domingo, setembro 27, 2015

Seminário FESPSP: a cidade e seus desafios

Entre os dias 05 e 09 de outubro acontecerá na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo mais uma edição do "Seminário FESPSP", que este ano apresenta o enfoque voltado para a cidade de São Paulo.

"O Seminário FESPSP “São Paulo: a cidade e os seus desafios” pretende trazer ao debate esses e outros importantes temas da cidade e daqueles que nela vivem. A educação, os direitos humanos, a mobilidade urbana, a cultura, as questões políticas, as relações étnico-raciais, o trabalho serão alguns dos assuntos abordados nesse seminário."

O evento contará com mesas de discussão sobre temas cotidianos e importantes. Minicursos, palestras, mesas redondas e exibição de filmes, fazem parte da programação e trazem à tona o que merece ser discutido e repensado na cidade.

Para ter acesso à programação completa do evento clique aqui.

Lembrando que o evento é aberto ao público externo e serão emitidos certificados de participação para os presentes, Todos os interessados, inclusive os alunos da FESPSP devem fazer a inscrição prévia para garantir a emissão dos certificados, que podem ser utilizados para Atividades Complementares.

Lembrando que os alunos que participarem do evento e enviarem seus depoimentos para a Monitoria Científica FaBCI, recebem um certificado de participação voluntária, que também pode ser utilizado para as atividades complementares.




sábado, setembro 26, 2015

Coluna Música e Livros por Bruno Carvalho

Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando que música e livros podem ter tudo a ver!
Este mês Bruno entrevista Gutje que foi baterista da banda Plebe Rude, na década de 1980.

Banda de rock formada em 1981 em Brasília por: Phillipe Seabra, guitarra e vocais ; Jander Ribeiro, guitarra e vocais; André Mueller ( André X) , baixo; Gultje ; bateria. Começou se destacando no meio punk-rock por volta de 1982, em uma época em que a efervescência roqueira da capital federal era grande. Atualmente tem uma nova formação: Philippe Seabra, nos vocais e na guitarra, Clemente Nascimento, dos Inocentes, também nas vocais e na guitarra, André Mueller (André X), no baixo e nos vocais, e Marcelo Capucci na bateria. 

Bruno de Carvalho (B.C.): Na sua opinião, o Renato Russo influenciou a Turma da Colina na leitura dos livros? Ele indicava livros para leitura?

Gutje: O Renato era um leitor assíduo, sempre estava com um livro na mão. Indicava quando achava interessante, mas o que mais influenciava era sua atitude, quando era perguntado sobre sua leitura, ai sim comentava e por ventura indicava o livro. Nas rodas de fogueira na colina, as famosas pernoitadas, o que nos acompanhava era a música dos gravadores cassete, livros, revistas um bom violão e um garrafão de vinho.

B.C.: Ele te indicou algum livro para ler?

Gutje: Sim. Quando eu tinha 17 anos li dois livros por influencia dele:
  • Hammer of the gods de Stephen Davis, basicamente a história dos integrantes e da banda led zepplin. Recentemente o autor lançou “LZ-’75: the lost chronicles of Led Zeppelin’s 1975 american tour”. apesar de pessoalmente eu não gostar de Led Zepplin, vale a pena ler;
  • 1984 do George Orwell.

B.C.: O que você lia na adolescência em Brasília na década de 80?

Gutje: Fritjof Capra, Milan Kundera, John Lock, Bacon, Jack Kerouac, Allen Ginsberg, etc…

B.C.: Fale sobre a leitura e a influência nas músicas da Plebe Rude.

Gutje: A Plebe Rude era uma banda formada por 4 integrantes de personalidades diferentes. Música, livros, arte, tudo influenciava no modo de agir pensar. O próprio nome da banda teve influencia do escritor Stanilslaw Ponte Preta. Ele usava o termo "plebe" em suas crônicas de jornal. Daí para Plebe Rude, foi só uma questão de ligar os pontos. Nos anos 80 a informação era curta, não chegava com a facilidade de hoje, livros bons eram censurados, discos importados impossível... isto instigou a pesquisa, a criatividade e por fim, a originalidade.

B.C.: Como era a sua convivência com a Turma da Colina? Pessoal das bandas (Plebe, Legião e Capital Inicial)?

Gutje: A minha convivência era 100% pois morava na colina e toquei na Blitz 64 e posteriormente na Plebe, antes da existência da Plebe, Legião e Capital a Blitz 64 foi contemporânea do Aborto Elétrico, foi o início de tudo, éramos todos amigos de turma, saíamos a noite, conversávamos muito sobre política, tendencias musicais.
O Dinho e o Dado moravam na Asa Sul e não frequentavam muito a Colina, tinham o apelido de "os figurantes", pois apareciam de vez em quando nos shows e nas festas.
Eram basicamente de outra turma, a convivência passou a ser mais constante e passaram a ir na colina, daí surgiu o Capital. Neste momento a amizade foi aumentando naturalmente.
Como disse antes, dividíamos todos o mesmo estúdio, portanto ficamos cada vez mais amigos.a minha convivência com o renato era bem maior, pois ele sim frequentava a colina bem antes do Dinho, fazíamos as pernoitadas, acampávamos, eu frequentava a casa dele para ouvir discos, íamos as mesmas festas, o estúdio, liamos vários livros em comum e conversávamos muito,um livro marcante que lemos juntos na época foi o "Hammer of the gods" que contava a história da banda Led-Zeppelin, que aliás, eu nunca gostei. mas gostar do som é uma coisa e informação/história é outra. A amizade era tão forte que dirigi um filme (o único que o Renato fez na vida) chamado "A ascensão e queda de quatro rudes plebeus”, neste filme o Renato era o "Manfredo procurador de talentos" ou seja, foi candidato e se tornou o empresário da Plebe, o filme foi premiado no IV Festival de Cinema Super-Oito de Brasília, as filmagens eram divertidíssimas, com produção de cenário, figurino e até "efeitos especiais”, depois gravamos a trilha musical ao vivo no estúdio adicionando um canal adicional com uma narração do Renato em terceira pessoa; o filme era originalmente um média metragem com 40min., hoje fiz uma reedição e tem 25min.


B.C.: Frequentou os ensaios do Aborto elétrico ou Capital Inicial?
Gutje:  Como eramos todos amigos, o que acontecia era que uns iam assistir ao ensaio do outro, antes do Dinho começar a cantar no Capital ele teve uma banda comigo, tocávamos covers do Clash, B-52, etc, já com a Plebe, Capital e Legião formadas, tínhamos um estúdio comunitário, portanto sempre tinha alguém de outra banda presente no ensaio.

*Carlos Augusto Woortman (Gutje) foi baterista das bandas: Plebe Rude e Blitz 64.

Plebe Rude nos anos 80: Philippe Seabra, André  Mueller,  Gutje   e Jander.

8ª edição da série "O estado da arte"

Acontece no próximo dia 30/09, a oitava edição do evento realizado pela Escola de Comunicação e Artes, intitulado "O estado da arte". Esta edição traz como palestrante o Prof. Luli Radfahrer, que tem como objeto de estudo as relações entre tecnologia e sociedade. A exposição, em resumo, como ele próprio diz, será sobre "as tecnologias de 'big data' que usam teorias computacionais para prever dinâmicas e interações, criando modelos matemáticos baseados em coletas empíricas de dados individuais para detectar anomalias e cenários. Ao reunir Economia, Sociologia, Psicologia, Matemática, Estratégia e bases de dados, algoritmos podem ajudar a desenvolver uma 'datacracia', que colabore para a compreensão e gestão pública.Ela pode ser meritocrática, burocrática ou tecnocrática. Por isso deve ser acompanhada de um sistema jurídico e institucional forte, que proteja liberdades individuais enquanto estimula a transparência." 

                                            

A palestra acontecerá às 14h, no Auditório Lupe Cotrim, localizado no prédio da administração da ECA, Cidade Universitária da USP.

As inscrições podem ser realizadas clicando aqui.

sexta-feira, setembro 25, 2015

Concurso da prefeitura de São Paulo com vagas para Bibliotecários

Já foi divulgado o edital para o concurso da Prefeitura do Município de São Paulo que oferece 95 vagas para Bibliotecários... isso mesmo... são 95 vagas para profissionais formados em Biblioteconomia... já começou a se preparar?


A prova está prevista para acontecer  apenas na cidade de São Paulo, no dia 15 de novembro de 2015 e será elaborada pela VUNESP.

O salário informado é de R$ 5.392,96 com atualização para R$ 6.106,33 (seis mil, cento e seis reais e trinta e três centavos) prevista para maio de 2016.

As inscrições estarão abertas até às 16 horas de 14 de outubro de 2015.

Para ler o edital completo clique aqui, verifique todos os itens com calma e participe.

Boa sorte concurseiros!!!

domingo, setembro 20, 2015

Comissão Própria de Avaliação da FESPSP

Os alunos da FESPSP já estão acostumados com a pesquisa realizada no final de cada semestre letivo. Nas ultimas semanas foram publicados os resultados da pesquisa realizada no final do primeiro semestre de 2015.

É através desta pesquisa que os discentes apontam os pontos fortes da instituição, das disciplinas e dos docentes e também os pontos que merecem um melhor acompanhamento por parte da direção para melhorias.

Você pode conferir os resultados abaixo, nos murais da faculdade e no site da FESPSP.


Coluna: Onde estão os bibliotecários? Por Grazielli de Moraes

A entrevista de hoje é com André Serradas (39 anos), bibliotecário formado em 2001 pela FESPSP. Atualmente atua no Sistema Integrado de bibliotecas da Universidade de São Paulo (USP), coordenando o Portal de Revistas da USP (considerado em julho o trigésimo quarto na categoria Top Portals).


“... Meu cargo atual é Chefe técnico da Divisão de Gestão de Sistemas de Comunicação e Disseminação de Produtos e Serviços, do Departamento Técnico do SIBiUSP. Além disso, fui designado e reconduzido pelo Magnífico Reitor da USP como membro da Comissão de Credenciamento do Programa de Apoio às Publicações Científicas Periódicas da USP...”


Quando questionado sobre a Pós-Graduação, deu uma resposta muito instigante:

“Já ensaiei algumas vezes meu ingresso na pós-graduação, mas no momento a prática profissional ainda me seduz mais. A vida profissional exige estudo e aprendizados continuados e tento me manter atualizado com o debate que se estabelece no Brasil e no exterior na área em que atuo.”.

Para ele a FESP agregou além de uma base para sua formação enquanto bibliotecário, uma boa rede de amigos e colegas de profissão, extremamente fundamental quando se trata de colaboração e compartilhamento de informação. Muito embora, menciona o fato de ainda ser necessário “cabeças diferentes” para que de fato hajam mudanças e inovações plausíveis em nossa área profissional.


“A biblioteconomia tem muitas qualidades e imperfeições, mas as mudanças precisam ser feitas nas pessoas pois são elas que promoverão as inovações. Precisamos das cabeças novas, não necessariamente de cabeças jovens, pessoas sérias e que não esperem resultados milagrosos e imediatos. Nos tempos atuais, dos quais também faço parte, os resultados são esperados com muita velocidade e há um tempo para tudo. Um projeto pode demorar alguns anos para dar frutos e mudar a mentalidade dos profissionais de uma área muito mais. Já começamos e temos que continuar avançando. Me considero um bibliotecário diferente da geração que me antecedeu e espero que os próximos sejam diferentes de mim.”


domingo, setembro 13, 2015

Coluna Música e Livros por Bruno Carvalho

Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando que música e livros tem tudo a ver!
Este mês Bruno entrevista a banda carioca Hojerizah.

O Hojerizah foi uma das bandas mais talentosas e criativas que a música brasileira já produziu. O grupo lançou apenas dois discos, “Hojerizah”, de 1987 e “Pele”, de 1988, mas algumas músicas que esses LPs trazem estão as melhores composições do rock nacional até hoje. “Senhora feliz”, “Setembro” e “A lei”, por exemplo, possuem melodias e letras fortíssimas, que impressionam por serem atemporais. A saga do grupo teve início em 1983, no Rio de Janeiro. Pouco antes do grande boom do rock brasileiro, alguns amigos se reuniam para começar a tornar realidade um antigo sonho. “Eu tentava fazer algo com uma guitarra e o Larrosa já tirava um baixo, de ouvido, com dignidade. Levávamos algo que chamávamos de som e queríamos montar uma banda. Na verdade ‘montar uma banda’ era uma ideia fixa na nossa cabeça”, relembra Toni Platão, um dos maiores vocalistas de sua geração.

Hojerizah em estúdio (Foto : Arquivo pessoal/Marcelo Larrosa)
A banda carioca Hojerizah, composta por Toni Platão (vocal), Flávio Murrah (guitarra), Marcelo Larrosa (baixo) e Álvaro Albuquerque (bateria), foi formada em 1983, mas o seu primeiro disco, que leva o nome do grupo, foi lançado em 1987. O grupo terminou em 1989.
A coluna Cwb Live do jornal Gazeta do povo, de Curitiba, apresenta uma entrevista exclusiva com o vocalista Toni Platão, o baterista Alvaro Albuquerque e o baixista Marcelo Larrosa, passando a limpo a trajetória do Hojerizah (clique aqui para lervale a pena conferir pessoal! 



Entrevista com Toni Platão – Vocalista banda Hojerizah

1) O que você lia na adolescência na década de 80?

Em 1980 com 17 anos, essa década, a de 80, é meu período de total dedicação a leitura, depois me tornei mais preguiçoso ou com menos tempo, porque ler requer tempo. li muito os clássicos. tipo li quase tudo do Scott Fitzgerald, tudo de Dostoievski, bastante de Henry Miller, um pouco de Kafka, Stendhal, Rimbaud, Lautréamont, Conrad, Augusto dos anjos, Jorge Amado, Mario de Sá Carneiro, Machado, Fernando Pessoa etc... tipo clássico mesmo. Já gostava muito dos Chandlers da vida também e dos beatnicks. Gozado que recentemente descobri, e tô lendo tudo que posso, o John Fante. Tive muita resistência porque ali nos 80, o "pergunte ao pó" de Fante ficou muito na moda e essa coisa de modismo sempre me afastou dos objetos em foco no próprio.

2) Comente sobre Renato Russo como incentivador a leitura...

Esse leu muito. Creio que o seu grande incentivo a leitura é a qualidade estupenda do seu texto. Engraçado que quando nos conhecemos, tocando na mesma noite no antigo circo voador da lapa, RJ, conversamos sobre a poesia de Jim Morrison. Na segunda vez, ele lia Lawrence e eu estava afundado na Rússia do século 19. Por conta desse papo li "o amante de Lady Chatterley". Depois sempre só falávamos de música ou besteira.

Capa do 1º LP da banda (1987)
Fonte: Facebook
3) Fale sobre a influência dos livros nas músicas do Hojerizah...

Do hojerizah posso afirmar que quase tudo nos nossos dois LPs tinha alguma relação com literatura ou cinema. mais diretamente, belos e malditos eu escrevi depois de fechar a última página do belos e malditos original, do Fitzgerald, e a frase "por que temer viver só, já que morremos sozinhos", da canção tempestade em Viena, Flávio inspirou-se em "Judas, o obscuro", de Thomas Hardy . As letras eram líricas, profundas, poéticas.

O nome do grupo remete à palavra “ojeriza”, que é um sinônimo de aversão. Só acrescentamos os dois ‘H’ para dar uma aproximada com ‘hoje’.


Aconteceu na FaBCI: Encontros setoriais - Informação e Museu

No dia 26 de agosto de 2015 ocorreu, no auditório da FESPSP um bate-papo com tema: Informação e Museu conduzido pelo bibliotecário Diego Silva que atua na biblioteca Walter Wey da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Diego está cursando MBA em Tecnologia da informação e internet e Especialização em Gestão da informação digital, ele possui experiência em Biblioteca Universitária e Especializada em Artes.



A aluna Leonela Souza de Oliveira estudante do 2° semestre noturno nos enviou seu relato sobre o evento:

Diego Silva
"Adorei o encontro com o palestrante Diego Silva em que abordou o tema “Informação e Museu” de forma objetiva ao mesmo tempo em que deu seu toque especial de bibliotecário, destacando pontos importantíssimos sobre biblioteca especializada em artes dentro do museu. Ao passo que, me propiciou conhecer um pouco mais sobre diferentes tipos de acervos existentes, bem como os serviços prestados ao usuário que frequenta a biblioteca tendo em vista, suas especificidades e seu rico acervo constituído de obras raras brasileiras.
Parabenizo a FESPSP pela iniciativa, aja vista que o mercado de trabalho tem inúmeras áreas de atuação que ainda não foram vislumbradas por nós alunos de biblioteconomia."


Alunos, professores e visitantes apreciando a palestra


PEC's de setembro

No mês de setembro a FaBCI promove duas palestras para os alunos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação na modalidade PEC (Programa de Enriquecimento Curricular). Não deixe de participar, pois as palestras ocorrem pós-aula, no período matutino e pré-aula no período noturno e ambas contam como atividades complementares.

Não se esqueça, caso você participe das palestras, envie o seu depoimento para a Monitoria Cientifica FaBCI, através do e-mail: monitorcientificofabci@gmail.com, até o dia 26/09, para publicarmos. Todos que enviarem seus relatos também recebem certificado de participação, na modalidade voluntariado, que também pode ser utilizado como atividade complementar.

A primeira palestra deste mês ocorre no dia 24/09 e aborda a temática da biblioteca escolar de uma forma diferente do comum, sob o viés religioso e como local de aprendizagem sob a cultura afro-brasileira.

A bibliotecária Izabel Monteiro é pós-graduada pela FESPSP e trabalha na Biblioteca Carolina Maria de Jesus, localizada no Museu Afro Brasil.

A palestra ocorre no período matutino e as inscrições devem ser feitas diretamente no local.














A segunda palestra deste mês ocorre no dia 25/09 e aborda a temática da biblioteca especializada na área médica, com a bibliotecária formada pela FESPSP Sheila Silveira.

Este evento acontece na sexta-feira, 25/09, antes da aula do período noturno.

domingo, setembro 06, 2015

Coluna: Onde estão os bibliotecários? Por Grazielli de Moraes

A coluna “Onde estão os Bibliotecários?”, agora será quinzenal (eba!) conto com a colaboração de todos para divulgar nossas matérias e fazer a monitoria crescer cada vez mais. Além disso, caso saibam de algum bibliotecário que seja formado pela FESP e que faça algum trabalho diferenciado ou que mereça ser conhecido, contate-nos através de nossa página do Facebook (Onde Estão os Bibliotecários?) que contataremos o profissional para uma entrevista.



Hoje trago a entrevista feita com Beatrix Gussonato, 24 anos, formada em 2013 pela FESP.
Beatrix ainda não decidiu qual pós-graduação fazer, mas, está analisando, afinal como ela mesma disse “... é importante nunca pararmos de buscar novos conhecimentos para sempre evoluirmos como profissionais e pessoas...”.

Antes de entrar na graduação de biblioteconomia, a profissional atuava no ramo livreiro. Assim que iniciou a graduação estagiou em uma biblioteca escolar, no entanto, identificou que não estava dentro do seu perfil atuar nesse tipo de biblioteca, por que não sentia-se desafiada.

“Sempre fui curiosa e almejava uma rotina de trabalho onde eu tivesse a oportunidade de me movimentar entre diferentes áreas do conhecimento e tivesse a oportunidade de conhecer outras “ciências” participando direta ou indiretamente de processos criativos de desenvolvimento. Inicie um estágio no SENAI, onde deu início a minha interação com Informação Tecnológica e tive oportunidade de trabalhar com Patentes e a importância da Inovação para a Pesquisa & Desenvolvimento. Me apaixonei! Foi a partir da introdução obtida com a experiência no SENAI que cheguei ao meu trabalho atual”.

Atualmente ela trabalha na área de Gestão do Conhecimento numa empresa Multinacional Petroquímica Brasileira, juntamente com uma equipe de 12 funcionários multidisciplinares, empresa em que iniciou como estagiaria.

“... combinamos nossas expertises para buscar sempre nos colocar no lugar do usuário e para prestar um serviço que favoreça o crescimento dele dentro da instituição, assim como para a valorização dos projetos onde as informações fornecidas serão utilizadas... Atuamos nas ações de Gestão do Conhecimento de forma a sensibilizar os integrantes à compartilharem suas experiências e saberes, pois através da disseminação da informação e do compartilhamento do conhecimento, formamos equipes mais sólidas e preparadas para os desafios que nos aguarda, no futuro, com isso se torna possível o alavancamento das próximas gerações e o crescimento da empresa...”.

Além disso, ela menciona atuar no apoio à elaboração de procedimentos internos da empresa, na realização de pesquisas bibliográficas e de dados de mercado para análises tecnológicas e para a estruturação estratégica nas diversas áreas da empresa, bem como para à formação estratégica como um todo.

A biblioteconomia para Beatrix é “... o lastro da nossa sociedade. É a certeza de que as informações se perpetuarão. Não importe o quão errada a sociedade caminhe ou o quão decepcionados e decepcionantes os seres humanos se tornem, enquanto a Bliblioteconomia continuar a cativar e a formar guardiões da informação, existirá a esperança de evolução e da reconstrução... é a base para a formação dos nossos indivíduos e para a consolidação de uma sociedade de compartilhamento de conhecimentos.”.

Ela, menciona ter tido uma grande oportunidade de conhecer e aprender “MUITO” com os professores da FESP, menciona também a importância e urgência de os bibliotecários acreditarem em seu próprio potencial e no potencial da profissão que engrandece seus profissionais a cada dia, a questão de o profissional estar sempre atento quanto à sua postura “... sempre com humildade para compreender outros temas que possam favorecer em seu potencial e na inovação de seus serviços...” e a importância de unir-se a outras áreas do conhecimento em prol de realizar trabalhos mais bem estruturados.

“Somos os alicerces de formação da sociedade mas precisamos estar aptos a reconhecermos a importância dos demais profissionais, pois nenhuma construção se sustenta com apenas uma viga.”.

Todos sabemos que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e com escassez de vagas, portanto não basta ter somente a graduação, se faz necessário manter-se atualizado e em constante formação. Nesse sentido Beatrix deixou algumas dicas de grande valia tanto para os egressos quanto para os que já atuam na área a bastante tempo, confira:

O Profissional da Informação deve:

  • Se apropriar com confiança do seu papel e evidenciar sua importância e o ganho que se obtém ao contar com um bibliotecário;
  • Buscar capacitações constantemente em prol de agregá-las ao tratamento da informação;
  • Transformar nossos serviços em algo de valor;
  • Mostrar que não fazemos parte apenas da etapa de recuperação da informação, mas sim, do processo inteiro;
  • Conhecer tecnologias e temas diversos, mesmo que de forma introdutória;
  • Ser ponto de partida para qualquer demanda informacional;
  • Prestar serviços de informação de qualidade;
  • Nos capacitar e atualizar de maneira a acompanhar qualquer tipo de demanda informacional;
  • Atuar em parceria com o usuário final de modo à ser possível estruturar uma Gestão do Conhecimento sustentada e de peso.
  • Ter habilidade multidisciplinar;
  • Buscar em uma vaga de emprego não apenas um colocação no mercado, mas, a oportunidade da construção de uma carreira sólida e satisfatória;
  • Estar em constante busca de desafios;
  • Mostrar interesse.
E para finalizar deixo uma frase muito marcante da bibliotecária para que todos possam refletir qual seu papel não só em sua carreira, mas também na sociedade como um todo:

“A Biblioteconomia é a base para a formação dos nossos indivíduos e para a consolidação de uma sociedade de compartilhamento de conhecimentos.”.