domingo, junho 01, 2014

O perfil do Bibliotecário no Second Life e a Biblioteca Virtual Paul Otlet

Reportagem do discente da FaBCI  - FESPSP 5° Semestre Matutino Sidnei Rodrigues de Andrade.

  


━ Na segunda-feira do dia 19 de Maio na aula ministrada pela docente Adriana Sousa, que leciona Serviço de Referência e Informação na Turma FaBCI – FESPSP 5° Semestre Matutino, os discentes recebem  ilustre visita da ex-aluna da  FaBCI – FESPSP  Stephanie Alexandra De Oliveira Lorenz da Silva e atual aluna da pós-graduação do curso Gestão de Informação Digital. Apresentou sobre: O perfil do Bibliotecário no Secord Life, bem começo da palestra relatou sobre sua biografia pessoal e profissional e disse que seu estado de origem Santa Catariana da região Sul do Brasil.

Em sua palestra explicou quais são as vantagens e desvantagens dessa rede social pouca conhecida na sociedade brasileira. Explanou que no ano que estava pensado num tema do seu TCC, ninguém havia falado sobre isso, consultou a sua docente-orientadora Profa.  Andreia Correa que foi administradora do AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem – FESPSP).  Perguntou para os discentes: Por que Second Life? Respondeu para esse público que é um local perfeito conhecer outras culturas diferentes e aprendizado sempre constante no mundo virtual.

Antes de iniciar sobre esse tema do Second Life, fez um levantamento bibliográfico abordando essa temática que ninguém havia pesquisado sobre isso na Biblioteconomia e Ciência da Informação. Compartilhou essa bibliografia com discentes explicando como realizou a metodologia do seu TCC.

O Second Life é uma rede social onde as pessoas trocam informações e compartilhar suas competências informacionais, onde esse bibliotecário possa aprender sobre mundo virtual, mencionou um pensamento super importante para aqueles tem interesse nesse assunto: é a virtualizaçao de tudo.

Também relatou que tinha compreender e aprender outra área do conhecimento que futuro bibliotecário tem conhecer e participar que é: Tecnologia da informação. Um fato curioso, relembrando das aulas da docente Maria Apostolo Mercês que leciona Gestão de Estoque Informacionais, no mundo do Second Life se faz uma pesquisa de campo, na medida estamos praticando um estudo da comunidade e do usuário.


Não paramos por aqui sobre Second Life! Um outro colega da Universidade Federal da Paraíba também desenvolveu uma Biblioteca Virtual no Second Life. Confira a reportagem com o criador da Biblioteca Virtual Paul Otlet.

Sanderli Silva é bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal da Paraíba, Bibliotecário Diretor da Biblioteca Virtual Paul Otlet, pesquisador voluntário de iniciação científica e sócio fundador e secretário executivo da ONG Solidariedade no Ritmo da Dança (Produtora do Projeto Dance Mais PB). Para estar sempre atualizado ele costuma devorar páginas da internet e assistir vídeos online. Consome análises tecnológicas, artigos científicos, livros, preferencialmente eletrônicos (e-books), notícias de última hora... Tanto quanto banalidades e futilidades “facebookenses”.

Contato: sannbrownn@gmail.com
Biblioteca Virtual Paul Otlet:

1 – Atualmente não conhecemos aqui no Brasil o Second Life, o que levou você fazer esse projeto tão magnífico?
O Second Life (SL) foi criado em 2003, chegou ao Brasil no ano de 2007 e nesta mesma data fiz meu cadastro, porém só me tornei explorador do mundo virtual quando em 2012 meu professor orientador, Dr. Wagner Junqueira de Araújo, me convidou para participar do projeto: Informação e Conhecimento nas Nuvens. Com carta branca concedida, trabalhei exclusivamente no ambiente de Realidade Virtual, com a finalidade de construir uma biblioteca virtual.

2 – Quais são as vantagens e desvantagens em disseminar a informação nessa plataforma de ambiente virtual?
Acessar os serviços da biblioteca a qualquer hora, em qualquer lugar, encontrar, naquele mesmo local, qualquer pessoa que tenha acesso à grande rede de computadores e interagir, com ela, através da escrita, fala, reproduções audiovisuais, expressões corporais e artísticas, dentre outras maneiras. Além disto, ainda temos economia de espaço físico, papel (fator ecologicamente correto) e tempo. Total flexibilidade nas mudanças de layout, índice zero em vandalismo e furto de livros, controle preciso do número de visitas únicas e retornos, níveis de aprovação e reprovação são facilmente verificáveis. Cito como desvantagem a probabilidade da biblioteca sair do ar, por falta de energia, conexão ou falhas no servidor.

3 – Quanto tempo você levou para idealizar esse projeto? Quais foram as maiores dificuldades no contexto da sociedade brasileira?
Três meses, os últimos de 2012, planejamos a construção da Biblioteca Paul Otlet. Durante esse período, procurei uma imobiliária confiável no Second Life e na companhia de corretores saí à procura de um terreno para alugar, levando em consideração os fatores: localização; área em m²; quantidade suportada de objetos e; valor cobrado por mês. Também gastei tempo produzindo a mobília, por modelagem 3D. Existe comércio de todo seguimento no SL, inclusive o mobiliário, todavia não possuíamos condições para arcar com mais despesas fora o aluguel. Nossas primeiras estantes, cadeiras, mesas, sofás, foram criações próprias. Ao passar do tempo, alguns ilustres usuários da biblioteca, decidiram doar móveis e aos poucos fomos substituindo. Hoje, 90% do atual prédio é resultado de doações.
A dificuldade que ainda enfrentamos é o receio, de alguns, em relação ao novo conceito proposto. Existem bibliotecas virtuais espalhadas pelo mundo, mas no Brasil temo que a Biblioteca Virtual Paul Otlet seja pioneira no que ela se propõe. Quando falo de biblioteca virtual me refiro à que está inserida em algum ambiente de realidade virtual, se não for assim ela pode ser eletrônica, digital... Não virtual. Toda novidade causa algum tipo de impacto, desconforto, é absolutamente natural, afinal a sobrevivência humana precisa de base sólida e processos repetitivos. Entretanto, bem sabemos que a acomodação é o pior inimigo do progresso, há gente confortável com seus níveis de aprendizado, por indiferença ou limitações comuns a todos. Alguns não sabem que biblioteca virtual é real e funciona tão bem quanto uma física, com planejamento, gestão de recursos, marketing, oferta de livros, atendimento ao público, realizações de eventos e etc.

4 – Você aplicar uma gestão de Serviços de Informação e Estudos do Usuário, não tendo presença física do usuário nessa unidade de informação. Qual é a sua principal política de desenvolvimento econômico, político e social nesse ambiente virtual?
A verdade é que uma biblioteca virtual aberta ao público internauta talvez não ache seu usuário padrão quando se refere às motivações econômicas, políticas, sociais e culturais. Lidamos com usuários de todo mundo. A biblioteca está aberta 24 horas por dia. O que fazemos é formar grupos, levando em conta a nacionalidade, atendendo suas demandas específicas.

5 – Todo grande projeto tem parcerias, quem foram seus principais parceiros?
Nossos parceiros são essenciais. Dr. Wagner Junqueira de Araújo, professor orientador e cofundador da Biblioteca Virtual Paul Otlet. Msc Patrícia Silva, grande incentivadora e divulgadora do projeto. Dr. Paula J Galícia e Ana Duarte, portuguesas responsáveis por exposições, palestras, noites de poesia e de conto. Maurício Madruga e Stabler Meloni, usuários que construíram e mobiliaram o novo prédio. Msc Robéria Andrade que cedeu seu acervo digital para disponibilizarmos na biblioteca. Sonia Suely, Diretora Geral e Susiquine Silva, Diretora da Divisão de Serviço ao Usuário da Biblioteca Central da UFPB, que abriram espaço para palestrarmos sobre a Biblioteca Virtual Paul Otlet. Daniel Nascimento da Biccateca que nos presenteou com modelos tridimensionais das estantes vendidas pela empresa. Dentre outros, dos quais infelizmente não me recordo agora.

6 – Qualquer usuário que tenha perfil no Second Life pode participar sendo ou não profissional da informação?
Qualquer pessoa pode frequentar e utilizar os serviços oferecidos gratuitamente. Basta ser cadastrado no Second Life. Quem se interessar em saber mais, favor acessar a fanpage “Biblioteca Virtual Paul Otlet” no facebook, o blog “http://www.bibliotecapaulotlet.blogspot.com.br/”, ou entrar em contato conosco através do “sannbrownn@gmail.com”. Em breve selecionaremos profissionais voluntários para trabalharem na biblioteca.

7 – Você pretende fazer parceria com outras unidades de informação físicas no ambiente real da sociedade brasileira e mundial?
Sim. Neste ano de 2014, iniciamos contatos com instituições públicas e privadas, a fim de efetuarmos parcerias satisfatórias para ambos os lados, na disseminação da informação e realização de eventos EaD em nosso auditório.

8 – Qual é sua opinião sobre a Lei de Acesso à Informação?
É um avanço, não sei se prático ou textual, mas é um avanço. No Brasil é normal estimular a ignorância, pois ela alimenta o domínio dos poderosos. Vivemos num país onde habitual e até tradicional é depreciar bibliotecas e bibliotecários. Outro dia desses uma Professora, de um curso ‘badalado’ pela elite, disse que seus alunos precisavam estudar bastante, porque se não quisessem gastar tempo estudando deveriam ter prestado vestibular para Biblioteconomia. Ao abrir os jornais esta semana vi que, após quase dois anos, a Lei de Acesso à Informação ainda não funciona em 11 estados brasileiros. Mesmo que funcionasse perfeitamente, sem entraves... O cidadão comum saberia entrar com processo para recuperar alguma informação na instituição pública? Quem instruiu essa pessoa? A quem interessa instruir? O Governo prefere um exército de esclarecidos e meia dúzia de cegos ou o contrário? Será que querem informar as massas ou fomentar especulações políticas? A Lei sim tem sua importância, mas para que ela efetivamente funcione, seja requisitada, utilizada, é necessário educar primeiro. Enquanto isto não acontece, continuaremos vendo gente medíocre formando massa de manobra.


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