domingo, outubro 25, 2015

Celebração do Jubileu de Ouro da Biblioteconomia

No dia 21/10 foi realizado evento na Câmara dos Vereadores de São Paulo para celebrar o Jubileu de Ouro da regulamentação da nossa profissão, promovido pelo CRB-8.

O evento contou com a homenagem à formandos de várias épocas... permitindo a troca de experiências entre profissionais da que atuam (ou atuaram) na Biblioteconomia desde antes da regulamentação.

O evento contou com a participação de diversas entidades representativas na Biblioteconomia e importantes para a sociedade como a FEBAB (Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários), CFB (Conselho Federal de Biblioteconomia), o próprio CRB-8 (Conselho Regional de Biblioteconomia - 8ª Região) e a Secretaria Municipal de Cultura.

Maria Imaculada (FEBAB), Regina Céli (CFB), Carli Cordeiro (CRB-8),
Francisco Lopes Aguiar (CRB-8) e Miro Nalles (Secretaria Municipal de Cultura)

Participaram como homenageados a bibliotecária May Brooking Negrão (representando a década de 1960), nos contando sobre a mobilização dos profissionais em prol da regulamentação, Mariza Salviato Gaino (representando a década de 1970), que contou como foi sua experiência em meio a ditadura militar. Para celebrar a década de 1980, a bibliotecária Leila Rabelo, nos contou sobre suas inspirações e paixões na área; em seguida o bibliotecário William Okubo, representando os profissionais formados na década de 1990, não pode deixar de lembrar da importância do não se "acomodar", pois enquanto bibliotecários, temos o dever de melhorar nossa sociedade e isso só será realizado de fato, se nos unirmos e não deixarmos de brigar por nossos direitos, não esquecendo os anos 2000 Jarbas Custódio, que atualmente é bibliotecário em uma unidade do CEU - Centro Educacional Unificado,na periferia de São Paulo,  nos contou sobre a realidade de se trabalhar no extremo da cidade, um local muitas vezes esquecido...


May Brooking Negrão,  Mariza Salviato Gaino e Leila Rabelo
Jarbas Custódio de Souza e William Okubo
Em seguida houve um painel de discussão que teve como convidados os Coordenadores dos cursos de Biblioteconomia da cidade de São Paulo, Prof. Luiz Milanesi (USP), Profª. Valéria Valls (FESP-SP), Prof. Rogério Neves (UNIFAI), com mediação do Prof. Fernando Modesto (USP), que num bate-papo muito proveitoso conversaram sobre as expectativas para a profissão nos próximos 50 anos.

Prof. Luiz Milanesi, Prof. Fernando Modesto, Profª. Valéria Valls, Prof. Rogério Neves
Para conferir mais fotos do evento clique aqui e acesse o álbum criado pelo CRB-8 no Facebook (de onde foram tiradas as fotos utilizadas nesta matéria) e a reportagem realizada pela Câmara Municipal de São Paulo.

#PorqueEscolhiBiblio

Para celebrar os 75 anos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FaBCI-FESPSP, faremos ao logo das próximas semanas entrevistas com alunos que escolheram o curso de Biblioteconomia como segunda graduação. 


A intenção da série #PorqueEscolhiBiblio é mostrar que os alunos tem perfis diversificados, e que nossa área é coringa e pode ser combinada com praticamente todas as outras.

A entrevistada desta semana é aluna Camila Alferes, que ainda está no inicio da graduação, mas que já tem um bagagem considerável neste universo da informação...
 
 "Um fato curioso é que Biblioteconomia foi a minha primeira opção de curso, não a segunda. Passei na FESPSP em 2008, porém, no início do ano letivo, em 2009, fui informada de que não haveria vagas para o período matutino. Na época, eu estava no segundo módulo do Curso Técnico em Museologia, no período noturno, e não queria largar o curso. Tranquei a matrícula, pois assim concluiria o curso técnico e ingressaria na faculdade no ano seguinte. No entanto, ao longo do ano de 2009, passei a ter um interesse cada vez maior pela área de Letras e esta se tornou a minha primeira graduação. O estudo da língua e das diversas formas de comunicação é apaixonante! Infelizmente, não me identifiquei com os campos de atuação profissional. Conforme os semestres passaram, me descobri desmotivada com o crescente sucateamento do curso na instituição de ensino na qual eu estudava e, também, com a perspectiva apresentada por aqueles que já possuíam formação em Letras. Como Biblioteconomia sempre esteve entre as minhas opções de graduação, decidi tentar novamente no fim de 2014 e cá estou.
Para minha surpresa, descobri que os campos de atuação do bibliotecário são extremamente abrangentes, com diversos nichos a serem ainda explorados. Embora os profissionais da informação ainda encontrem algumas barreiras, principalmente por conta de estereótipos fortemente reforçados pelo senso comum, é explícito que há inúmeros caminhos na profissão, sendo que muitos deles não estão relacionados a uma biblioteca, no sentido tradicional do termo. Sem contar que a Biblioteconomia complementa tanto os conhecimentos adquiridos em Museologia quanto em Letras, ampliando ainda mais as possibilidades de atuação profissional.

Ainda não trabalho na área, mas possuo grande interesse pela área cultural, seja atuando em centros culturais, bibliotecas de museus ou outras instituições ligadas a esse viés. Também tenho planos de me especializar na área de Conservação e Restauro de materiais bibliográficos."

Coluna: Onde estão os bibliotecários? Por Grazielli de Moraes

Pessoas hoje trago pra vocês a entrevista feita com Deborah Paulucci, 27 anos, bibliotecária formada pela FESPSP em 2009, pós-graduada em Gestão de Sistemas de Informação, na própria FESP, parte importante para seu aprofundamento teórico e prático do dia-a-dia.

Estagiou durante 1 ano na Bireme, em seguida foi pra Fundação Bradesco e depois no Pinheiro Neto Advogados.


Na minha visão hoje, já formada, creio que a Biblioteconomia já ultrapassou a ideia de ser uma área de representação e sistematização da informação, apenas. Hoje, vejo a Biblioteconomia como uma área muito estratégica em diversos locais, quer seja em empresas ou em bibliotecas dos mais variados tipos. Estrategicamente existe um profissional bibliotecário atuando para trazer a informação necessária e útil para seu cliente/usuário, o que coloca a instituição em posição competitiva frente às outras organizações e concorrentes. A Biblio possui um leque muito grande de atuação e conforme vão passando os anos na faculdade, a gente vai se encaixando, encaixando até que nos encontramos. Hoje eu posso dizer que sou uma bibliotecária do mundo Corporativo, por assim dizer. E assim como eu, muitos outros bibliotecários exercem essa função e se encontram em muitas empresas e multinacionais que conseguem visualizar esse profissional agindo de forma efetiva para seus resultados (DEBORAH PAULUCCI).

Atualmente trabalha em um Banco de Investimentos, local este em que o departamento é dividido em duas frentes: Archive e Library. A área de arquivo é a área em que ela está mais focada “... cuidando de forma estratégica dos documentos legais da instituição...”, além disso, o setor atua com pesquisas, atuando na busca de informações setoriais, balanços de empresas, indicadores econômicos, e outras atividades, de modo à auxiliar os analistas em suas operações.

Sua função atual é cuidar de toda a documentação legal do Banco, incluindo a documentação da sede em NY. Além de, quando necessário realizar atividades de pesquisas de empresas e setoriais.

A FESP me trouxe um conhecimento técnico de qualidade e que hoje consigo aplicar inteiramente em minhas atividades. Assim como em sala de aula nas muitas discussões que tínhamos sobre o ambiente profissional, vejo que consigo colocar em prática muito do que discutimos ao longo dos 4 anos ali estudados (DEBORAH PAULUCCI).

A profissional menciona que a biblioteconomia está passando por um momento de inovação e que é preciso darmos lugar para o novo que nos rodeia, focando na prática e tendo um olhar guiado pela tecnologia que a cada dia mais nos cerca.

Pensem fora da caixa, não se limitando apenas à Biblioteconomia puramente. A troca de informações com outras áreas (que em muito tem a ver com nosso trabalho, como Marketing, Administração de Empresas, Tecnologia da Informação, Sistemas de Informação) fazem bastante diferença para que a área possa ser conhecida e principalmente valorizada como deve ser. Esse campo multidisciplinar é muito agregador (DEBORAH PAULUCCI).

Um olhar "diferente" sobre o espaço da biblioteca

O SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem, promoveu, na semana passada um evento com a Presidente da Associação Americana das Bibliotecas Escolares (AASL), Leslie Preddy, que contou sobre o "Movimento Maker nas Bibliotecas".

Uma de nossas alunas, e ex-Monitora Científica, Andrezza Camera, nos contou como foi esta apresentação...

"Na segunda-feira dia 19 de outubro, aconteceu durante o período da manhã a palestra “O Movimento Maker em sua Biblioteca” com Leslie Preddy. O Movimento Maker é um acontecimento que já tem suas marcas nas bibliotecas americanas, e pode ser encontrada em algumas ações nas bibliotecas brasileiras. O Movimento Maker consiste em transformar os espaços das bibliotecas, abrindo a possibilidade de outras atividades com fins culturais e artísticos de ocorrerem dentro do mesmo ambiente. Leslie conta como fez com que sua biblioteca escolar fosse um sucesso: ela abriu as portas para diversas oficinas criadas a partir do interesse de seus alunos, correndo atrás de patrocínios e os materiais necessários, unindo as necessidades dos alunos com as práticas culturais que estimulassem a criatividade e a independência.

Leslie citou a necessidade dos usuários dos dias de hoje de serem autodidatas, em um mundo em que tudo é informação, e que podemos acessá-la de qualquer lugar diretamente de nossos celulares, é muito comum que aprendamos remotamente e de forma individual, através de tutoriais online, vídeos e imagens. Essa experiência é importante e necessária, já que é da curiosidade e da vontade de aprendizado (mesmo sem curso disponível) que se faz os revolucionários do mundo moderno.

O Movimento Maker trabalha com etapas, sendo a primeira o passar das informações básicas, a segunda o “brincar” com aquelas informações e colocar em prática, e a terceira e quarta etapas consistem adaptar esses conhecimentos com suas ideias, criar e imaginar além.

Em suma, as oficinas do Movimento Maker são mais do que simples oficinas, são portas de entrada para que a criança e o adolescente adote uma nova postura sobre o conhecimento e o aprendizado, apropriando-se do ambiente da biblioteca e aprenda “brincando” fazendo com que a metodologia do ensino se transforme.

Em nossas bibliotecas já vemos iniciativas que possuem semelhanças com o Movimento Maker. Oficinas, cursos, palestras, oferecidos nas redes públicas que lembram o movimento, e é claro que temos muito ainda o que aprender e evoluir, mas podemos afirmar que a iniciativa já temos, e que ela já dá frutos.

Depois da palestra Leslie foi até a Fundação Escola de Sociologia e Política onde teve uma reunião informal com os profissionais da Fundação, para esclarecer algumas duvidas, bater um papo sobre o Movimento na Biblioteca de Leslie e para o enriquecimento dos docentes sobre o assunto."




Debate com Leslie Preddy na FESPSP

sábado, outubro 17, 2015

Coluna Música e Livros por Bruno Carvalho

Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando que música e livros tem tudo a ver!
Este mês Bruno entrevista Andrea Martins, vocalista da banda baiana, Canto dos Malditos da Terra do Nunca.

Andréa Martins faz música desde pequena. “Eu costumava escrever umas coisas e cantava. Quando aprendi a tocar violão, senti necessidade de musicar aquilo que vinha na cabeça.” Da cabeça da vocalista passando por sua voz e direto para as mãos de Helinho, Danilo, David e Leo, a melodia do Canto dos Malditos na Terra do Nunca nasce inesperada, com vida própria. “Parece que tudo vai sendo gravado na cabeça, no inconsciente, e de repente sai. Tem melodia que chega batendo brutal no peito”, diz Andréa. A banda existe desde 2003. Após 7 anos separados, estão de volta! À pedido de nossos queridos fãs que insistiram para que voltassemos com a formação da banda, nos reunimos e, para celebrar esse retorno, estamos preparando o novo CD da banda! Estamos tão empolgados que recentemente lançamos o clipe da música inédita "O Sol de Lá", que foi escolhida para ser a primeira faixa do CMTN do novo disco de estreia.
Pessoal vale a pena também conferir essa reportagem da Revista Rolling Stone sobre a banda: http://goo.gl/lAZOgw.

Bruno de Carvalho e Andréa Martins
Bruno de Carvalho (B.C.): Qual a influência literária nas composições da banda?

Olha, não existe uma influência específica, direta, acredito que tudo aquilo que a gente absorve naturalmente vai ser uma influência consciente ou inconsciente na nossa expressão seja através na música, da arte… Acredito mais na mistura de influências porque o mais interessante disso é que você é o filtro entre o que absorve e o que externaliza e isso vai ser diferente pra cada pessoa, muito de acordo também com as outras coisas que elas entram em contato e daí existe uma expressão como resultado desse encontro de influências.

B.C.: O que você costuma ler?
Eu gosto de ler Saramago, João Ubaldo, Caio Fernando de Abreu, Clarice Lispector, Paul Auster etc..

B.C.: O rock incentiva a leitura?
Olha, não necessariamente, digo, não acho que é uma conseqüência do rock ou das pessoas que ouvem rock, mas acredito que "teoricamente" incentiva talvez a você questionar, a você buscar e ai claro esse caminho vai ser diferente pra cada pessoa. 

B.C.: Você considera válido a utilização de músicas de rock no ensino de história e literatura?
Acho válido sim, se for uma música interessante, com uma letra interessante acho que não deixa de ser material de ensino e inspiração.

B.C.: A música incentiva a leitura?
Acredito que uma arte incentiva a outra de alguma forma, tudo que é fonte de inspiração, de expressão, de liberdade faz circular essa energia umas com as outras.

B.C.: Você acha que as bandas de rock de hoje são preocupadas com o conteúdo da letra, em relação a escrever uma boa composição? ou só aparência, preocupação com a vestimenta? Você acha a década de 80 ( rock nacional) a que mais valorizava o conteúdo das letras?
Olha, acho que depende do ponto de vista.. Acho que sempre teve de tudo, mas essa época 80 meio pós-ditadura, e até época da ditadura mesmo as músicas eram os meios de expressão da época muito por que não havia tanta liberdade em outros meios, então acredito que era um tipo de  transporte de expressão dos jovens digamos assim.. Talvez hoje exista uma liberdade maior por outros meios e a música perdeu um pouco esse peso de "ter o que dizer" como revolução etc.. Mas acho que o interessante é ter de tudo, é ter espaço pra o que é bom quem queira fazer poesia com a música, quem queira usar pra questionar, a música só pra dançar, curtir etc..

B.C.: Comente sobre a importância do fanzine  como incentivo a leitura.
Acho super interessante por ser um meio de transporte de comunicação da geração, onde você entra em contato com essa troca de idéias de vários universos diferentes por um acesso fácil e rápido… fora essa construção "do it youself" que é essencial como incentivo das pessoas colocarem em prática suas idéias e projetos principalmente nos tempos atuais onde as coisas são geradas nessa correria independente.

B.C.: Há citações de livros nas músicas , de trechos de livros? Alguma música que você escreveu foi inspirada em algum livro que leu?
Não há por enquanto citações diretas nas músicas.

B.C.: O nome da banda foi inspirado em livro ?
Assim, não exatamente, digo… não no livro em si, mas eu estava lendo na época o "Canto dos Malditos" e junto com "Terra do Nunca" a gente achou que o nome conseguia nos representar, representar a sonoridade da banda. O nome da banda é uma dupla homenagem: ao livro "Canto dos Malditos", de Austregésilo Carrano Bueno (que inspirou o filme Bicho de Sete Cabeças),  e à "Terra do Nunca" (Neverland) de "Peter Pan" (do autor britânico J. M. Barrie), um mundo imaginário onde a realidade se confunde com a fantasia.

#PorqueEscolhiBiblio

Para celebrar os 75 anos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FaBCI-FESPSP, faremos ao logo das próximas semanas entrevistas com alunos que escolheram o curso de Biblioteconomia como segunda graduação.
                                              
                                    
A intenção da série #PorqueEscolhiBiblio é mostrar que os alunos tem perfis diversificados, e que nossa área é coringa e pode ser combinada com praticamente todas as outras.

Dando continuidade à nossa série de entrevistas, a aluna Mariana Costa, do 2º ano, que conversou com a Monitoria Científica FaBCI e nos contou um pouco de sua trajetória até a Biblioteconomia.

"Sou formada em Letras pela Universidade de São Paulo. A paixão pela leitura, desde criança, me fez ter interesse em estudar a fundo a literatura, motivo que me levou à faculdade de Letras. Contudo, sempre soube que não seria na carreira de docência que eu iria atuar. No primeiro ano de graduação, descobri a Biblioteconomia e me interessei prontamente. Conversei com vários profissionais da área, muitos deles alunos da FESPSP, e percebi que o curso realmente complementaria bem minha formação em Letras. Na ansiedade para fazer tudo ao mesmo tempo, comecei a cursar Biblioteconomia junto com Letras, uma de manhã e outra à noite. Cursei as duas por um ano, mas a correria era tanta que eu não estava aproveitando de verdade nenhuma das faculdades. Decidi, então, trancar a Biblio, com a certeza de voltar depois de concluir Letras.

Nesse meio tempo, busquei trabalhar na área. Fiquei quase dois anos como bolsista na Biblioteca Brasiliana da USP, onde pude participar de seu processo de nascimento e estabelecimento na Universidade. Voltei este ano para a FESPSP e atualmente faço estágio na Biblioteca da FESPSP. Pretendo conciliar as duas áreas, trabalhando com a informação por um viés cultural, de preferência lidando com literatura e outras artes.

Vejo a Biblioteconomia e a Ciência da Informação como uma área extremamente necessária hoje e no futuro. Com a abundância informacional cada vez mais crescente, é essencial que haja um profissional qualificado para organizar esse caos, e esse profissional é o bibliotecário moderno."

Gostou? Quer participar também? É só entrar em contato conosco pelo e-mail:monitorcientificofabci@gmail.com

Club do Livro FESPSP 2016

O fim do ano está chegando, e com ele é a hora de fazer planos para o ano que vem...

Se você é aluno da FaBCI, gosta de literatura brasileira, tem facilidade para trabalhar com o Facebook e com a plataforma Wordpress, é criativo e tem disponibilidade para participar de reuniões, talvez você seja a pessoa certa para comandar o "Clube do Livro FESPSP" durante o ano de 2016.

O aluno escolhido será responsável pela organização da programação e pela mediação das reuniões, além de administrar as redes sociais. É claro que esta participação valerá como atividade complementar e   no final do ano o aluno receberá um certificado de participação, validado pela Coordenação do curso e pela Secretaria da FESPSP.


Os encontros ocorrem 1 vez por mês e discutem livros de literatura (geralmente de autores brasileiros)  que auxiliem no pensamento crítico e proporcionem uma maior visão de mundo.

Durante todo o ano de 2015 a responsável pela organização do evento foi a aluna do 3º ano Isabela Martins, que está se formando e portanto, precisa "passar o bastão" da atividade.

Aos alunos interessados, pedimos que entrem em contato com a coordenadora do curso de Biblioteconomia, Prof. Valéria Valls, através do email: valls@fespsp.org.br.

Se você ficou interessado, mas ainda não tem muita certeza se você é a pessoa certa para comandar esta atividade converse com a Isabela através do e-mail: isabelam1508@gmail.com.
Não deixe de participar!!!

Para conhecer um pouco mais do trabalho no club do livro confira a página do Facebook e o Blog.

Bibliotecários como Gestores do Conhecimento

O bibliotecário tem se reinventado à cada dia, uma das atuais posições que este profissional pode assumir é a de Gestor do Conhecimento. Com a missão de auxiliar na organização dos processos e melhoria nos índices de desempenho das atividades, o bibliotecário tem sido cada vez mais requisitado no ambiente corporativo.

As turmas do 6º semestre são instigadas a desenvolver um olhar diferenciado sobre as perspectivas para as atividades biblioteconômicas, na disciplina "Tópicos Avançados de Gestão da Informação e do Conhecimento".

A professora Valéria Valls, compartilhou conosco algumas atividades das turmas deste ano sobre o tema...

A proposta era desenvolver um texto comentando a atuação do bibliotecário na Gestão do Conhecimento.


Quer conferir os alunos pensam à respeito?

Clique aqui e acesse o material.

domingo, outubro 11, 2015

Exposição Biblio 75 anos

Na última segunda-feira (05/10) foi inaugurada a exposição que conta a história do curso de Biblioteconomia da FESPSP, que completa em 2015, 75 anos de existência, sendo, portanto, o segundo curso de Biblioteconomia mais antigo do país.


A exposição está aberta até o dia 27/11, de segunda à sexta das 08h às 22h e aos sábados das 09h às 15h, no "casarão" da FESPSP.

A professora Valéria Valls, coordenadora do curso e uma das integrantes da comissão responsável pela idealização deste momento tão especial para os alunos e ex-alunos da FaBCI, comentou sobre a importância do curso e do evento:

"O curso de Biblioteconomia da FESPSP completa em 2015 '75 anos' de criação. Esse fato não deve ser comemorado apenas pelos alunos e ex-alunos do curso, mas pela Biblioteconomia paulista e nacional. Isso porque o curso foi um dos precursores do ensino da Biblioteconomia no Brasil e vários de seus egressos (principalmente até a década de 70) foram responsáveis pela criação de outros cursos de Biblioteconomia espalhados pelo Brasil. Cito por exemplo a minha escola, a Escola de Comunicações e Artes da USP, que iniciou o curso pelo empenho da bibliotecária Maria Luisa Monteiro da Cunha em 1967. Maria Luisa se formou na FESPSP em 1940 (clique aqui e conheça outros formando do mesmo ano).

A história da Biblioteconomia da FESPSP e a história da cidade de São Paulo sempre estiveram interligadas e os avanços sociais, técnicos e tecnológicos com certeza repercutiram e ainda permanecem presentes no currículo do curso.

É uma honra fazer parte desse curso e conviver com alunos e professores tão orgulhosos e comprometidos com a tradição e a inovação."
Profa. Dra. Valéria Valls

A cenógrafa Fabíola Ortiz, responsável pela idealização do espaço cenográfico nos contou sobre o processo de criação da exposição...

Fabíola Ortiz
"Bom, a exposição foi pensada à partir da necessidade de se propagar o conhecimento, evolução e trajetória da biblioteconomia. A poética visual foi pensada não só dando ênfase na história do curso de Biblioteconomia da FESPSP como patrimônio, mas também como recurso que está inerente ao nosso cotidiano e muitas vezes pouco percebido. O universo da informação muda à cada segundo e poucas vezes refletimos sobre esse percurso e o quanto afeta uma estrutura social. A exposição foi pensada abordando dois ambientes diferentes, o mundo antigo e o contemporâneo, sendo possível experienciar o mundo da informação em dois momentos. O visitante é convidado a vivenciar práticas das bibliotecas antigas, datilografando seu próprio trecho de livro, poesia ou o que vier à tona! A instalação de livros que "levitam" fazem parte da minha pesquisa pessoal artística, e representam o caminhar dos livros que antes ficavam restritos à uma biblioteca e agora se desdobram em novas linguagens. A iluminação foi realizada pelo artista e iluminador Jeff Robert, sugerindo a poética do entardecer. Os biombos e os móbiles com letras surgiram à partir de um ponto de vista da informação contemporânea, acessamos uma janela de conteúdo em questão de segundos e é interessante que, apesar do acesso rápido, ainda pode ser revelador o que se encontra no conteúdo de muitas delas. Acredito que a FESPSP tem um potencial incrível para desenvolver exposições de caráter patrimonial, pela importância da inserção desse conteúdo na mídia atual, o meu projeto de criação foi pensado para além da contemplação, o intuito é que o visitante disponha de alguns segundos para experimentar o "ser" bibliotecário, o ambiente instaura o clima poético pensando a todo momento nas sensações de quem visita o casarão ou o lado externo da instituição."

#PorqueEscolhiBiblio

Para celebrar os 75 anos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FaBCI-FESPSP, faremos ao logo das próximas semanas entrevistas com alunos que escolheram o curso de Biblioteconomia como segunda graduação.

A intenção da série #PorqueEscolhiBiblio é mostrar que os alunos tem perfis diversificados, e que nossa área é coringa e pode ser combinada com praticamente todas as outras.


A nossa primeira entrevistada é a aluna do 2º ano, Mariana Antonov, que contou à Monitoria Científica sobre a sua experiência com o curso anterior e quais são suas expectativas nesse novo curso...

"Minha primeira graduação foi em Ciências Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André, que fica localizado em minha cidade de residência. Meu interesse pela Sociologia surgiu a partir da minha vontade de poder estudar o homem em relação ao mundo e de compreender de alguma maneira seus comportamentos, de certa maneira, penso que meu papel como cidadã é justamente oferecer meu trabalho em prol de todos.

Escolhi a Biblioteconomia como segunda graduação por justamente perceber que além de abrir um leque de opções de atuação, minha vontade de trabalhar para a sociedade também poderia ser suprida, e também a possibilidade de agregar conhecimento e experiências novas sempre me apeteceu. A Fespsp sempre me pareceu a escolha mais acertada, por ser referência nas duas áreas, tanto na Sociologia, quanto na Biblioteconomia e como tive a oportunidade de poder cursar uma segunda faculdade, não foi difícil optar.

Enxergo o profissional bibliotecário como um agente importantíssimo na sociedade, visto que tem papel fundamental em tratar e disponibilizar informações e nós sabemos que informações são produzidas o tempo todo e em todos os lugares do mundo. Os profissionais dessa área também podem exercer o papel de agente transformador, visto que podem atuar em diversas áreas desse domínio.

Meus planos para o futuro na profissão são de poder atuar nas áreas culturais e sociais que ela pode abranger e que ela se torne uma área de maior visibilidade e que tenha o valor reconhecido pela sociedade. Estou estagiando na Câmara Municipal de São Paulo."

Gostou? Quer participar também? É só entrar em contato conosco pelo e-mail: monitorcientificofabci@gmail.com

Tesauro: uma nova forma de abordar a cidade de São Paulo

Em dezembro de 2014, as Diretorias Executiva e Acadêmica da FESPSP decidiram instituir o Biênio Temático “Cidade de São Paulo”, abrangendo o período de 2015 e 2016. O desenvolvimento do Biênio teve a participação da área acadêmica que foi convidada a introduzir temas relacionados à cidade de São Paulo nas discussões em sala de aula.


A disciplina “Linguagens Documentárias Pós-Coordenadas” aderiu ao Biênio estimulando os discentes a elaborarem um Tesauro sobre temas relacionados à cidade, como, por exemplo, meio ambiente, arte, culinária, diversidade étnico-racial, música, arquitetura, cultura, lazer, esporte, clima, fauna, flora, entre outros.

Tesauro é um Sistema de Organização do Conhecimento utilizado na indexação e recuperação da informação. Estruturado por meio de relações conceituais, o tesauro não é uma simples lista de palavras ou um dicionário, de modo contrário, suas relações favorecem o controle terminológico e neutralizam a ambiguidade e a polissemia da linguagem.

Geralmente, são específicos de uma área do conhecimento humano, desse modo há tesauros de Ciência da Informação, Ciências Sociais, Ciências da Saúde, etc. Como foi dito anteriormente, no projeto “Biênio Temático” os tesauros são específicos sobre temas de São Paulo, a 7ª cidade mais populosa do mundo. Alguns dos temas desenvolvidos pelos discentes foram "Música no contexto da cidade de São Paulo", "Transporte sobre trilhos: Metrô e CPTM", "Virada Cultural da cidade de São Paulo", "Problemas urbanos em São Paulo", "Moda na cidade de SP", "Graffiti", "Teatro na cidade de SP", "Parada do Orgulho LGBT de São Paulo", "Ciclovias" e "Futebol paulista".

Para a docente Andréia Gonçalves Silva, a experiência está sendo muito enriquecedora e gratificante, pois os alunos estão colocando em prática o aprendizado da disciplina e ao mesmo tempo estão refletindo sobre temas, problemas, peculiaridades e desafios da cidade que habitam, trabalham, estudam...

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Contribuiu para elaboração desta matéria a docente Andréia Gonçalves Silva, que ministra as disciplinas "Indexação e resumos" e "Linguagens Documentárias Pós-Coordenadas" no 2º ano do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação.

domingo, outubro 04, 2015

Workshop "Guia para publicar: como escrever um artigo de qualidade"

No dia 29 de setembro a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) recebeu o editor André Jun da Emerald, para o workshop "Guia para publicar: como escrever um artigo de qualidade".

O workshop foi bem didático e auto-explicativo, André deu dicas de como escolher o melhor periódico para publicar seu artigo, como o autor deve entrar em contato com os editores-chefes dos periódicos, além de dar dicas de ouro para publicar em português e em inglês.

Confira o vídeo que André gravou para a FESPSP:


André disponibilizou o material de sua palestra. Para ter acesso é só clicar aqui.

Coluna: Onde estão os Bibliotecários? Por Grazielli de Moraes

Edson Alves Feitosa, 43 anos e formado em 2006 pela FESPSP, e pós-graduado em Gestão em Arte pelo SENAC, considera a Biblioteconomia uma profissão contribuinte para o desenvolvimento do país.
“Através da FESP tive a oportunidade de conhecer profissionais que contribuíram na minha formação profissional que hoje tenho como referência...”.

Lançamento do Programa Recode em Bibliotecas São Paulo/SP - Edson, Tânia Callegaro e Valéria Valls
Atualmente trabalha no Rio de Janeiro no Comitê para a Democratização da Informática (CDI) – organização social voltada ao uso da tecnologia para transformação social, empoderando comunidades e estimulando o empreendedorismo , a educação e a cidadania.


 “Por meio de 842 espaços de empoderamento digital, a Rede CDI está presente em 15 países no mundo (Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, México, Portugal, Venezuela, País de Gales, Irlanda, Escócia, Polônia, Romênia e Letônia) e impactou até hoje mais de 1,64 milhão de vidas. Essa Rede Global é coordenada e acompanhada por 24 escritórios regionais e Internacionais, estendendo-se aos lugares mais remotos do Brasil e da América Latina, beneficiando pessoas de diferentes faixas etárias, culturas, raças e etnias.”

É coordenador do Programa Recorde em Bibliotecas que atua diretamente junto a 50 bibliotecas públicas municipais e estaduais localizadas em 17 estados e 46 cidades nas 5 regiões do Brasil, utiliza a metodologia baseada nas propostas do educador brasileiro Paulo Freire projetadas para capacitar os bibliotecários como “agentes de transformação” das bibliotecas e contribuir para reprogramar suas vidas e comunidades.


“O Programa conta com patrocínio da The Bill & Melinda Gates Foundation (BMGF) e apoio do Sistema Nacional das Bibliotecas Públicas (SNBP) - Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do Ministério da Cultura (MinC).

Tendo como objetivos:

  • Fomentar a criação de um ambiente de inovação nas bibliotecas; 
  • Contribuir na formação dos bibliotecários e profissionais para maior integração de tecnologia em suas atividades; 
  • Cocriar novas práticas do uso da tecnologia para o acesso à informação e melhoria na qualidade de vida da comunidade; 
  • Estimular a liderança nos bibliotecários para aprimorar o engajamento da comunidade; 
  • Colaborar para ampliar a relevância das bibliotecas em suas comunidades, gerando histórias de sucesso; 
  • Criar redes de colaboração e empoderamento entre bibliotecários, comunidades e poder público.”.
Edson menciona que ainda é preciso de bibliotecários engajados em serem líderes e agentes de mudança, e não esqueceu de deixar um recado aos novos “navegantes”:

“Futuros Bibliotecários, vamos contribuir para reprogramar o mundo através da Biblioteconomia.”
As entrevistas desta coluna são elaboradas pela Bibliotecária e ex-aluna da FaBCI - FESPSP Grazielli de Moraes.

Aconteceu na FaBCI: PEC's de setembro

O mês de setembro foi bem agitado na FaBCI, tivemos três PEC's (Programas de Enriquecimento Curricular), com temas bem diferentes...

No dia 24, recebemos a visita da Bibliotecária pós-graduada pela FESPSP Izabel Monteiro, que trabalha na Biblioteca Carolina Maria de Jesus, do Museu Afro Brasil. A bibliotecária falou sobre a “Biblioteca escolar de ordem religiosa como ambiente de aprendizagem da cultura afro-brasileira".
 

A aluna do 1º ano (matutino) Júlia Alves no enviou sua opinião sobre sobre a palestra, confira:


"Adorei a experiência enriquecedora de conhecer sobre a biblioteca escolar de ordem religiosa como ambiente de aprendizagem da cultura africana e também gostei muito do modo como a palestrante Izabel Monteiro, divulgou o resultado de sua pesquisa e despertou nossa curiosidade para conhecer e nos aprofundar na história e na cultura africana. De modo muito simples mais objetivo, Izabel mostrou o quão é importante na rede de ensino seja em escola de ordem pública, particular ou religiosa o ensino da cultura afrodescendente, que na verdade faz parte da história de todos os brasileiros diretamente ou indiretamente, o que não podemos é continuar nessa sociedade preconceituosa e que agi de tal modo, por não ter conhecimento da verdadeira história do negro e por não ter fontes de informações confiáveis para adquirir tal estudo. Portanto, cabe a nós futuros bibliotecários proporcionar dentro da unidade em que atuarmos o suporte necessário para que todos tenham acesso e conhecimento da cultura africana."

Izabel Monteiro fez a gentileza de disponibilizar os slides de sua apresentação. Clique na imagem abaixo para ter acesso:

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No dia 25, recebemos a querida Bibliotecária e ex-aluna Sheila Silveira que fez uma apresentação abordando  o tema do seu TCC, defendido no final de 2014. A bibliotecária apresentou o conceito de Biblioteca Especial - desconhecido pela grande maioria dos presentes - que tem como diferencial  a formação de acervos com temas específicos tratados de forma popular. Sheila atua Sistema Enstein Integrado de Bibliotecas da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.


A apresentação utilizada na PEC está disponível para consulta, e é só clicar na imagem abaixo para ter acesso.


Ficou curioso sobre o tema e que conhecer mais? Acesse o TCC da Sheila clicando aqui.
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No dia 30 foi a vez do professor Waldomiro Vergueiro visitar a FaBCI e apresentar a PEC "Observatório de histórias em quadrinhos: relatos". Uma palestra bem descontraída que contou com a participação de alunos de ambos os períodos...


A aluna do 2º ano Nathalia Pereira nos enviou um relato bem interessante sobre a palestra...

"Waldomiro Vergueiro é bibliotecário (formado pela FESP), professor de pós-graduação na ECA (Escola de comunicação e artes da Universidade de São Paulo - USP) é fundador do “Observatório em quadrinhos”, um núcleo de pesquisa criado em 1990 juntamente com três professores que tinham como objetivo aprofundar os campos do conhecimento relacionado aos quadrinhos e quebrar paradigmas em torno do papel dos quadrinhos no meio cientifico. Com linguagens próprias, que não se limitam aos quadros e balões, os quadrinhos propiciam diferentes formas e estilos de e narrativas. Entre eles: Balões, onomatopeias, recordatórios e interjeição, são alguns exemplos.
Selecionar quadrinhos para formação de um acervo é essencial para construção de uma biblioteca diversificada, que compreende que o conhecimento obtido por um livro tradicional pode também ser passado através dos quadrinhos. Dessa forma, não necessariamente os quadrinhos tem como alvo as faixas etárias infanto-juvenis, visto que o público adulto sempre existiu e vem ganhando novos olhares nos últimos tempos com as adaptações dos quadrinhos para o cinema, o que é um ganho para leitura em contra partida.
Hoje temos grandes pesquisadores na área de histórias em quadrinhos, voltados para diferentes linhas de estudo, algumas ainda não foram exploradas como produção de quadrinhos e quantidade de leitores. Waldomiro incentivou a todos que se identificam com área a buscar este caminho de pesquisa que vem ganhando adeptos de diversas áreas e desvendando todo o conhecimento e criticidade que um quadrinho pode desenvolver em um leitor, com mais de 100 anos de existência os quadrinhos tem muito a serem explorados."

Para conferir um trecho da palestra é só clicar na imagem abaixo: