Charlotte (ou Carlota) noiva de Albert (Alberto), e seu fim trágico ao não ter seu amor correspondido.
De forma descontraída a professora Sara Ezedin levantou os pontos principais do livro, do autor, e sua importância como obra literária. Juntamente com os alunos que compareceram iniciou-se um debate em como podíamos perceber os fatores do livro em nossa sociedade; em que outras obras podíamos encontrar similaridades, e uma discussão a respeito do romantismo e do próprio amor.
Com ideia de se tornar um local de discussão, descontração e diversão o clube do livro começa a escrever sua história na FESPSP, incentivando a leitura e a interação entre alunos dos diversos cursos e períodos.
O próximo encontro e leitura já foi marcado: 29/03, ultimo sábado de março, onde será discutido Madame Bovary de Gustave Laubert, compareça!



Para saber mais a respeito confira o facebook do Clube do Livro e se mantenha atualizado.

O Estereótipo do Bibliotecário

Paula Oliveira, ex-aluna de graduação e pós-graduação da FESPSP, nos mandou um curta com o título “A vingança do bibliotecário”.
Em um estilo trash terror, uma jovem acaba tendo um pesadelo que, presa em uma biblioteca, ela comete o “pecado capital” de quebrar o silêncio com um grito apavorado. Após isso ela é assombrada por uma série de figuras, inclusive a de uma simpática bibliotecária que pede em tom macabro o “Silêncio”.
O curta retrata um dos estereótipos do bibliotecário: uma senhora de idade, saia longa, coque na cabeça, óculos na ponta do nariz, guardando os livros e pedindo silêncio, não havendo brecha para interação ou compreensão.
Para nós bibliotecários, ao ver tal curta, achamos engraçado, quase sem lógica, pois isso está bem longe da nossa realidade, certo?
O mundo mudou e a biblioteca também. Houve sim uma época em que bibliotecas eram lugares quase sagrados, de silêncio absoluto e com punições severas para aqueles que ousassem perturbar o ambiente. Hoje, porém, a biblioteca abriga acervos diferentes, públicos diferentes e plataformas diferentes, então porque o tratamento não seria diferente?



É fácil encontrar bibliotecas que quebrem esse velho paradigma que nos acompanha como se fosse uma maldição. A Biblioteca São Paulo, por exemplo, teve como iniciativa se tornar mais do que uma simples biblioteca, ela se tornou um verdadeiro ponto de encontro, uma local para se socializar, para relaxar e, claro, ler um bom livro.
Não podemos impor velhos pensamentos há uma geração nova que pede outro tipo de tratamento.
Se adaptar não é errado, é necessário, mesmo assim ainda conseguimos encontrar bibliotecas onde o estereótipo do bibliotecário rabugento de olhar reprovador é uma realidade. Uma realidade essa que deve ser combatida.
Você já se perguntou o motivo da graduação em nossa área ser tão pouco conhecida? Ou porque nossas atividades serem um mistério para nossos usuários?
Como disseminadores da informação é uma falta gravíssima que nem consigamos fazer o marketing da nossa profissão, ou quebrar esses velhos paradigmas que nos perseguem. É nosso dever com a nossa profissão mostrarmos para os nossos usuários, e para nós mesmos, quem somos e o que fazemos.
Por quais motivos estamos aqui afinal?
Enquanto nos apegarmos a velhos costumes e temermos os avanços tecnológicos e sociais da nossa área, e da própria humanidade, sempre seremos o bibliotecário pavoroso que irá matar aquele que esquecer o livro, ou então falar um pouco mais alto, ou – Deus me livre! – devolver o livro a prateleira no local incorreto.

Está na hora de nos perguntarmos como gostaríamos de ser lembrados no futuro. Como pessoas inteligentes, dedicadas ao seu trabalho, dispostas a cumprir a disseminação da informação, antenadas em técnicas que auxiliem nosso usuário, ou então assim...


Colaboração na Matéria: Paula Oliveira.

Poesia e Biblioteca

Você sabe o que é uma biblioteca temática? Bibliotecas temáticas são bibliotecas púbicas que além do seu acervo usual possuem um acervo especializado em algum tipo de temática que se escolhe com referência na história da biblioteca e sua vocação (fonte: Prefeitura de São Paulo).
As bibliotecas temáticas não só possuem um acervo especializado como também uma agenda cultural que promove eventos ligados a sua temática. Por exemplo: a biblioteca temática de contos de fadas Hans Christian Andersen (escritor dinamarquês de histórias infantis) abriu nesse mês seu famoso Curso Básico de Formação de Contadores de Histórias que já está na 15ª edição e é tão conhecido que possui lista de espera para os interessados.
Pensando nesse assunto nós possuímos também a biblioteca temática em poesia.
Localizada em Pinheiros a biblioteca Alceu Amoroso Lima possui um invejável acervo de poesias que merece nossa total atenção.
Aliás qual foi a ultima vez que você leu um poema?

Fabiano Cassettari, calouro do curso de Biblioteconomia escolheu uma forma diferente de contar como foi sua experiências nesses primeiros momentos na FESPSP. Através de um poema sincero ele relata as suas Primeiras Impressões.

Primeiras impressões

A 1ª vez que lhe citaram pareceu-me bobagem.
A 1ª vez que lhe indicaram pareceu-me, quem sabe?
A 1ª vez que lhe insistiram pareceu-me vantagem.

A 1ª vez que a vi pareceu-me mais jovem.
A 1ª vez que a adentrei pareceu-me sondagem.
A 1ª vez que a ouvi pareceu-me sincera.
A 1ª vez que a senti pareceu-me honesta.

A 1ª vez com seus modos pareceu-me educada.
A 1ª vez com seus votos pareceu-me acompanhá-la.
A 1ª vez com seus mestres pareceu-me bem-vinda.
A 1ª vez com seus nortes pareceu-me acertada.

A 1ª vez com você foi uma aposta.
A 1ª vez com você foi medo também.
A 1ª vez com você foi medo e aposta, mas foi tudo bem!

Fabiano Cassettari – 1º Semestre Biblioteconomia.

Ainda falando de poesia e de acervos acho impossível não citarmos a nossa querida Casa das Rosas  guardiã da primeira biblioteca especializada em poesia e que conta com uma agenda recheada de atividades culturais dos mais diferentes tipos.
Às vezes perdemos tanto tempo nos concentrado em organizar e preservar acervos que esquecemos de apreciá-los. Leia uma poesia, visite uma biblioteca (que não seja a sua!) e aproveite desses ambientes fantásticos, disseminadores de informação e cultura que possuímos em nossa cidade e país!

Ficou interessado? Então confira os links abaixo:

Bibliotecas Temáticas da prefeitura de São Paulo:

Biblioteca Temática de poesia: 

Biblioteca Temática de contos de fadas: http://bibliotecacontosdefadas.wordpress.com/

Colaboração na Matéria: Fabiano Cassettari. 

Digital x Físico

A discussão entre físico e digital não é nova, muito pelo contrário, já discutida em diversos meios de comunicação (inclusive na própria monitoria) ela se torna pauta novamente, desta vez com uma visão para acervos diferentes dos que geralmente lidamos.
Primeiramente é importante retomar onde essa discussão tem inicio: com a evolução da tecnologia o suporte físico começou a compartilhar sua função com leitores digitais, máquinas avançadas que forneciam programas de visualização de materiais em telas planas, sendo ela do seu computador, celular ou tablet.
O que antes era uma moda se tornou um nicho de trabalho, hoje dificilmente você encontrará livros que lancem sem a sua versão digital, as vezes os mesmos vem somente em versão online, caso do famoso 50 tons de Cinza que só ganhou sua versão impressa após o sucesso estrondoso nos Estados Unidos.
Porém, não foram só os livros que ganharam versões completamente digitais. A Adobe, uma famosa produtora de programas de computador não vende mais qualquer CD ou DVD de seus produtos, todos eles podem ser adquiridos após uma rápida compra online com seu cartão de crédito. Após realizar a negociação lhe é entregue um link para download assim como uma key, ou seja, uma chave de acesso intransferível que registra o seu IP, fazendo com que você possa desinstalar e reinstalar o programa em seu computador sem problemas, porém, se você tentar fazê-lo em duas máquinas simultâneas o código de acesso se tornará inválido para uma delas.
Esse tipo de avanço tecnológico é incrível e assustador, sabendo que estamos sendo registrados por programas o tempo todo, nos faz perguntar até que ponto a rede nos conhece?
Um programa estrangeiro promoveu uma pegadinha com transeuntes em que prometia “ler o futuro deles”. As pessoas entravam na tenda do suposto vidente e davam o seu nome, em seguida o vidente começava a lhe passar diversas informações: nome dos pais, lugares em que a pessoa visitou, até mesmo recados íntimos! Assustados as pessoas perguntavam ao vidente como ele sabia tanto  e então a pegadinha revelava seu segredo. Ao lado, em uma parte oculta da tenda, um homem estava com um notebook e o facebook aberto, através da rede social e do nome do entrevistado ele conseguia todas as informação adivinhadas.
O problema do digital é exatamente este, você se torna exposto a uma rede instável e insegura.
Insegura sim, porque por mais que você tenhas cuidados, anti-vírus e outras diversas formas de proteção, hackers, crackers e programas maliciosos estão infestando a rede somente esperando por um pequeno deslize para invadir a sua máquina, contaminá-la e, por que não, apagar todo o conteúdo da mesma?
Pensando menor também podemos falar da instabilidade de servidores, seu desaparecimento de uma hora para outra, assim como as informações que se perdem nos confusos caminhos até as nuvens.
A insegurança versus o conforto e a praticidade, porque não podemos ignorar que o digital vem para fazer exatamente isso, tornar prático.


Para que levar um livro pesado de 800 páginas quando pode-se acessar de forma rápida, leve e compacta em seu celular ou tablet? Esses são os desafios de hoje, mas não estamos aqui para falar apenas de livros.
A plataforma digital se tornou popular em outros setores também, podemos citar o da música, por exemplo. Apesar da compra de CD’s ainda existir, ela está aos poucos se tornando obsoleta, já que, os aparelhos sonoros dos dias de hoje não fazem a leitura desse suporte, e ele se torna – assim como os amados LP’s – apenas um item de coleção para os mais apaixonados por um determinado artista ou banda.
O download de material digital, e aqui estamos ainda falando de música, já é uma praticamente extremamente popular. No começo era uma forma de pirataria, usuários poderiam fornecer em servidores músicas para download de forma gratuita, assim privando os artistas de qualquer lucro em cima de seu trabalho.
Percebendo que tal prática se tornava cada vez mais popular as grandes gravadoras pensaram em uma forma de combater a pirataria digital criando o download oficial das músicas de seus artistas conveniados. De forma legal e com preço muito mais acessível, a nova forma de comércio musical se popularizou, apesar de ainda existir o download não permitido de material com direitos autorais.
Outro local em que a mídia digital ganhou mercado foi o de games. Hoje é normal que consoles de ultimas gerações ofereçam seus jogos de forma física (por meio da compra em lojas) ou então digital (por meio de um loja do próprio console).
Através do uso da internet pelo vídeo-game, o jogador pode entrar na loja online da produtora do console onde os jogos estarão disponíveis para download após o pagamento de um valor muito abaixo do que o da mídia física.
Baseada nesses mesmos conceitos uma empresa criou uma loja totalmente digital para jogos com a plataforma PC (personal computer). A Steam oferece jogos gratuitos e pagos, sendo os pagos muito mais baratos do que a mídia física original. Todos os jogos são legais, respeitando os direitos autorais das fabricantes, e depois de muitos eles finalmente resolveram oferecer a opção de pagamento em real, devido a grande demanda de consumidores brasileiros.

Estamos passando por um período de transição com essa nova era tecnológica em que novos recursos surgem a todo o instante visando maior conforto, isso não quer dizer que devemos abandonar os velhos utensílios que usamos por décadas, na verdade se fosse escolher uma resposta adequada para a pergunta: “Digital ou físico?”, essa seria “Nenhum dos dois!”, pois não acredito que eles existam sem o outro, penso que seu equilíbrio está no fato de se complementarem. 

Se interessou? 
Confira o link da pegadinha do falso vidente: http://www.youtube.com/watch?v=0TdHj9vruwU

sábado, fevereiro 15, 2014

Coluna Resenhas por Isabela Martins: Introdução à biblioteconomia, de Edson Nery da Fonseca.

Olá a todos!
Eu me chamo Isabela, estou no 3º semestre do curso de Biblioteconomia da FESPSP, sou uma completa apaixonada pela área de Biblio! Durante esse ano, compartilharei aqui com vocês algumas resenhas de livros da área, para recomendar (ou não!) a leitura e direcionar as escolhas de vocês também.

Como primeiro livro para resenhar, escolhi o “Introdução à Biblioteconomia”. Para quem está entrando agora na faculdade, temos uma matéria com esse nome, com a inconfundível e amada professora Evanda F. Paulino. E já dou a dica para o pessoal do 1º semestre: leiam este livro! Ele simplesmente contém quase tudo o que vocês verão neste primeiro ano. Frisei a palavra quase, pois, existem muitos outros conteúdos que este livro não aborda, mas mesmo assim é muito válido já conhecer.

Então vamos ver do que ele trata…
Dividido em quatro grandes blocos o livro trata daquilo que a maioria dos bibliotecários terão como rotina: o livro, a biblioteca, leitor/leitura, o bibliotecário. Em cada um desses blocos há uma divisão em subcapítulos, onde o autor nos mostra as várias facetas de cada um desses “ingredientes” da vida bibliotecária.
Atrelado a esses subcapítulos conceitos simples, mas de suma importância para o nosso
conhecimento, nos são oferecidos. Ao fim de cada tema, uma vasta literatura recomendada nos é exibida, permitindo a continuação da leitura a uma vasta gama de possibilidades de pesquisa.
No final do livro o autor pinçou de várias fontes, como ele mesmo denomina, “Textos
antológicos de escritores brasileiros”. E digo: vale a leitura de cabo a rabo! São textos que vão de Mario de Andrade a Gilberto Freyre (reverências!) e tratam sobre a área e várias outras esferas da biblioteconomia.
Como disse anteriormente, temos uma matéria homônima ao livro no primeiro semestre e super recomendo esse livro para quem esta começando MAS, também tenho a obrigação de recomendar àqueles que já estão na reta final: podemos nos julgar grandes
conhecedores da área quando já estamos no quinto ou sexto semestre, porém, conceitos
básicos muitas vezes nos pegam de surpresa até mesmo em concursos, assim sendo esta
leitura, apesar de básica é muito interessante, até para nos desafiar: será que ao concluir o
curso, sabemos tudo sobre Biblioteconomia?

Trechos do Livro

 “[...] após explanar sobre a biblioteconomia, documentação e ciência da informação, temos, portanto, uma visão pessoal do relacionamento entre a biblioteconomia, a documentação e a ciência da informação. Jamais aceitamos a ideia tão definida, na década de 60, por bibliotecários norte americanos e brasileiros de ser um nome novo para tarefas que a biblioteconomia já vinha desempenhando secularmente [...]Também consideramos inaceitável que a ciência da informação tenha surgido para substituir a documentação. Cada uma delas tem seus objetivos, devendo, porém atuar ‘de mãos dadas’, como o poeta Carlos Drummond de Andrade recomendava aos homens do ‘tempo presente’: um tempo de interdependência entre indivíduos, instituições, nações e especializações e de unificação, integração e harmonia, de visão holística do mundo.” p. 5

“Sabe-se que a primeira explosão demográfica ocorrida no período paleolítico, quando a população mundial era de 5 milhões foi provocada pela generalizada utilização de instrumentos. Com um dessas instrumentos o homem primitivo gravou em pedra seus primeiros dizeres escritos: antecedentes remotíssimos do livro” p. 24

“A segunda explosão demográfica ocorrida quando, em oito mil anos, a população mundial multiplicou-se por cem foi provocada pela revolução agrícola [...]. O aperfeiçoamento da cerâmica é uma das peculiaridades tecnológicas desse período. E ninguém ignora a importância das placas de barro cozido como antecedentes do pergaminho, do papiro e do papel.” p. 25
“O conceito que venho propondo é o de biblioteca menos como ‘coleção de livros e outros documentos, devidamente classificados e catalogados’ do que como assembleia de usuários da informação. Consequentemente, ao bibliotecário compete não mais classificar e catalogar livros operações realizadas por um serviço central e cooperativo devidamente computadorizado e sim orientar usuários, fornecendo-lhes a informação que seja do interesse de cada um. Nota-se que já não me refiro mais à informação simplesmente solicitada e sim àquela que o perfil do usuário perfil elaborado por serviços de disseminação seletiva indique ser de seu interesse, mesmo que ele eventualmente a desconheça. Assim, a missão do bibliotecário, que era quase exclusivamente bibliocêntrica, passa a ser também antropocêntrica; ou entes antropobibliocêntrica [...]” p. 50

Destacaria muitos outros trechos, mas vou deixar vocês com água na boca!

Até a próxima!

Sistemas de Informação, o que podemos aprender.

Se pudéssemos definir Ciência da Informação com uma palavra essa seria guarda-chuva, pois, exatamente como o objeto que utilizamos para nos proteger em dias tempestuosos a Ciência da Informação se constrói com diversas arestas (Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia, etc) e um desses segmentos são os Sistemas de Informação, graduação que tem como  intenção de prover sistemas principalmente na área de tecnologia visando ao acesso à informação.
A importância de se aprender sobre outras grades para nossa área é essencial, não só tendo em vista o aprendizado seletivo para acervos especializados, mas para o crescimento cientifico de nós bibliotecários e a junção de diferentes estudos em diferentes áreas para o melhoramento de nosso trabalho, seja ele qual for.
Sistemas da Informação são uma mistura de humano e máquina, coletando, tratando e transmitindo dados e ai podemos encontrar sua forte ligação com Tecnologia da Informação, porém eles vão além disso.
Enquanto na Tecnologia da Informação nós temos um aprofundamento nos suportes tecnológicos e ferramentas disponíveis para o uso de banco de dados, bases entre outros, em Sistemas da Informação nós temos a construção das ferramentas que facilitam nossa vida.
Não só isso, Sistemas da Informação também proveem os mecanismos necessários para oferecer recursos de acessibilidade, e aqui vamos desde os deficientes físicos até os deficientes tecnológicos. É papel dos graduados em SI oferecer um método para que você consiga acessar o que deseja.
Seriam então eles os bibliotecários tecnológicos?
Apesar da maioria não saber o que é CDD ou como funciona o AACR isso não quer dizer que eles não possam nos ajudar, muito pelo contrário, talvez seja nossa hora de sentarmos e aprendermos um pouco.
“Em geral quem se forma na área (Sistemas da Informação), tem em vista desenvolver softwares que facilitem o dia-a-dia.” Afirma Luan Hretciuk, aluno de Sistemas de Informação.
Muitos bibliotecários ainda possuem certo pavor quando falamos de tecnologia, e chegam a tremer quando pensam no uso de softwares, mas essa situação não pode continuar.
Estamos andando para uma nova era tecnológica em que será necessário o auxilio de mecanismos virtuais e/ou digitais. Apesar do suporte material papel (ou livro) não se extinguir, ele abre espaço para um universo novo, mais vasto e complexo.
As coisas são mais fáceis quando possuímos um guia em mãos e realizamos os processos biblioteconômicos manualmente, eles podem ser mais demorados, porém a questão facilitadora está no fato de que eles são organismos que não se comunicam além do próprio acervo. A tecnologia abre o caminho para a comunicação GLOBAL de documentos, tornando-os acessíveis do outro lado do mundo, aumentando o número de usuários que a cada dia são mais detalhistas e exigentes.
Por tais motivos ignorar a tecnologia, ou negá-la, é um erro para nós profissionais da informação. Devemos abraçá-la e desejá-la como amiga, porque tê-la como adversária será um desafio ainda maior do que aprender a trabalhar com a mesma.
Pensando em avanços práticos na nossa área, o RDA vem como substituto ao AACR2 bíblia para a catalogação. O RDA não será um conjunto literário de normas, como seu antecessor, nem mesmo terá versão física. Seu suporte será digital e seu objetivo é voltado exatamente para o virtual.
A necessidade de ficar atento às diferentes áreas do conhecimento, a partir da Ciência da Informação, nos torna, além de melhores bibliotecários, melhores pessoas. Não estamos dizendo para se reinventar a roda (ou a ficha catalográfica), mas sim utilizar dos recursos disponíveis hoje para melhorá-la, aperfeiçoá-la.
Avançando sempre, construímos nossa história em nossa sociedade, a Sociedade da Informação.

Ficou Interessado? Abaixo o aluno Luan Hretciuk fala um pouco mais sobre Sistemas de Informação.

SOBRE A GRADUAÇÃO: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
Sistemas de informação são basicamente, um sistema, que compreende pessoas e máquinas ou métodos utilizados para coletar, processar e transmitir dados, ou seja, informações para o usuário. O foco da graduação é dar uma visão sobre como desenvolver sistemas e aplicações, sejam elas desktop ou para internet, automatizadas ou manuais, desde sua análise até a parte de programação, porém, sistemas de informação é como se fosse um “mix”, e conta com um pouco da presença de outras áreas, como por exemplo, administração, economia, hardware e ,principalmente, a matemática, que está presente nos 4 anos do curso. Em geral, quem se forma na área, tem em vista desenvolver softwares que facilitem o dia-a-dia. O curso tem basicamente duas partes, um com foco na análise, projeto, programação e implementação e outro com foco na gerência de TI

ONDE NOS LOCALIZAMOS E ÁREAS DE ATUAÇÃO
A tecnologia vem evoluindo rapidamente nos últimos anos, todos os dias surge algo novo. Com toda essa evolução, a maioria das empresas precisam de profissionais na área de SI, alguém que possa analisar e entender os problemas da empresa e, buscar soluções usando tecnologia computacional, através de sistemas já existentes ou criando seu próprio sistema. Em geral, os profissionais de SI se localizam na área de TI de uma empresa, seja para manutenção de computadores, redes, banco de dados e/ou criação e manutenção de sistemas.
São muitas as opções onde o bacharel de SI pode atuar: Analista de sistemas, engenheiro de software, programador de sistemas computacionais, administrador de redes, administrador de banco de dados e sistemas operacionais, desenvolvedor para internet, empresário de informática, projetista de software, entre muitas outras. As áreas de atuação crescem também cada dia mais e mais devido à presença da tecnologia em praticamente tudo hoje em dia.

ÁREAS ALTERNATIVAS
Existem algumas áreas alternativas onde o profissional em SI pode atuar como, por exemplo, na área de administração com ênfase em SI, na área de manutenção de computadores (hardware), que é uma área alternativa por não ser o foco da área. Pode-se voltar também um pouco para a área da matemática, por exemplo, para construir modelos matemáticos que simulem situações reais.


Colaboração: Luan Hretciuk. 

Depoimentos dos alunos!

A semana de recepção aos calouros acabou, finalmente estamos entrando no ritmo de semestre de estudo e preparo para a nossa tão suada graduação. Em resposta a isso, os novos alunos do curso nos enviaram alguns depoimentos a respeito de sua visão sobre Biblioteconomia, suas expectativas quanto ao curso e o que estão achando de tudo que viram até agora.
Inauguramos esse primeiro post da coluna com o depoimento do aluno Giancarlo Trentini, confira!

Acho que como a maioria das pessoas, eu também tinha um certo preconceito sobre o curso de biblioteconomia, no entanto, diferentemente dos chavões que ouvi durante estes dias de curso, meu preconceito estava mais relacionado ao fato de achar que o curso seria voltado apenas à bibliotecas físicas e que o termo Ciência da Informação estava mais ligado aos sistemas de classificação de livros do que conteúdos informacionais. Mesmo assim, resolvi fazer a inscrição no processo seletivo, pois pesquisei sobre a reputação e história da FESP.
               Após o processo seletivo, já pude ter a primeira surpresa em relação à FESP, pois recebi um e-mail da coordenadora do curso, me perguntando porque eu não tinha me matriculado até então. Nossas trocas de mensagens foram muito interessantes, pois consegui através desta interação obter várias respostas sobre a amplitude do curso e principalmente, sobre a tratativa da biblioteconomia sobre conteúdos digitais e organização de informações no mundo eletrônico, que veio ao encontro dos meus interesses. Além disso tive a FESP me ofereceu a oportunidade de frequentar duas semanas do curso para que eu pudesse ter a certeza de que o curso atenderia às minhas expectativas.
               Logo na primeira semana já pude perceber o quanto a faculdade foi receptiva e diferenciada das demais, a tratativa e o acolhimento que recebi foi fantástico e me motivou sobremaneira. As interações com os professores e com a coordenação me fizeram perceber que terei muito espaço para discutir sobre assuntos que eu busco, relacionados à organização das informações eletrônicas, voltadas ao mundo corporativo e além disso, sinto que poderei contribuir muito para com o curso e principalmente para com meus colegas, fazendo com que esta turma seja muito rica e produtiva e que talvez possa contribuir para que estes preconceitos, como sentia inicialmente, sejam definitivamente banidos das cabeças das pessoas.

Giancarlo Trentini.


Tem um depoimento que também gostaria de enviar? Então entre em contato conosco: monitorcientificofabci@gmail.com. Estamos ansiosos para ter seu relato compartilhado.


Colaboração na matéria: Giancarlo Trentini.

Coluna mensal Carreiras: Biblioteca Escolar.

Inauguramos hoje nossa coluna mensal Carreiras onde iremos postar a respeito de uma unidade de informação diferente com o objetivo de esclarecer para alunos de biblioteconomia, bibliotecários e cientistas da informação os diferentes locais onde podemos exercer nosso trabalho.
A biblioteca escolar é um dos centros de informação mais conhecidos em nossa área e para a comunidade em geral. Já conhecida em muitas escolas particulares, ela se torna obrigatória após a sanção da lei 12.244/10 em 2010 que estipula que todas as instituições de ensino públicas e privadas devem possuir uma biblioteca até 2020, trabalho difícil já que 72,5% das escolas públicas do país NÃO possuem bibliotecas. Na verdade, dados apontam que teriam que ser construídas 53 bibliotecas por dia para que essa lei fosse cumprida (fonte: Planetasustentável).
Pensando nisso o Instituto Ecofuturo lançou a campanha Eu quero minha Biblioteca em que informa as prefeituras a respeito dos recursos disponíveis para a criação e manutenção de bibliotecas escolares.
Lembrando sempre que Biblioteca é diferente de Sala de leitura, alternativa de muitos diretores escolares para suprir a necessidade de se contratar um bibliotecário registrado, já que, ao se denominar o espaço de sala de leitura se renega a necessidade de um profissional graduado e habilitado para tal serviço.
Mesmo sendo uma unidade de informação com suas divergências, problemas e polêmicas ela é também uma das mais ricas, importantes e primordiais fontes de informação, principalmente para jovens estudantes que cada vez mais se distanciam da leitura tradicional (com suporte em livro).
Como então chamar atenção das novas gerações para a leitura?
Como discutido no post Bancas de Jornais,existe futuro?  os jovens de hoje em dia se interessam por materiais diferentes, literaturas diferentes e como bibliotecários é nosso trabalho nos adaptarmos aos seus gostos e buscarmos o que eles desejam. Lembrando sempre que nós trabalhamos para o nosso usuário, sempre pensando em suas necessidades e desejos.
Levando em conta tudo isso não é difícil, ao entrar em uma biblioteca escolar, você encontrar, além dos títulos clássico da literatura brasileira e portuguesa, nomes desconhecidos de romances infanto-juvenis, contos fantásticos, histórias em quadrinhos e mangás.
A biblioteca escolar de hoje não pode, assim como nenhuma outra, parar de evoluir e mudar. Não estamos falando sobre esquecer tudo que já aprendemos antes nas aulas do curso de Biblioteconomia, e sim aproveitar nosso conhecimento e modelá-lo ao novo tempo em que vivemos e aos nossos novos usuários com suas mentes voltadas para um mundo diferente do qual fomos criados.
A aluna Sylvia Tristão, aluna do 3º semestre de Biblioteconomia, trabalha há cinco anos na biblioteca do Colégio Miguel de Cervantes e nos fala um pouco a respeito de sua experiência trabalhando em biblioteca escolar.

MC: Como é trabalhar em uma biblioteca escolar?
ST: Eu sou suspeita para responder essa pergunta, adoro trabalhar com crianças, jovens, o ambiente escolar é, para mim, um aprendizado! Além de nos trazer vida.

MC: Quais são as principais atividades de um bibliotecário em uma biblioteca escolar?
ST: As atividades que eu exerço na biblioteca escolar do Cervantes são: arquivo em geral, tanto de livros, periódicos, DVDs, CDS, etc; toda a elaboração de cartazes, mural informativo; atendimento ao público em geral, no meu caso, alunos de 04 á 17 anos, professores, pais/mães de alunos, alunos do curso de línguas, e a comunidade próxima. Atendimento telefônico, por e-mail, cadastro de alunos, funcionários e pais; atendimento à editoras, autores de livros, solicitação de material e todo auxilio à bibliotecária responsável.


Em seu site o Colégio Miguel de Cervantes define a biblioteca como “[...] porta de acesso ao conhecimento, à cultura e à informação”. A aluna Sylvia leva isso em mente em todos os dias de trabalho, sempre se dedicando ao máximo para atender seu publico e incentivar o seu usuário a ler mais.


MC: Você acha que os jovens de hoje se interessam por bibliotecas? Pela leitura em geral?
ST: Olha o jovem hoje em dia está muito ligado à tecnologia, e lá na escola, como os alunos têm leitura obrigatória, não gostam muito de ler não, são poucos os que se interessam, mas eu adoro conversar com eles, indicar livros, conto um pouco dos livros e eles acabam se interessando. Acredito que é primordial levantar da sua mesa, entrar no acervo, que lá possuímos um acervo de 60.000 exemplares, e como leio livros desde infantil, adulto, todo tipo de leitura, passo um pouco dos livros pra eles, e só o fato desse contato, já faz toda a diferença e consigo maravilhas...

MC: Qual é o material mais requisitado na biblioteca fora o didático? 
ST: Os adolescentes solicitam muito romances, principalmente as meninas. Apesar de toda evolução são cada vez mais apaixonadas, e amam historias de amor. Alguns poucos gatos pingados pedem a leitura obrigatória para o vestibular, como Senhora, Memórias de um sargento de milícias, etc.
Ficou interessado? Confira abaixo a cartilha do Eu quero minha biblioteca, e fique por dentro da luta por bibliotecas em todas as instituições de ensino do país.



Colaboração na Matéria: Sylvia Tristão.

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Bancas de jornais, existe futuro?

Um dos centros de informação mais populares está sendo posto em pauta hoje: as bancas de jornais. Por que discutir a respeito? As bancas de jornais tem sido por décadas um dos ambientes mais visitados, sendo originalmente para a aquisição de jornais e revistas. Hoje, por outro lado, tais estabelecimentos oferecem uma gama gigantesca de produtos das mais diferentes marcas, razões e objetivos.
Apesar de ser fato conhecido que bancas de jornais vendem cigarros, bebidas, doces, acessórios, aparatos tecnológicos, entre outros, a lei que permitiu tal comércio é nova: foi sancionada em dezembro de 2013, após anos de luta por parte dos jornaleiros pelo direito de vender outros tipos de produtos em seus comércios.
A aprovação da nova lei foi atribuída principalmente aos interesses de grandes empresas em comercializar seus produtos no maior número de estabelecimentos comerciais possíveis. A Copa do Mundo traz ao Brasil uma gama de novos consumidores, e velhos interesses. Mas, afinal o que os bibliotecários podem tirar a respeito disso?
O principal medo ao se sancionar essa lei era que as bancas de jornais perdessem seu objetivo original (a venda de jornais e revistas).
Com o avanço da tecnologia não é mais necessário sair de casa ou pagar para se ter informação. Diversos jornais onlines e gratuitos lhe oferecem a informação do dia, do mês, da cidade, do país em apenas um clique. Um timer foi acionado para o fim do jornalismo impresso: pesquisas comprovaram que a distribuição do jornal impresso caiu em 17% na Europa Ocidental e nos Estados Unidos (fonte: Carla Lisboa), um burburinho se instaurou entre os donos de banca. Será que no Brasil poderia ser diferente?
Sim, poderia. Pelo menos é o que dizem os próprios jornaleiros. Em busca de respostas entramos em contato com Luiz Camera dono da Banca do Luiz localizada na zona norte de São Paulo. Ele afirma que o que ainda mais vende é o jornal e a revista, e não se sente ameaçado pela internet, seu adversário é outro.

1.      Hoje em dia é muito comum você adquirir material de leitura online, você acha que isso prejudicou as bancas de jornais?
As leituras online não prejudicaram as bancas, quem gosta de ler continua comprando as revistas. Os maiores concorrentes das bancas são as assinaturas de jornais e revistas.
2.       Qual é seu produto mais vendido, e qual é faixa etária que mais compra em bancas de jornais?
Jornais, revistas semanais e quinzenais de economia e atualidades, revistas de fofocas. A faixa etária é entre 18-45 anos.

Seu Luiz, como gosta de ser chamado, diz que a frequência dos jovens é comum, na verdade muitos deles se tornam clientes fieis. Dono da banca de jornal há quase dez anos ele testemunhou a mudança de hábitos e preferências até a necessidade de adaptação para um publico cada vez mais exigente.
Cinco anos atrás ele teve a oportunidade de trocar a sua antiga banca por uma maior e mais espaçosa. O motivo? Organização. Ele percebeu que a organização do seu material era necessária para a evolução do comércio.

3.       Como você organiza o seu material (jornais, revistas, livros) na sua banca de jornal? Você acha que a organização é importante?
A organização é importantíssima, primeiro por títulos, depois infantis que são nas prateleiras mais baixas, femininas em uma altura de fácil visualização e as masculinas localizadas em lugares mais altos. Também um local só para adolescentes e outro para passatempos. 
4.      O que o publico jovem (13-20 anos) mais consome na banca?
Entre 13 e 20 anos a preferencia é de mangás, revistas de ídolos e quadrinhos.

No dia 30 de janeiro é comemorado o dia nacional da história em quadrinho, a importância desse material já é vista a muito tempo, sendo uma das áreas mais populares em feiras do livro é impossível ser ignorada.
O mangá, versão japonesa da história em quadrinho, é um dos mercados que mais vem crescendo. Grandes editoras vem investindo pesado em trazer cada vez mais títulos para o Brasil. Cinco ou seis anos atrás era comum você encontrar apenas meia dúzia de títulos mensais de cada editora, hoje porém a quantidade dobrou, resposta ao interesse dos jovens por esse novo conteúdo.
“Quase não tenho mais espaço para eles” reclama Luiz ao se referir à parte exclusiva de sua banca que foi reservada para esse material: conjunto de sete prateleiras cheias que rapidamente são consumidas e abastecidas com novos volumes.
Todos os dias nos vemos afogados em questionamentos de como incentivar a leitura para essa nova geração que nasceu voltada para um monitor, talvez esteja na hora de nós tirarmos nossos olhos conservadores do que é conhecido e nos aventurarmos além para descobrir o que poderia atrair essa gama de novos leitores.
Aparentemente Seu Luiz já descobriu.

Ficou interessado? Então confira a Gibiteca Monteiro Lobato, espaço dedicado às histórias em quadrinhos que reúne aproximadamente 3500 exemplares de álbuns, gibis, mangás e RPG.
Endereço: Rua General Jardim, 485 - Vila Buarque.
Horário: 2ª a 6ª feiras das 8h às 18h, sábados das 10h às 17h e domingos das 10h às 14h.


Colaboração na matéria: Luiz Ramão Camera.

Eleição Conselho Acadêmico FESPSP.

Esse ano serão realizadas as eleições para eleger o novo Conselho Acadêmico da FESPSP, o Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes explica o que é, para que serve e como funciona o Conselho Acadêmico, confira! 

O que é Conselho Acadêmico?
É a instância superior do nosso curso, um órgão de natureza deliberativa, normativa e consultiva, que tem a seu cargo as atividades didático-pedagógica, científica e de pesquisa. Tudo que envolve a nossa Faculdade é aprovado pelo Conselho.

Quem faz parte do Conselho?
Cinco (5) docentes (um deles a Coordenadora); dois (2) discentes; um (1) membro da Mantenedora e o Diretor Acadêmico, como seu presidente.

“Ser um membro do Conselho Acadêmico da FESP é um enriquecimento pessoal muito satisfatório, saber que a instituição esta trabalhando sempre nos conforta, a participação de um membro mostra que a instituição está aberta ao diálogo com os alunos e seus colaboradores. Particularmente ser um membro foi uma grata visão de como a FESP realmente trabalha e funciona, toda a responsabilidade é dividida democraticamente entre seus membros. Melhorias serão feitas como em qualquer instituição pública ou privada, fazer parte deste corpo foi uma experiência agradabilíssima”.
Rafael Reche, ex-membro do Conselho Acadêmico – Formando em 2013. Biblioteconomia e Ciência da Informação.

O que faz o Conselho?
Ele se reune periodicamente, 1 a 3 vezes por semestre, com base em uma pauta pré-estabelecida para análise e deliberação. Tudo o que é conversado é  sigilosos ou pertinentes somente ao Conselho por envolver alunos e professores.

O que faz o representante discente do Conselho?
O representante discente deverá participar dos pontos discutidos nas reuniões como os “os olhos e ouvidos dos alunos”, representando as necessidades e inquietações do corpo discente da FaBCI através da observação constante do cotidiano acadêmico.

Caso queria se candidatar ao cargo, mande um e-mail para cabibliofespsp@gmail.com, com seu nome completo, RA e classe que estuda, até dia 17/02 (segunda-feira).

eleição será feita no dia 20/02 (quinta-feira), no 5º andar do prédio da FESPSP.

Créditos: Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes.
Colaboração: Rafael Reche. 


terça-feira, fevereiro 04, 2014

Comissão da verdade: 50 anos do golpe militar de 1964.

Na sexta-feira, 31 de janeiro, a Comissão da Verdade da FESPSP encerrou a semana de recepção dos calouros de 2014 com Luiza Erundina debatendo os 50 anos do golpe de 1964. A aluna Magali Machado de Almeida (monitora científica 2013) fez um relato do que rolou no debate.

No ano em que o Brasil relembra o golpe militar de 64, que instaurou a mais longa ditadura no país, em uma terceira quebra da democracia que aboliu violentamente direitos políticos, sociais e civis, o clamor de todas as manifestações e eventos referentes à triste efeméride é um só: que o acontecimento nunca mais se repita.

Para garantir essa minimização do risco, as gerações que viveram este último regime de exceção brasileiro apostam todas as suas fichas nos jovens de hoje, expondo a todos eles as mazelas e consequências de dias turbulentos e cruéis. A informação como arma estratégica neste embate é o argumento inconteste para o convite à discussão e novas proposituras de ação.

Alinhados com esta visão, os centros acadêmicos da FESPSP fecharam na última sexta-feira a semana de recepção aos calouros de 2014 reverberando a importância de se levantar questões daqueles anos para o melhor entendimento de nossa realidade e vivência democrática.

Sob a coordenação do aluno de Sociologia Dyego Oliveira, da Comissão da Verdade da FESPSP, o Centro Acadêmico Florestan Fernandes (CAFF), representado pela aluna de Sociologia Mayara Amaral, e o Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes, representado por Eliana Gaiga, aluna de Biblioteconomia, recepcionaram a Deputada Federal Luiza Erundina (PSB-SP) à mesa temática “50 anos do golpe de 64: Nunca Mais!”.

Da esquerda para a direita: Eliana Gaiga, Dyego Oliveira, Luiza erundina e Mayara Amaral. 


Em sua fala, Luiza Erundina repassou os principais eventos de sua trajetória política, desde sua atuação junto aos trabalhadores rurais no sertão paraibano no final dos anos 60 como assistente social militante pela reforma agrária até sua chegada à São Paulo na década de 70 para atuar como assistente social da prefeitura. Em princípio, pensou ter abandonado a luta da reforma agrária de seu estado natal, mas, trabalhando junto aos moradores dos cortiços e favelas da capital, entendeu que a questão agrária continuava na agenda de sua luta política, com os imigrantes nordestinos, como ela, como protagonistas.

Sofreu perseguições políticas com o golpe de 64 que a impediram de atuar plenamente na carreira acadêmica. À época de seu mestrado em Sociologia na FESPSP, em 1968/69, militava profissionalmente e estava ligada apenas à Pastoral da Terra, segmento da Igreja Católica em oposição à ditadura, no “rescaldo das Ligas Camponesas”, como explicou ao público.

Luiza Erundina criticou novamente a Lei da Anistia pois “anistiou todo mundo”, beneficiando também aqueles que torturaram, estupraram e assassinaram. E afirmou que os relatórios finais das Comissões da Verdade no país inteiro, ao apontarem os responsáveis pelos crimes de lesa-humanidade, devem se converter em processos judiciais para se fazer justiça às vítimas desses atos cruéis.

A Deputada terminou sua fala elogiando os centros acadêmicos da FESPSP por destacaram a importância de se fazer política e que os jovens que estão na rua “não são os black blocks, mas sim, jovens indignados que não aguentam mais a mesmice e querem protagonizar a história.” E atualizou o cenário: “Isso não é só para reparar o que aconteceu no passado, é para reparar o que acontece hoje nas delegacias de polícia. Os jovens desaparecem, as torturas que acontecem todo dia, os “amarildos” da vida, e outros tantos, sem se dar sequer satisfação. A polícia mata adoiado e não acontece nada. E os comandantes, superiores e governantes dizem “Vamos apurar”. E nunca apuram coisa nenhuma. Porque quem morre é o filho do pobre, é o negro, é o jovem. E isso é resquício de um período militarista”, concluiu Luiza Erundina, entre aplausos da plateia.

Saiba mais sobra a Comissão da Verdade FESPSP e participe:

A Comissão da Verdade FESPSP foi instalada em junho de 2013, em consonância com o mesmo movimento em outras instituições educacionais públicas e privadas, com o fim último de apoiar a Comissão Nacional da Verdade.
Desde então, a Comissão tem reunido documentos em arquivos públicos, como o arquivo do DOPS e o Centro de Documentação da FESPSP, que retratassem qual foi a participação da instituição no período da ditadura militar e, diferentemente de outras escolas, a Comissão quer lançar luz nos escusos financiamentos estabelecidos.

Entre os casos a serem investigados está o teor do convênio que a FESP fez com a Escola Superior de Guerra e a intrigante presença de um capitão do exército americano, altamente graduado, entre os alunos de Sociologia. Charles Rodney Chandler foi morto em 1968, na porta de sua casa, no bairro do Sumaré, justamente quando estava indo para sua aula na FESP. Qual seria sua ligação com a instituição?

Apoio dos alunos e profissionais de Biblioteconomia
A Biblioteconomia da FESPSP, representada pela coordenadora do curso, Professora Doutora Valéria Valls, dará apoio à Comissão na pesquisa dos documentos, com coordenação do Professor Francisco Lopes Aguiar. O CEDOC da FESPSP e o CA Rubens Borba da Moraes também participam do processo e o convite está a aberto a todos os alunos da graduação e da pós que tenham interesse em auxiliar nesta fase de investigação.

Ficou interessado? Então confira os links abaixo que falam mais a respeito do golpe de 64:



Colaboração da matéria: Magali Machado de Almeida.