terça-feira, junho 16, 2015

Coluna Música e Livros por Bruno Carvalho

Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando que música e livros tem tudo a ver!
Este mês Bruno entrevista Cíntia HC, baixista da banda Menstruação Anarquika.

A banda foi formada em 1992 na região do ABC Paulista (SP) composta somente por mulheres, com o objetivo de passar a diante seus ideais, sua luta e resistência contra o sistema opressor e machista, relatando em suas letras uma visão libertária, que se opõe a governo, militarismo, poder, ganância e fanatismo religioso. Presente firme e forte na cena do underground há 20 anos, a banda deixa claro que não se considera a “elite” do punk e sim que fazem parte de um movimento de mudança buscando manter sempre suas raízes que são anarquia, protesto e revolução.



Cíntia HC

MC: Quando começou a se interessar por música?

Cíntia HC: Gosto desde criança nem sabia o que era punk rock, meu irmão mais velho tinha o disco dos Ramones o "Rocket to Russia", que escutava muito, junto com minha coleção da Xuxa (risos) para mim era tudo igual Xuxa e Ramones. Daí com uns 13 anos fui a um show dos Ramones em Porto Alegre, foi a primeira vez que fugi de casa e fui nesse show, dai descobri o que era uma banda punk e a partir daí comecei a escutar outras bandas: Sex Pistols, Suicidal Tendencies, Cólera, The Clash, DRI entre outras. Logo depois resolvi montar uma banda só de garotas, no qual eu tocava bateria que se chamava Neurose Brutal, era muito ruim não sabíamos tocar nada, mas era legal tenho fitas registradas dessa época, logo depois me apaixonei pelo baixo, me encantava de ver o Dee Dee Ramone tocando, foi ai que comecei a tocar baixo.



MC: Quando começou a tocar na banda Menstruação Anarquika ?

Cíntia HC: Comecei a tocar na Menstruação Anarquika em 2011, que eu já curtia muito desde o primeiro SP Punk, a banda já passou por várias formações sendo a Edwiges (Vocal e guitarra) a única integrante da formação original. Hoje a banda é formada por: Edwiges (vocal e guitarra), Aleks na bateria e eu no baixo e backing vocal.


MC: Como é a convivência com as outras bandas punks feministas em São Paulo?

Menstruação Anarquika - Ensaio
Fonte: Facebook
Cíntia HC: A convivência no geral é muito boa, tocamos direto com bandas punks daqui de SP, do interior, bandas de fora também, acho digno temos que nos unir e fortalecer a cena.


MC: Quais são as temáticas presentes nas letras de vocês?

Cíntia HC: Nossas letras são de protesto, então inspiração é o que não falta sendo que vivemos num mundo tão desigual, com tanto racismo, machismo, homofobia, xenofobia entre outras atrocidades.

MC: Quais livros você está lendo no momento?

Cíntia HC: Adoro ler, a pouco terminei de ler o livro do Dee Dee Ramone, ah muito bom recomendo, agora estou lendo novamente o Martelo das feiticeiras (Heinrich Krammer), que fala sobre a Inquisição e a perseguição da bruxaria do Renascimento.


MC: Como está a agenda de shows? Vão tocar em outros Estados?

Cíntia HC: A agenda da banda esse ano está bombando, já tocamos em vários lugares aqui em SP, e também em Curitiba, temos alguns shows marcados para SP e interior que estaremos divulgando as próximas datas na nossa página no Facebook.


MC: Como vê o cenário musical punk rock feminista atualmente ?

Cíntia HC: A cena punk rock feminista ao meu ver está na ativa firme e forte, sempre vejo meninas novinhas surgindo indo aos shows, indo para protestos, novas bandas femininas surgindo, sempre em busca da libertação de padrões opressores, nossa luta não será em vão.

MC: Quais bandas você curte?

Cíntia HC:  Difícil essa hein (risos) são tantas, adoro bandas femininas : Lunachicks, Bikini Kill, The Donnas, Bulimia, Le Tigre. Curto muito Ramones, Bad Religion, Varukers, Dicharge, GBH, Circle Jerks, Sin Dios, Lama, Doom, Extreme Noise Terror, Suicidal Tendencies, nossa são muitas, essa lista vai muito longe, também curto alguma coisa de reggae e rap.

MC: Fique à vontade para deixar uma mensagem aos leitores do blog, indicar livros, falar sobre a banda....




"Minha vida não pertence a você

meus desejos você não sente

meus problemas você não resolve

minhas tristezas você não chora

minhas alegrias você não sorri

meus sentimentos você não sente

Portanto não me diga o que fazer, o que pensar e o que sentir."

(Cintia Hc)

domingo, junho 14, 2015

Visita de alunos da FaBCI ao Museu Afro Brasil em São Paulo

Os alunos do 5º semestre realizaram uma visita guiada no Museu Afro, localizado no Parque do Ibirapuera, São Paulo.

A visita ocorreu no dia 16 de maio e faz parte do conteúdo da disciplina Projetos Culturais, ministrada pela Prof. Tânia Callegaro.

Um pouco sobre o Museu...

Museu Afro Brasil
Fonte: Museu Afro Brasil
O espaço foi inaugurado em 2004 é um órgão subordinado à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. sendo, portanto, uma instituição pública. Ele é administrado pela Associação Museu Afro Brasil - Organização Social de Cultura.

Seu acervo é composto por cerca de 6 mil obras (entre pinturas, esculturas, fotografias e documentos diversos de autores brasileiros e estrangeiros). Além de promover uma exposição permanente com seus artefatos, o espaço possui um auditório para eventos e uma biblioteca especializada em escravidão, tráfico de escravos e abolição da escravatura da América Latina, Caribe e Estados Unidos, contando com cerca de 10 mil itens.

Para conhecer um pouco mais sobre o museu consulte o site:

http://www.museuafrobrasil.org.br/home



A professora Tânia Callegaro realiza anualmente uma visita com seus alunos ao museu, para troca de experiências e interação dos futuros bibliotecários com este tipo de espaço, que concentra educação, arte e cultura.


Ela nos enviou um relato super especial sobre a atividade:

"Bibliotecas e Museus de Arte são espaços culturais onde convergem educação, história, arte e cultura. Quando falamos culturais queremos dizer que são simultaneamente espaços de memória, informação e de ação - pesquisa, comunicação, leituras e reinvenção. Os produtos culturais, as obras, organizados segundo um conceito e uma “fala” própria do curador, exibem-se e estimulam os sentidos, a imaginação e o pensamento do receptor/usuário/visitante, preparando corpo e mente para o diálogo com a obra e o encontro com culturas diferentes. Esse processo ativo é possibilidade e caminho para a desconstrução das “certezas” e reconstrução de novas visões de mundo. O acesso mediado aos bens culturais é modo de transformar a sociedade pelas culturas, informação e educação.A visita ao Museu Afro Brasil, no dia 16/05, foi muito boa, pois estabeleceu uma relação diferenciada entre professora e alunos, e propiciou a reelaboração do conhecimento acerca da dinâmica cultural brasileira e da participação (negada e esquecida nas escolas) do negro na história da arte brasileira e da cultura. Durante a visita nos deparamos com um projeto cultural que a biblioteca do museu estava realizando junto aos professores, denominado Encontro com educadores, Vozes da Abolição. Segundo o cartaz de divulgação, “(...) o encontro com educadores convida os participantes a refletirem o protagonismo negro na reivindicação, luta e conquista da liberdade, (...)”. A visita ao museu, mais uma vez demonstrou que aprender - ensinar não acontece somente nos espaços formais de educação. Valeu!!!"

Biblioteca Carolina Maria de Jesus
Créditos: Museu Afro Brasil 
Como a visita ocorreu em um sábado, houve a sociabilização dos alunos dos períodos matutino e noturno, separamos dois depoimentos bem interessantes para representar a visão dos nossos futuros profissionais da informação:


“Comparando com os de outros países foi um dos melhores museus que conheci. Representa a história e cultura mestiça do Brasil, naquilo que tem de melhor, a arte, tecnologia, desenho,
escultura, vestuário... tudo original. Passeio obrigatório para levar amigos e parentes.” Oscar Caiado (5º semestre matutino)

“Achei incrível a maneira como os artistas africanos usam cores e formas para expressar sua cultura, e também me impressionei com imagens e objetos do período da escravidão. O único porém é que o espaço parecia insuficiente para todas as obras, prejudicando a apreciação individual.” Érica Claudino ( 5º semestre noturno)

A professora Tânia cedeu gentilmente ao Blog da Monitoria Científica suas fotos:
              
                          

















             


Férias da Monitoria Científica

As férias estão chegando!

O semestre letivo foi muito corrido, muitas carinhas novas na biblioteconomia, muitos eventos e comemorações na FESPSP...

Mas agora é hora de desacelerar e curtir o tão esperado descanso.


A Monitoria Científica também vai entrar em recesso, mas preparamos um roteiro especial com sugestões para os seus dias de descanso....


Casa das Rosas
Av. Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo
Estação Brigadeiro do Metrô (850m)
(11) 3285-6986 | 3288-9447
Funcionamento: de terça a sábado, das 10h às 22h | domingos e feriados, das 10h às 18h
Entrada grátis
www.casadasrosas.org.br


Casa Guilherme de Almeida
Museu: R. Macapá, 187, Pacaembu, São Paulo
Estação Sumaré do Metrô (900m)
(11) 3672-1391 e 3868-4128
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h
Atende a escolas, mediante agendamento
Entrada grátis
Anexo: Rua Cardoso de Almeida, 1.943 (próximo à estação Sumaré)
(11) 3673-1883
Funcionamento: variável com a programação
Entrada gratuita
www.casaguilhermedealmeida.org.br


Catavento Cultural e Educacional
Palácio das Indústrias - Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/no (Av. Mercúrio), Parque Dom Pedro II, Centro, São Paulo
Estação Dom Pedro 2º do Metrô (600m)
(11) 3315-0051
Funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h (bilheteria fecha às 16h)
Estacionamento: R$ 10 até 4 horas (para visitantes do museu). Adicional por hora: R$ 2,00 (capacidade para 200 carros) - Ônibus e vans: R$ 20,00
R$ 6,00 | Grátis aos Sábados
www.cataventocultural.org.br/mapas.asp


Memorial da Resistência
Largo General Osório, 66, Luz, São Paulo
Metrô Luz (500m) | CPTM Julio Prestes (240m)
(11) 3335-4990
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 17h30
Entrada grátis
Agendamento de visitas educativas: (11) 3324-0943 ou 0944
www.memorialdaresistenciasp.org.br 


Museu Afro Brasil
Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº, Pavilhão Manoel da Nóbrega, Parque do Ibirapuera, portão 10, São Paulo
Estacionamento pelo portão 3 (cartão Zona Azul)
(11) 3320-8900
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h)
R$ 6,00 | Grátis às quintas-feiras e sábados
www.museuafrobrasil.org.br


Museu da Casa Brasileira
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano, São Paulo
CPTM Cidade Jardim (850m)
(11) 3032-3727 | 3032-2564
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h
R$ 4,00 | Grátis aos sábados, domingos e feriados
Entrada gratuita para crianças até 10 anos e idosos acima de 60 anos
www.mcb.org.br


MIS - Museu da Imagem e do Som 
Av. Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
(11) 2117-4777
Funcionamento: de terça a sexta, das 12h às 22h | sábados, domingos e feriados das 11h às 21h
Entrada gratuita às terças-feiras. Aos sábados, acesso grátis às exposições do térreo e do acervo
www.mis-sp.org.br‎


Museu da Imigração
Rua Visconde de Parnaíba, 1,316, São Paulo
Metrô Bresser-Mooca (900m)
(11) 3311-7700 | 2692-1866
R$ 6,00 | Grátis aos sábados
Funcionamento: terça a sábado das 9h às 17h e domingos das 10h às 17h. Abertura noturna quinzenalmente, às sextas-feiras
R$ 6,00 | Grátis aos sábados
http://museudaimigracao.org.br/


Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Luz, São Paulo
Metrô e CPTM Luz (0m)
(11) 3322-0080
Funcionamento: terça a domingo das 10h às 18h. Aberto até 22h toda última terça-feira do mês (bilheteria fecha às 21h)
R$ 6,00 | Grátis aos sábados
Entrada gratuita para professores da rede pública com holerite e carteira de identidade; crianças até 10 anos e adultos a partir de 60 anos
www.museulinguaportuguesa.org.br‎


Museu de Arte Sacra
Av. Tiradentes, 676, Luz, São Paulo
(11) 3326-3336
Metrô Tiradentes (60m)
Funcionamento: de terça a sexta, das 9h às 17h; sábados e domingos, das 10 às 18h
R$ 6,00 | Grátis aos sábados
Entrada gratuita para maiores de 60 anos, crianças até 7 anos, professores da rede pública (com identificação) e até 4 acompanhantes
www.museuartesacra.org.br


Museu do Futebol
Praça Charles Miller, s/nº, Estádio Paulo Machado de Carvalho, Pacaembu, São Paulo
Estação Clínicas do Metrô (1,5 km)
(11) 3664-3848
Funcionamento: terça a domingo das 9h às 18h (bilheteria até as 17h)
R$ 6,00 | Grátis às quintas-feiras e aos sábados. Meia-entrada para estudantes com carteirinha, idosos, aposentados e professores da rede pública (estadual e municipal)
www.museudofutebol.org.br*Pessoas com deficiência e crianças até sete anos não pagam entrada*Estacionamento na Praça Charles Miller, sendo necessário o uso de Zona Azul. Cada folha vale por três horas, e pode ser adquirida a preço oficial na bilheteria do Museu.*Conferir o horário de funcionamento do museu em dias de jogos no Pacaembu


Estação Pinacoteca
Largo General Osório, 66, Luz, São Paulo
Metrô Luz (500m) e CPTM Julio Prestes (240m)
(11) 3335-4990
Funcionamento: terça a domingo das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
R$ 6,00 | Grátis aos sábados
O ingresso dá direito a uma visita à Pinacoteca
Crianças com até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam
www.pinacoteca.org.br


Paço das Artes
Av. da Universidade, I, Cidade Universitária/USP, Butantã, São Paulo
(11) 3814-4832
Funcionamento: de quarta a domingoQuartas a sextas: 10h às 19h | Sábados, domingos e feriados: das 11h às 18h
Visitas monitoradas: entrar em contato
Grátis
www.pacodasartes.org.br


Pinacoteca
Praça da Luz, 2, Luz, São Paulo
(11) 3324-1000
Metrô e CPTM Luz
Funcionamento: terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h). Às quintas-feiras até as 22h
R$ 6,00 | Grátis aos sábados (dia todo) e às quintas (após 17h)
O ingresso dá direito a uma visita à Estação Pinacoteca
www.pinacoteca.org.br
Voltamos no início de agosto, mas continue nos acompanhando nas redes sociais.
Boas Férias!

domingo, junho 07, 2015

1º Congresso Ibero-americano de Bibliotecas Escolares

Entre os dias 21 e 23 de outubro de 2015 acontecerá no Brasil o 1º Congresso Ibero-americano de Bibliotecas Escolares (CIBES) em Marília, SP. Após a edição brasileira, haverá uma edição espanhola que ocorrerá na Universidade Carlos III em Madrid, entre os dias 26 e 28 de outubro. 


O CIBES tem como principal objetivo reunir pesquisadores e demais profissionais que atuem com bibliotecas escolares e debater sobre os novos caminhos dos ensino-aprendizagem.

A submissão dos trabalhos será aceita entre os dias 08/06/2015 e 07/07/2015. Para maiores informações sobre as regras para envio e apresentação de trabalhos no evento clique aqui

Caso queira participar do congresso as inscrições vão até dia 21/10/2015, e os valores seguem abaixo:
  • Alunos de graduação R$18,00
  • Alunos de pós-graduação R$ 25,00
  • Professores da rede de ensino e bibliotecários R$50,00
  • Demais interessados R$100,00
Não esqueça que após 31 de agosto haverá um acréscimo de 20% nestes valores.

Para saber notícias atualizadas sobre o evento não deixe de consultar a página no Facebook.

Bibliotecário também ama

Bibliotecários também amam! Sério! Mas, eu falo isso porque o esteriótipo é tão focado na velhinha rabugenta de coque (e que geralmente é aquela mesma velha solitária dos gatos haha) que esquecem que o bibliotecário é uma pessoa como qualquer outra!

Enfim,

Ano passado (quando eu ainda estava no técnico), achei um videozinho muito massa no youtube com o título "amar un bibliotecari@" (com "n" mesmo, está em espanhol). 

O texto é o seguinte:

Amar Bibliotecári@ é... quando el@ pergunta "Qual o assunto" e você responde "AMOR".
Amar Bibliotecári@ é... extasiar-se no conhecimento.
Amar bibliotecári@ é... todos os dias poder deleitar-se nas mais lindas páginas do amor.
Amar Bibliotecári@ é... automatizar as rotinas diárias para dedicar-se aos desdobramentos da emoção.
Amar Bibliotecári@ é... guardar os livros na estante e el@ no coração.
Amar Bibliotecári@ é... viver um conto de fadas, dentro de uma antologia romântica.
Amar Bibliotecári@ é... fazer da periodicidade de seus carinhos o unitermo da vida em comum.
Amar Bibliotecári@ é... classificá-l@ no coração, indexá-la na mente e encaderná-la nas mãos.
Amar bibliotecári@ é... registrá-l@ como entrada principal, secundária e remissivas no seu coração.
Amar Bibliotecári@ é... legislar em comunhão a informação da vida a dois.
Na era da Internet, ponha ordem nos seus documentos eletrônicos.
Digitalize @ Bibliotecári@ para o seu disco rígido.
Organize suas idéias. Instale um(a) Bibliotecári@ na memória ROM dos teus pensamentos. Grave-@ no disco rígido do seu coração. É o melhor antivírus contra a desinformação e o desamor.

*Coloquei as arrobas por questão de variação de gênero.

(Atribuído à Fernando Modesto, texto disponível aqui.)

Enfim, um feliz dia dos namorados à todos.

Em especial para o futuro bibliotecário amado por esta futura bibliotecária S2 :)

Matéria elaborada pela aluna Paola Marinho, aluna do 1º semestre noturno.

Coluna: Onde estão os bibliotecários? Por Grazielli de Moraes


Hoje trago a entrevista realizada com Renata Rosa, 33 anos, bibliotecária pela FESPSP desde 2011, especializada em Gestão do Conhecimento (FGV), além de participar de palestras de especialização sobre o temas, como Tool Pocket KM, e participações em Jornadas Culturais e eventos de atualização profissional. Atualmente estuda Psicologia, pois acredita que a Gestão do Conhecimento está totalmente atrelada ao comportamento humano.

“... Gestão do Conhecimento está relacionada com o comportamento das pessoas e, na grande maioria dos casos, para ser implementada, requer um projeto de gestão de mudança, para auxiliar na criação de um ambiente de compartilhamento.” 
(Renata Rosa de Almeida)

Atualmente trabalha com Gestão do Conhecimento na empresa PwC (PriceWaterCoopers – internamente utilizado o nome Knowledge Management – KM). Sua atuação refere-se à projetos e práticas de compartilhamento interno de conhecimentos, no entanto, atualmente, sua atuação está focada na gestão de conteúdo do Portal Corporativo). Na área de KM, desenvolve as seguintes atividades:

Gestão documental de Portal Interno e taxonomia: Análise do fluxo informacional e garantir o bom uso e funcionamento.

Desenvolvimento e implementação de projetos de Gestão do Conhecimento: Diagnóstico para identificar as necessidades informacionais, bem como proposta de melhoria e sugestão de solução de informação para implementação.

Desenvolvimento de Comunidade de prática em mídia social interna: Desenho de layout (Arquitetura da Informação) e criação de grupos de comunidade de prática em mídia social interna. As Comunidades de Práticas unem pessoas com interesse em temas específicos e possibilitam a troca de informação e conhecimento.

Apoio em treinamentos e eventos internos da área: Apoio nos treinamentos da área, no que tange às ferramentas de informação da firma e apoio em eventos que visam compartilhar o conhecimento entre os profissionais.

“Sempre quis atuar nesta área. Embora seja uma atuação diferente do convencional, tem sido uma experiência muito bacana poder atuar com Gestão do Conhecimento, pois para mim, parecia algo muito abstrato. Hoje, atuando em uma organização nesta área, consigo enxergar como a atuação do bibliotecário pode assumir diferentes contornos. Mas acredito que requer do profissional uma busca por aperfeiçoar os conhecimentos adquiridos na graduação. A busca por aperfeiçoamento deve ser uma constante.” 
(Renata Rosa de Almeida)


Como ela estuda a segunda graduação, acredita que a visão acadêmica que lhe foi dada é de grande valor, além disso, menciona que a partir da FESPS foi instigada a estudar, pesquisar e saber cada vez mais.

“A FESP despertou em mim a vontade de estudar cada vez mais e posso dizer ainda, a vontade de querer pesquisar... profissionalmente, foi uma porta de entrada para o mercado de trabalho. Os conhecimentos adquiridos no primeiro ano da faculdade, já me possibilitaram ingressar no mercado de trabalho e colocar em prática alguns temas abordados nas aulas. Ingressei no primeiro semestre da faculdade para trabalhar com pesquisa e disseminação seletiva de informação, algo muito requisitado nas empresas. Além do contato com os professores, que são sempre muito acessíveis, independente do término do curso...” 
(Renata Rosa de Almeida)


Acredita no grande poder da biblioteconomia, quanto ao auxílio às diversas instituições, quanto à organização do conhecimento “...em muitos casos dispersos...”, conhecimento este, que hoje torna-se vantagem competitiva e, consequentemente, lucro para as empresas. E ainda, menciona a questão de o bibliotecário ser melhor posicionado diante do mercado de trabalho, podendo ter um melhor aproveitamento, novas atribuições e ganhar mais espaço, com as novas tecnologias e à informação digital. 

Seu recado aos novos integrantes da profissão é:





“... estudem o máximo que puderem para se diferenciarem no mercado. Façam cursos de Especialização, Pós, participem de eventos, pois são ótimos para adquirir conhecimento da área e, principalmente, pela oportunidade de estar com outros profissionais.” 
(Renata Rosa de Almeida).






Entrevista realizada pela Bibliotecária Grazielli de Moraes Silva, voluntária da Monitoria Científica.

19 tendências para as bibliotecas observarem atentamente hoje

Inspirada no modelo de sucesso da Aliança Americana de Museus, do Centro para o Futuro dos Museus, a ALA lançou o Centro para o Futuro das Bibliotecas, com apoio do Instituto de Serviços em Museus e Bibliotecas.
Miguel Figueroa
O Centro para o Futuro das Bibliotecas trabalha com três objetivos: identificar tendências emergentes para as bibliotecas e as comunidades às quais elas servem; promover técnicas visionárias e inovadores para ajudar aos bibliotecários e aos profissionais de bibliotecas a delinearem seu futuro profissional e construir conexões com experts e pensadores inovadores para ajudar aos bibliotecários com questões emergentes. O responsável pelo Centro é Miguel A. Figueroa (leia abaixo a entrevista exclusiva para a MC).

A comunicação é feita por meio do blog Library of the Future, curiosamente dentro da tag "Transformando" (Transforming) da ALA.org.
O blog noticia eventos da ALA e faz recomendações de material e leitura no tema de Bibliotecas do Futuro, na aba Manual para o Futuro da Biblioteconomia.
Mas, sem dúvida, a parte mais interessante do blog é sobre as tendências em bibliotecas. Sete categorias de tendências foram identificadas até 2015: Sociedade (Society), Tecnologia (Tecnology), Educação (Education), Meio ambiente (Environment), Políticas e governo (Politics and Government), Economia (Economics) e Demografia (Demographics), cada uma com uma cor diferente.
O blog propõe a discussão de subtemas relevantes em cada uma delas e promete atualização.
Dentro de Sociedade, por exemplo, temos questões sobre anomimato, projetos de solução de problemas sociais específicos por grandes atores sociais (os chamados Collective Impact); cadeias de fast casual food, tendência americana de consumo de alimentos mais naturais, porém dentro de padrões ainda muito processados, oferecidos especialmente para a geração Y; movimento de faça-você-mesmo atualizado tecnologicamente (Maker movement) e os novos enfoques de privacidade em função da mobilidade tecnológica e das midias sociais.
Já em tecnologia, as discussões se voltam à profusão de dados em todos os lugares, drones, a internet das coisas, robôs e os desplugados.
Por trás deste mapeamento de possíveis caminhos que vão cruzar o futuro das bibliotecas está Miguel Figueroa, apresentando os contextos em que cada uma se insere e apontando os principais referencias para entender cada cenário.
Um conceito bastante interessante que Figueroa expõe é a noção de cidades resilientes: cidades ou comunidades que sofreram com desastres naturais como enchentes, furacões, terremotos, tsunamis, seca e como isto pauta o trabalho dos bibliotecários para modelar sua cartela  de serviços. Ele também revela que os espaços físicos, para a grande maioria de profissionais, usuários e até não usuários das bibliotecas, vai continuar a ter grande importância, mas com novas abordagens e uso.
Confira a entrevista que Miguel Figueroa, responsável pelo Centro, gentilmente concedeu para a Monitoria Científica FESPSP, com exclusividade:
Monitoria Científica: Em relação a todas as tendências propostas pelo Centro para o Futuro das Bibliotecas ( Center of the Future of Libraries), qual o senhor acha que mais aplica ao contexto atual do Brasil?

19 tendências propostas pelo Centro para o Futuro
das Bibliotecas.
Fonte: http://www.ala.org/
Miguel Figueroa: O Centro para o Futuro das Bibliotecas está trabalhando para identificar tendências que podem ser importantes para as bibliotecas e os usuários a quem nós servimos. A série de tendências (http://www.ala.org/transforminglibraries/future/trends) começou com 09 tendências e aumentou para 19 nos últimos meses. Para cada tendência eu tento explicar como ela ocorre e falar um pouco sobre o porquê de ela ser de interesse para as bibliotecas - e oferecer links para os artigos, reportagens e fontes de informação que me ajudaram a entendê-la.

Por que estamos preocupados com as tendências? Edward Cornish, o fundador do The World Future Society, escreveu em seu livro, Futuring: The Exploration of the Future, "Tendências nos ajudam a organizar nosso pensamento sobre mudanças, nos dando uma ideia mais clara das coisas realmente importantes que estão acontecendo. Desta consciência emergem insights chave para nos ajudar a resolver problemas de ordem prática". As tendências formam as base da qual muito do futuro vai emergir.

Eu organizo as tendência em sete categorias - Sociedade, Tecnologia, Educação, Meio Ambiente, Política e Governo, Economia e Demografia. Organizar as tendências em categorias me ajuda a pensar tanto sobre sua natureza individual quanto sobre as interelações entre as múltiplas tendências. Isto também ajuda a me certificar que eu sigo monitorando além das categorias de mudanças - em vez de focar apenas em tecnologia ou demografia ou outra que possa ser mais familiar ou confortável.

Sobre quais tendências possam ser mais aplicáveis ao Brazil, eu acho que algumas tendências têm um significado global. Envelhecimento populacional, tecnologias de coleta de dados e tecnologias que requerem dados necessariamente, urbanização e o aumento da necessidade de resiliência frente às mudanças ambientais parecerão importantes em praticamente qualquer país ou comunidade. Algumas tecnologias, como os drones e os robôs, terão também um impacto significativo ao redor do mundo. Uma das coisas que estou começando a entender é que estas e outras tendências podem ser aplicáveis - ou inaplicáveis - dependendo das necessidades específicas da comunidade. Os profissionais das bibliotecas são as pessoas chave para identificar as tendências que ressoam na comunidade e então podem buscar maneiras de inovar em função destas tendências na biblioteca. Minha esperança é que a série de tendências possa ajudar os profissinais das bibliotecas a identificar e entender mais tendências por meio do exame e resumo de sua atuação e possam disponibilizá-las no site do Centro.

MC: Está claro que os bibliotecários terão que assumir diferentes papéis face a estas tendências e capitalizar todos os benefícios vindouros. Como isto reflete nos programas educacionais para estes profissionais?

Miguel Figueroa: Baseado em o que falei anteriormente - acho que os profissionais de bibliotecas são as pessoas chaves para identificar as tendências que vão ressoar em suas comunidades e assim poderão encontrar meios de inovar a partir destas tendências no ambiente da biblioteca. Dito isto, não acho que cada um de nós individualmente vai precisar ou ser capaz de ser responsivo a cada tendência que acontece no mundo hoje. Ao invés disso, cada um de nós vai precisar ser responsivo àquela comunidade específica com a qual estamos trabalhando identificando as tendências que são mais importantes ou de maior interesse para ela.

Então, em termos educacionais, não sei o quê nossos programas precisam incorporar de cada tendência nas orientações e no curriculum. Algumas delas podem ser apenas tendências momentâneas e outras podem ter importância limitada.

O que os programas educacionais podem e estão fazendo é ajudar os profissionais a entenderem que a maior parte do seu trabalho está em olhar para fora da biblioteca. Os programas educacionais podem ajudar os alunos a entenderem as habilidades e valores tradicionais da Biblioteconomia e como eles podem ser adaptados à um mundo em mudanças. Desenvolver este foco de observação, engajamento e aprendendo com o mundo exterior pode ser incrivelmente importante, especialmente enquanto a tecnologia, as comunicações e outras características do nosso mundo mudam rapidamente.

Enquanto eu faço este trabalho com as tendências, fica mais aparente que os usuários das bibliotecas têm maior acesso à informação e às inovações, e assim as expectativas deles em relação à serviços na biblioteca ou outros ambientes aumenta. Em relação aos nossos programas educacionais, isto pode ser uma indicação que os profissionais de biblioteca vão precisar estar melhor preparados quanto à estratégias de inovação, design thinking e experiência de usuário.

MC: A mobilidade é uma palavra essencial agora e nos anos que virão. O que acontecerá com as bibliotecas físicas? A tendência que você denomina de "fast casual" seria uma solução para isso?

Miguel Figueroa: Quase todo mundo se pergunta sobre o futuro dos espaços físicos das bibliotecas. Eu tenho conversado com os líderes nas bibliotecas, os advocates (que atuam com advocacy), os designers e até com os não-usuários de bibliotecas e a vasta maioria ainda acredita que os espaços físicos continuarão a ser importantes. Continuarão a ser um lugar de serviços diretos para o usuário, mas isto também pode ajudar a conectar e promover nossos serviços digitais.

Certamente aprendemos com os elementos de design dos restaurantes tipo fast casual. Eles encontram meios de integrar mobilidade (pedido, pagamento, promoções locais) à experiência física. O design deles enfatiza a abertura e a flexibilidade, oferecendo aos usuários maiores oportunidades para customizar suas experiências e oferecem o seu espaço a uma vida útil mais longa entre as remodulações caras e as repaginações. Eles consideram e integram a tecnologia no seu design (wifi, conectores e sinal digital). Também promovem transparência (caixas envidraçadas e balcões mais acessíveis) em um esforço para ajudar aos usuários a entenderem melhor a gama de atividades (trabalho, socialização, refeições) que podem ser feitas nos espaços desses restaurantes.

MC: O senhor poderia destacar alguns exemplos recentes de lugares como o Brasil onde você vê estas tendências acontecendo?

Miguel Figueroa: Sei que Porto Alegre e Rio de Janeiro (e muitas outras cidades na América do Sul) estão participando da iniciativa da Fundação Rockefeller de 100 Cidades Resilientes. Estas cidades recebem apoio para contratar um líder em resiliência, desenvolvem estratégias de resiliência, acessam ferramentas para criar e implementar a estratégia e são membros de uma rede maior de cidades resilientes. Aprender mais sobre a experiência destas cidades em um projeto pode abrir novos entendimentos sobre como os serviços das bibliotecas podem se adaptar a uma estratégia maior de resiliência nas cidades e nas comunidades.

A rede de restaurantes Giraffas é frequentemente citada como um exemplo de conceito de restaurante fast casual que foi bem sucedido e agora está se expandindo para outros mercados, incluindo nos Estados Unidos. Pelo Brasil há exemplos similares de espaços de varejo, restaurante e hotel que estão adotando elementos do conceito fast casual, incluindo customização orientada para o cliente, serviço de mesa limitado, mais opções de comida local e saudável, decoração diferenciada, integração tecnológica, espaços transparentes e configuração de móveis flexíveis e multifuncionais.

Dadas mudanças populacionais e econômicas no Brasil, envelhecimento e urbanização são provavelmente importantes tendências para se observar. Como as bibliotecas no Brasil vão ser adaptar a estas tendências podem ser emprestadas de práticas em outros países ou podem se adaptar às únicas circunstâncias do Brasil.

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Interview with Miguel Figueroa, from Ala´s Center for the Future of Libraries
1)     Concerning all the seven trends proposed by the Center for the Future of Libraries, which ones do you think most apply to Brazil nowadays?

ALA’s new Center for the Future of Libraries is working to identify trends that might be important to libraries and the users that we serve. The collection [http://www.ala.org/transforminglibraries/future/trends] started with nine trends and has grown to nineteen over the past several months. For each trend I try to explain the trend and talk about why it might matter for libraries – and provide links to the articles, reports, and sources that helped inform my understanding of the trend.

Why are we concerned about trends? Edward Cornish, a founder of the World Future Society, wrote in his book, Futuring: The Exploration of the Future, “Trends help us to organize our thinking about changes, giving us a clearer picture of the really important things that are going on. From this awareness emerges key insights to helping solve practical problems.” Trends form a baseline from which much of the future will emerge.

I organize the trends into seven categories – Society, Technology, Education, the Environment, Politics (and Government), Economics, and Demographics. Organizing the trends into categories helps me to think about both the nature of individual trends and the interrelationship of multiple trends. It also helps ensure that I keep looking broadly across categories of changes – instead of only focusing on technology or demographics or whatever might be most familiar or comfortable.

As far as which trends might be most applicable to Brazil, I think some trends have worldwide significance. Aging populations, data collection and data-driven technologies, urbanization, and the increasing need for resilience in the face of environmental change would seem to be important in most any country or community. Some technologies, like drones and robots, will likely also have a significant impact around the world. One of the things that I’m starting to understand is that these and other trends can be applicable  - or inapplicable – depending on the particular needs and interests of the community. Library professionals are the key to identifying the trends that resonate with their community and then finding ways to innovate around those trends in the library. My hope with the trend collection is that I can help library professionals identify and understand more trends by doing the scanning and summary work and making these trends available from the Center’s site.

2)     It´s clear that librarians will have to play many different roles to face these trends and capitalize all the coming benefits. How does it reflect on the educational programs to those professionals?

Building on some of what I had written above – I think library professionals are the key to identifying the trends that resonate with their community and then finding ways to innovate around those trends in the library. That being said, I don’t think that individually each of us will need or be able to be responsive to every trend that is happening in the world today. Instead, each of us will need to be responsive to the specific community that we are working with and the trends that are most important or of greatest interest to the community.

So, educationally, I don’t know that our programs need to incorporate every identified trend into instruction and curriculum. Some of these may be passing trends and some of them may have limited importance.

What educational programs can and are doing is helping library professionals understand that a major part of their work will be looking outward. Educational programs can help students understand the traditional skills and values of librarianship and how those can be adapted to a changing world. Developing that mindset of observation, engagement, and learning with the outside world will be incredibly important, especially as technology, communications, and other parts of our world change rapidly.

As I do this trend work, it’s becoming more apparent that library users have greater access to information and innovations – and so their expectations for services, in libraries or other environments, are increasing. For our educational programs, that might be an indication that library professionals will need to be better prepared in innovation strategies, design thinking, and user experience.  

3)     Mobility is a key word now and in the future years. What will happen to the "brick and mortar" libraries? Can the fast casual trend be a solution to that?

Almost everyone asks about the future of library space. As I have talked to library leaders, advocates, designers, and even non-library users, the vast majority still believes that physical library spaces will continue to be important. The physical space will continue to be a place of direct service for users, but it can also help connect and promote our digital services.

We can certainly learn things from the design elements of fast casual restaurants. They find ways to integrate mobile (ordering, payment, location-based promotions) into the physical experience. Their design emphasizes open and flexible, providing users with greater opportunities to customize their experiences and offering their space a potentially longer lifespan between expensive remodels or refreshes. They consider and integrate technology in their design (wifi, electrical outlets, digital signage). They also promote transparency (glass store fronts, approachable counters) in an effort to help current and potential users better understand the range of activities (work, socializing, dining) that can happen within the space.

4)     Could you highlight some recent examples of places like Brazil where you see these trends clearly going on?

I know that Porto Alegre and Rio de Janeiro (and several other cities in South America) are participating in the Rockefeller Foundation’s 100 Resilient Cities initiatives [http://www.100resilientcities.org]. Those cities receive support to hire a chief resilience officer; development of a resilience strategy; access to tools to design and implement the strategy; and membership in the larger network of resilient cities. Learning more about these cities’ experiences in the project might open some new understanding of how library services might fit into a larger resilience strategy in cities and communities. 

Brazil’s restaurant chain Giraffas is often cited as an example of a fast casual restaurant concept that has succeeded in its own country and is now exploring expansion into other markets, including the U.S. Throughout Brazil there are likely examples of retail, restaurant, or hotel spaces that are adopting elements of the fast casual concept, including patron-driven customization, limited table service, more local and health-conscious choices, upscale or distinctive décor, technology integration, transparent spaces, and flexible and multifunctional furniture configurations.

Given Brazil’s changing population and economy, aging and urbanization are likely important trends to watch. How libraries in Brazil will adapt to these trends may borrow from practices in other countries or may adapt to be unique to Brazil’s circumstances.

Matéria gentilmente elaborada pela monitora voluntária Magali Machado.