domingo, setembro 28, 2014

Intercâmbio Internacional, essa é a sua chance!

A oportunidade de estudar em outro país é muito estimada pela maioria dos alunos de graduação e pós-graduação, e é bastante comum que faculdades e universidades de diferentes países façam parcerias proporcionando a chance de um dos alunos frequentar a outra instituição durante o período de aulas, tendo contato com uma série de novas descobertas que só tem a acrescentar para o estudante sortudo!

O Blog do Embaixador cita como vantagens de se fazer um intercâmbio a oportunidade de conhecer uma nova cultura, fazer amigos, abrir sua mente e se tornar independente, mas fora isso poderíamos também acrescentar a chance de conhecer as novas áreas de estudo em outros países, acumular experiências no seu âmbito de pesquisa e adicionar contatos a sua lista de referências.

A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo juntamente com a Universidade Autônoma de Barcelona estão oferecendo a chance de um aluno de graduação ou pós-graduação participar durante um ou dois períodos no ano de 2015 na Espanha! As inscrições podem ser realizadas até 10 de outubro!



Confira o Edital e mais informações aqui:


Participe, não deixe essa oportunidade passar! 

Palestra: A Relação entre Bibliotecas Públicas e Censura no Estado Novo

Essa semana a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) foi palco de diversas atividades e na quarta-feira, 24 de setembro, a Biblioteca da FESPSP recebeu a Dra. Bárbara Júlia Menezello Leitão com a palestra “A relação entre Bibliotecas Públicas e Censura no Estado Novo”.

Bárbara contou sua experiência em arquivos, falando a respeito da importância da memória e da história.  Com seu trabalho baseado no conto “Um general na Biblioteca”, de Calvino, a Dra. Discursou sobre como a censura atua nas bibliotecas públicas independente  de regime ou frente política.


A memória é parte essencial de uma nação e sua aniquilação é uma representação de poder em qualquer lugar do mundo. Abraçar sua memória é parte fundamental na evolução de um país, e nesse quesito o Brasil avança de forma lenta em comparação à outros países vizinhas como Argentina, por exemplo.

A censura no Brasil  começa em sua colonização, ele herda um processo censório de Portugal, que permeia a censura no país através da proibição da criação de tipografias, estimulando o tráfico de livros e o acesso a uma parte pequena da população.


Independente de como a censura começa é importante notar que mesmo após a independência do país ela permanece em nossa sociedade, seja através da política, religião, ou então da financeira ou de bens que permeia um modo de deixar sua população “às escuras” através da negação de meios de acesso baseados em pilares financeiros e classe social.

A censura tem como princípios formar e forjar mentes, privando as mesmas de terem a tão comentada liberdade intelectual, a liberdade e oportunidade de avaliar, julgar e formar sua própria opinião a partir de dados verdadeiros, não forjados ou manipulados.

No Brasil muito ainda está sendo descoberto, pacotes estão sendo retirados de caixas esquecidas e aos poucos momentos, obras e registros que foram colocados às escuras são revelados, e com isso, revelam também parte de nossa história e do que somos.


Todas as fotos utilizadas nesse artigo foram retiradas da página oficial da Biblioteca da FESPSP. Curta a página para conferir novidades e eventos!

https://www.facebook.com/BibliotecaFESPSPOficial?fref=photo

Palestra: Bibliotecas para Educação e Inclusão Social

Na segunda-feira, 22 de setembro, a bibliotecária escolar e ex-presidente da Associação Americana de Bibliotecários (American Librarian Association – ALA), Barbara Stripling, marcou sua presença na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) com a palestra: Bibliotecas para Educação e Inclusão Social.




Barbara apresentou sua experiência nas bibliotecas americanas e o que seriam as novas atitudes que tornam a biblioteca, além de uma unidade de informação, um centro da comunidade.
A palestrante destacou a importância de valorizar a diversidade da comunidade, estimulando a inclusão dentro dos costumes americanos, porém, sem perder a essência de suas raízes culturais (principalmente aplicado a imigrantes).

Barbara também relatou sua experiência com adolescentes, discursando sobre a necessidade de dar voz a esse publico, valorizando suas ideias, duvidas e opiniões, tornando a biblioteca um local de produção artística e cultural.

Para atingir ao seu público às vezes é necessário romper barreiras, saindo da biblioteca e entrando na comunidade, descobrindo suas necessidades e como a Unidade de Informação pode atende-las, empoderando seu usuário e dando voz ao mesmo, o que gera curiosidade e estimula a vontade do aprendizado.


Barbara terminou sua palestra dizendo como as ações culturais, a empatia e a liberdade intelectual é importante e deve ser estimulada, tornando a biblioteca um local atraente ao público e parte da comunidade. 

domingo, setembro 21, 2014

Sessão Bienal: O que rolou?

A Bienal do Livro de São Paulo finalmente acabou! E reuniremos nas próximas semanas relatos de alunos e colabores. Essa semana a aluna do 6° semestre noturno, Roselene Mariane de Medeiro Santos contará como foi sua experiência!

Nas duas visitas que fiz a bienal 26 e 31/08, encontrei “Diversão, cultura e interatividade” Ao adentrar entendi o “Tudo junto e misturado”: Emicida, Raquel Trindade, Sarau da Cooperifa e o Sarau Temático: Amado, Caymmi, Contação de histórias, Quadrinhos, Mangas, Tradição oral dos Griôs, Poesia ao vento, Isadora Faber(Diário de Classe), Ellen Oléria, Intervenções, Patativa do Assaré (poeta de cordel) e muito mais.


A programação foi bem diversificada para todos os públicos e bolsos, contamos com o Salão de Idéias, do Espaço Imaginário com atividades para crianças e jovens, onde fiquei felicíssima ao falar com Pedro Bandeira, que ao saber que além de fã sou estudante de Biblioteconomia me deu um beijo!  No dia 31 fui com seus filhos Renan (14) e Alan(09) e participamos do bate-papo com a ilustradora e quadrinista Bianca Pinheiro, atuante na Internet e autora da webcominc BEAR e Fernanda “NIA” Ferreira autora do site de tirinhas “Como eu realmente”, disponilizado espaço para o participante se expressar com seus próprios desenhos.



Mais a Praça de histórias, do BiblioSesc, do Anfiteatro e do Estande das Edições Sesc São Paulo, onde assistimos a interverção “Palhacaria no mundo dos palhaços” com Thiago Sales, divertido rimos muito.  Além da Arena Cultural, que realiza encontros com escritores, falando neles muitas emoções ao ver Mauricio de Sousa com os quadrinhos na formação de leitores: 50 anos da Turma da Mônica, mais Ziraldo, André Vianco, Fernanda Ventura, Ronnie Von.





Finalizamos com a Escola do Livro, com palestras sobre o mundo editorial, e no Cozinhando com Palavras, assistimos um pouco da participação especial da Magali da Turma da Mônica 50 anos com temperos e palavras de grandes “chefs” de cozinha, isso enquanto a Magali não devorava todos os ingredientes e sua clássica melancia!

Curso Gratuito a Distância: Ação Cultural em Bibliotecas

O Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) está oferecendo seu primeiro curso gratuito à distância sobre Ação Cultural em Bibliotecas, ótima oportunidade para todos aqueles que desejam aprender novas maneiras de ampliar os horizontes do seu ambiente de trabalho, estimular o público e atrair a visita de novos usuários.

Para participar deve:
·  Trabalhar em bibliotecas abertas ao público
·  Ter ensino médio completo
·  Ter conhecimento de informática, internet e acesso por banda larga
·  Fazer sua pré-inscrição pelo portal Aprender Sempre
·  Enviar formulário de interesse preenchido até 22 setembro de 2014
·  Ter sua pré-inscrição aprovada pela coordenação do SisEB

5 vantagens do curso EAD SisEB que você precisa saber para não perder essa oportunidade:
·  Você estuda sem sair de casa e escolhe o melhor horário.
·  Você aprimora seus conhecimentos em pouco tempo: 2 meses apenas.
·  Você acompanha sua evolução passo-a-passo – teoria e prática juntas.
·  Você não está sozinho: o curso é interativo e acompanhado por tutores especializados.
·  Você recebe certificado de conclusão do Curso EAD do SisEB.

Conteúdo programático:
·  Introdução ao curso online
·  Biblioteca pública: do que estamos falando?
·  Você na sua biblioteca e na sua comunidade
·  Ação cultural
·  Partindo para ação!

Nº de vagas disponíveis: 40

Duração do curso: 68 horas/aula

Início: 6 de outubro de 2014

Término: 7 de dezembro


Mais informações:



Você pode fazer sua inscrição através do site:

Não perca essa oportunidade!




As novas maneiras de comunicação e sua aplicação em Serviços de Informação

A Ciência da Informação é uma área nova que tem servido como guarda-chuva para abrigar outras diversas áreas e utilizar de sua multidisciplinaridade para tratar da comunicação em sociedade e da Informação em si. Seu surgimento se deu principalmente após o advento da internet, porém, suas raízes históricas estão na explosão informacional que ocorreu ao fim da segunda guerra mundial e inicio do período da Guerra Fria.
Enquanto ao redor do mundo sua força seja encontrada da documentação e biblioteconomia, no Brasil sua presença é marcada pela Arquivistica e Biblioteconomia, sendo a segunda área de estudo desse artigo.

A criação da internet fez com que surgissem maneiras diferentes de se criar, tratar e lidar com a informação. Primeiramente houve um surgimento sem controle de informação, o método de comunicação foi revolucionado, proporcionando uma comunicação praticamente imediata em níveis internacionais, mas não só isso, a possibilidade da criação de dados e compartilhamento de informações em uma plataforma on-line fez-se o surgir os primeiros questionamentos à respeito da durabilidade do suporte digital e sua segurança.

O estudo da Ciência da Informação a respeito dos dados contidos na web é extenso, e não é foco nesse artigo, e sim as mudanças que esses fatores ocasionaram no meio de comunicação na sociedade, assim como o impacto em Serviços de Informação, pensando na área Biblioteconômica.

A popularização de meios de comunicação em plataforma digital ou online através de dispositivos (como computadores, celulares, tablets) fez com que a comunicação mudasse, atingindo níveis diferentes dos já vistos até então. A sociedade passou a ter um ritmo acelerado assim como suas conversas, reuniões passaram a ser realizadas via vídeo conferências (entre países diferentes), o trabalho e o estudo passou a ser realizado em casa via ensino à distância e plataforma virtual, o lixo eletrônico é um novo problema batendo em nossas portas com suas atualizações anuais, produtos obsoletos em trimestres e um consumismo desenfreado criado por grande corporações. Nesse novo cenário é normal que nos perguntemos, como ficaram os Serviços de Informação?
A biblioteconomia é uma ciência antiga, tendo suas raízes na Antiga Biblioteca de Alexandria, porém, se formos pensar no arquivamento de informação em objetos, a linha se estende a um período ainda mais remoto. Seu principal produto foi (e ainda é) o livro, principalmente em suporte de papel, físico e por muitos considerado obsoleto. O bibliotecário do século XXI foi obrigado a viver todas essas mudanças do modo como a Informação foi tratadas, assim como acompanhar a evolução de uma sociedade e de seus meios de comunicação. Seu usuário, aquele que utilizava de seus serviços, mudou, se adaptou e criou novas necessidades em que os antigos suportes não eram mais suficientes, e não apenas isso! Os serviços prestados por unidades de Informação acabaram se tornando pouco e ineficazes, solicitando assim do profissional da informação uma adaptação ao seu novo ambiente.


Hoje é impossível de se imaginar uma biblioteca sem um acervo virtual, a renovação, reserva e consulta online de obras é um dos serviços mais utilizados em bibliotecas universitárias, por exemplo. A necessidade do compartilhamento de informação cientifica de diferentes polos de pesquisa foi atendida com bases de dados de obras de diferentes instituições, mais do que uma maneira de atender seu usuário, foi um verdadeiro estimulo a produção cientifica Nacional.

E é nesse ambiente que encontramos o Bibliotecário e/ou Cientista da Informação 2.0, ou seja, um novo profissional apto a embarcar nessa nova maneira de se lidar com a informação e transmissão de dados. O que não significa ignorar todos os conceitos aprendidos até agora, muito pelo contrário, mas sim abraça-los e torna-los uma realidade mais viável nesse novo ambiente virtual e era digital, assim atendendo as necessidades do usuário 2.0 e abraçando essa nova era digital que, por mais assustadora que possa parecer, só vem com a intenção de auxiliar e melhorar o gerenciamento, armazenamento e disseminação da informação. 

segunda-feira, setembro 08, 2014

Sessão Bienal: O que rolou?

A Bienal do Livro de São Paulo finalmente acabou! E reuniremos nas próximas semanas relatos de alunos e colabores. Essa semana, a autora da coluna “Onde Estão os Bibliotecários?”, Grazielli Moraes, conta sua experiência!

O que para muitos pode ser apenas mais uma visita, pra mim, foi a concretização de um sonho e ao mesmo tempo uma forma de me aproximar ainda mais de algo que eu amo, os livros e o mercado editorial.
Tá, você que está lendo, deve estar se perguntando, como pode uma bibliotecária nunca ter ido à Bienal do Livro, tá, sei que isso não é comum, mas, vamos combinar, todos temos problemas particulares, e outra, a faculdade acaba fazendo com que não sobre tempo e por diversas vezes dinheiro para tais eventos.
Mais enfim, hoje posso falar o que achei desse evento tão falado em nossa área.

Pra mim, devo dizer que foi algo muito bom, afinal, além de conhecer o evento, pude encontrar amigos, parceiros e pessoas interessadas pelas mesmas coisas que eu, e não há coisa mais gostosa que isso, principalmente por eu ser, além de bibliotecária, ter um blog de livros e afins, o qual convido-os a conhecer.
Posso dizer que o evento não foi nada mais, nada menos daquilo que eu imaginava...

... Editoras, blogueiros, livrarias, leitores, autores, profissionais de várias áreas de formação, além disso, belas decorações nos estandes, muitos deles de acordo com algum lançamento (isso me fascina).
Algo que muito me alegrou é a possibilidade de chegarmos perto daquele(a) autor(a) que gostamos, e a facilidade em poder nos comunicar com os mesmos, exceto é claro pela quantidade de pessoas que vão com esse mesmo intuito.
E por falar de quantidade de pessoas, apesar de eu nunca ter ido antes, sempre acompanhei as notícias e pelo que pude avaliar, essa Bienal foi se não a mais cheia, uma das mais lotadaaaassss, afinal de contas, estava impossível circular entre os corredores, e pra comprar, eram filas quilométricas, a meu ver talvez existiu um pouco de organização.

Outra coisa que me chateou um pouco (talvez por eu ter ido no início do evento), é o fato de grande maioria de livros estar com preço de capa, e ser impossível se alimentar bem, já que as filas pra comer eram enormes e preços caríssimos.
Pra quem curte essa área de livros, é um evento muito bom pra conhecer pessoas, e ganhar MUITOS brindes (marcadores, bottons, banners, sacolinhas e brindes etc.), pra mim foi maravilhoso, já que coleciono marcadores, rs!

Recomendo aos que não tiveram o prazer de conhecer tal evento, vá, mais procure comprar ingresso antecipadamente (lembrando que bibliotecários podem se credenciar e não pagar nada), vá com roupa confortável (principalmente se estiver calor) e se prepare pra voltar com pelo menos uma sacola de brindes.

Coluna Onde Estão os Bibliotecários? Por Grazielli Moraes

“Acredito que o Bibliotecário deve aprender a fazer um marketing melhor da sua profissão, conhecer e divulgar boas iniciativas, projetos, profissionais e mostrar ao mercado que o trabalho e os conhecimentos de um Bibliotecário podem ser bem aproveitados em diversos tipos de projetos e equipes com profissionais que possuem outras formações. Muito já está sendo feito, boas iniciativas e no futuro tendem a melhorar, está na nossa mão”. (Wellington F. R.)



Começo essa matéria do Bibliotecário e ex aluno Wellington Ferreira Rodrigues, com uma frase que define a coluna “Onde Estão os Bibliotecários” que nada mais é do que uma forma de mostrar profissionais de biblioteconomia em suas diferentes áreas de atuação.

Provavelmente já você já ouviu falar, ou já entrou no site Biblioteconomia Vagas, pois é, Wellington Ferreira Rodrigues , 30 anos, formado em 2010 foi o criador desse blog de grande utilidade aos que estão em busca de vagas na área de biblioteconomia – curiosidade: o blog foi criado a partir do Blog da Monitoria, com incentivo da Professora e Coordenadora do curso Valéria Valls, no ano de 2011 e conta cerca de 300 a 500 visualizações por dia, além disso, tem cerca de 1.000 curtidas na fanpage.


“Já ouvi relatos de pessoas que conseguiram estágio ou trabalho e acessaram a vaga através do blog. Isso é muito bacana, creio que o importante na vida é ajudar e tento fazer isso todo o dia”. (Wellington F.R.)

Sua escolha pela biblioteconomia aconteceu durante o ensino médio a partir de um programa do Governo do Estado de SP com o Senac que oferecia cursos técnicos gratuitos aos alunos de rede pública, pelo fato de já ter tido na época uma pequena experiência em arquivo, o que fez com que passasse a gostar do curso.

Sendo a FESP além de uma instituição de ensino bem renomada, uma família, para Wellington não foi diferente, pois ele encontrou em uma professora apoio e incentivo.

“Uma das docentes foi a Profa. Marcely Rangel, uma pessoa que me ajudou muito e sempre me incentivou com minhas ideias”. (Wellington F.R.)


Se tratando de Biblioteconomia, Wellington acredita que por meio da dela é possível conhecer demais áreas do conhecimento humano e se especializar.

“Não que devemos saber de tudo, mas o Bibliotecário possui a oportunidade de mergulhar e se especializar...”. (Wellington F.R.)


Trabalha à sete anos no Mattos Filho Advogados, serviço este que iniciou através de um estágio no Arquivo do escritório, em seguida foi promovido e passou a atuar na área de Gestão do Conhecimento, onde atua até hoje.


“No último ano, comecei a trabalhar na homologação e especificação dos  sistemas e bases de dados oferecidos pela área aos advogados do escritório. Meu trabalho está se direcionando muito para a parte tecnológica, contato com consultores, TI interna, sou um intermediário entre aqueles que desenvolvem e os que utilizam os sistemas. É um desafio muito grande...”. (Wellington F.R.)


Faz pós-graduação em Gestão Web – Senac SP, que lhe agregou vertentes da área de Tecnologia da Informação e contato com pessoas de formações distintas.

É possível perceber a partir da experiência de Wellington que a Biblioteconomia está atrelada a muitas áreas do conhecimento, possibilitando assim um amplo leque de oportunidades aos profissionais da área, e através do recado deixado por ele, também é possível ter-se uma visão de quanto ainda tem pra ser explorado.



“Procurem estar atentos às novidades da área e na possibilidade de atuação em mercados que não são explorados por nós. Utilizem o ambiente acadêmico para conhecer e entender o que realmente um bom Bibliotecário é capaz, além de trocar ideias com os professores (profissionais com muita bagagem e conhecimento) e os demais colegas de sala e curso”. (Wellington F.R.)

Coluna Música e Livros por Bruno Carvalho

Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando que musica e livros podem ter tudo a ver!

Entrevista com Jessie Vic  cantora nas bandas Dama de Copas e Back2Dance.


 1) Jessie quando você decidiu ser cantora? Fale um pouco sobre você.
Eu não decidi. Lembro de cantar desde muito nova... Meus pais descobriram que eu era afinada, apesar de nenhum dos dois serem músicos, e me incentivaram a cantar. Quando eu tinha uns três aninhos, meu pai me gravava cantando em fitas cassete, no nosso antigo aparelho 3 em 1 (aparelho de som antigo que tinha rádio AM/FM, tocava discos e fitas); depois, minha mãe, que me levava à igreja evangélica, me estimulou a cantar em público (num culto) pela primeira vez aos 5 anos.

2) Para escrever as canções  se inspira em livros? Quais?
Eu ainda não tenho nenhuma canção escrita. Primeiro porque sou muito crítica, principalmente comigo mesma. Não me julgo capaz de escrever e fazer melodia (estou estudando pra isso). E também sou tímida... Tudo que comecei, não achei bom o suficiente e parei. Eu gosto de improvisar em melodias prontas, mas não sei se sou capaz de criar algo bom do zero, sabe? E, hoje em dia, minha vida é tão corrida que todas as letras que eu comecei a escrever, não consegui parar para terminar.

3) Tem alguma música sua que fala de algum livro? Ou alguma música que tem trecho de livros?
Ainda não. Mas gostei da ideia. Quando eu começar a fazer músicas, quem sabe?

4) Conte como foi a experiência de cantar no programa do Raul Gil.
Foi a fase mais louca e intensa da minha vida! Eu sofria, ficava ansiosa... Perdi a voz às vésperas da primeira apresentação e paguei a primeira aula de canto na vida, mas não conseguia nem cantar - a professora acabou tendo que usar mais de psicologia do que de técnica vocal comigo. E só voltei a ter aulas depois do programa. (Risos). Na segunda apresentação, tive uma crise de choro logo depois da passagem de som (preparei "Como Nossos Pais" em versão rock e corria o risco de ser acusada de estragar uma música que já é perfeita, né?). Acho que todas as histórias que passei por ocasião da participação no "Mulheres que Brilham" dariam um livro. Eu fiz amizade com as outras candidatas e conhecia todas porque assistia cada programa. Vivi aquilo intensamente mesmo! Eu encarava cada apresentação como a última, então tentava mostrar o melhor de mim porque tinha pavor de sair "queimada" de um concurso desses na TV, em rede nacional. Eu tinha coisas a provar pra mim mesma, além do peso da expectativa das pessoas que torciam por mim. O saldo é positivo e foi lindo! Mas eu costumo dizer que só quem faz parte disso, sabe exatamente como é difícil também.

5) Quais livros costuma ler?
Leio quase de tudo! Sou curiosa pra leitura. Leio best-sellers, romances (li praticamente todos do Sidney Sheldon), biografias, livros sobre Comunicação (minha área) e até autoajuda (embora eu não goste muito). Sou tão curiosa que leio o que gosto e o que não gosto, nem que seja só pra ter mais argumentos pra criticar a obra ou o autor depois.

6)  Canta em quais bandas? Como está a agenda de shows?
Acho que esta é a pergunta mais difícil da entrevista. (Risos). A minha banda oficial (que foi inicialmente "Jessie Vic e Banda") é a "Dama de Copas", onde faço o meu rock com meus amigos. Estamos preparando um material inédito, com músicas autorais e tal... Mas também faço uns freelas e participações em bandas de amigos. Tem época que estou cantando numas cinco bandas por aí. Atualmente só posso responder oficialmente pela "Dama..." (claro!) e pela "Back2Dance", que é uma banda baile com outros cantores. A agenda está bacana! Eu faço o máximo pra dar conta apesar da correria (tenho o meu trabalho e lá eu também cumpro escala de final de semana). Dia 12 de setembro tem show ("Dama de Copas") no Botecando.com, em Campo Grande (Rio de Janeiro). Estão todos convidados!


7) Quais experiências, aprendizado tira do trabalho na TV Brasil para a carreira musical?
Em primeiro lugar, o trabalho em equipe: levo pra minha banda o que vejo de bom e tento não repetir as eventuais falhas que observo lá. E, depois, toda informação, experiência e aprendizado possível que capto dos programas exibidos. É uma emissora com uma carga de cultura bacana! Acabo conhecendo novos artistas também. Fico informada e abastecida musicalmente.

8) Fique à vontade para deixar uma mensagem aos leitores do blog, indicar livros, falar sobre a banda....
Gostaria de agradecer a você, leitor, pelo tempo dedicado à leitura da minha entrevista, ao blog pelo convite e dizer que esse tipo de atenção e de convite é o que continua me movendo na busca pela realização dos meus sonhos e objetivos. Aconselho que façam o mesmo: corram atrás do que querem! De um jeito ou de outro, vale a pena porque o caminho se torna muito interessante.
Como indicação de livro, deixo dois, lançados recentemente:
- "Simplifique a Vida Para Poder Vivê-la" (o único autoajuda que gostei de ler na vida!), o autor é o Fernando Lander, que trabalha comigo na TV Brasil;
- "Cartas do Passado" (o romance que estou lendo no momento) escrito por Lucy Vargas, que foi minha colega de faculdade (Jornalismo, UERJ).

Conheça mais sobre Jessie Vic nas redes sociais:


Créditos: Patricia Lima

Palestra: Gestão da Informação

No dia 28/08 houve uma Palestra a respeito da Gestão da Informação, e a aluna Jéssica de Oliveira Molinari do 6º Semestre Matutino realizou um relato sobe, confira!


A palestra do dia 28 de Agosto foi muito elucidativa para compreendermos a Gestão da Informação em uma empresa.
A palestrante é clara e didática e consolidou alguns ensinamentos das salas de aula, ajudando na compreensão do tema com maior clareza.

Não vou dizer que lembro absolutamente tudo, mas dois pontos que me chamaram atenção consigo recordar: a visão do processo que devemos ter (começo, meio e fim) e a questão de aparecer, ser notado, para que seu serviço faça parte de toda engrenagem da empresa.
A palestrante Cátia nos ilustrou toda a gestão do conhecimento feita pelo departamento dela, nos apresentou a base de dados da empresa e dialogou com os alunos que fizeram observações durante a apresentação. Acredito que tenha ajudado a todos visualizar como nosso aprendizado poderá ser utilizado na prática e como nosso papel é importante para que a empresa se desenvolva, pois mesmo em um mundo mecânico, o fato humano é essencial.


Além disso, Cátia mostrou uma opção nova de mercado – já mencionada em sala de aula – ao dizer que toda equipe que participa do departamento são bibliotecários. O curioso foi à fala de que o bibliotecário pode atuar em qualquer lugar, basta se concentrar em saber coisas da área. Não ficamos sem emprego, pois somos ensinados a pesquisar, a ir a fontes, a aprender para mediar à coleta de informações importantes para a inteligência empresarial.

Esperamos agora que as palestras dadas na FESPSP continuem a ser tão boa quanto essa! 

Colaboração na Matéria: Jéssica de Oliveira Molinari