domingo, dezembro 11, 2016

Apresentação dos TCCs e Nova Monitoria Científica



O fim do semestre letivo chegou! Com ele, os alunos do sexto semestre de Biblioteconomia e Ciência da Informação encerram sua jornada com chave de ouro, apresentando seus Trabalhos de Conclusão de Curso.

A semana de apresentação dos TCCs começa nessa segunda-feira, dia 12. É uma oportunidade de os alunos se inteirarem da produção acadêmica da área, prestigiarem os trabalhos dos colegas e, em especial para os alunos de quarto semestre, serve como uma prévia do que eles farão no fim do próximo ano.

Segue abaixo a tabela com os dias e horários das apresentações:

12/12

8h - Proposta de elaboração de um tesauro espírita - LEONARDO ADRIANO RAGACINI – Sala 66

9h - Mitos como registro do conhecimento e registro literário - DESIRÈE MARTINS – Sala 66

10h - Biblioteconomia: uma discussão acerca da feminização da profissão - ANA GUSMÃO DE LIMA e MARIANA BRAZ ANTONOV – Sala 66

19h - Conceito de informação na Ciência da Informação - SANDRA MARIA GARCIA – Sala 66


13/12

8h - Bibliotecas públicas e a introdução dos e-books em seus acervos - RAIRA LUIZA NORONHA SAMPAIO e SERGIO XAVIER – Sala 65

8h - O marketing nas bibliotecas dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) da cidade de São Paulo - FABIANE DA SILVA FERNANDES e VALDIENA LIMA FONSECA – Sala 66

9h - Diretrizes para uma política de seleção para biblioteca infantojuvenil - BRUNA MOREIRA, ISABELLA CASTRO e JULIA DO NASCIMENTO – Sala 66

10h - Booktube como instrumento de Disseminação da Informação para a Geração Digital - STHÉFANI PAIVA CRUZ – Sala 66

11h - A cor faz o olhar: o uso das cores na biblioteca escolar - OSCAR GONÇALVES CAIADO – Sala 64

11h - A aplicação de ferramentas de marketing em bibliotecas jurídicas em escritórios de advocacia da cidade de São Paulo – Sala 66

19h - O papel da informação da construção do desenvolvimento sustentável - RAQUEL GALVÃO – Sala 64

19h - Organização de acervo pessoal - LOURDES REGINA PORTO – Sala 65

19h - Fontes de informação para seleção de materiais em bibliotecas - DANIEL LIMA MONFRINI – Sala 66

20h - Estudo de usuário: semelhanças na disciplina de gestão de estoques informacionais e arquitetura de informação - JANAINA SILVA MACEDO – Sala 65

20h - Serviço de referência virtual: interação bibliotecário e cliente - BIANCA SINDICE GRILO – Sala 66


14/12

9h - Quadrinhos e a formação do leitor eterno - PAMELA MUNHOZ DA CUNHA CASSIANO e PRISCILA DOS SANTOS LOURO GOMES – Sala 66

10h - Inclusão de deficientes auditivos nas bibliotecas comunitárias - CARLOS AUGUSTO GONÇALVES e EDICLÉIA ROCHA DUARTE – Sala 66

19h - O amadurecimento dos personagens da saga Harry Potter e do seu público leitor: uma relação entre obra e leitor - CLEIDE RIBEIRO DA ROCHA LIMA – Sala 65

19h - Competência informacional na formação de profissionais da informação - LEONARDO VINÍCIUS COSTA – Sala 66

20h - Serviços de extensão em bibliotecas públicas de São Paulo: da difusão à democratização da informação e da cultura - JAQUELINE ALVES BATALHA, SAYONARA SOUZA DOS SANTOS e RAQUEL BRAGA ROSA – Sala 65

20h - Boas práticas na biblioteca escolae EMEI Taufik Daud Kurban - NATHALIA DE OLIVEIRA PIRES e SUELLEN MAGNO – Sala 66

21h - Ruth Rocha: uma bibliografia analítica - THALITA PEREIRA DE SOUZA OLIVEIRA – Sala 65


15/12

9h - O bibliotecário como gestor informacional nas Redes Sociais: social media - CARLA MARIA BUENO DE SOUZA – Sala 66

19h - Biblioteca temática feminista Cora Coralina e Associação de Mulheres da Zona Leste (AMZOL): articulações entre o poder público e o coletivo feminista - SIDINEI DAMASCENO BRASIL e FERNANDA DIAS DOS SANTOS – Sala 64

19h - Quadrinhos: da desconstrução social ao seu papel informativo - NATHALIA PEREIRA DA SILVA – Sala 65

19h - Gestão da qualidade em bibliotecas universitárias baseada na ISSO 9001: o caso do Sistema de Bibliotecas Anhembi Morumbi – SISBAM - ISABEL DOS SANTOS FIGUEIREDO e GILIARDI PEREIRA DELLI PAOLI – Sala 66

20h - Biblioteca escolar: contribuições para o desenvolvimento das virtudes humanas - KARINA KAZUMI – Sala 66


21h - O papel do bibliotecário e sua importância nas publicações científicas - THAIS FERREIRA DIAS, MARCIO FERNANDES DE OLIVEIRA VASQUES e GABRIELA CARVALHO DE MELO – Sala 66


Esse post encerra a gestão de 2016 da Monitoria Científica. Foi um prazer poder estar à frente de um projeto tão importante para a comunidade FaBCI/FESPSP e para a nossa área. As experiências que levarei serão inúmeras e a Monitoria Científica não poderia estar em melhores mãos no ano que vem. A partir de fevereiro o blog ficará sob o comando da Daniela Correia, que vocês puderam conhecer um pouquinho na entrevista que ela deu à coluna #PorqueEscolhiBiblio.

Daniela Correia: a nova Monitora Científica 2017


Boas férias, boas festas e um feliz 2017!

Coluna: Música e Livros, por Bruno de Carvalho

Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando como música e livros tem tudo a ver!
O entrevistado da vez é Loro Jones, ex membro da banda Capital Inicial.

Loro Jones

1) Quando você decidiu seguir o caminho da música?

Sou carioca, nascido na antiga Guanabara, nascido em 1961. Quando fui crescendo e entendendo mais as coisas do lado da família da minha mãe todos meus tios eram músicos, e meu avô também além de ser artesão e construir seus próprios instrumentos, meu avô nasceu em Cabo Verde. Com tudo isso que vivi com meus tios a música era genética, fui pegando os instrumentos e tocando, sou autodidata.


2) Durante a década de 80, quando tocou na Blix 64 vocês tinham músicas inspiradas em livros? E quando tocou no Capital Inicial?

Na época da sinceramente não me lembro. O Capital Inicial sou fundador com o Fê lemos baterista, indiretamente tem umas frases ou outra de livros nas letras do Capital.


3) Como conheceu a Turma da Colina?

Éramos todos moleques na fundação de Brasília, todos vizinhos e estudávamos basicamente na mesma escola, um ou outro não.


4) Quais são seus projetos futuros em relação a música?

Já está em andamento, um CD solo, o meu primeiro.


5) Quais as melhores lembranças de Brasília? 

Minha infância, quando comecei a namorar, a tocar, a faltar aulas para tocar guitarra, o movimento do Rock etc…


6) Em relação ao livro que lançará no ano que vem , ele será autobiográfico, entrevistas, de memórias da década de 80?


O livro está sendo escrito pela sobrinha do Jorge Amado, Inae Amado, falarei de tudo, não e uma biografia, e um relato das minhas experiências na vida, as boas e as ruins. Minhas referências literárias são:

Mário Quintana
Poeminho do Contra
Todos esses que aí estãoAtravancando o meu caminho,Eles passarão…Eu passarinho!

Cora Coralina
Goiânia, 10 de abril de 1985 dia da morte da Cora Coralina eu estava fazendo show no iate clube de Brasília quem nos alertou foi Briquet Lemos para que pedíssemos um minuto de silencio.

Fernando Morais
Olga - lançada em 1985 e reeditada em 1994, narra a trajetória trágica de Olga Benário, recrutada pelo governo soviético para dar proteção ao líder comunista brasileiro Luís Carlos Prestes, com quem viveria um romance antes de ser presa e deportada pelo governo Vargas e morta na Alemanha nazista. Escreveu a biografia do Fidel Castro e foi levado a um lugar no deserto com olhos vedados para encontrar Kadaff que queria que ele escrevesse sua biografia, assim ele disse no Jô Soares, e o medo de disser não e não sobreviver.

Jorge Amado
Verdadeiros sucessos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra foram criações suas.

Bukowski

Sejam vocês mesmos. Buscar a felicidade e nunca esquecer do caráter, é fundamental.

Relato: Aula Aberta – Redes Sociais e Biblioteconomia

O professor Wanderson Scapechi enviou um relato sobre a aula aberta do dia 28/11, intitulada “Redes Sociais e Biblioteconomia: relato de experiência”.
Vamos conferir?



No dia 28 de Novembro de 2016 aconteceu a aula aberta “Redes Sociais e Biblioteconomia: relato de experiência”, ministrada pelo bibliotecário Jeam Tiago da Silva Camilo. A aula foi um relato de experiência profissional e pessoal do Jeam sobre como o uso dessas ferramentas de comunicação podem – e devem - aproximar a informação, o espaço – físico e virtual - e seus usuários. Segundo ele, diferentes tecnologias dialogam com diferentes formas de comunicação. Nesse sentido, as redes sociais devem servir como forma de comunicação entre as bibliotecas e seus usuários. A aula contou com a participação de vários alunos da FaBCI e de pessoas da comunidade.

O Jeam é formado em Biblioteconomia pela UNESP de Marília, atuou como Bibliotecário no setor de Periódicos na Universidade de Ribeirão Preto; coordenou bibliotecas de Educação a Distância pelo UniSeb – Ribeirão Preto; foi docente do curso Técnico em Biblioteca no SENAC, São Paulo; foi bibliotecário no Centro Ruth Cardoso e, atualmente, atua como Bibliotecário de Referência na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP.

Também escritor, lançou dois livros: O céu vale algo além de lágrimas (MultiFoco, 2012) e Faces do desejo (Novo Século, 2013).

terça-feira, dezembro 06, 2016

Especial Seminário FESPSP 2016: parte 4


A quarta e última parte do especial sobre o Seminário FESPSP “Cidades Conectadas: os desafios sociais na era das redes”, conta com os relatos do professor Wanderson Scapechi e do aluno Leonardo Ragacini sobre os minicursos.

Vamos conferir?


Minicurso: Mediação de leitura na biblioteca: possibilidades e desafios
Professor Wanderson Scapechi
Amanda Leal de Oliveira

No dia 17 de outubro realizamos o minicurso: “Mediação de leitura na biblioteca: possibilidades e desafios”, no Seminário FESPSP 2016: “Cidades Conectadas: os desafios sociais na era das redes”. Inicialmente, apresentamos um breve histórico sobre a prática de mediação de leitura e, posteriormente, sobre quais instituições e fatores podem nos levar a ser (ou não) leitores. O grupo pôde trocar muitas experiências e realizar um exercício de escolha de livros e mediação de leitura, o que foi bastante rico e estimulante.

O minicurso contou com cerca de 15 participantes, entre alunos e ex-alunos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP e da comunidade externa.


Minicurso: Indexação de Charges e Cartuns
Leonardo Ragacini

Hoje (20/10) tivemos a parte final do mini curso de Indexação de Charges e Cartuns com o professor e mestre em Ciência da Informação Thulio Pereira Dias Gomes no laboratório da FESPSP.

Na primeira parte do curso ministrado no dia 18/10 (terça-feira) tivemos toda questão semântica da origem das palavras Charge, Cartum e Caricatura. Durante sua pesquisa Thulio nos mostrou as questões existem por trás das origens dessas palavras que nasceram nos Estados Unidos, na França e na Itália. Durante sua pesquisa ele investigou o significado das mesmas em dicionários e vocabulários, nas línguas de origem, e com base nisso  elaborou um mapa conceitual que nós apresentou durante o curso e deixa claro os pontos de divergência e comum das três palavras.

Na primeira parte ele nos mostrou o trajeto acadêmico que traçou até o doutorado, que esta em andamento na USP, um caminho permeado por questões relacionadas ao universo das Charges, Cartuns e Caricaturas.

Na segunda parte do curso realizado hoje 20/10 (quinta-feira) tivemos mais questões técnicas sobre como indexar esse material com base em uma planilha onde abordamos as questões que vão desde o aspecto conceitual até a história e o sarcasmo do criador da obra e suas questões de contexto e temporalidade.

Um curso muito rico, mesmo com pouco tempo, que merecia uma carga horária maior dentro de um PEC ou mesmo uma palestra, pois existe um vasto material que, pelo pouco tempo, não foi comtemplado.

A satisfação de todos os participantes ao final e o gosto de quero foi um consenso e a habilidade do professor de didática e abertura para exposição dos nossos questionamentos tornaram o mini curso muito atrativo e mesmo com a chuva estavam quase todos os inscritos presentes.

Como os materiais visuais acabam pouco comtemplados durante as aulas de indexação e resumo por conta de todo conteúdo que precisamos estudar seria muito interessante trazer para aula mais convidados como o professor Thulio, pois sabemos que mercado de indexação de imagens é bem grande.



Gostaram? A Monitoria Científica agradece a todos que participaram desse especial com suas contribuições!

#PorqueEscolhiBiblio


A intenção da série #PorqueEscolhiBiblio é mostrar que os alunos da FaBCI-FESPSP têm perfis diversificados e que a nossa área abrange uma grande variedade de interesses.

No último #PorqueEscolhiBiblio do ano, o entrevistado da vez é Nicolino Foschini, aluno do quarto semestre do período noturno:

Eu sempre tive facilidade em desmontar e montar coisas e, depois de um teste vocacional que realizei aos 18 anos, decidi estudar alguma engenharia. Fui aprovado no vestibular de três faculdades de engenharia. Escolhi a FEI pela tradição na área mecânica. Resumindo meu histórico acadêmico: me graduei em engenharia mecânica em 2011 pela FEI e também me especializei em Gestão de Projetos pelo Insper em 2015.

Trabalhando com engenharia desde 2005, acompanhei a crise econômica se aprofundando, até que em julho de 2015 fui demitido da empresa onde trabalhei durante quatro anos! Somando-se tempo livre e dinheiro extra, decorrentes da demissão, resolvi investir numa viagem à Europa. Como sempre gostei de bibliotecas, acabei visitando a Biblioteca Estadual da Baviera, em Munique. Fiquei impressionado com a arquitetura do edifício e com a enorme movimentação de pessoas entrando e saindo daquele local. Esta biblioteca literalmente me fez repensar minha vida...

Realizando pesquisas e navegando pela web descobri a biblioteconomia e, melhor ainda, descobri que o planejamento e gestão de bibliotecas estão dentre as atribuições do profissional formado em biblioteconomia e ciência da informação. Então comecei a procurar uma faculdade para conhecer melhor a área de biblioteconomia.

Eu já conhecia a FESPSP pela internet desde 2013, quando realizei pesquisas sobre a história de Roberto Simonsen. Percebi pela história da FESPSP a sua tradição e acabei me sentindo atraído. Então, quando descobri que a FESPSP oferecia o curso de biblioteconomia e ciência da informação, resolvi fazer uma visita pessoal e acabei gostando muito da faculdade. Fui logo prestando o vestibular e então estava ingressando a segunda graduação...

Hoje me encaminhando para o terceiro e último ano do curso de biblioteconomia e ciência da informação, enxergo alguns pontos convergentes das engenharias com a ciência da informação. Um ponto que destacaria como ressonante entre estas áreas é gestão da informação tecnológica, que devido comportamento informacional requer desenvolvimento de modelo específico para estudo da relação entre a necessidade informacional de especialistas em engenharia e o uso da informação em projetos de tecnologias.

Com fomento do PIBIC da FESPSP, estou pesquisando os temas de Gestão do conhecimento e da informação e Gestão de projetos organizacionais. Pretendo continuar as pesquisas no sentido acadêmico buscando a aplicação prática para solução de problemas reais.

Atuo em biblioteca universitária desde o primeiro semestre de curso, por isso tenho experiência em diversas atividades de planejamento e gestão de unidades de informação e seus serviços ao usuário. Se você é daqueles que pensam que o bibliotecário está na biblioteca apenas para guardar livros nas estantes, repense sobre isso! Posso garantir que não é...

Acredito que o aprendizado pessoal acontece a partir da mudança de comportamento perante as experiências, e que a informação é capaz de provocar experiências que dão sentido à vida. Portanto, espero continuar prestando serviços que permitam maior democratização da informação, geração de novos conhecimentos e promoção de relações sociais que contribuam para aumentar a conscientização das pessoas.


Visita do CRB-8

A professora Valéria Valls, coordenadora do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, enviou um relato sobre a visita do Conselho Regional de Biblioteconomia - 8ª Região (CRB-8), ocorrida no início de novembro:

Alunos do sexto semestre do período matutino

Nos dias 1 e 3 de novembro, os alunos do 6º semestre receberam a visita dos colegas do CRB 8ª região - Conselho Regional de Biblioteconomia. Os representantes da área de Fiscalização do CRB (Ilsom Lourenço e Alessandra Atti) apresentaram a estrutura do CRB e da área de fiscalização, tiraram dúvidas sobre o Registro Profissional, eleições e sobre a Legislação, além de contar "causos" frequentes vivenciados pela equipe de fiscalização.

Essa iniciativa tem como principal objetivo aproximar o futuro bibliotecário do CRB e reforçar a importância de entendermos com clareza o papel dessa entidade, evitando ruídos de comunicação (especialmente nas redes sociais).

Um recado importante dos colegas também foi sobre a possibilidade dos futuros bibliotecários participarem do CRB como membros de futuras chapas, ou seja, a profissão para avançar precisa de pessoas críticas mas que também façam a diferença, agindo voluntariamente pela causa biblioteconômica.

Alunos do sexto semestre do período noturno

quarta-feira, novembro 30, 2016

#PorqueEscolhiBiblio


A intenção da série #PorqueEscolhiBiblio é mostrar que os alunos da FaBCI-FESPSP tem perfis diversificados e que a nossa área abrange uma grande variedade de interesses.

Nesta semana o entrevistado da vez é Gabriel Justino, aluno do quarto semestre do período noturno:

Olá, meu nome é Gabriel Justino tenho 21 anos.  Foi um caminho longo até chegar a Biblio, no ensino médio sempre temos a expectativa e nos perguntamos: “O que quero ser?” “O que irei fazer” ou “Qual faculdade seguir?”, e em nenhuma das respostas estava o curso de Biblioteconomia, minha primeira opção foi a gastronomia por ser algo que gostava de fazer em casa e nas horas livres e foi então que decidi prestar o vestibular para fazer o Técnico em Cozinha na ETEC Santa Ifigênia. Quando estava prestes a me formar vi que não era exatamente o que eu queria para minha vida e resolvi elencar todos os pontos que me agradavam e consegui traçar algum perfil: gostava de ler, organizar materiais e documentos. A partir disso consegui elaborar uma pesquisa e levantar áreas que tinham haver com esses pontos e as que surgiram foram: letras, advocacia e biblioteconomia, sendo que, dentro desta pesquisa ainda conseguir ver o que cada profissional fazia e qual a melhor grade e faculdade para cursar e a que mais me agradou foi a biblioteconomia da FESPSP.

Hoje sinto que foi a melhor escolha que pude fazer, pois aprendi e aprendo a amar a profissão a cada dia que se passa. Um dos maiores desafios é mostrar para a sociedade e principalmente para aqueles que me cercam que ser um bibliotecário é muito além do que guardar o livro na estante e que ele é um profissional que está nos bastidores, mas que tem uma enorme contribuição onde quer que ele esteja.

Trabalho atualmente como estagiário na Mediateca da Fundação OSESP, que está sendo uma experiência incrível e uma vivência diferente por se tratar de uma biblioteca especializada na temática de música que me permite aprender a cada dia mais sobre esse universo fantástico.



Gostou? Deseja participar? É só entrar em contato via monitorcientificofabci@gmail.com para saber como!

Especial Seminário FESPSP 2016: parte 3


A terceira parte do especial sobre o Seminário FESPSP “Cidades Conectadas: os desafios sociais na era das redes”, conta com os relatos dos alunos Hiaosmin Costa e Marcus Vinicius Aloisio.

Vamos conferir?


Hiaosmin no GT 13. Fonte: FESPSP Comunica


GT 13 - Relações raciais e étnicas na América Latina: Identidades e enfrentamentos

Hiaosmin Vanderlei Tavares Costa
Estudante internacional

À semelhança do ano passado, com o seminário “desafios da cidade de São Paulo” sempre inovador e preocupado com o lado proffisional dos seus estudantes e da sociedade em geral, a Fundação Escola de Sociologia e Politica de São Paulo mais uma vez está de parabéns. O Seminário “Cidades Conectadas: os Desafios sociais na era das redes” com certeza traz algo de novo e está mais que interativo, com palestras e minicursos acessíveis em diversas áreas, permitindo aos profissionais atualizarem seus currículos e para estudantes, tanto da instituição assim como os de fora, mercados futuros para atuação.

O mais legal é a integração entre as diversas áreas do conhecimento e saberes. Por exemplo, eu sou do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, participei da palestra em GTs que tratam de diferentes temáticas como relações raciais e étnicas na América Latina, cidades, redes e ruas, Cyber Política e cidade, conferência cidades conectadas: entre as ruas e as redes, entre outros. Mas como estudante internacional o que mais me marcou foi participar de uma palestra que trata de um país que não é meu, mas faz parte do meu continente, “Moçambique” um país que faz parte dos PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, apresentado dentro do GT – 13. Em sua primeira mesa o tema foi “Não vamos Esquecer! A propósito da fotografia ‘Marca de gado em jovem pastor’ de Ricardo Rangel”, que trata um pouco do papel da fotografia na sociedade Moçambicana da época, na versão de um fotografo moçambicano. Foi debatido o olhar sobre esse assunto o texto e o contexto que aquela imagem foi tirada e as marcas do tempo.

Em seguida teve outras falas, entre elas uma palestra que fala sobre “O painel dos povos Indígenas de Poty para o Memorial da América Latina e o modernismo no Brasil nas artes visuais - gênero e questões étnico-raciais na pintura de Di Cavalcanti”, que são também relevantes porque mostra a nova forma de desconstrução de uma historia de povos com uma memória e trajetórias negadas ao longo do tempo, se assim podemos dizer, e tem toda essa preocupação para esse resgate, que está sendo feito a partir da academia e isso é o mais legal.

Outra coisa que me marcou muito é abertura, não só para pesquisadores de outras instituições em nível de São Paulo, assim como de outras cidades brasileiras terem oportunidades para apresentarem os seus trabalhos. Isso faz multiplicar as ações desenvolvidas e construídas dentro da FESPSP, além de fortalecer esses grupos de trabalho, que a meu ver são bem constituídas.

Mais uma vez parabéns para a Fundação Escola de Sociologia e Politica de São Paulo.

GT 7. Fonte: FESPSP Comunica


GT 7 – Estilos de vida, consumo e práticas culturais.

Marcus Vinicius Aloisio Vieira
4º semestre do período matutino

Na semana de Seminários FESPSP 2016 tive o prazer de assistir a apresentação de alguns trabalhos no GT7.
Pude verificar diversas formas de interpretarmos culturas e estéticas que estão arraigadas no senso comum de uma forma mais sistematizada, o que abarca na construção de um conhecimento mais amplo das comunidades e núcleos sociais contemporâneos.

Todo esse conhecimento é de suma importância para a área de biblioteconomia que apesar de lidar com questões técnicas, também atende à usuários, sendo assim um maior conhecimento dos núcleos que compõem nossa sociedade, auxilia para que possamos compreender suas necessidades e atende-las da melhor forma criando um local democrático e acolhedor para todos, além de ampliarmos nossas formas de abordagem de temas específicos no ato de mediar e disseminar informação.
Foram abordados temas referentes aos estereótipos de beleza e conduta da mulher que estão presentes na sociedade há séculos e o quanto isso foi prejudicial para o desenvolvimento social, além da relação de identificação dentro da comunidade LGBT por grupos não representados na cultura massificada imposta pela estereotipação desse grupo.
Todas as questões levantadas serão enriquecedoras para aprimorar nossa visão e serviços prestados em um ambiente voltado às necessidades dos usuários.

Gostaram? Fiquem de olho, pois a última parte do especial será publicada em breve!

Entrevista: A Preparação de Concursos Públicos para os Profissionais da Informação

por Sidnei Rodrigues de Andrade

Saudações, Profissionais da Informação.

Estive observando que há uma imensidade de concursos públicos, que estão surgindo neste contexto contemporâneo. Fiz um autoquestionamento sobre: como é feita a preparação para esta prova muito concorrida? Existe um “método” de aprendizado? Para responder essas questões, resolvi entrevista dois BiblioColegas especialistas neste assunto: Thalita Gama e Gustavo Hemn ambos conhecem muito bem este processo seletivo disputados por excelentes profissionais da informação. Ao lerem essa entrevista as siglas TH e GH (inicial do nome dos Bibliotecários Especialistas) entrevistado.

Fonte: Google

1-) Como você descobriu a Biblioteconomia em sua vida profissional e pessoal? Relate sua experiência e aprendizado?

Thalita Gama:  Quando eu estava no pré-vestibular minha opção inicial seria cursar jornalismo. Sempre amei ler e escrever e me via trabalhando com isso diariamente. Sempre fui muito interessada em saber ao máximo sobre algum assunto de meu interesse e no caso do vestibular não foi diferente. Pesquisei não só sobre Jornalismo, mas sobre todas as carreiras possíveis! Na época eu sabia tudo, nota de corte, matérias específicas de cada profissão e também perspectivas nas áreas de trabalho. Desanimei de ser jornalista pois analisei o mercado de trabalho e vi que existiam poucas vagas efetivas e poucas vagas de estágio, além de ser uma área bem concorrida. Como venho de uma família de classe média, dinheiro nunca sobrou lá em casa, meu sonho era entrar na faculdade e ter um estágio para ter meu próprio dinheirinho. Percebi pelas vagas que em Biblioteconomia essa realidade seria possível logo nos primeiros semestres. E é claro que me identifiquei com a proposta do curso!

Ingressei na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e desde o primeiro período fiz estágio, ao todo foram 6! Também fui monitora durante 4 semestres das disciplinas Catalogação e Gestão do Conhecimento. Participeide 2 EREBDS (Encontro Regional de Estudante de Biblioteconomia e Documentação e 1 ENEBD (Encontro Nacional de Estudante de Biblioteconomia e Documentação). O curso da UFRJ tem um perfil voltado a Gestão e Administração de bibliotecas, praticamente metade da grade é sobre isso. Acho muito importante essa abordagem e tenho certeza que me deu uma visão muito mais ampla da profissão.

Me formei e fiquei 3 meses desempregada, porém utilizei esse tempo de bobeira a meu favor. Meu plano sempre foi estudar para concursos e era a minha oportunidade. Passei esse tempo estudando e lendo todos os livros recomendados para concursos. Antes de me formar fui na biblioteca da faculdade e xeroquei vários livros clássicos. Estudei muito com essas cópias, mas já consegui me livrar da maioria, fiz questão de comprar todos os livros assim que a situação financeira melhorou! Após esse período fui selecionada a trabalhar no SEBRAE/RJ. E posso afirmar que a preparação para concursos me ajudou a conquistar essa vaga. Houve um processo seletivo com prova, onde de mais de 40 candidatos apenas eu fui aprovada. Trabalhei no Sebrae por 1 ano e 4 meses. Nesse período trabalhando 8h por dia + 3h30/4h de engarrafamento, eu literalmente meti as caras nos estudos! Fiz uma pós-graduação EAD e estudava para concursos! Uma loucura, estudava na hora do almoço, no ônibus, pelo menos 1h quando chegava em casa. Foi sofrido mas deu certo.

Criei o blog Santa Biblioteconomia nessa época para me estimular e ajudar outras pessoas nos estudos. Atualmente sou Servidora Federal, lotada na Biblioteca de Direito da UNIRIO (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Também sou professora de cursos preparatórios para concursos presenciais e também de um curso online em parceria com o Class Cursos. (Figura 2)


Figura 2. Fonte: You Tube – Thalita Gama

Gustavo Hemn: Sou de Olinda, 36 anos, casado com Geysa Flávia, uma Bibliotecária linda, pai de uma menina e de um menino saudáveis graças a Deus. E atualmente, praticante de Jiu Jitsu. 

Conclui o curso de Graduação em Biblioteconomia na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) em 2003. Fiquei 7 anos na graduação, entre greves e reposições de disciplinas, e o período servindo ao Exército Brasileiro. Em 2010, conclui o mestrado em Ciência da informação na UFPB (Universidade Federal da Paraiba), onde estudei satisfação do usuário no ecommerce. Foi uma experiência bem legal, que me levou a experimentar a docência tanto na graduação quanto na pós-graduação. Escrevo alguns livros de Biblioteconomia para concursos, mas também escrevo livros infantisGosto de inventar histórias para meus filhos e algumas se transformaram em livros. Gosto de estudar, de escrever, de ensinar. Gosto de conversar com quem está verdadeiramente interessado em aprender. 

Minha mãe sempre dizia que eu seria Bibliotecário por gostar de ler. Biblioteconomia foi minha primeira opção no vestibular da Federal. Iniciei o curso aos 17 anos, sem saber bem o que era. No início foi tudo muito novo e não captei logo a Biblioteconomia. Somente depois que comecei a me interessar pelo curso, pelos encontros de estudantes, passei a entender e gostar da área.

Pude participar de muitas atividades, tanto acadêmicas quanto extras academias, relacionadas à Biblioteconomia. Minha graduação foi muito intensa, fiz estágios, fui do diretório acadêmico, participei de grupos de estudos, ajudei na organização de vários eventos estudantis e participei de vários, participei de atividades do CRB (Conselho Regional da Biblioteconomia) e da Associação de Bibliotecários. Enfim, aproveitei o máximo. Só tenho coisas boas a falar de Biblioteconomia. Através dela tive a oportunidade de fazer tudo na minha vida, conhecer lugares e pessoas incríveis. (Figura 3)


Figura 3. Fonte: You Tube – Gustavo Hemn

2-) Qual é a melhor metodologia para sair bem em Concursos Públicos na Biblioteconomia?

TG:  A melhor estratégia é a constância nos estudos. Mesmo que a pessoa tenha pouco tempo, ela deve estar em contato com a matéria sempre. 1h por dia, 30 mim, leve suas anotações e leia quando e onde der. Encare a preparação com foco e vontade. Vejo muitos concurseiros que querem tudo mastigado, mas a busca pelas respostas é que te leva a aprender mais.

GH:  A questão não é "A" melhor metodologia. Mas sim a melhor para "você". Cada pessoa é única, com todo o seu acumulado de conhecimentos e suas formas de perceber o mundo (gosto das teorias das inteligências múltiplas e dos estilos de aprendizagem). Não existe uma fórmula pronta que sirva para todos e para qualquer um. É isso que é fascinante no processo ensino-aprendizagem. Ainda mais em concursos públicos onde muitas vezes o que está em jogo é a vida de uma família.

Como professor, procuro orientar cada pessoa a descobrir qual metodologia é a mais indicada. Por incrível que pareça, é difícil descobrir isso. Pois somos ensinados desde cedo que o processo aprender só se dá assistindo aula, com professor, estudando sentado, em silêncio, escrevendo. Pois assim nos acostumamos desde a mais tenra idade na escola. E muitas pessoas ainda se forçam nesses hábitos antigos mesmo sabendo que não possuem o mesmo efeito.

Além do mais, o aprendizado para concursos é bem diferente do aprendizado para o ensino formal, como o da universidade, por exemplo. Vemos isso claramente quando colegas de turma que sempre tiram excelentes notas não se dão bem em concursos.

Então, minha dica para quem quer encontrar o melhor caminho, é procurar fazer testes de inteligências múltiplas e/ou de estilos de aprendizagem para começar a perceber quais formas de aprender são mais indicadas para você. Você pode se surpreender! (Figura 4)
  
Figura 4. Fonte: Google

3-) Quais foram suas maiores dificuldades em aplicar estas estratégias de Preparação de Concursos Públicos?

TG:  A falta de tempo e o cansaço são as maiores dificuldades. Bati na trave várias vezes antes de ser aprovada e isso causa um desanimo. Contudo, não podemos permitir que isso abale nosso sonho. Para quem persiste, a hora chega!

GH: Aprender a aprender leva tempo. Algumas pessoas são extremamente sortudas por naturalmente descobrirem ou por já estarem adaptadas às metodologias tradicionais. No meu caso foi preciso paciência até encontrar a forma de aprendizado correta para mim, naquele momento da minha vida e com a estrutura disponível.  Quando você encontra o seu estilo de aprendizagem, tudo fica melhor.

Então as barreiras a serem vencidas passam a ser manter a disciplina e encontrar materiais de estudo adequados. Graças a Deus consegui encontrar tudo isso a tempo. O que eu não encontrava, eu criava. (Figura 5)

Figura 5. Fonte: Google

4-) Qual é o estado da Sociedade Brasileira Contemporânea que abre mais vagas para os Profissionais da Informação?

TG: Certamente São Paulo e depois Rio de Janeiro. Muitas empresas, escritórios e instituições públicas nesses estados. Porém Brasília merece seu destaque por ser a capital dos concursos públicos, e normalmente pagando muito bem.

GH: Brasília e Rio de Janeiro, sem dúvida, oferecem mais opções. Brasília por ser a capital federal e o Rio por ter sido a capital anterior e ainda manter vários órgãos e empresas públicas. É importante lembrar que concursos públicos são oferecidos por Municípios, Estados e União. Por isso, quanto maior a cidade, mais concursos ela irá oferecer. E quando a cidade é uma capital, então haverá uma concentração maior.

Também vale dizer que as interiorizações de Instituições de Ensino Superior ajudaram a levar os profissionais da informação concursados para cidades mais distantes dos grandes centros. Isso é bom para nós Bibliotecários de uma maneira geral, pois podemos levar nosso mister para locais onde antes não tínhamos presença profissional. 

5-) Qual é a sua observação sobre os profissionais da Informação (Bibliotecários, Arquivistas e Museólogos) neste cenário contemporâneo que querem atuar em instituições públicas, em aspectos negativos e positivos?

TG: Esqueça a estabilidade. Isso não existe. Nada é estável. Mesmo vocês sendo funcionário público, tudo pode acontecer. Privatizações, mudança de diretrizes de governo etc.  Busque sim, melhores condições de trabalho, melhores remunerações. Não se acomode achando que sua vida se restringe ao seu trabalho. Continue estudando, faça pós, participe dos eventos. Ajude a Biblioteconomia a crescer!

GH:  O serviço público brasileiro tem uma herança burocrática de séculos. E os profissionais da informação são necessários para organizar toda essa documentação e transformá-la em algo valioso para a sociedade, tanto na perspectiva econômica quanto na perspectiva histórica. Portanto, imagino que os profissionais da informação terão cada vez mais espaço no serviço público brasileiro. 

6-) Qual foi primeiro concurso público que você passou e teve dificuldades e êxitos em seus projetos profissionais e pessoais?
TG: Minha primeira aprovação foi no concurso do Conselho Regional de Contabilidade do RJ, passei em 4º lugar, mas nunca fui chamada. Passei em diversos concursos antes de ser aprovada dentro do número de vagas do edital. E claro fui péssima em vários concursos. No concurso da UNIRIO passei em 2º lugar e eram 3 vagas! Nesse fui chamada!

GH:  Fui aprovado em todos os concursos para Bibliotecário que prestei. Não foram muitos, pois passei onde eu queria e pude me dedicar a outros aspectos profissionais. O primeiro concurso que fiz foi para a UFS (Universidade Federal de Sergipe), fui aprovado em primeiro lugar. Também fiquei em 1º lugar nos concursos da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). 4º lugar no MPU (Ministério Público da União), onde trabalho hoje. Na época, o concurso era nacional e era preciso ser o primeiro lugar para a sua opção. Consegui ficar em João Pessoa, que era a minha primeira opção. Lembro que foram cerca de 1.300 inscritos no Brasil inteiro neste concurso. Na mesma época, fiquei em 2º lugar no da Marinha, porém não participei da última etapa da seleção pois já sabia do resultado do MPU. 

Sempre gostei de dar aulas e quando comecei a ter aprovações e perceber que colegas de classe que eram melhores alunos do que eu não atingia boas notas em concursos, percebi que era necessária uma preparação voltada para concursos. Outra coisa que me chamou a atenção dois perceber que em alguns concursos sobravam vagas, pois os candidatos não atingiam a nota mínima. Isso me motiva ainda hoje a orientar colegas para uma melhor preparação.

7-) O que você faz para continuar sua Educação Continuada nesta área de atuação?
TG:  Fiz uma Pós-Graduação em Gestão de Documentos e Arquivos, e todo ano tento participar de pelo menos 1 evento da nossa área como SNBU(Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias)e CBBD (Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação). Tem dado certo.  No futuro farei mestrado, porém ainda não sinto que seja o momento.

GH: Estou sempre lendo e escrevendo. Para dar aulas para concursos é preciso sempre estar atualizado. Eu acompanho blogs e revistas internacionais, além das revistas e blogs brasileiros. Escrevo em blogs, escrevo artigos, escrevo livros. Fiz especialização e mestrado e estou me preparando para a seleção do doutorado. Não podemos parar de nos desafiar. (Figura 6)
  
Figura 6. Fonte: Google

8-) Como você observa a Educação do Brasil neste século XXI?
TG: Em Biblioteconomia majoritariamente os alunos vem de classes mais humildes e buscam na carreira a melhora de suas vidas. Admiro e respeito muito isso. Infelizmente a educação é atrelada ao dinheiro que a pessoa tem. Não temos como comparar a educação de uma pessoa que teve oportunidade de estudar em escola particular, curso de inglês, lazer, alimentação todo dia com outra que estudou em escola pública, muitas vezes trabalhando e estudando para ajudar em casa. No Brasil muitos não enxergam seus privilégios, isso é muito triste. Mas mantenho esperanças em dias melhores.
GH:  A Educação no Brasil precisa mudar para melhor. Tenho 2 filhos no Ensino Fundamental e vejo que a educação deles é a mesma que tive há 30 anos. Não evoluiu nada. Houve no máximo acréscimos tecnológicos. Mas não vejo uma mudança radical no foco do ensino. Continuamos formando operadores de caixa, que serão substituídos por máquinas mais adiante. Mesmo que se formem em profissões diferentes, pensam apenas no conhecimento técnico e utilitarista. Quando a educação deveria focar em um ensino humano, que ensine nossa criançada a transformar a sociedade através do conhecimento.

Nossa sociedade ainda é aquela que diz “para que eu preciso saber somar se eu me formei em história?", ou "para que eu preciso saber de leis se me formei em medicina?". Ainda não entendemos que vivemos isso tudo ao mesmo tempo. Espero Meus filhos ainda possam aproveitar um ensino e uma educação melhores algum dia. (Figura 7)

Figura 7. Fonte: Google
Para maiores informações, acessem estes links:

Site da Santa Biblioteconomia:

Página Oficial da Santa Biblioteconomia:

Site do Curso Biblioteconomia para Concursos:

Página Oficial da Biblioteconomia para Concursos no Facebook:


Quero agradecer gentilmente a Thalita Gama e Gustavo Hemn por realizar esta entrevista sobre a preparação de concursos públicos em nossa área de atuação. Fique muito satisfeito com as respostas de vocês. Não há uma “formula mágica” para realização pessoal e profissional, percebei TODOS nós, estamos aplicando dois conceitos: aprender e compartilhar. Agradeço mais vez, todos vocês que estão lendo essa entrevista. 

Abraços e Muito Obrigado.