segunda-feira, junho 13, 2016

Relato: Colóquio Informação e Documentação Jurídica

Segue abaixo o depoimento enviado pela Sthéfani Paiva sobre o Colóquio Informação e Documentação Jurídica, que ocorreu no dia 03 de junho como parte da programação do 2º Congresso Internacional em Tecnologia e Organização da Informação (TOI), evento associado ao 13º Congresso Internacional de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação (CONTECSI).



O evento foi dividido em três painéis: Informação e Documentação na área pública; Informação e Documentação na área privada; Direitos autorais.

Os dois primeiros painéis foram apresentados por bibliotecários da área jurídica que basicamente fizeram uma exposição da rotina diária das tarefas realizadas nas bibliotecas do seguimento público e privado, voltado principalmente para a catalogação dos materiais, os campos necessários para a área jurídica e a importância da catalogação analítica. Esses pontos são extremamente importantes para a nossa área, que ainda é essencialmente técnica, mas a impressão que eu tive é que esses profissionais montam o acervo para respeitar as regras e não para o usuário, entrando em conflito com uma das missões da nossa profissão, que é atender a demanda informacional dos usuários.

As diferenças do setor público e privado para as bibliotecas aparentaram serem mínimas, com a maior diferença sendo a facilidade que as empresas privadas têm para a liberação de projetos internos, enquanto o público é muito mais burocrático. 

A questão da preservação dos materiais mais antigos foi levantada, mas não falaram da questão do acesso, tratamento e divulgação deles. Boa parte dos primeiros painéis foram gastas com o questionamento “Digitalizar ou não digitalizar?” sem ao menos levantar o porquê deste questionamento ser relevante atualmente.

Já o terceiro painel foi apresentado por advogados especializados na área de direito autoral, que explanaram como tal lei se apresenta hoje em confronto com os objetivos das bibliotecas e sugestões de quais ações seriam mais pertinentes para a nossa categoria se mobilizar. Fiquei surpresa por não ser um bibliotecário a apresentar o último painel, o que me fez refletir que os bibliotecários não estão pegando para si áreas que são de nossa atuação.

Gostei da reflexão que partiu do questionamento “Preservação dos direitos autorais X Produção do conhecimento”, que ressaltou a importância de irmos atrás de uma remodelação na lei de direito autoral, permitindo que as bibliotecas possam trabalhar de forma concreta com a disponibilização e fomento da informação, gerando conhecimento.

Durante todo o evento foi abordado como os profissionais de Biblioteconomia não se organizam e não participam dos encontros. Infelizmente, no meu ponto de vista, creio que os pontos não tão positivos que citei neste meu relato é o que colabora para tais ocorrências. Espero que tenham renovações nos questionamentos e nas formas de trabalho da nossa área para serem apresentados nos próximos eventos, para ver o crescimento e a colaboração dos bibliotecários.


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