domingo, maio 22, 2016

PEC: Biblioteca além dos livros

No dia 30 de maio, segunda-feira, das 17h30 às 19h, haverá um Programa de Extensão Curricular intitulado "Biblioteca além dos livros: uma experiência multidisciplinar", ministrado por Norberto J. R. do Valle Vieira e Joana de Fátima V. R. do Valle, alunos formados pela FESPSP. O evento ocorrerá na sala 65. Não deixe de conferir!


2º Congresso Internacional em Tecnologia e Organização da Informação


Do dia 1 ao dia 3 de junho acontecerá o 2º Congresso Internacional em Tecnologia e Organização da Informação (TOI), associado ao 13º Congresso Internacional de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação (CONTECSI).

Francisco Paletta, professor e organizador do TOI, deixa o convite:

Departamento de Informação e Cultura da ECA USP, pelo seu Observatório Mercado de Trabalho Profissional da Informação e Documentação, organizará uma série de seminários sobre temas relevantes para todos os bibliotecários. Esta iniciativa sinaliza o nosso desejo de contribuir para a atualização da categoria. Participando, você estará estabelecendo fortes conexões profissionais, sempre úteis ao desempenho no campo de trabalho. Você poderá se inscrever em um ou mais seminários. É gratuito! Mas, só se inscreva se realmente puder comparecer. As vagas são limitadas.

Segue abaixo alguns dos workshops oferecidos:

  • ·   01 de Junho: Simpósio Preservação e Conservação de Acervo
  • ·   01 de Junho: Workshop Arquitetura da Informação
  • ·   02 de Junho: Simpósio Brasileiro de Ética da Informação
  • ·   02 de Junho: Mesa de Catalogação
  • ·   03 de Junho: Simpósio Preservação da Informação Digital
  • ·   03 de Junho: Colóquio Informação e Documentação Jurídica

Para se inscrever nos workshops, basta preencher o formulário. Caso deseje mais informações sobre o evento, além da programação, acesse o site da CONTECSI.

domingo, maio 15, 2016

Workshop: Brincando com histórias

O Goethe Institut realizará na segunda-feira, dia 23, das 9h às 17h, o workshop “Brincando com histórias: ideias práticas para o incremento das atividades da biblioteca com crianças e jovens”, com Julia Klein. O evento é gratuito e as inscrições devem ser feitas via e-mail: biblioteca@saopaulo.goethe.org. Mais informações no site da instituição.


PEC: Bibliotecário sem biblioteca?

No dia 19 de maio, quinta-feira, das 11h30 às 13h, haverá o Programa de Extensão Curricular "Bibliotecário sem biblioteca?", ministrado por Silvia Gonçalves. O evento ocorrerá na FESPSP, sala 65. Confira!


#PorqueEscolhiBiblio



A intenção da série #PorqueEscolhiBiblio é mostrar que os alunos da FaBCI-FESPSP tem perfis diversificados e que a nossa área abrange uma grande variedade de interesses.
Nesta semana entrevistamos a aluna Daniela Correia, do terceiro semestre do período noturno:

“Uma das perguntas que mais me recordo responder na minha infância era: “O que você quer ser quando crescer?”, e eu sempre respondia que seria uma Advogada e depois uma Juíza de Direito.
É incrível como alguns fatos ocorridos quando somos crianças podem ficar tão arraigados em nós mesmo após tantos anos, e minha paixão pelo Direito é uma delas que perdura até hoje, mas nem sempre o que planejamos sai como o esperado, e a vida então se encarregou, desde meus 12 anos, por me indicar um novo caminho a seguir, o da MÚSICA.
Entrei em um projeto social, o Instituto Baccarelli, onde iniciei meus estudos de Violino, no qual fiquei por 15 anos tocando na orquestra da instituição, uma oportunidade e experiência em todos os sentidos ímpar. Por vários problemas pessoais acabei deixando o violino, e o novo sonho de seguir na Música como profissão também foi mudado dando lugar á outro.
Fui convidada para continuar no Instituto, mas como funcionária e logo meus conhecimentos musicais me levaram a trabalhar no Acervo Musical, no qual atuo até os dias de hoje.
No ano de 2014 meu diretor e um gestor me sugeriram pensar em cursar a faculdade de Biblioteconomia para um maior desenvolvimento e organização do nosso Acervo.
Eu estava me preparando para cursar a tão sonhada faculdade de Direito, mas, curiosa como sempre fui, quis saber do que se tratava esta tal “Biblioteconomia”, movida também pelo fato de sempre ter amado livros e a leitura. Nem preciso dizer que a FESPSP era topo em todas as minhas buscas, a grade do curso, os depoimentos e a ideologia da faculdade me fascinaram e o fato de ter Mário de Andrade como um dos idealizadores do curso, foi um encantamento ainda maior e só vem crescendo com toda a infinidade de conhecimentos que venho adquirindo ao escolher a minha primeira graduação, a FaBCI.
Efetivamente ainda não trabalho na área, apesar de já está implementando no Acervo Musical muitos ensinamentos que estou adquirindo, e hoje respondo àquela pergunta da minha infância dizendo que, apesar de ainda não saber onde nem como irei atuar profissionalmente no futuro, tenho a certeza de ter feito a melhor escolha. Serei uma Bibliotecária, uma Profissional da Informação com a possibilidade de unir e atuar, de forma diversificada, no Direito ou na Música, minhas antigas paixões, e em muitas outras frentes que essa profissão “curinga” e apaixonante nos permite!

Deseja participar? É só entrar em contato via monitorcientificofabci@gmail.com para saber como!

domingo, maio 08, 2016

14ª Semana Nacional de Museus


Do dia 16 ao dia 22 de maio acontecerá a 14ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) em comemoração do Dia Internacional de Museus (18/05). O tema desta edição é "museus e paisagens culturais". A proposta do Conselho Internacional de Museus (ICOM) busca reforçar o papel sociocultural das instituições e sua relação com os espaços externos à elas:

A 14ª Semana Nacional de Museus simboliza um convite para que o território seja compreendido ou ressignificado como espaço cultural vital das comunidades. A diversidade sociocultural brasileira se constrói e se reconstrói cotidianamente, estando presente nas instituições museológicas como espaços de comunicação, conhecimento, pesquisa e aprimoramento das práticas culturais. Para além da preservação da memória, os museus têm um importante papel na qualificação dos entornos, sejam eles vilas, cidades, ou quaisquer locais que importem às populações em relação a suas identidades e à preservação de seu patrimônio. Sob essa ótica, os museus assumem um papel estratégico no desenvolvimento local, na construção da cidadania e como dinamizador de oportunidades culturais e econômicas.

Em todo país, 1.236 museus oferecerão programações culturais diversas. Basta acessar o guia da programação para saber mais. 


PEC: Entrevista de Emprego

No dia 13 de maio, sexta-feira, das 11h30 às 13h, haverá um Programa de Extensão Curricular intitulado "Entrevista de Emprego: Como causar a melhor impressão no processo de seleção", ministrado por Mônica Silva. O evento ocorrerá na FESPSP, sala 64. Confira!


Coluna: Onde Estão os Bibliotecários? Por Grazielli de Moraes

Olá pessoal, hoje a entrevista é com Andrezza Camera, 21 anos, formada em 2015 e antiga Monitora aqui do Blog. Já estagiou num estúdio fotográfico, onde trabalhou com material digital, além disso, realizou estágios voluntários onde desenvolveu higienização e catalogação de acervo (Biblioteca da FESPSP), elaboração de bases de dados e catálogo digital (Biblioteca Comunitária Mandaquí) e também realizou alguns freelas de normalização de trabalhos acadêmicos (quem nunca?). Atualmente trabalha na área com gerenciamento da Rede de Informação de uma instituição privada, onde desenvolve normalização de periódicos científicos, gerenciamento da editora, auxílio na guarda documental interna além de estar planejando uma biblioteca especializada (física) para o ano que vem – biblioteca esta que, para ela, é a realização de um sonho. Pretende fazer uma pós-graduação no próximo ano e, porquê não, na FESP.


 “Biblioteconomia... É minha profissão, mas também aquilo que me faz feliz. O que eu não sabia que estava procurando, mas tive a sorte de “cair” de cabeça e fazer acontecer... A FESP foi uma verdadeira abertura para um mundo gigante que existe aí fora. Não é só ter as competências de bibliotecário, mas conhecer todo esse capital humano maravilhoso que nos molda como profissionais e pessoas.”.

Andrezza no dia da formatura

Para Andrezza, é preciso que os profissionais parem com essa competitividade “... boba e “omissão” de informações... Aquela mania idiota de achar que o colega é seu adversário, estamos em um mercado frutífero que só não trabalha quem não quer...”.
Aos novos integrantes ela reafirma que a Biblioteconomia é uma área fantástica e com espaço para todos.

“Não caiam na bobagem de ver seus colegas como vilões ou concorrentes, aqui tem emprego para todos, da forma que achar melhor. Conheça muita gente, faça amizade com os professores, aproprie-se do máximo de informação possível, torne-se um mediador desde quando aluno, e prepare-se para um fantástico mundo que está por vir. Às vezes a faculdade é difícil, ainda mais quando temos que equilibrar estudos e trabalho, mas NUNCA DESISTA! Faça no seu tempo, mas não deixe sua profissão de lado, tudo se resolve no final, e vocês tem sorte de estarem em uma faculdade (FESPSP) que se importa demais com seus alunos, e não só com as mensalidades.”.

Conforme mencionando anteriormente, Andrezza já participou do Blog da Monitoria e considera a experiência uma ótima oportunidade de aprendizado, conhecer pessoas e mais do que isso, exercitar o papel enquanto bibliotecário pesquisador.

“A Monitoria foi um trabalho maravilhoso, mas também puxado. Eu senti que não pude atender tudo que eu queria, entrei com muitas ideias mas às vezes com a faculdade e o trabalho não conseguimos contemplar tudo que desejamos. A experiência é ótima, me fez conhecer muitas pessoas bacanas, exercitar minha escrita, e a constante busca por informações da área de biblio. Aprendi demais, mas ficou um gostinho de quem poderia ter feito melhor. Tive muita dificuldade em encontrar parceiros, alunos que me ajudariam a escrever matérias, isso me deixou sobrecarregada e não consegui focar em outras ideias como os concursos culturais. Quando passei a caneta (ou o teclado) pra Isabel, eu estava exausta, tentei ajudar em tudo que eu podia no inicio, mas ela tirou de letra e se mostrou bem mais organizada do que eu (ainda bem). O melhor auxílio que eu tive, e imagino que todo monitor teve também, é a professora Valéria Valls, que se desdobra em várias para atender tudo. É professora, coordenadora, orientadora e ainda auxilia na monitoria (sem citar o papel de mãe né). Ela me puxava a orelha, me erguia quando eu estava no chão e cobrava sempre, graças a ela eu não desisti e esse projeto bacana ainda continua.”.

segunda-feira, maio 02, 2016

PIBIC - FESPSP



O que é Iniciação Científica?

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) tem por objetivo o fomento à ciência na graduação, ou seja, de despertar nos alunos o gosto pela pesquisa acadêmica e proporcionar a vivência desse jovem profissional no universo da pesquisa.

As bolsas de Iniciação Científica (IC) têm duração de 12 meses, com início no mês de agosto. O PIBIC da FESPSP teve início em 2008 e, atualmente, são concedidas 10 bolsas, divididas nas seguintes categorias:
·   PIBIC-FESPSP: total de 06 bolsas, com valor de R$ 400,00 a ser pago diretamente pela FESPSP em conta do banco Itaú (corrente ou poupança);
·  PIBIC-CNPq: total de 04 bolsas, com valor de R$ 400,00 a ser pago diretamente pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em conta do Banco do Brasil (corrente ou poupança);
·  PIBIC-Voluntário: não há limite de inscritos e também não há recebimento de nenhum valor para a pesquisa.


Todas as modalidades recebem ao final dos 12 meses o certificado de participação, desde que tenham cumprido corretamente todos os requisitos solicitados no edital.

A Monitoria Científica FaBCI realizou levantamento dos projetos contemplados pela FaBCI desde o início do programa na instituição:

ANO
MODALIDADE
BOLSISTA
TÍTULO DO PROJETO
ORIENTADOR
2015-2016
CNPq
Isabel Figueiredo
A implantação da gestão do conhecimento em unidades de informação utilizando as ferramentas da qualidade
Valéria Valls
2014-2015
FESPSP
Giancarlo Trentini
A atuação do profissional de Biblioteconomia e Ciência da Informação no ambiente informacional das empresas privadas: “BIG DATA”.
Francisco Lopes de Aguiar
2014-2015
Voluntária
Hélio Miranda
Subsídios à implantação de um serviço de biblioteca comunitária caiçara: aspectos da formação e estudo do acervo
Ivan Russeff
2013-2014
FESPSP
Lourdes Regina Porto
Rizoma da modernidade: informação, memória documentária e árvore do conhecimento no acervo HJK
Andréia Silva
2013-2014
FESPSP
Nilda Maria Leite
Geração Millenials: como as bibliotecas públicas da cidade de São Paulo interagem com a geração Y
Ivan Russeff
2012-2013
FESPSP



Ludmylla Sá
A Torrente do Paiaiá – O caso da Biblioteca Comunitária Maria das Neves do Prado em Nova Soure (BA)
Rodrigo Estramanho de Almeida
2012-2013
FESPSP
Tais Matias
Panorama sobre Experiências Didático-Pedagógicas no Ensino de Biblioteconomia
Valéria Valls
2011-2012
--
Luiza Wainer
Bibliotecas-Parque: características, produtos e serviços
Andreia Silva
2011-2012
--
Marcia Toyozumi
Fontes de Informação utilizadas na elaboração dos TCCs, por alunos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP
Vania Funaro
2009
--
Bárbara Cristina Vehara
O bibliotecário como arquiteto da informação: metodologia para avaliação de websites
Maria das Mercês Apóstolo
2009
--
Roberta Gravina
A catalogação cooperativa no Brasil e o modelo espanhol: um estudo comparado entre a rede Bibliodata e o sistema ABSYSNET
Concilia Teodósio

As inscrições para o PIBIC-CNPq 2016-2017 estão abertas. Para ter acesso ao edital completo clique aquiLembrando que o prazo para inscrição dos projetos de pesquisa termina no dia 30 de maio.

A aluna do 5º semestre do período noturno, Isabel Figueiredo, está finalizando sua pesquisa e concedeu um depoimento relatando sua experiência como bolsista:

A vontade da pesquisa científica começou a brotar ainda no primeiro ano do curso, na época pensei muito e não me inscrevi. No segundo ano, já com ideias mais maduras, resolvi me inscrever, em primeiro momento algumas colegas também pensaram em participar, mas infelizmente, por diversos motivos não chegaram a participar da seleção. Em primeiro momento pensei em tentar apenas a modalidade FESPSP, mas no momento de efetivar a inscrição o Rafael do núcleo de pesquisa, perguntou se eu não queria me inscrever na modalidade CNPq também... Aceitei e deu certo.

Acredito que a essência da nossa profissão seja a pesquisa, isso aliado ao fato de poder receber algo para realizá-la é extremamente compensador, com a pesquisa pude conhecer assuntos que eu não tinha muita afinidade, entrei em contato com profissionais maravilhosos de outros estados... tive a experiência de apresentar uma prévia da minha pesquisa no último seminário da FESPSP... hoje os entrevistadores veem meu currículo de outra forma...

Enfim, tem sido uma experiência muito gratificante. Além de poder contribuir para a área, ainda que de forma tímida e bem superficial.

Se eu pudesse dar uma dica hoje para quem está em dúvida se participa ou não da seleção, com certeza seria: Vai! O que você tem a perder?”.

Coluna: Música e Livros, por Bruno de Carvalho

Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando como música e livros tem tudo a ver!

Nos anos 80, Virginie Boutaud foi a queridinha do Brasil. Vocalista da Metrô, banda que emplacou sucessos como “Beat Acelerado”, “Tudo Pode Mudar” e “Ti Ti Ti”, também conta uma passagem pela banda Fruto Proibido.

Banda Metrô, nos anos 1980.

1) Quando você decidiu seguir a carreira musical? Com quantos anos veio para o Brasil?
Foi acontecendo, sabe? Eu nasci em São Paulo, poucos meses depois de meus pais franceses terem chegado do Marrocos, aonde moravam, com minha irmã e meu irmão pequenininhos. Sempre adoramos cantar e brincar de fazer shows. Minha mãe, Line, cantava muito bem e bastante, dançava, o toca discos era o coração da casa. Era uma linguagem e um lazer compartido. A TV chegou em casa com seus festivais, Tony Tornado, Maria Alcina e Jackson Five. Aprendi uns acordes de violão com amiguinhas, e assim foi indo. Adolescente, entrei na A Gota Suspensa, grupo mutante de onde saiu o núcleo que viria a ser o Metrô. Aos poucos, a força das filipetas e os shows em que íamos em 4 mais a bateria dentro de um Gordini foram nos popularizando e o que era apenas lazer se tornou um trabalho a tempo integral.

2) Na época da banda Metro, para escrever as canções vocês se inspiravam livros? Quais?
O Nome a Gota Suspensa foi inspirado de pintura, Salvador Dali. Melodix com certeza é uma citação da Gaule de Astérix! Tavinho Paes, autor da letra de Sândalo de Dândi é poeta, perguntei a ele, e aí está sua resposta: o Sândalo foi por conta de um incenso . E o Dândi tem a ver com os personagens do Spleen de Paris, de Charles Baudelaire. Toda a letra foi inspirada em partes deste clássico. É a montagem de um personagem que vai aprendendo com a vida.

3) Tem alguma música sua que fala de algum livro? Ou alguma música que tem trecho de livros?
Muito provavelmente de forma indireta, nas marcas que livros lidos deixam. Porém eu penso mais em pessoas e vivências quando escrevo textos ou pinta uma melodia. O dicionário é um parceiro que abre perspectivas e me ajuda a encontrar palavras mais precisas. Em Déjà vu, com Metrô, que saiu em 2002, gravamos a linda Mensagem de amor de Herbert Viana, nela os livros na estante já não têm mais, tanta importância, do muito que eu li, do pouco que eu sei, nada me resta, a não ser a vontade de te encontrar.

4) Como era o convívio com as bandas nos anos 80?
Antes do grande boom íamos bastante ver shows entre nós, curiosos, apoiando uns aos outros. O Tecladista da Blitz, Billy, foi nosso padrinho no Rio, nos apresentando pessoas importantes da indústria da música. Me lembro da emoção e timidez ao ir assistir a um ensaio deles em um estúdio maravilhoso (acho que era Odeon). Nos ainda ensaiávamos em lugares meio improvisados na casa de um ou de outro. São Paulo tinha muitos lugares legais para tocar para um público que adorava dançar, vestia a camisa e as cores da estética proposta por bandas de linguagens muito variadas, era divertido, tínhamos tempo. Depois, com o sucesso e as viagens, pegamos muita estrada com Radio Taxi, pois tínhamos o mesmo empresário durante uma época. Encontrávamos com as bandas mais em bastidores de TV, ou hotéis pelo Brasil, mas ai já não tínhamos muito tempo e eu pessoalmente procurava descansar mais quando podia. Eu gostava de encontrar Leo Jaime, Tavinho Paes e Joe também no Rio.

5) Quais livros costuma ler?
Gosto de livros que ensinam coisas da vida, biografias de pessoas que foram atrás de seus sonhos e convicções, livros de poesia, livros de letras, um ou outro romance. Às vezes me imponho leituras mais difíceis, como um desafio para tentar fazer crescer o cocuruto. Existem muitas bibliotecas incríveis por aqui, cheias de tentações das mais diversas. Ao chegar na França e em Saint Orens, procurei ler sobre a história dos lugares aonde nasceram meus pais, sobre os Pyreneus e suas belezas, sobre cidades, regiões, populações, costumes, culinária, arte, para ver aonde me encaixo neste espaço tempo, para compreender melhor valores e códigos. Estou lendo um que resume a história da música e seus instrumentos na historia da humanidade, belas viagens. Como se falam em instrumentos e sons dá vontade de procurar em internet e nas bibliotecas sonoras que existem. Leio livros sobre meditação procurando técnicas para ter bastante paz e coragem, do in, culinária para encontrar dicas. Nas escolas, no tempo livre, degusto livros maravilhosos sobre arte e vida animal, álbuns para crianças, com ilustrações incríveis, dicionários. Gosto também de estórias em quadrinhos bem-humoradas e álbuns de tiras como Le chat de Philippe Geluck. Livros de arte, de fotos... Me identifiquei com Sting que disse em uma entrevista que lê até bula de remédio. Gostaria de dedicar mais tempo à leitura.

6) Como está a expectativa para essa volta da banda? Planos futuros…
Estamos preparando com a Sony o lançamento da edição comemorativa dos trinta anos de Olhar que deve sair em breve. Ele será o fruto de um garimpo intenso nos baús e containers. Será um álbum duplo com gravações inéditas, fotos, remix … Acho que vai fazer a festa das pessoas que nos seguem e nos incentivam nesta volta. Em todo caso vai fazer nossa alegria! A ideia é o Metrô sair dando voltas tocando, festejando e criando. Estamos os cinco juntos de novo, com saúde e ideias e muita vontade de seguir o fluxo do tempo. Vamos nos divertir de novo com nosso público e, espero, com cada vez mais parceiros.

7) E a banda na época do Lycée Pasteur como era? Chegaram a tocar lá?
Nos encontrávamos nos fins de semana, e tocávamos, tocávamos e tocávamos mais e mais antes de assaltar as geladeiras. Os ensaios eram na casa de um ou outro, principalmente as mais próximas da escola, até que os pais pedissem arrego e fossemos para outro lado. Não chegamos a tocar no Lycée, na época, pois não havia realmente espaço para bandas. Em compensação tocamos no Graded, no St Pauls, no Objetivo, escolas mais abertas à expressão musical e expressão dos jovens, de maneira geral.

8) Fique à vontade para deixar uma mensagem aos leitores do blog, indicar livros, falar sobre a banda, etc...
Opa, bem obrigada pelo convite, e parabéns pela ideia e investimento pessoal em promover a leitura. Adorei ler as outras entrevistas, sempre apetece saber de que leitores se deliciaram.
Bem sei que é redundância, pois quem está lendo esta entrevista neste blog provavelmente é leitor, porém, fica meu desejo que a leitura continue proporcionando belas viagens e descobertas a cada vez mais pessoas. Espero que bibliotecas e pontos de acesso se multipliquem na proporção que as dificuldades de leitura recuem graças a melhores condições gerais de educação. Livros físicos são bons de se pegar, apesar da concorrência de internet e suas mensagens capsulas. Aliás, isto me lembra como me fascinava uma biblioteca que existia na Sena Madureira, na Vila Mariana, bairro de minha infância e que oferecia livros em braile.
Aliás me fascina até hoje isto de ler com a ponta dos dedos, e que tudo se passe na imaginação de quem talvez nunca tenha enxergado. Aqui na França, desde as classes de maternal as crianças já são muito incentivadas a ler e têm sempre livros acessíveis. Acho genial que existam e se vulgarizem livros lidos em voz alta, para quem não consegue ler. A escolha é imensa na net e em vários suportes, aliás isto é uma coisa que eu gostaria de fazer um dia, pois adoro ler em voz alta.
Entre os livros que me marcaram muito está o Pequeno Príncipe, meu lado Miss. Falando sério, é lindo e poético o Pequeno Príncipe de Saint Exupéry, esta ideia , esta criança, essas aquarelas. Tai uma biografia que deve ser interessante de se ler vou procurar. Adolescente fui chocada por livros como Germinal, de Zola, Le hussard sur le toit, de Giono, os livros de Pagnol. Les animaux dénaturés de Vercors, não sei se já foi traduzido para o português, que é um imenso questionamento sobre o que seria ser humano, misturando ciências, filosofia, direito... Mais recentemente viajei e aprendi muito com livros de um magnifico homem falecido em dezembro de 2015, Jean-Marie Pelt. Ele era biólogo, botanista e ecólogo, presidente do instituto europeu de biologia e seus livros me ensinaram de maneira agradável muito sobre a interação de todos os ecossistemas, a importância crucial da biodiversidade e o lugar da humanidade neste planeta. Adoro reler os Asterix, reencontrando com meus olhos de habitante local agora que moro em Toulouse, características tão bem sacadas dos gauleses. Peynet, e seus desenhos poéticos ensinando a amar outras características dos mesmos gauleses. Os livros de Quino, tão agudos e humanos. Do Brasil, entre os livros que me comoveram e marcaram estão Vidas secas, o obrigatório apreciado de Graciliano Ramos, e Capitães da Areia, de Jorge Amado. Leio regularmente com prazer trechos do livro Brasil uma história, de Eduardo Bueno, que Dany me deu para meus 40 anos, quando veio ao Moçambique.


Banda Metrô atualmente.

Bem para ter notícias nossas vocês poderão ir nos faces  Metrô e Virginie Boutaud Metrô. Nosso email de contato é grupo.metro.contato@gmail.com