segunda-feira, março 30, 2015

Programa Escola da Família apresenta o universo da leitura para as comunidades mais carentes

  
Olá, futuros Bibliotecários e Cientistas da Informação!
Sejam todos bem-vindos a mais um ano letivo!
Atrasada?!Eu? Confesso que estou sim, mas só um pouquinho e ainda dá tempo de desejar que 2015 seja repleto de aprendizado e, que todos nós tenhamos muita disposição, foco e controle em mais uma longa jornada de estudos (os semestres passam num piscar de olhos, por isso, muito guaraná na veia galera, rs). Ah! Ânimo também, pois teremos muita informação para absorvermos e tornamos em conhecimento. Portanto, força na peruca e bora cuidar também da saúde, ela é primordial para aguentarmos toda essa correria.

Bem, o motivo de escrever a vocês, queridos, além de desejar bons estudos principalmente aos calouros, quero compartilhar uma notícia que li recentemente no site da Secretaria da Educação, a respeito do tema deste ano do Programa Escola da Família, que particularmente acredito, muito interessa a nós, estudantes de Biblioteconomia.

Como já mencionei a edição deste ano do projeto Programa Escola da Família tem muito a ver conosco, voltados à leitura, os projetos do Programa irão espalhar o gosto pela leitura na comunidade. Atividades como: Contação de histórias, saraus e até mesmo um “Cantinho do livro” e exposições farão parte da edição de 2015.

 Leiam abaixo o comentário de um dos responsáveis pelo Programa Escola da Família 2015 sobre o tema:
[...] Cada escola é responsável por organizar a sua programação. Por isso, a população deve procurar a unidade para saber qual é a agenda de eventos e oficinas. “Ler com prazer é objetivo do projeto. Assim, pessoas da comunidade e alunos poderão visitar histórias, ir a lugares nunca idos, conhecer os mais diferentes personagens, além se aproximar dos principais autores brasileiros e estrangeiros”, explica Wilson de Tarso Araújo, do Centro de Projetos Especiais da Secretaria. [...]

Um pouco sobre o Programa Escola da Família...
Para quem ainda não conhece o Governo do Estado de São Paulo, por meio do Decreto n° 48.781, de 07 de julho de 2004, instituiu o Programa Escola da Família, cujo objetivo é a integração escola-comunidade, por intermédio de diversas atividades desenvolvidas no espaço escolar, sempre aos finais de semana, por educadores: voluntários e estudantes universitários bolsistas.
Como mencionei, o Programa também beneficia os universitários que doam seu tempo livre em algum projeto, além de ganhar em experiência, podem também concorrer a bolsa de estudos de 100%, denominada de Bolsa-universidade. Isso, por causa da parceira do Programa com as Instituições Acadêmicas. As inscrições são abertas periodicamente.
Enfim, vejam caros colegas, mais um espaço em que nós, estudantes de Biblioteconomia, poderemos exercitar os conhecimentos já adquirimos pelo curso e ajudar a incentivar aos demais ao hábito de leitura, não é mesmo?
Era isso. Aos interessados, deixo ao final o link do site para mais informações sobre o Programa.
Até breve!



Para saber mais sobre o projeto consulte o site do Programa Escola da Família.

Esta matéria foi elaborada pela aluna Juliana Gomes Figueiredo, do 3º semestre noturno.

Semana do bibliotecário FESPSP - Parte II

Entre os dias 09 e 13 de março a FaBCI-FESPSP realizou palestras com temas diferenciados em comemoração ao dia do bibliotecário que foi comemorado no dia 12 deste mês. Se você não pode assistir alguma palestra não se preocupe... a Monitoria vai lhe contar tudo que aconteceu por lá...

Na segunda-feira (09/03) pela manhã, a FESPSP recebeu Alexandre Miyazato, da Cinemateca Brasileiraque palestrou sobre a "Preservação da Informação Cinematográfica: a atuação do bibliotecário na Cinemateca Brasileira".  A aluna Nathalia Pereira, do 3º semestre matutino, fez um relato para a Monitoria Cientifica que pode ser conferido aqui.

Vera Stefanov


Abrindo os trabalhos no período noturno, contamos com a presença da presidente do Sindicato dos Bibliotecários no Estado de São Paulo (Sinbiesp), Vera Stefanov que apresentou o tema "O bibliotecário como empreendedor", com enfase no perfil do profissional empreendedor e quais são os quesitos legais para que o profissional da informação possa atuar como consultor.





Na terça-feira (10/03) foi a vez dos alunos ingressantes apresentarem suas pesquisas sobre o "Bibliotecário Nota 10", que é um trabalho coordenado pela professora. Maria Rosa Crespo na disciplina "Tipologia de Serviços da Informação". Em comemoração dos 75 anos do curso de Biblioteconomia da FESPSP, todos os "biografados" desta edição foram alunos / funcionários da instituição. O belíssimo trabalho de pesquisa dos alunos, trouxe à tona nomes importantes para o cenário biblioteconômico brasileiro, o que é muito importante principalmente no inicio da graduação que permite que nossos novos alunos tenham contato com profissionais de peso e que desenvolveram (ou desenvolvem) pesquisas significativas em nossa área.
Este ano a relação de biografados foi composta por:

MATUTINO
Abner Lellis Correa Vicentini
Regina Fazioli
Antonio Gabriel
Carmen Arruda Botelho
Dinah Población Aguiar
Elisa Campos Machado
Ernesto Manoel Zink
Noemia Lentino




NOTURNO
Heloisa de Almeida Prado
Ivone Tálamo
Laura Russo
Lenira de Arruda Camargo Fraccaroli
Maria Antonieta Ferraz
Osvaldo Almeida Junior
Maria Luisa Monteiro Da Cunha

Marta Valentim




Apresentações do período matutino

Apresentações do período matutino e noturno


Cristina Gonzalez






No dia 11/03 (quarta-feira) ocorreram duas palestras bem interessantes: no período da manhã contamos com a presença da Cristina Gonzalez, presidente da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Arquivo Aberto da FEBAB, com o tema "Direito autoral", que apresentou um pouco do histórico e a importância da preservação dos direitos autorais, tendo em vista que o bibliotecário estará sempre em contato com este tema em seu dia.






A diretora do Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo, Sueli Nemen Rocha apresentou a palestra "As bibliotecas públicas na cidade de São Paulo" no período noturno

Sueli Nemen Rocha


Mesa de discussão sobre biblioteca escolar
Na quinta-feira foi dia de conversar sobre a "Lei 12.244/2010 - A biblioteca escolar em debate" com os representantes do CRB-8Francisco Lopes Aguiar (docente da FESPSP), Ana Claudia MartinsIlsom Lourenço e Gisele Monguilod Tutuy, todos egressos da FESPSP. 






 Dra. Elisa Machado


No período noturno houve a palestra da Dra. Elisa Machado, docente do Departamento de Estudos e Processos Biblioteconômicos e do Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, que teve como tema "Como garantir a presença das Bibliotecas públicas na pauta de políticas culturais no Brasil?" 













A palestra "A Biblioteca de São Paulo e a Biblioteca Parque Villa Lobos: referências para o trabalho do SISEB", aconteceu na sexta-feira de manhã, e foi apresentada pela Coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e da Unidade de Bibliotecas e Leitura da Secretaria de CulturaAdriana Cybele Ferrari e pela Diretora das bibliotecas Parque da Juventude e Parque Villa Lobos, Sueli Regina Marcondes Motta.

Encerrando a semana, a bibliotecária formada pela USP Michelli Sasaki apresentou sua experiência com UX - User Experience (experiência do usuário em português) e deu dicas importantes para os bibliotecários que pretendem ingressar na área, que ainda não é muito popular entre os profissionais de ciência da informação.


Com o auditório bem cheio Michelli explicou um pouco sobre a interação ser humano-computador e a importância da levar em conta as experiência do usuário como os aspectos afetivos, experienciais, na construção de vocabulários controlados e indexação de material para a internet.







sábado, março 28, 2015

Coluna Música e Livros por Bruno Carvalho

Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando que música e livros tem tudo a ver!
Este mês Bruno entrevista Angelita baixista da banda Ratas Rabiosas.


Quando começou a se interessar por música?
Desde pequena me interesso por música, sempre gostei. Ouvia Raul Seixas em casa com meu pai, Mutantes, essas coisas, depois fui conhecendo bandas de rock, punk rock, rap, reggae aí nunca mais parei.

Quando a  banda começou?
Formamos a banda em agosto de 2013. Eu já era amiga da Lary, a batera e da Ju, a nossa guitarrista, mas eu ainda não tocava nada. As duas sempre me dando ideias pra formarmos banda e tal, aí quando eu comprei meu baixo, eu apresentei as duas, que ainda não se conheciam. Então começamos aí, na primeira reunião conheci a vocalista Oxy. Foi entrosamento total, já fizemos uma letra juntas nesse dia, no primeiro ensaio já saímos com 2 sons prontinhos. No geral, nos damos muito bem. Bem, sobre o nome da banda, eu queria que tivesse algo com a palavra Raiva ou Rabia, algo em espanhol mesmo, aí a batera sugeriu Ratas Rabiosas, que também é nome de uma música da banda punk Eskorbuto, que gostamos bastante.

Tem alguma música sua que fala de algum livro? Ou alguma música que tem trechos de livros?
A minha principal referência bibliográfica, o que eu mais gosto de ler e me identifico com autores 'marginais' como Bukowski e Pedro Juan Gutierrez
As letras que eu faço costumam ter a linguagem mais direta, sem muitos rodeios. A temática passa por cenas do cotidiano da mulher que tenta resistir à sociedade machista em que vivemos, tal como o jovem da periferia em geral. Abordo bastante o feminismo e apoio entre as minas da cena.

Qual livro está lendo atualmente?
Agora estou relendo a biografia da Frida Kahlo, escrita por Heyden Herrera. Acho magnífica a história de sobrevivência através da arte dessa mulher incrível

Fale um pouco da cena punk / hardcore feminina em São Paulo.
Hoje em dia na cena punk, hardcore e rap existem muitas bandas e grupos formados por garotas e eu vejo isso de forma super positiva e desejo a consolidação e que cresça cada vez mais. A agenda de shows das Ratas Rabiosas  esse mês não está fechada então quem quiser conhecer os sons da banda e ficar sabendo quando vamos tocar, é só seguir nossa page no facebook.

Fique à vontade para deixar uma mensagem aos leitores do blog, indicar livros, falar sobre a banda....
Um recado pra todas as minas que estão lendo: Não desistam, nós somos capazes de tudo!!!

Conheça mais sobre a banda Ratas Rabiosas na fan page da banda no facebook:

domingo, março 22, 2015

Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca da Cidade de São Paulo

A cidade de São Paulo está elaborando o seu Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca (PMLLLB) com os seguintes objetivos: Estabelecer políticas públicas claras para o livro, a leitura, a literatura e as bibliotecas e garantir recursos para sua implementação; assegurar o acesso aos livros e a inclusão de todos; promover a integração entre escolas, bibliotecas e outros espaços; debater e promover a formação de mediadores e a bibliodiversidade; desenvolver e apoiar ações de literatura; incentivar escritores, editores e livreiros.


A próxima etapa da elaboração do Plano consistirá na realização de debates nas Plenárias Regionais, com consultas à comunidade de seis regiões da cidade (Centro, Norte, Sul, Sudeste, Leste e Oeste). Esta será mais uma oportunidade de toda a população debater e construir um Plano que reflita o direito ao livro, à leitura e à literatura, que não se restrinja a interesses corporativos e localizados. Essas plenárias regionais e o Encontro Municipal que definirá em abril a redação final do PMLLLB representam as últimas etapas do processo.

Para maiores informações clique aqui

Evento do CRB-8 em homenagem ao dia do bibliotecário

Em homenagem ao dia 12 de Março, dia em que é comemorado o Dia do Bibliotecário, o CRB-8 realizou um evento pra lá de especial no Teatro da FECAP, com direito a poesia, música, coquetel e muita gente da área pra troca de experiências e contatos.
O Conselho Regional de Biblioteconomia organizou tal evento com objetivo de apresentar a nova chapa do conselho, falar do papel do bibliotecário na sociedade como um todo, não só na questão da disseminação e organização da informação, mais também do bibliotecário e seu papel social e cultural.
Dentre os convidados estiveram Sérgio Vaz criador da Cooperifa (Sarau na Periferia com objetivo de incentivar a leitura), projeto este que possibilita o acesso à leitura, à literatura e à poesia, às pessoas da periferia, além disso, o criador do projeto Sérgio emocionou a todos os presentes com suas poesias e com sua fala em homenagem aos bibliotecários:

“Bibliotecários são asas para nossos sonhos, afinal são vocês que possibilitam o acesso aos livros e a leitura!”



Frase esta que nos serve para refletir se estamos de fato cumprindo com um de nossos papéis que é o de disseminador da leitura e da informação diante a uma sociedade tão carente disso tudo.
Além deste, estiveram presentes os bibliotecários responsáveis pelo conselho regional de SP (CRB8o) Carli Cordeiro, Francisco Lopes Aguiar e outros, e a bibliotecária Vera Stefanov, diretora do Sindicado dos Bibliotecários (Sinbiesp) que também deixaram suas mensagens aos bibliotecários e aos novos integrantes da profissão, dentre a importância da união da classe em prol de uma biblioteconomia mais unida, uma biblioteconomia mais conhecida e a importância do bibliotecário na vida das pessoas e da sociedade. 

"Esperança, renovação e compromisso social são as palavras-chave que expressaram a comemoração do dia do Bibliotecário, organizado pelo CRB-8. A classe biblioteconômica paulistana presente teve a oportunidade de reafirmar a valorização das diferentes formas e facetas da leitura como agente fundamental para a transformação social. Informação e conhecimento tem poder de transformação social! Com base na palestra de Sérgio Vaz, tivemos oportunidade de refletir sobre como a leitura pode transformar nossa realidade? Que papel a leitura Oportunizamos também nesta reflexão a necessidade da biblioteconomia paulistana estar mais perto das demandas e necessidades sociais, desenvolvendo-se com dignidade e respeito à diversidade sociocultural, e Protagonizamos todos os dias a biblioteconomia paulistana, mas neste dia especial tivemos a chance de renovar as esperanças e repensar nossas práticas para reafirmar a construção de uma Feliz Biblioteconomia Paulistana todos os dias." (Francisco L. Aguiar)






... Hoje 24 anos depois de passar no vestibular de biblioteconomia estou a frente do Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo, o maior conselho de classe desse país. Quanta honra, quanta alegria e quanta responsabilidade. Eu, que... quando estudante de Biblioteconomia, lá nos bancos acadêmicos, Equilibrista, malabarista. Sim Malabarista, pois, conciliar meu emprego (trabalho numa empresa privada) ao mesmo tempo dedicar horas voluntárias para este Conselho não é tarefa das mais fáceis... Nós da 17a gestão esperamos de vocês valiosas contribuições. O CRB está de portas abertas a todos os Bibliotecários, nos procurem, formemos grupos de estudo, grupos de trabalho, grupos de criticava a atuação do Conselho agora aqui estou. discussão. Deixo aqui o nosso convite: Em nome de todos os conselheiros, venham fazer parte do CRB, vamos discutir, analisar, refletir sobre os caminhos da Biblioteconomia. Fomos eleitos para representa-los, mas conselho é nosso. No ano em que completamos 50 anos de regulamentação profissional precisamos, nos unir, somar nossas ações, que hoje podem estar isoladas. Vamos construir juntos os caminhos da Biblioteconomia para nos torarmos profissionais respeitados, reverenciados, reconhecidos pelo mercado e principalmente pela sociedade para que muitos jovens na hora da escolha profissional diga: Eu optei pela Biblioteconomia eu quero ser Bibliotecário!!! (Carli Cordeiro)

Estiveram presentes também, o apresentador Wandi Doratiotto e o Grupo Ecco (grupo musical formado em 2009, tendo como tema musical a valorização dos recursos naturais e discussão sobre questões que ameaçam o planeta – tendo como artistas Cristiano Santos, Eloiza Paixão, Estela Paixão e Rafael Horta), grupo este que também deixou sua mensagem de agradecimento aos bibliotecários que lhes permitiram o acesso à vários universos diferentes.



Não podemos nos esquecer de mencionar a belíssima homenagem feita à Inezita Barroso bibliotecária da primeira turma de biblioteconomia da Universidade de São Paulo (USP), que representou muito bem a classe através de suas pesquisas da música brasileira.

A matéria foi elaborada pela ex-aluna e Bibliotecária Grazieli de Moraes.

Rodada de notícias por Isabela Martins

Recebendo muito convite pro Kiwi? Que tal convidar esse povo pra vim dar uma olhadinha na Rodada de noticias dessa semana? Vem!

Para acabar com greves, secretário de Educação passa número de telefone a professores na Argentina
Em tempos de discussão sobre reforma política, atitudes de aproximação entre governo e sociedade são louváveis!

É possível ‘quebrar’ a internet?
Eu meio que buguei: se os hackers querem "quebrar" a internet, eles vão fazer o que depois? o.O

Encontro literário na França ativa busca por autores do Brasil
Nomes que talvez sejam desconhecidos por nós, que somos brasileiros, estão estourando na Europa!!

Stephen King vai dar dicas de escrita em novo livro de contos
Quem quer conselhos do titio King?

Alunos protestam após fichas pessoais vazarem de site de colégio tradicional
Segurança de informações digitais é um assunto quente, ainda mais essa semana, com esse caso. Mas essa discussão suscitou diversas outras como ética e atuação pedagógica. O que você achou?

Microsoft vai acabar com a marca Internet Explorer
Um minuto de silêncio para o navegador que nos permitiu ter todos os outros...

Nintendo anuncia produção de jogos para smartphones
Quem que não quer jogar Mario Bros no smartphone? 

Professor de SP usa Minecraft para estimular criatividade e cooperação
Educação, tecnologia, informação, cooperação e compartilhamento. Quem realmente tá a fim de quebrar paradigma e realmente mudar a edução?

O clipping desta semana foi elaborado pela aluna Isabela Martins Moreira, do 5º semestre noturno.

quinta-feira, março 19, 2015

Coluna Música e Livros por Bruno Carvalho

Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando que música e livros podem ter tudo a ver!
Este mês Bruno entrevista Antônio da banda Elite Sofisticada.


Quando você decidiu ser músico? Tocou em outras bandas antes do Elite Sofisticada?
Sim, tive banda pré-garagem... de ponta de bloco, digamos.... Os Mal-Educados, nunca tocamos, também não havia instrumentos elétricos, usávamos violões... porém, já buscando a noção do contrabaixo na música e ainda não havia baterista nem vocal, éramos eu e o Marcelo Pilastra... que comporia também o Elite Sofisticada.

Gastão (vocal), Tonho (guitarra), Marcelo Pilastra (baixo) e Rogério Lopes (bateria)


Pode contar um pouco da história da banda, de onde surgiu o nome "Elite Sofisticada", quem eram os integrantes , etc...
A ideia do nome ouvi do recentemente falecido Negrete ex - baixista da Legião Urbana, ai, eu e ele estávamos na plateia quando ele, criticamente, disse a paródia: ‘‘Se os filhos de professores da UnB são a Plebe Rude, vocês, que são uns ferrados, devem ser a Elite Sofisticada’’, a gente tava num show na Funarte onde tava tocando também o Plebe Rude, dai, conhecemos o Rogério (bateria), o Luiz Gastão (vocal), pronto, tava feito.

Qual a influência literária nas letras do Elite Sofisticada? Que livros e autores influenciaram a banda na década de 80?
 Nenhuma influência literária, na época não tinha garotos aplicados em cultura literária no máximo, abríamos livros de gramática escolar onde escolhíamos frases aleatoriamente.

Tem alguma música da banda que fala de algum livro? Ou alguma música que tem trecho de livros? Por exemplo: o juiz declarou o réu inocente / o povo elegeu o deputado / as paixões tornam os homens cegos / nós julgamos o fato milagroso. Mas, foram uma ou outras, a maioria eram escrita por mim ou o Rogério, conforme nosso entendimento à época.

O que está lendo atualmente? 
Atualmente, nada leio. Apenas sondo minha capacidade "inteligentiva" para compreender a existência.

Como era o seu convívio com o pessoal das outras bandas de Brasília nos anos 80? (Capital Inicial, Plebe Rude e Legião Urbana), etc... Assistiu aos shows na época? Viu shows do Aborto Elétrico também? Comente sobre essa época. 
Era uma época bem romântica, não havia internet, o mínimo de informações fora do conteúdo da escola era visto nas antigas Enciclopédias. As relações entre as bandas eram suficientemente amistosas. Algumas ensaiavam juntas, ou compartilhavam as salas alugadas. Todo mundo de todas as bandas se conheciam. E todas as sextas e sábados nos encontrávamos nos points da época, por exemplo a Adega na 103 sul.

Quais as melhores lembranças da época do rock dos anos 80 em Brasília? 
A melhor lembrança é a própria época e tudo que permeou seu acontecimento.

Você ainda continua tocando, escrevendo músicas? Quais são os projetos futuros? 
Abandonei os antigos instrumentos e abri um leque para instrumentos etnos. Didjeridoo (Austrália), morshang (índia) ,maultrommel (Alemanha) ,kalimba (África) ,khoomei (canto da Mongólia) ,violoncelo (para acompanhar o canto mongol) ,ráb ncâ (Vietnam)...Meu atual projeto se chama DUO VÁRIO...música etno-jazz & etno-lyserge. Adotei outro nome no ramo musical: Xoomei.



domingo, março 15, 2015

Coluna: Onde estão os bibliotecários? Por Grazielli de Moraes

Primeiramente gostaria de deixar um muito obrigado aos participantes da coluna “Onde estão os bibliotecários?” e parabenizar a todos pelo dia do bibliotecário (12 de Março), e que tanto essa, quanto as outras entrevistas já realizadas, sirvam para que nós enquanto bibliotecários possamos refletir os vários campos de atuação existentes em nossa área, a importância de se manter atualizado e lutar por essa classe tão importante para a sociedade como um todo.



Nesse mês trago uma entrevista com o Thiago Marcondes de Almeida (32 anos), formado em 2009, não atuante na área devido a morar no Canadá (país este que não reconhece o bacharelado em biblioteconomia - reconhecem apenas o diploma).

“Aqui temos o Técnico em Documentação onde para obter o diploma são três anos de estudo. A opção mais viável seria voltar a Universidade e estudar por dois anos para obtenção do título de mestrado. Todas as pessoas que possuem um bacharelado “em qualquer área” pode fazer o mestrado em Biblioteconomia e exercer a profissão, caso seja aceito pela instituição. Sendo assim, quero fazer o mestrado em biblioteconomia na Universidade de Montréal caso seja aceito para abrir novas oportunidades de trabalho e atuação”.

Mesmo diante tal realidade, ele atuou voluntariamente numa biblioteca, fator este que o ajudou a ter uma melhor recolocação no mercado de trabalho.

“... O trabalho voluntário é bem reconhecido aqui e é através deste que é possível criar um ciclo de contatos, com pessoas da mesma área, ou mesmos interesses, fazendo com que se torne mais fácil conseguir um emprego na área. Independente da colocação profissional, falar as duas línguas (francês e inglês) é requisito obrigatório (principalmente nas cidades de Ottawa e Montréal), motivo este que me faz cursar um intensivo para preencher essa lacuna. Na maioria dos estabelecimentos comerciais que você entra aqui em Montréal, os atendentes começam com a frase "Bonjour Hi", daí você escolhe em qual língua quer seguir na conversa. Rs”.

A biblioteconomia para Thiago é algo que está arraigado em sua identidade pessoal e profissional, é uma profissão que o faz muito feliz e que ele não se arrepende de ter escolhido, para se realizar profissionalmente o mesmo menciona que só falta a atuação dentro de uma biblioteca ou um arquivo “... É isso que venho buscar aqui no Canadá”.
Quanto à biblioteconomia, ele acredita que não deve ser mudada em sua essência, desse modo evita-se que se forme outro curso, o que pra ele deve ser mudado é a conscientização dos governantes no Brasil quanto à importância do profissional da informação na sociedade, é necessário que se invista em melhores infraestruturas e melhore a remuneração de tais profissionais.

“Mesmo morando há pouco tempo aqui, vejo uma grande diferença do Brasil, e estamos muito atrasados”.

No que se refere aos profissionais ele menciona a importância de manter-se atualizado não só quanto às novas tecnologias, mas, quanto às novas exigências do mercado. É imprescindível também participar de congressos, trocar ideias com profissionais ligados a área, só assim é possível colher frutos profissionais e para a profissão.
Para ele, a FESPSP mudou sua trajetória profissional 100%, afinal a partir de sua formação, conseguiu excelentes oportunidades de trabalho, podendo então colocar muito do que aprendeu em prática, mesmo durante o curso, fator este que a seu ver fez muita diferença em sua carreira profissional.

Aos novos profissionais ele dá as boas vindas, deixando a seguinte mensagem:

“Desde o instante em que comecei a fazer biblioteconomia na FESP até os dias de hoje, só houve progressos em minha vida. Vejo um momento favorável para nossa classe tanto no Brasil como no Canadá! Se vocês já fizeram a escolha de fazer Biblioteconomia, optando pelo que gosta, estão no caminho certo. Não irão se arrepender! Sejam bem-vindos!”.




Responsável por esta entrevista:

Semana do bibliotecário FESPSP - Parte I

Entre os dias 09 e 13 de março a FaBCI-FESPSP realizou palestras com temas diferenciados em comemoração ao dia do bibliotecário que foi comemorado no dia 12 deste mês.


Alguns dos nossos alunos enviaram seus relatos de participação para o blog da Monitoria, e uma delas é a Nathalia Pereira, do 3º semestre matutino que nos contou um pouco sobre a palestra "Preservação da informação cinematográfica: a atuação do bibliotecário na cinemateca Brasileira", que ocorreu no dia 09/03.

"O bibliotecário Alexandre Miyazato que atua na biblioteca Paulo Emilio Salles Gomes que se localiza na Cinemateca Brasileira, formado na UNESP de Marília onde começou o seu processo de estudo sobre cinema, participando de cineclubes da própria universidade e da região e colocou a importância do aprendizado a partir da participação na produção dos filmes e todo seu processo de criação, colocando também a importância do papel social dos cineclubes e essencial para a formação do bibliotecário.



O que é Cinemateca Brasileira?
Cinemateca nada mais é que um local onde armazena e conservam filmes, sua missão é preservar e restaurar o acervo, o estado dos filmes determina o estado de conservação onde serão armazenados, os responsáveis pelas operações de conservação do acervo audiovisual e o gerenciamento da circulação dos materiais. Sendo divididos em dois acervos: um para restauro e outro para catalogação.
O sistema de catalogação utilizado na cinemateca é a Federação Internacional de Arquivos Filmográficos (FIAF), baseada na CDU, utilizam também vocabulário controlado para Artes do Espetáculo desenvolvido pela Biblioteca Jenny Klabin Segall.

É Constituída?
Conservação de filmes, catálogo de filmes, laboratório de imagem, núcleo de difusão, centro de documentação e pesquisa, acervo iconográfico, seleção e aquisição de materiais (constituída por doações de cineastas) e coleções bibliográficas (Roteiro, anuário de cinema Brasileiro, tese, Homero, folheto, periódicos, documentos diversos).

Perfil Profissional?
Conhecimentos audiovisuais, noção do material e tecnologias utilizadas para preservação e armazenamento, assim como de física e química básica dos suportes áudio visual, tendo como base o gosto por cinema.


Para Saber mais:

Contato:
biblioteca@cinemateca.org.br


Envie seu relato sobre a semana de Biblioteconomia da FaBCI - FESPSP para a Monitoria Científica através do e-mail: monitorcientificofabci@gmail.com.

Professora Andréia Silva defende sua tese de doutorado na USP


A professora Andréia Gonçalves Silva defendeu sua tese de doutorado, intitulada “Informação legislativa ao alcance do cidadão: contribuição dos Sistemas de Organização do Conhecimentona última quarta-feira (11/03).

Sob orientação da Professora Marilda Lopes Ginez de Lara, Andréia propõe um sistema de leis previdenciárias com linguagens mais acessíveis ao cidadão. A proposta une conceitos do direito, ciência da informação, gestão do conhecimento e arquitetura da informação.



Andréia enfatiza a dificuldade de obter informações de forma clara e rápida nos sites do governo em virtude dos rótulos utilizados e da indexação que não representa de forma adequada a informação.



Andreia é formada em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESPSP e possui Mestrado e (agora) Doutorado pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo. Ela é docente das disciplinas “Indexação e Resumos” e “Linguagens Documentárias-Pós Coordenadas”.

Rodada de notícias por Isabela Martins

Depois de uma semana de comemorações em virtude da Semana do Bibliotecário, que tal dar aquele giro e ficar ligado nas notícias? Vem!!

Conheça 12 fatos surpreendentes sobre o Google
Gosta do Google? Que tal conhecer mais sobre essa grande empresa?

2015 será o ano dos 'selfie drones'
Quem quer um drone pra chamar de seu levanta a mão" o/

Designers profissionais tentam usar o Photoshop 1.0 e fazem feio
Já pensou utilizar a primeira versão dos programas que voce utiliza diariamente? O quanto será que mudaram? Imagine como o Photo shop mudou desde sua primeira versão!

Prefeitura quer implantar 83 salas de cinema popular.
Que maravilha hein!



Pais e profissionais tentam estimular o hábito da leitura em São Carlos, SP
E fechando, recordando de uma das discussões feitas nessa Semana do Bibliotecário: leitura começa na escola, e quando incentivado por todos, é melhor ainda!

O clipping desta semana foi elaborado pela aluna Isabela Martins Moreira, do 5º semestre noturno.

terça-feira, março 10, 2015

Projeto "Adote um livro e transforme-se"

Recentemente uma de nossas parceiras aqui no blog da Monitoria Científica, teve o seu projeto divulgado em matéria do jornal SPTV.


O projeto da Bibliotecária Grazielli Moraes, intitulado "Adote um livro e transforme-se", nasceu ainda na graduação, nas aulas de "Projetos culturais" do terceiro ano, ministradas pela professora Tânia Callegaro. A ideia surgiu com a intenção de possibilitar às pessoas mais "carentes" o acesso à leitura e aos livros (tendo em vista que o custo dos livros ainda são altos no Brasil). Arrecadando pequenas doações com os colegas de classe e depois expandindo para outras pessoas o projeto foi tomando forma, hoje o projeto já visitou bairros como Itaquera, São Mateus, Vila Guilhermina, Perus e Grajaú. Com uma equipe de voluntários e alguns parceiros como a Saraiva e a Porto Seguro, o projeto leva informação e alegria as comunidades que necessitam. 



Equipe que realiza o projeto

Clique aqui e assista a matéria completa realizada pelo SPTV - 1ª edição 

O diferencial do projeto é que além de doar livros, os autores são convidados para tardes de autógrafos e há também apresentações culturais/artística nas edições.
6ª edição realizada na Estação CPTM Grajaú

Ficou interessado e que contribuir de alguma forma? Acesse o site do projeto e a página no Facebook.

 Grazielli Moraes é bibliotecária, formada pela FESPSP,  da responsável pela coluna "Onde estão os bibliotecários formados pela FESPSP" Monitoria Científica e idealizadora do projeto "Adote um livro", além de defender arduamente a causa das bibliotecas comunitárias... ela deixou um recado para nosso alunos e leitores:

"Minha atuação em projetos e bibliotecas comunitárias, se dão unicamente de forma voluntária, e isso me agrega um valor enorme, afinal além de colocar em prática o conhecimento adquirido na faculdade, acabo trocando conhecimento com as pessoas que lido. O importante é que independente da área de atuação que você deseje trilhar, faça com amor e carinho, e mais, com dedicação, comprometimento e ética, dessa forma, você será um Bibliotecário Nota 10!".

segunda-feira, março 09, 2015

Monitoria Científica FaBCI entrevista Tiago Murakami

Uma das personalidades mais atuantes na área de Ciência da Informação é, sem dúvida, Tiago Murakami. O incansável bibliotecário aplica sua visão macro para detectar as melhores ações no uso da informação na grande rede.
Compartilhar e colaborar são verbos naturais para Murakami: criou o repositório RABCI, mapeou repositórios institucionais das unidades de ensino superior e estuda também métricas de informações científicas na web. "Colaboração é fundamental",  afirma Murakami.

Leia a entrevista exclusiva para a Monitoria Científica:

Primeiro, uma breve apresentação da sua carreira.
"Em 2000, prestei vestibular para Biblioteconomia, porque no manual do vestibular dizia que o bibliotecário poderia trabalhar com a Internet. Entrei na USP em 2001 e me formei no meio de 2006. Neste período, trabalhei como analista administrativo na Biblioteca Jurídica do Banco Itaú e participei de muitos encontros de estudantes (ENEBDs e EREBDs). Participar de encontros estudantis me abriu muitas portas, me possibilitou ver uma Biblioteconomia bem diversificada e me possibilitou conhecer muitas pessoas bacanas da área, por isso, nunca deixo de citar os encontros na minha formação. Neste período, por conta desta interação, pude participar do Blog Bibliotecários sem Fronteiras (BSF) e criar o Repositório Acadêmico de Biblioteconomia e Ciência da Informação (RABCI). Depois de formado, passei no concurso para a Prefeitura do Município de São Paulo, onde trabalhei no CEU Butantã por um ano. Depois, por causa do BSF, fui convidado para ser Diretor de Biblioteca na Biblioteca Pública Municipal Manuel Bandeira da Prefeitura de São Bernardo do Campo, onde passei 3 ótimos anos. As bibliotecas públicas enfrentam muitas dificuldades e trabalhar nelas é difícil, mas também muito gratificante. E por último, passei no concurso para a Universidade de São Paulo, onde trabalhei inicialmente no projeto do Repositório Institucional (Biblioteca Digital da Produção Intelectual - BDPI) e atualmente estou Chefe Técnico de Divisão na Divisão de Gestão do Tratamento da Informação do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas, divisão responsável pelo gerenciamento do módulo de catalogação do banco de dados DEDALUS, pela gestão do Vocabulário Controlado do SIBiUSP e pela Biblioteca Digital da Produção Intelectual. Também cursei a graduação em Administração Pública na Universidade Federal de Ouro Preto pela Universidade Aberta do Brasil, mas não consegui concluir o curso. Fazendo um balanço rápido, trabalhei em biblioteca especializada jurídica, em bibliotecas públicas e só fui trabalhar com internet agora em 2013 na USP."


Seminário Biblioteca Viva 

1)  Como surgiu a ideia de criar o RABCI?
No ENEBD de Recife em 2002, participei de um minicurso de uso de ferramentas para a gestão de bibliotecas digitais. Percebi que era possível criar um repositório usando essas ferramentas por um custo muito baixo. O RABCI surgiu com a idéia de compartilhamento de trabalhos de disciplinas, com os alunos compartilhando trabalhos com os alunos dos anos seguintes. Mas na realidade, o RABCI começou a receber trabalhos de conclusão de curso, artigos e trabalhos apresentados em eventos. Importante salientar que todos os trabalhos depositados no RABCI foram depositados por vontade dos autores, que viram no RABCI uma oportunidade de compartilhar com a comunidade o que eles produziram. Esse é o espírito.  

2)  Por que você escolheu o DRUPAL ? Quais as outras opções que você considerou?
O RABCI começou no OJS/SEER. Eu adaptei para o repositório, mas conforme as coisas foram acontecendo, essa adaptação começou a apresentar problemas e por isso fui atrás de alternativas. Durante um tempo, usei o Plone e até o Wikindx, mas depois que usei o Drupal pude perceber que era a alternativa mais viável, eficiente e fácil de customizar.   
3)  Desde a sua criação até hoje, como você avalia o desempenho do RABCI? Atendeu às expectativas iniciais?

O RABCI começou como um repositório em que eu ficava insistindo para que os meus amigos depositassem seus trabalhos. Hoje as pessoas buscam o RABCI para divulgar espontaneamente. Ele tem 428 trabalhos que tiveram no ano de 2014 182.489 downloads. São números grandes. Ele até ocupa um heróico 25º lugar no Brasil do Ranking Web of Repositories. É um projeto que eu acredito muito, manterei ele no ar durante o tempo que eu conseguir.

4)  Você tem continuado o monitoramento do panorama dos repositórios institucionais das instituições de ensino superior? Alguma tendência?
Uma questão anterior é que todos os levantamentos de dados que faço e que acredito que possam ser úteis para alguém eu procuro que sejam compartilhados, tornando-os públicos. O monitoramento do panorama dos repositórios institucionais das IES foi realizado aqui na USP para que pudéssemos conhecer melhor todas as iniciativas de repositórios no país e com isso fazer um repositório melhor para a nossa instituição. Ele está sendo atualizado sempre que identificamos um novo repositório. Em relação a tendência, os repositórios por natureza ajudam a divulgar o que a instituição tem de único, que é a sua produção científica. Isso está sendo cada vez mais valorizado nos dias atuais e com isso, a tendência é que os que existem cresçam mais e que sejam criados mais repositórios. E acaba acontecendo de faltar muitos profissionais que conheçam as particularidades deste nicho e ele se torna um mercado interessante para nós.    

5)  Como as instituições de ensino superior particulares têm explorado repositórios e biblioteca virtuais/digitais? Há investimento nestas ferramentas? Quais sistemas são mais utilizados?
Em um mundo em que o impacto da produção científica tem muito valor, os repositórios consequentemente tem um grande valor para as instituições que os mantêm. É interessante perceber que a melhor ferramenta para a gestão de repositórios é o DSpace, um software livre. O fato de ser um software livre muda bastante o modo de como ele é gerenciado. Não dá para comprar um DSpace pronto, é preciso que a instituição mobilize analistas de tecnologia da informação e bibliotecários para que possam se dedicar na customização e adaptação do software. E podemos ver claramente que o bibliotecário precisa se envolver mais, não mais gerenciando um contrato de software, mas fazendo parte de seu desenvolvimento. Pelo menos nas bibliotecas universitárias e especializadas, somente conhecimento básico de informática fará que o bibliotecário tenha uma atuação limitada. É preciso conhecer mais.  

6)  Seu mais recente artigo é sobre “Exploração colaborativa através do compartilhamento de dados de citações do Google Scholar”. A colaboração veio para ficar, é fato. Isto já é mais visível na área acadêmica?

Este artigo é uma aplicação prática do  compartilhamento de dados. Ele se refere a metodologia de extração de dados de citações do Google Scholar e o compartilhamento do dados resultantes para que possam ser explorados pela comunidade da biblioteconomia, por se tratar de dados sobre as citações recebidas pelas revistas da área. A ciência está se tornando mais colaborativa e isso tem que ser uma premissa para o bibliotecário que trabalha neste meio. Os dados de pesquisa estão cada vez mais compartilhados e as pesquisas estão sendo feitas em grupo. Até na nossa área está sendo assim, é possível na BRAPCI, que reúne dados de artigos da área, gerar um gráfico que compara as autorias únicas com autorias de mais de um pesquisador, e o resultado é que os artigos com mais de uma autoria ultrapassaram os de autoria única na última década. É uma tendência que não volta mais. 

7)  Como você avalia a realização do 12º CONTECSI, que engloba hoje um espaço para Gestão da Tecnologia, Sistemas de Informação, Ciência da Informação e Gestão da Automação sob uma visão multidisciplinar? O profissional da informação está efetivamente com um perfil mais diversificado?
Eventos como este nos demonstram que temos que ter a cada dia mais uma atuação mais próxima com profissionais de outras áreas, de maneira complementar e numa relação em que todos que interagem ganham com esta interação, aproveitando o melhor de cada um. É impossível dominar tudo o que envolve os nossos processos e interagir com outros profissionais se tornou essencial atualmente.

8)  Como o bibliotecário pode se inserir neste contexto? Qual deve ser sua gama de competências e habilidades?

Acredito que primeiramente o bibliotecário tem que conhecer o que de melhor ele pode oferecer e também quais são as suas limitações. Reconhecer que possui limitações permite encarar o outro como uma pessoa que pode ajudar a superá-las e vejo isso como algo muito importante. Temos uma base muito forte na área que deve ser aproveitada como um diferencial de nossa formação. A nossa área é muito diversificada e as competências necessárias também são. Durante o trabalho na Biblioteca Jurídica, sentia falta de um conhecimento jurídico mais sólido, nas bibliotecas públicas, sentia falta de saber interagir melhor com as pessoas, principalmente com crianças. Hoje sinto falta de conhecimentos mais sólidos em informática e programação. Não tem jeito, temos que sempre estar atrás de uma formação complementar.  

Oficina "Memória para a 3ª idade" - Biblioteca Manuel Bandeira em São Bernardo do Campo, SP

9)  Seus planos para o futuro na área de pesquisa.

Atualmente estou bastante envolvido com catalogação. O DEDALUS é um catálogo com aproximadamente 2 milhões e meio de registros e que é fruto do trabalho de todas as bibliotecas da USP. É um grande desafio ajudar na coordenação de seu funcionamento e é necessário que sejam desenvolvidas pesquisas de como melhorar a sua gestão e tecnologia. Há novas tecnologias de representação e de armazenamento de dados que devemos explorar e acredito que me envolverei nessa pesquisa nos próximos anos. Outra frente que pesquiso é o levantamento de métricas de informações científicas na web. Pesquisas nesta área permitem levantar dados importantes sobre o impacto das publicações de nossa instituição fora das tradicionais citações. Será outro grande desafio, mas sempre é importante dizer que não faço essas pesquisas sozinho, faço com a equipe da área e profissionais do país que tem interesses em comum e que ajudam a trazer melhores resultados. Colaboração é fundamental. E ainda, gosto muito, mas muito mesmo de encontrar informações relacionadas a área e divulgar no meu perfil. 

Entrevista gentilmente cedida por Tiago Murakami à nossa monitora voluntária Magali Machado.