segunda-feira, junho 13, 2016

Festa Junina na FESPSP e Recesso da Monitoria

Com o fim das aulas, a Monitoria Científica também entrará em um breve recesso. Mas não se preocupem! Estaremos de volta no início de agosto com mais matérias, eventos e colaborações!

Enquanto isso, para celebrar o final do semestre e aproveitar o clima festivo, o Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes e o Centro Acadêmico Florestan Fernandes organizaram uma Festa Junina! Será no sábado, dia 18, a partir das 15h. Venham dançar, se divertir e colaborar com a festa!

Mais informações na página do evento no Facebook.




Bom arraiá e até agosto!

Evento: Diálogos sobre Tecnologias de Informação e Automação

No dia 22 de junho, quarta-feira, acontecerá no auditório da FESPSP o evento “Diálogos sobre Tecnologias de Informação e Automação: os desafios e as novas perspectivas para Bibliotecas no século XXI”, realizado pela FaBCI/FESPSP, com o apoio da Associação Brasileira de Profissionais da Informação (ABRAINFO).

Para se inscrever, basta acessar o site da ABRAINFO.


Palestra: A crise e o futuro do Brasil, com Ciro Gomes

Na terça-feira, dia 14, acontecerá a palestra “A crise e o futuro do Brasil”, com Ciro Gomes. O evento será no auditório da FESPSP, as 19h, e aberto ao público.


Relato: Colóquio Informação e Documentação Jurídica

Segue abaixo o depoimento enviado pela Sthéfani Paiva sobre o Colóquio Informação e Documentação Jurídica, que ocorreu no dia 03 de junho como parte da programação do 2º Congresso Internacional em Tecnologia e Organização da Informação (TOI), evento associado ao 13º Congresso Internacional de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação (CONTECSI).



O evento foi dividido em três painéis: Informação e Documentação na área pública; Informação e Documentação na área privada; Direitos autorais.

Os dois primeiros painéis foram apresentados por bibliotecários da área jurídica que basicamente fizeram uma exposição da rotina diária das tarefas realizadas nas bibliotecas do seguimento público e privado, voltado principalmente para a catalogação dos materiais, os campos necessários para a área jurídica e a importância da catalogação analítica. Esses pontos são extremamente importantes para a nossa área, que ainda é essencialmente técnica, mas a impressão que eu tive é que esses profissionais montam o acervo para respeitar as regras e não para o usuário, entrando em conflito com uma das missões da nossa profissão, que é atender a demanda informacional dos usuários.

As diferenças do setor público e privado para as bibliotecas aparentaram serem mínimas, com a maior diferença sendo a facilidade que as empresas privadas têm para a liberação de projetos internos, enquanto o público é muito mais burocrático. 

A questão da preservação dos materiais mais antigos foi levantada, mas não falaram da questão do acesso, tratamento e divulgação deles. Boa parte dos primeiros painéis foram gastas com o questionamento “Digitalizar ou não digitalizar?” sem ao menos levantar o porquê deste questionamento ser relevante atualmente.

Já o terceiro painel foi apresentado por advogados especializados na área de direito autoral, que explanaram como tal lei se apresenta hoje em confronto com os objetivos das bibliotecas e sugestões de quais ações seriam mais pertinentes para a nossa categoria se mobilizar. Fiquei surpresa por não ser um bibliotecário a apresentar o último painel, o que me fez refletir que os bibliotecários não estão pegando para si áreas que são de nossa atuação.

Gostei da reflexão que partiu do questionamento “Preservação dos direitos autorais X Produção do conhecimento”, que ressaltou a importância de irmos atrás de uma remodelação na lei de direito autoral, permitindo que as bibliotecas possam trabalhar de forma concreta com a disponibilização e fomento da informação, gerando conhecimento.

Durante todo o evento foi abordado como os profissionais de Biblioteconomia não se organizam e não participam dos encontros. Infelizmente, no meu ponto de vista, creio que os pontos não tão positivos que citei neste meu relato é o que colabora para tais ocorrências. Espero que tenham renovações nos questionamentos e nas formas de trabalho da nossa área para serem apresentados nos próximos eventos, para ver o crescimento e a colaboração dos bibliotecários.


domingo, junho 05, 2016

Coluna: Música e Livros, por Bruno de Carvalho

Música e Livros é uma coluna escrita por Bruno Carvalho, ex-aluno de Biblioteconomia da FESPSP, que fala a respeito de bandas e o que elas leem, mostrando como música e livros tem tudo a ver!
O entrevistado da vez é o músico Bozzo Barretti, que toca na banda Brotheria, mas já tocou com o Capital Inicial.

Bozzo Barretti e a banda Brotheria
Bruno Carvalho: Quando você decidiu seguir a carreira musical?

Bozzo Barretti: Profissionalmente, decidi que seria músico entre os 18 , 19 anos. Quando decidi que iria prestar vestibular pra música e quando minha banda, Mitra, foi convidada pra participar do Festival de Águas Claras, Iacanga, em 1975.



BC: Tem alguma música inspirada em livro?

BB: No Capital fui um letrista colaborador de algumas músicas e o letrista efetivo de Chuva, música do disco Eletricidade. As letras que eu faço, em geral, são autobiográficas ou de coisas que vejo na vida. Sou kardecista e procuro por alguns dados desta filosofia nas minhas letras. Muitas vezes estou vendo um filme, e ocorre algum diálogo onde uma frase me chama atenção e procuro desenvolver o tema, porque, a inspiração é algo indomável, mas um livro em específico, não me vem à cabeça.


BC: Que livros você costuma ler?

BB: Leio livros técnicos de música, porque tenho formação erudita, li toda a série Cavalo de Tróia, por me interessar pelo tema.


BC: Como era a convivência com as bandas nos anos 80?

BB: A convivência era ótima, a meu ver. Sempre fui partidário da filosofia do Shopping Center. Quanto mais bandas surgiam, mais o movimento ficava forte. Fui produtor de algumas bandas que não criaram nome forte, mas que eram satélites em torno de vários astros da época e o clima era fantástico. Eu admirava o pessoal do Barão, dos Paralamas, dos Titãs, tantos, que, para mim, sempre era muito bom cruzar com eles nos programas de TV ou na estrada. E eu, que vinha, praticamente, de uma geração anterior, por ter participado da Vanguarda Paulistana, com Arrigo Barnabé, na Banda Sabor de Veneno, era muito bem visto por muitos. Alguns me admiravam pelo músico que eu era e pelo que havia tocado na Vanguarda Paulistana. Tocar com o Arrigo abriu muitas portas para mim. Tivemos muita visibilidade. Os grandes nomes da MPB o respeitavam muito e, por tabela, a todos nós que participávamos daquele movimento. Nós nos conhecemos na ECA, USP, no Departamento de música, onde nós dois estudávamos. Erguemos muito daquelas coisas, juntos. Ajudei a criar a Banda Sabor de Veneno, trazendo toda a metaleira que tocava numa banda de baile que eu era o maestro. Foram momentos incríveis. Eu, como co-autor de algumas músicas, como band leader e um co-produtor dos discos emblemáticos da carreira dele, acabei sendo um nome de destaque, a ponto de Nelson Motta, numa matéria de jornal, me chamar de "O mago dos teclados da Vanguarda Paulistana". Acho que não poderia ser melhor minha convivência com o Arrigo, que ainda por cima, dizia na mídia que eu era o melhor compositor dos anos 80, não ele. Pura humildade da parte deste gênio da música brasileira!


BC: Quais são os projetos com a banda Brotheria?

BB: A Brotheria está finalizando um CD. Gravamos um EP e agora estamos completando aquele repertório para fecharmos um CD. Nossa expectativa é conseguir fazer um bom trabalho de divulgação deste trabalho, quer seja com aberturas de shows de bandas maiores, quer seja com nossos próprios shows, tentar cavar um espaço, por menor que seja, em rádios e buscar nosso espaço na Internet. Tudo começou de uma maneira muito simples e sem nenhuma pretensão, mas muitas pessoas começaram a gostar das minhas criações e da banda, agora, estamos procurando mostrar nosso trabalho para um número maior de pessoas.


BC: Deixe uma mensagem aos leitores do blog.

BB: Meu grande interesse, no momento é passar as mensagens das letras da Brotheria às pessoas que não nos conhecem. O que falo nas minhas criações é de amor, um amor universal e de respeito. Quem estiver interessado em debater ideias, nos procurem na nossa página no Face, Banda Brotheria. "Gosto de ver gente com opiniões divergentes"(trecho de uma nova letra), que se interessem em dialogar e trocar informações. Sempre fui e sempre serei um aprendiz, que ouve, pode discutir e não concordar, mas que aceita o que os outros têm a falar e isso eu acho a grande chave pra se abrir a mente e buscar sabedoria! Não tenho medo de mudar de opinião. Se me provam o contrário eu aceito! A Brotheria está de portas abertas pra sugestões e pra receber brothers de qualquer idade, credo, sexo, etc, etc! Sejam bem vindos!

Bozzo Barretti e o Capital Inicial, nos anos 80

Para saber mais sobre a banda Brotheria, vale a pena ler essa reportagem do jornal A Tribuna.

PEC: Novas perspectivas em Biblioteca Escolar

No dia 10 de junho, sexta-feira, das 17h30 às 19h, haverá o último Programa de Extensão Curricular do semestre, intitulado "Novas perspectivas em Biblioteca Escolar: classificação de literatura infantojuvenil e serviços", ministrado por Héber Terra Ferreira e Isabela Martins. O evento é gratuito e ocorrerá na sala 66 da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.



Trabalho Temático: destaques do segundo semestre de 2015


O Trabalho Temático é uma iniciativa coordenada, na FaBCI, pelo prof. Ivan Russeff , cujo objetivo é apresentar um livro de literatura brasileira aos alunos de primeiro ano do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação e propor ensaios sobre múltiplos temas relacionados à obra. Dessa forma, há o desenvolvimento do senso crítico do aluno e de suas habilidades de pesquisa acadêmica.

No segundo semestre de 2015, a turma de primeiro ano teve de ler a obra “Eles eram muitos cavalos”, de Luiz Ruffato. Segue abaixo a lista dos melhores trabalhos, já disponíveis para consulta, além do depoimento de seus autores:


Autor: Gabriel Justino de Souza.

É incrível como, quando estamos fazendo o trabalho temático, pensamos que é muito difícil e traumático [risos]. Mas depois de um tempo, percebemos que ele era tranquilo com relação aos trabalhos que fazemos, nos outros semestres.
E quando escolheu-se o livro ”Eles eram muitos cavalos” de Luiz Ruffato para que fosse a base do trabalho temático do 2° semestre de 2015, eu e alguns colegas compramos o livro já nas férias, para começar a leitura e escolher o tema. No começo meu tema estava bem longe dos italianos e pretendia abordar sobre o café na cidade de São Paulo, mas uma professora me orientou que era melhor restringir o tema, e após tantas pesquisas resolvi que o recorte do meu tema seria a influência italiana na cultura da cidade de São Paulo, pois, indiretamente este tema estava ligado com o café. A partir daí levantei minha pesquisa bibliográfica e me dediquei a escrever e levantar artigos e teses que corroboravam meu ponto de vista, junto com os trechos e contos que escolhi para defender meu tema. Foi incrível para eu, descobrir o que os italianos representaram para a cidade de São Paulo, desde as esculturas até a comida e saber que chegou um tempo que na cidade era falada mais a língua de Dante do que a de Camões.
E é muito gratificante saber que o meu trabalho está entre os destaques, a sensação é de dever cumprido, além de me sentir feliz por poder compartilhar esse trabalho com meus colegas, professores e a todos que quiserem lê-lo e descobrirem um pouco dessa cidade em que vivemos e aprender a ter uma feição e amor por ela, mesmo que em seus pequenos detalhes que muitas vezes nos passam desapercebidos.


Autores: Fábio Pereira Rosa  e Gustavo de Santana Santos

Consideramos o Trabalho Temático essencial para o curso de Biblioteconomia, pois exercitamos ao mesmo tempo a capacidade de reflexão, a leitura e a escrita, além de constituir um excelente treinamento para o TCC mediante a elaboração de um método científico de pesquisa. Além disso, trabalhar com a obra deste semestre foi de extrema importância para conhecermos mais a fundo a dinâmica da sociedade paulistana, em especial com relação aos desvalidos – o que nos motivou a utilizar, também, como fonte de comparação uma obra relacionada com outra sociedade, desta vez africana, que embora distante geograficamente, aproxima-se de nós de maneira comovente no aspecto humano. Para finalizar, gostaríamos de agradecer ao Prof. Ivan pelas excelentes aulas e dizer que estamos honrados por nosso trabalho ser um dos destaques do semestre.


Autores: Marcus Vinicius Aloisio Vieira e Regina Célia Marangoni Grein



O desafio proposto pelo trabalho temático pode assustar inicialmente, porém em seu desenvolvimento observamos o incentivo à troca de ideias, o aprimoramento do conhecimento e a interação entre alunos e docentes, resultando em uma maior compreensão na construção de trabalhos acadêmicos. Possibilitou o contato com temas além dos instituídos na grade curricular, fortalecendo o pensamento crítico e a integração das diversas áreas do conhecimento. Alcançar o objetivo do trabalho nos trouxe realização, bem como o reconhecimento do corpo docente, a quem agradecemos pela oportunidade de aprendizado concedida, em especial ao Profº Ivan, incansável em nos incentivar a tomar posse do conhecimento e fazer uso dele.”


Autoras: Aldenira da Costa Souza e Daniela de Oliveira Correia

Estarmos entre os destaques dos trabalhos do segundo semestre é sentir valorizado todo o esforço empreendido, somos capazes de realizar é que quando nos empenhamos dedicadamente a uma determinada compreender as obras literárias realizando discussões em sala sobre o autor; compreender e fazer uso da metodologia científica; iniciar a investigação e pesquisa em fontes de informação variadas; superamos dificuldades com a escrita e a leitura.
A elaboração do Trabalho Acadêmico é uma experiência excepcional, instigante. Contudo, reconhecemos que se trata principalmente de uma atividade desafiadora, visto que, somos incitados a sair da zona de conforto para compreender e fazer uso da metodologia científica, iniciar a investigação e pesquisa em fontes de informação variadas; superar dificuldades com a escrita e a leitura, realizar análise, reflexão e produção textual, isto a princípio, não são atividades fáceis de serem realizadas. Requerindo esforço, dedicação, empenho. Entretanto, quando finalizamos o Trabalho Temático percebemos que apesar de todas as nossas dificuldades durante esse processo, ele nos possibilita a criação de competências que contribuem para a apropriação da linguagem acadêmica, a ampliação do repertório cultural e linguístico. Em conformidade com as exigências requeridas aos profissionais da informação, os quais precisam estar capacitados para exercer atividades de pesquisa, recuperação, organização, tratamento técnico e preservação de recursos informacionais. O fato de nosso trabalho está entre os destaques do segundo semestre caracteriza-se como o reconhecimento do nosso esforço e dedicação. Mostra-nos que somos capazes de alcançar nossos objetivos e superar as barreiras. Contudo, é imprescindível dizer obrigada aos professores, que de forma direta contribuíram para a qualidade do material final produzido”.