domingo, abril 27, 2014

Fórum Formação do Profissional da Informação: Desafio Contemporâneo.

O Departamento de Biblioteconomia e Documentação (CBD) da Universidade de São Paulo está organizando um fórum para os profissionais da informação, que será realizado em maio.

O Fórum tem como objetivo discutir com os coordenadores de cursos de Biblioteconomia os rumos da formação profissional e os possíveis termos de um projeto político-pedagógico. A área da Informação, estratégica para todos os segmentos produtivos do País, nas duas últimas décadas teve desenvolvimento acelerado para habilitar-se a responder às demandas cada vez maiores de conhecimento. Essa mutação acelerada criou no âmbito da Universidade uma série de questões que devem ser equacionadas para que o ensino e a pesquisa respondam às necessidades do País. Para o Fórum foram convidados coordenadores de Cursos, bem como professores, doutorandos, mestrandos e graduandos da área. Essa reunião de interessados nos rumos do ensino da Biblioteconomia objetiva criar um ambiente propício para troca de informações e reflexões, buscando encontrar as respostas para duas perguntas essenciais: Qual é o perfil do profissional de Informação mais necessário ao Brasil hoje? Em que medida as universidades e faculdades têm respondido a essa demanda?
(FONTE: CBD)



O evento ira ocorrer entre 26 e 28 de maio no auditório da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.
Para conferir a programação e se inscrever confira o link abaixo:


http://www3.eca.usp.br/forumdemaio


PEC: Técnicas para a Gestão de Bibliotecas Comunitárias

Grazielli de Moraes é uma ex-aluna estrela do curso de Biblioteconomia da FESPSP. Seu trabalho já foi publicado aqui na monitoria e em muitos outros meios de comunicação. Conhecida pelo seu excelente trabalho de montagem e gestão de uma biblioteca comunitária ela tem um dos melhores trabalhos de conclusão do curso, tendo, inclusive, se apresentado durante a semana do bibliotecário.

Para nos apresentar um pouco mais a respeito do mundo das Bibliotecas Comunitárias ela estará realizando um PEC (programas de enriquecimento curricular) no dia 10 de maio!



Todas as Informações estão abaixo, e é uma oportunidade incrível para todos aqueles que gostariam de conhecer mais um pouco a respeito do mundo das bibliotecas comunitárias.

PEC - Programa de Enriquecimento Curricular
"Técnicas para gestão de bibliotecas comunitárias" com Grazielli de Moraes
Data: 10 de maio (sábado) das 10h às 12h
Local: Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Rua General Jardim, 522, Sala 53 (5o andar)
Público: Alunos de graduação da FESPSP, alunos de biblioteconomia de outras IES e demais interessados no tema

Gratuito / Inscrições no local

Coluna carreiras: Bibliotecas em escolas de teatro.

Isabel Figueiredo é estudante de Biblioteconomia da FESPSP. Além de ajudar no Atividades Complementares FaBCI ela também é colaboradora aqui da monitoria cuidado da pagina do facebook.
Estagiaria da SP Escola de Teatro ela nos respondeu algumas perguntas a respeito do seu trabalho.

1.     Seu estágio é um pouco diferente dos demais, muitos estão acostumados a lidar com bibliotecas escolares, públicas e universitárias, conte um pouco a respeito do seu local de trabalho e o que você faz.

Eu faço estágio na SP Escola de Teatro, que é uma escola voltada para o preparo de profissionais ligados as artes do palco (atores, dramaturgos, diretores, sonoplastas, figurinistas etc). Atuo desde de outubro de 2013 na biblioteca, onde trabalho diretamente com as a formação de acervo (compras, doações, substituição de materiais danificados, pesquisa de obras raras entre outra coisas).
Hoje nossa biblioteca conta com o acervo particular de 4 grandes personalidades na área do teatro (Emílio Di Biasi, Alberto Guzik, Cristiane Riera e Ivan Cabral), o acervo é aberto para os alunos, professores, comunidade e pesquisadores.

2.     Qual é a parte mais interessante do seu trabalho?
É sem dúvida a pesquisa de substituição de materiais (como maior parte do acervo provém de doação, muitos materiais chegaram danificados e tentamos repor por um exemplar em melhor estado de conservação), durante a pesquisa posso conhecer um pouco mais dos gostos e da personalidade do doadores e entender a lógica que utilizavam para formar seu acervo pessoal. Por exemplo, sei que um dos doadores tinha um gosto musical apurado e tinha uma grande preferência por óperas, outro lia e escrevia muito bem em francês...
É como ser íntimo de alguém que você não conhece, é estranho, porém, gostoso.

3.     Quais são as maiores dificuldades que você encontra?
Muitos dos nossos materiais estão em outros idiomas como francês, inglês e até mesmo alemão... esta mistura de idiomas dificulta um pouco as pesquisas de substituição, pois, a tradução para o português nunca é exata, e em muitos casos é existente.

4. Pretende seguir o mesmo ramo quando formada?

É uma possibilidade, não posso descarta-la... vamos ver o que futuro tem para oferecer.

Isabel Figueiredo

Coluna Música e Livros por Bruno Carvalho

Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, começa hoje com uma coluna que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando que musica e livros podem ter tudo a ver!

A Finis Africae surgiu em uma época que Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial dominavam o espaço na cena do rock brasileiro. Após o sucesso de "Armadilha" nas rádios, no ano de 1986, a banda continuou o caminho e conseguiu colocar no mercado um LP homônimo. O Finis Africae encerrou as suas atividades em 2002.

Eduardo de Moraes – Vocalista da banda Finis Africae.

1)      Eduardo quando você decidiu ser músico? Tocou em outras bandas antes do Finis Africae?  Porque foi morar em Brasília?
Minha ida para Brasília se deve ao fato de meu pai ter sido funcionário público e foi transferido do Rio de Janeiro para lá. Nos dois primeiros anos que morei lá, 78 e 79, estudei violão clássico, parei quando entrei para faculdade e fui morar em Minas Gerais (Viçosa). Em 1983 estava de volta a capital estudando Engenharia Agronômica na Universidade de Brasília. Loro Jones, que já era guitarrista do Capital Inicial, morava próximo a UnB e eu também. Nos conhecemos e frequentávamos os mesmos bares e festas e tínhamos uma turma de amigos em comum. Numa vez num final de noite comecei a cantarolar e o Loro falou que eu deveria aproveitar a voz que tinha e montamos um grupo (Virgens) onde ele tocava baixo, José Flores (Finis Africae) tocava guitarra e Alessandro Bambino (Escola de Escândalos) tocava bateria. O grupo durou uns três meses e fizemos duas apresentações, uma numa festa de uma amiga e outra no Teatro Escola Parque abrindo paro o Zero e Capital Inicial.

2)      O  Nome Finis Africae foi tirado do livro "O Nome da Rosa" e significa "nos limites da África", assisti ao filme e percebi que se trata da área de acesso proibido ( livros proibidos).
Exatamente

3)      Qual a influência literária nas  letras do Finis Africae? Que livros e autores influenciaram a banda na década de  80?
Líamos muito. A maioria do pessoal era universitário e Brasília propicia a leitura graças a falta de opções de lazer que se juntava a nossa falta de grana e nos colocava rumo a biblioteca. Trocávamos livros de todos os tipos, biografias, romances policiais, roteiros cinematográficos, peças teatrais, poesia, enfim,... Na década de 80 e especificamente eu e Neto (baixista do Finis) curtíamos muito os Beatnicks: Allen Ginsberg, Jack Kerouac, Charles Bucowsky, John Fante entre outros. Entre os nacionais destaco Rubem Fonseca, Ignácio de Loylola Brandão e João Ubaldo Ribeiro. Além do Nome da Rosa de Umberto Eco posso citar como boas lembranças títulos como: O sorriso do lagarto (João Ubaldo), Pergunte ao pó (John Fante), Vastas emoções e pensamentos imperfeitos (Rubem Fonseca), Obras completas (Oscar Wilde).

4)      Tem alguma música sua que fala de algum livro? Ou alguma música que tem trecho de livros?
Pergunte ao pó deu nome a uma música do Finis. Usamos o título original em inglês: Ask the dust e a letra narra um evento que acontece no livro.

5)      O que está lendo atualmente?
Estou lendo A condessa de Barral de Mary del Priori e estou gostando.

6)      Como era o seu convívio com o pessoal das outras bandas de Brasília nos anos 80? ( Capital Inicial, Plebe Rude e Legião Urbana), Renato Russo, Dinho Ouro Preto, etc...
Era muito legal. Brasília tinha um ar bem interiorano naquela época e haviam diversos pequenos grupos sociais que as vezes se viam juntos em festas e shows principalmente. Renato sempre foi muito reservado, saía pouco e gostava de reuniões sociais com pouca gente, mas era um ótimo anfitrião quando se dispunha a receber visitas. Também foi muito solidário. Antes dos Virgens, tive um grupo chamado Objetos Oblíquos e Paulo Paulista que tinha sido anteriormente do Aborto Elétrico tocava teclado. Faltava um amplificador de guitarra para ensaiarmos. Paulo ligou para o Renato que disse que eu poderia passar lá e pegar o dele na condição de deixar lá novamente depois do ensaio e assim foi feito. Esse tipo de coisa rolava muito entre os grupos. Outro hábito típico desse tempo era fazermos visitas a amigos que possuíam uma boa discoteca munidos de fitas cassete para fazermos cópias. André Muller (Plebe Rude) que o diga, mas havia a turma da Escola Americana da qual Felipe Seabra (Plebe Rude) fazia parte que sempre apresentavam grupos novos e novos discos de grupos já conhecidos. Nesse tempo eu não era muito próximo do Dinho, conversávamos e tal, mas viemos a nos aproximar mais depois que saímos da capital.

7)      Quais as melhores lembranças da época de Brasília?
Sem dúvida as festas e os shows eram legais, mas também gostava dos festivais de cinema, dos passeios de bicicleta, tardes nos clubes a beira do Lago Paranoá e o céu no pôr do sol.

8)      Li que a cena de rock  de rock de Brasília na década de 80 era diferenciada da cena de São Paulo e Rio de Janeiro, porque as bandas foram mais unidas, começaram junto, todos cantavam com todos, o Dinho fala muito isso nas entrevistas dele...
São Paulo e Rio são cidades mais cosmopolitas. Você se desloca mais facilmente usando transporte público o que era praticamente impossível lá em Brasília. Isso faz com que as pessoas transitem mais em meios sociais diferentes e se tornem mais ecléticas e independentes socialmente. Brasília era a junção de diversas panelinhas onde você só entrava quando convidado por algum membro do grupo. E nem todos que gostariam de participar desses grupos (panelas) eram convidados. Havia muita solidão. Por outro lado uma vez dentro as pessoas se visitavam mais, se telefonavam mais, enfim conviviam mais. Pesa também o fato de que a maioria das pessoas que estavam lá, não eram de lá e isso faz com que você invista em criar um círculo de amizades.

9)      O Finis Africae ainda está em atividade?
O Finis Africae encerrou as suas atividades em 2002. Depois disso me envolvi em alguns poucos projetos musicais, sendo que retomei um deles o MIX 80, que é um grupo que toca músicas dos anos 80. Junto com esses músicos fiz um show chamado: Eduardo canta Finis, que até agora só foi apresentado uma única vez num Teatro aqui do Rio no ano passado, contando com a participação de Cezar Ninne (ex-guitarrista do Finis), Marlelo Hayena (Uns & Outros) e Bruno Gouveia (Biquíni Cavadão).

10)  Eduardo, fique a vontade para indicar alguns livros aos leitores do blog.
Grandes Esperanças - Charles Dickens
Guia politicamente incorreto da história do Brasil - Leandro Narloch
 1808 - Laurentino Gomes


Colaboração na matéria: Eduardo de Moraes

Finis Africae em Brasília na W3 Norte, na sala de ensaio no Prédio Radio Center. 

domingo, abril 20, 2014

Motivos para levar crianças à biblioteca.

O site americano Huff Post elaborou uma lista onde consta 5 boas razões para levar seus filhos à bibliotecas. Entre as razões a autora destaca a importância da criança ter contato com outras pessoas e com livros que os pais desconhecem, as atividades que ocorrem nas bibliotecas, o estimulo a leitura ao se conviver em um ambiente que realça a importância da mesma, a responsabilidade adquirida pela criança ao se tornar “dona” do seu próprio cartão da biblioteca tendo que lidar com o empréstimo e os prazos, entre outros fatores.



                                       
A matéria escrita por Christine Cully (editora chefe da revista Highlights for children e editora de revistas para as melhores leituras infantis) mostra através de seu relato pessoal o impacto que a biblioteca tem em uma criança.
estereótipo do bibliotecário assim como o da biblioteca sendo um lugar “chato” para “gente velha” está caindo aos poucos, porém, ainda tem seu lugar e poder na mente de muitos jovens e adultos. Esse primeiro contato com a  biblioteca quebra essas barreiras, mostrando a beleza e o prazer que o ambiente (e a leitura) podem oferecer ao individuo.
Em São Paulo existem diversas bibliotecas que se especializaram para receber o publico infantil. Essa são: A biblioteca especializada em contos de fadas, a biblioteca temática de literatura fantástica e a biblioteca Monteiro Lobato.



Ainda assim são poucas comparadas a necessidade do acesso do público infantil ao espaço. Por esses motivos é necessário o constante estimulo a organização de eventos para o publico infantil, o investimento em obras do gênero e o atendimento diferenciado
As crianças de hoje são os futuros leitores de amanhã. Sendo a alfabetização no Brasil um processo lento que anda aos trancos e barrancos, é um dever todo bibliotecário guardar um pouquinho do seu tempo para deixar o seu legado de amor à leitura as próximas gerações.
E mesmo aqueles que não são bibliotecários, ou que não trabalham em acervos que possam abrir ao publico infantil, existem outras diversas maneiras de fazer a ligação entre o livro e a criança, seja esse o trabalho voluntário ao se disponibilizar para ler para crianças, ou apenas doar seus antigos livros.

Seja como for não se esqueça de fazer sua parte, para que nossos futuros usuários saibam amar a biblioteca assim como nós amamos. 

Livros digitais no Brasil.

O Observatório do Livro e da Leitura divulgou na semana passada dados referentes a pesquisas realizadas em bibliotecas, através de entrevistas com bibliotecários e usuários, a respeito do livro digital e seu impacto nas bibliotecas e sociedade brasileira.



O Observatório do Livro e da Leitura é um programa de caráter permanente que faz estudos e pesquisas e difunde informações e conhecimentos sobre a questão do livro e da leitura no país, e integra a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) para a Educação, a Ciência e a Cultura.
Sua atuação compreende três áreas principais:
·         Diretoria de Conteúdo - Gera, produz e dissemina informações e conhecimento sobre a área e o setor, através de dois projetos específicos:
·         Agência de Notícias Brasil que Lê – Produz e distribui informações e opiniões diariamente sobre a área do livro e leitura para 3 mil redações de jornais, revistas, televisão, rádio e sites no País.
·         Revista digital Brasil Que Lê – Produz a publicação semanal que circula na internet para um público de 80 mil usuários e é considerada uma das principais referências da área do livro e da leitura.
·         Centro de Estudos e Pesquisas – Desenvolvimento de estudos e pesquisas, em parceria com outras instituições, universidades, pesquisadores e entidades da área do livro e da leitura, sobre temas de relevância. Entre suas atividades, estão o monitoramento e as análises sobre a execução de políticas públicas do livro e leitura e a realização de debates sobre esses temas.
·         Portal do Livro e da Leitura – Identifica, mapeia, integra e analisa dados existentes no Brasil e no mundo sobre as áreas acima, disponibilizando gratuitamente todo tipo de informação e conhecimento acumulado sobre esses temas.

A pesquisa realizada teve como intenção descobrir os suportes utilizados pelos usuários para a leitura de e-books, assim como se os mesmos gostavam dos e-books e de sua dinâmica.
Apesar do “temor” do livro ser substituído pela plataforma digital, as respostas dizem o contrário. Apenas 5,30% dos entrevistados acham que o livro em papel irá acabar enquanto 82,08% acreditam que os dois suportes vão conviver em igualdade.
A Monitoria já realizou uma matéria a respeito da eterna briga do DigitalxFísico em que relata a respeito das qualidades e dificuldades encontradas nos dois suportes.
Quando o assunto é o suporte para a leitura dos e-books, o tablet ganha com seus 57,46 % e, surpreendentemente, o e-reader (plataforma criada exclusivamente para a leitura de e-books) fica em penúltimo lugar com 14,93%.



Dados como esse são interessantes para que bibliotecários, e futuros bibliotecários, possam conhecer mais os usuários brasileiros e suas opiniões. Claro que cada acervo  possui suas particularidades, assim como alguns nunca dariam certo com somente e-books, outros consideram o livro em papel completamente ultrapassado. O que podemos (e devemos) fazer é sempre ouvir nosso usuário através de pesquisas, sugestões e críticas. Faz parte do nosso trabalho sempre encontrar maneiras de melhorar o acesso a informação, e se isso incluir novas ferramentas, então é nossa missão estuda-las, aprende-las e aplica-las. 

Quer saber mais? Então confira  a matéria com os dados completos da pesquisa:

http://biblioo.info/blogdaredacao/os-livros-eletronicos-e-seu-impacto-nas-bibliotecas/

Tutoria Voluntária.

A graduação é um processo longo e muitas vezes complicado. Nossa atual sociedade exige que ofereçamos o melhor em todos os sistemas que somos parte: o trabalho, a família, os amigos... E talvez por isso seja tão difícil conciliarmos com os estudos, o que por muitas vezes acabam nos prejudicando, ainda mais quando lidamos com um ensino presencial.
Porém, não precisa ser tão difícil assim, ou melhor, você pode ter uma ajuda para sua organização de tempo além de dicas para interpretação das disciplinas e questões mais complicadas da mesma. Além do próprio professor que sempre está aberto para diálogo você também pode ter um tutor voluntário que irá ajuda-lo nesse inicio de graduação.



A tutoria voluntária é um projeto pedagógico em que um aluno do 3º ao 8º semestre, ou um ex-aluno, se dispõe a auxiliar um aluno do 1º ou 2º semestre nesse novo período. A ideia é apresentar a faculdade, assim como as disciplinas, dar dicas de organização de estudos e da própria disciplina.

O objeto da interação tutor/tutorado é a relação ensino-aprendizagem. O PTV visa auxiliar alunos necessitados, evitar os riscos de desorganização do percurso escolar, contribuir para a construção de um projeto de aprendizagem do aluno no curso e de potencializar a sua realização. Trata-se de um instrumento operativo pedagógico que objetiva desenvolver capacidades e habilidades tanto do tutor, quanto do tutorado. A tutoria funda-se também no princípio do apoio ao aluno que se inicia no desenvolvimento acadêmico. Trata-se de uma ação orientada para o processo formador dos participantes.
(DIRETRIZES DO PROJETO DE TUTORIA VOLUNTÁRIA FESPSP, 2010)



Atualmente contamos com três tutores voluntários. Sendo a primeira a ex-aluna Taís Mathias que já possui um tutorado, além dela contamos com outros dois ex-alunos: Wellignton e Stephanie porém os mesmos ainda não possuem tutorados.

Se você deseja participar da tutoria voluntária ou gostaria de ter um tutor, leia o projeto disponibilizado pela FESPSP (link abaixo) e entre em contato com o coordenador do curso.

DIRETRIZES DO PROJETO DE TUTORIA VOLUNTÁRIA FESPSP

http://www2.fespsp.org.br/downloads/DIRETRIZES_PROG_TUTORIA_VOLUNTARIA_FESPSP.pdf

domingo, abril 13, 2014

Gestão Documental.

Documento pode ser definido pelo Michaelins (Dicionário Online de Português) como 1 Dir Instrumento escrito que, por direito, faz fé daquilo que atesta; escritura, título, contrato, certificado, comprovante. 2 Escrito ou impresso que fornece informação ou prova. 3 Qualquer fato e tudo quanto possa servir de prova, confirmação ou testemunho. 4 obsol Aquilo que ensina, que serve de exemplo. 5 Escrito oficial de identificação pessoal.
A discussão do que é documento, porém, é longa e exaustiva. Vivemos na Era da Informação, ou seja, sociedade que fornece uma quantidade exorbitante de dados em todos os lugares, horas e meios. A discussão do que é Conhecimento e Informação já foi levantada aqui, mas afinal o que é um documento?
Documento é o registro de uma informação, seja ela de modo impresso ou digital. A finalidade de seu registro é porque a informação é relevante para sua organização.
Um documento não se restringe a forma, dependendo de sua organização e acervo um documento pode ter diferentes formas. Imaginemos que estamos falando de uma cena de crime, um corpo não é somente uma prova, mas também um documento autenticado pela organização (força policial) que contém informação relevante.


                                  
A Gestão Documental é uma pratica que teve inicio em Organizações para a separação dos documentos (papelada) que as mesmas tinham, as organizando de maneira a serem encontradas posteriormente, assim como o refugo do material que não possuía mais importância.
A importância da Gestão Documental é facilmente entendida, sendo que, se pensarmos que uma Organização depende de seus documentos, que escrevem toda a sua história, sua gestão do que é relevante ou não, assim como seu acesso, seu armazenamento e sua recuperação é papel básico em seu sistema.
“A Gestão Documental integrada com outras soluções, como por exemplo, a digitalização, fax e email permitem gerir toda a informação não estruturada (documentos) importante da organização.” (Fonte: Wikipedia)
O comentarista da rádio CBN, Carlos Julio, comenta a respeito do assunto, falando sobre o surgimento da Gestão Documental e de formas como digitalização para a incorporação dos documentos físicos ao meio eletrônico.
Ouça o comentário do comentarista aqui.



O GED (Gestão Eletrônica de Documentos) é justamente essa administração documental no meio eletrônico.
Gerenciamento eletrônico de documentos ou Gestão eletrônica de documentos (GED) é uma tecnologia que provê um meio de facilmente gerar, controlar, armazenar, compartilhar e recuperar informações existentes em documentos” (Fonte: Wikipedia)
Os programas que utilizam de GED provém de uma maneira a estruturar documentos desestruturados (como e-mails) e seu arquivamento de maneira correta através de formas como intranet (rede de computadores interna).

Todas essas ferramentas são maneiras a administrar o grande fluxo de informação e documentos que recebemos todos os dias. A Gestão Documental não é só uma boa prática mas sim uma profissão, tendo empresas especializadas na prática.

Para saber mais confira os links abaixo:

PIBIC FESPSP

O edital do PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) foi aberto e é uma excelente oportunidade de estudo, pesquisa, experiência além de uma bolsa no valor de R$ 400,00 para os escolhidos.
A FESPSP oferece o total de seis bolsas para os alunos de graduação, além disso o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) também oferece bolsas no valor de R$400,00, porém, o número de bolsas pode ser variado e seus requisitos para alunos são diferenciados, então antes de se inscrever leia todo o edital e esclareça sua dúvidas para não haver ruídos ou problemas posteriormente.


A Bolsa tem duração de 12 meses começando a partir do mês de agosto. É necessário também um orientador, ou seja, um docente com titulação mínima de mestre para supervisionar e orientar seu trabalho, assim como assinar seu formulário. Não deixe para última hora a sua escolha de orientador, bons trabalhos muitas vezes são perdidos pela falta dos mesmos. Entre em contato com o coordenador do seu curso é peça dicas a respeito dos docentes, verifique qual deles possui estudos na área que você deseja, ou pelo menos que mais se aproxime, e pergunte ao mesmo se ele se interessa pelo seu trabalho, se tem dicas ou ideias.


A professora Carla Diéguez do Núcleo de Pesquisa da FESPSP ministrou nesse sábado (12/04) um PEC (programa de enriquecimento curricular) de Como fazer um projeto de pesquisa de iniciação científica e é uma rica fonte para esclarecimento de dúvidas, dicas e observações.
Sendo assim, se você tem uma boa ideia ou iniciativa para pesquisa, leia o edital e confira as normas, requisitos e atribuições.
As inscrições devem ser feitas até a 02/06/2013, no Núcleo de Pesquisas em Ciências Sociais, sala 14, Unidade General Jardim, das 09 h às 12h30 e das 14h às 19h.

Saiba mais em:

PIBIC: http://www.cnpq.br/web/guest/pibic

Relatório da CPA FESPSP – Comissão Própria de Avaliação.

Foi liberado os dados levantados na ultimo CPA (Comissão Própria de Avaliação) da FESPSP.
Confira os relatórios semestrais nesse link.
A CPA é uma maneira de medir a qualidade dos serviços prestados da instituição aos alunos de graduação e pós-graduação. Através de seus questionários são identificados problemas e criadas estratégias para sua solução, assim como planos para melhoria constante.


É importante que os alunos, assim como pessoas externas, leiam a CPA para se ter uma opinião ampla a respeito da Instituição, além de ser um processo necessário para futuros alunos. 
[...] ao final do Processo de auto-avaliação, a C.P.A prestará contas de suas atividades aos órgãos colegiados superiores, apresentando relatórios, pareceres e, eventualmente, recomendações. Busca-se com isso resultados que visem a melhoria da qualidade acadêmica e o desenvolvimento institucional pela análise consciente das qualidades, problemas e desafios para o presente e futuro.
Todos os membros da comunidade educativa – professores, estudantes, técnicos – administrativos, ex-alunos e outros grupos sociais relacionados estão chamados a se envolver nos processos avaliativos para a Integração, articulação e participação.
Além do objetivo principal que é oferecer os dados que o MEC considera determinantes para a fiscalização das Instituições de Ensino Superior vamos poder trabalhar os elementos obtidos em pesquisa e entrevistas para planejar os passos futuros. (FATEA)

Para saber mais a respeito confira os links abaixo!

domingo, abril 06, 2014

Mellösa, a cidade livro.

Localizada dentro da cidade de Fien, a cerca de 115 km de Estocolmo se encontra Mellösa, a primeira cidade livro da Suécia.



A Cidade Livro tem como ideia oferecer um lugar para a realização de oficinas, palestras e todo outro tipo de evento que envolvam... livros!
Mellösa pode ser dividida em dois setores, um adulto e outro infantil. Na parte adulta você ira encontrar casas onde livros estão por todos os lados como parte da própria residência. De forma harmoniosa eles compõe a decoração com subdivisão por cores, mas também são separados de maneira temática, e cada casa possui o nome de algum autor Sueco.


      
                          
A parte infantil da cidade é menor e inspirada em Pipi MeiaLonga, heroína do livro de mesmo nome da autora sueca Astrid Lidgren. Com casas também inspiradas na histórias, estantes repletas de obras infantis e muitas cores, é extremamente visitado, inclusive sendo até considerado pelas crianças como um novo “Parque de Diversões”.



A importância das histórias infantis, da contação de histórias e do estimulo a leitura na infância já foi discutido aqui antes, e como 18 de abril (dia Nacional do livro infantil) está chegando é bom conhecer lugares como esse, que são fonte de inspiração para qualquer bibliotecário e disseminador da informação.



Conheça mais sobre a Cidade Livro Mellösa no link abaixo (em inglês):
http://www.idehjulet.se/bokstaden/english.htm
Fotos de Soraia Magalhães
http://cazadoresdebiblioteca.blogspot.com.br/2014/03/book-town-mellosa-suecia.html

Marco Civil da Internet.

Segundo uma pesquisa realizada pela rede de televisão americana Zogby Interactive, a internet é a fonte de informação mais utilizada, passando na frente até mesmo da televisão, jornais e rádios. Como cientistas da informação é impossível ignorar uma informação dessas. Cabe a nós usar desse dado para nos adaptarmos e atendermos aos usuários.
Os catálogos, periódicos, artigos, trabalhos e teses online são de suma importância nessa nova era tecnológica em que vivemos. Bases de dados totalmente onlines como SciElo são exemplos de fontes de informação, utilizada internacionalmente ela fornece periódicos de todas as partes do mundo de forma gratuita e totalmente em rede.
Sendo a internet uma NECESSIDADE nos dias atuais para o acesso a informação, quando ouvimos falar em “regulamentação” da mesma é preciso que paremos e prestemos atenção no que se diz.
O Marco Civil da Internet é uma iniciativa que surgiu em 2009, seu objetivo é regulamentar a utilização do uso da internet no Brasil. Já aplicada em outros países, ela tem como ideia criar diretrizes para a venda de planos de rede, criar normas para preservar os dados confidenciais que os usuários da internet no Brasil possuem, além de responsabilizar os usuários por seus atos e comentários, e não mais o site em que os mesmo estavam localizados.

Aprovado em 25 de março de 2014, ele causou grande receio a maior parte da população, que acreditava (e acredita) que ao se criar normas para a internet seria uma quebra da democracia da mesma.
Apesar de já existirem delegacias especializadas em crimes virtuais a punição ainda é muito difícil, principalmente por não existirem normas para mesma, ou seja, cada site que você acessa cria as próprias regras (respeitando a legislação) e por esse mesmo motivo o julgamento de um “crime” é difícil de se realizar.
Redes sociais como Facebook deixam claro em seus termos de contrato que podem ceder todos os dados que você fornecer ao criar seu perfil. Tal ação criou polêmica quando um aplicativo denominado Lulu usava dos perfis dos usuários masculinos sem a permissão dos mesmo (todos os dados eram fornecidos pela rede criada por Mark Zuckerberg).
Outro fato derivante da ausência de regras permitia que operadoras restringissem a utilização da internet através de planos que visavam certas utilidades, por exemplo, a criação de um plano somente para e-mails e determinados sites; o marco civil estipula que tal ato agora é proibido assim como retira a responsabilização dos sites pelos comentários postados por terceiros.
Se, por a caso, uma rede social tivesse um comentário que estimulava o ódio a mesma poderia ser punida, mesmo que o autor do comentário não tivesse qualquer ligação com a rede (além da própria associação). O Marco Civil estipula que o autor do mesmo seja o culpado, e não mais o gerenciador da rede.
Mas talvez o mais importante de tudo é que regras para a utilização de dados e informações são criadas visando a proteção e privacidade dos usuários da internet no Brasil.
Como cientistas e gestores da informação é nosso dever zelar pelo acesso a informação para o usuário correto, ou até mesmo o sigilo da mesma, o Marco Civil da Internet surge como um aliado para nós nesse sentido, criando a regulamentação necessária para o “conter” da informação para aqueles que não a devem acessar, assim como a democratização da mesma para qualquer um, prevenindo a utilização indevida do poder de Operadoras para criar limites para a utilização do ambiente virtual.

Confira abaixo o link para o documento:

Contação de Histórias.

A Biblioteca São Paulo é uma das bibliotecas publicas mais ricas quando falamos em atividades. Ela divide suas atividades entre faixas etárias buscando sempre atender todos os seus diferentes usuários. Para os jovens, por exemplo, a BSP oferece clube de leitura, oficinas de confecções de HQ, tabuleiros de jogos entre outros; Para os adultos ela oferece oficinas de fotografia e cursos de informática para maiores de 60 anos, além e rodas de leitura e produções textuais. Porém, como destaque, podemos ressaltar suas atividades voltadas ao publico infantil como os jogos sensoriais e a Hora do Conto.
A Contação de história não é nenhuma novidade em bibliotecas, na verdade, a Biblioteca Especializada em Contos de Fadas oferece até mesmo um curso para os futuros contadores de histórias.
Tema de muitos artigos, trabalhos de conclusão e teses, a Contação de Histórias é uma ferramenta de ligação com o publico infantil, uma forma de ajudar no estimulo a criatividade de crianças e adolescentes, e um incentivo a leitura.

 O contador de Histórias resiste aos tempos, é arte viva, pulsante e persistente da cultura de um povo, de sua sensibilidade e desenvolvimento. [...] contamos histórias reais e inventadas na intensa necessidade de sermos ouvidos e de ouvirmos e sentirmos a reação e emoção que nunca são esquecidas, pois são reais e expressivas, pois fazem parte de elaboração interior, de desprendimento do corpo e liberdade da alma, toca a fundo na emoção e desfecha-se na memorização, pois o nosso cérebro seleciona o que é real e transformador em nossas vidas. (ALVES, Kilder)



Dia 18 de abril comemoramos o Dia Nacional do livro Infantil e temos que lembrar toda a sua importância.
A faixa dos 5 aos 10 anos é considerada um dos períodos em que as pessoas mais leem, somente perdendo para a faixa de 30 aos 39 anos (fonte Fundação Pró-Livro), sendo assim, é o período que mais devemos estimular a leitura, para que a mesma se torne um hábito e um prazer futuro.
Ler é indispensável, além de ser uma fonte farta de conhecimento, experiências e, claro, história, também é o essencial para o avanço profissional e intelectual, a forma como vivemos e o exercício da cidadania. O que faríamos se não conseguíssemos ler um documento antes de assinar? Ou então nossos direitos? Ler é um dos fatores que nos tornam cidadãos, que nos colocam no meio social.
Ainda é muito disseminado que “ler é chato” e esse é um dos motivos que a Contação de Histórias é essencial para qualquer criança. Ao exercermos a atividade estamos apresentando uma nova visão sobre a literatura e o ato de ler, estamos não só cumprindo nossa missão como disseminadores da informação, mas também como seres sociais.

Ficou interessado? Então confira os links abaixo