segunda-feira, setembro 26, 2016

Relato: Tesauro não é um dinossauro

Leonardo Ragacini
(6º semestre matutino)


Durante as aulas de linguagens pós-coordenadas no 4º semestre com a professora Andréia Silva tive, com o trabalho de criação de micro tesauro, uma experiência muito feliz, tanto que levei o tema para meu TCC (Proposta de elaboração de um tesauro espírita).
No começo ele pode até parecer um Dinossauro cheio de dentes chamados Sinonímia, quase-sinonímia, homonímia, metonímia e metáfora e grandes garras afiadas chamadas Termo Geral, Termo Relacionados e Termo Específico, mas no fundo ele é seu amigo.
Parece óbvio, mas escolher um tema que você goste é fundamental para um bom trabalho e mesmo que você goste terá que pesquisar um pouco mais dele. Conforme a gente desenvolve o trabalho é muito comum achar relações que nem a gente imagina.
Tenha muito bem definido o tema e o público do tesauro para não acabar criando relações sem sentido ou contexto que só vão atrasar seu trabalho e derrubar a sua nota. Sempre é melhor gastar um tempinho pesquisando sobre o tema escolhido para não pagar mico criando categorias que fogem do seu tema na entrega final.
Não pule etapas tentando acabar logo o trabalho. A construção do tesauro precisa estar bem amarrada, então não tente pular etapas para acabar logo, pois lá na frente terá que voltar na etapa que pulou e será mais difícil.
Não tenha medo de ler tudo que é solicitado, pois dúvidas, medos e conflitos são o que mais vai acontecer durante o processo de estruturação. Aqueles dez minutos lendo Lancaster, Dahlberg, Fujita, Gomes, Dodbei e Carlan salvam o dia mais que os Power Rangers.
Pesquise tesauros do seu tema ou mesmo outros e veja como são estruturados. E um bom caminho caso ainda não tenha o seu tema definido ou precise daquela luz divina na hora da dúvida.
Apesar de o trabalho possuir uma quantidade de termos definidos procure tirar o máximo que conseguir do seu tema e depois ir cortado e encaixando as relações. (não tente coletar 200 termos para tirar 18, uns 10 ou 15 a mais é suficiente).
E mais fácil ter termos sobrando e ir enxugando do que ficar querendo já ter a quantidade certa logo de começo. A ficha terminológica ajuda muito nessa hora, não a despreze.
Quanto tiver os termos e precisar os transformar em termos de indexação coloque tudo em uma folha e análise que palavras-chaves seu público alvo usaria durante a pesquisa.
A norma ISO é sua melhor amiga, ande de mãos dadas com ela do começo ao fim. Acreditem, todas as respostas estão lá e os exemplos dela ajudam bastante.
Se for fazer em grupo mantenha sempre todos informados e participando para não passar mico na hora da apresentação e escolha pessoas que concordem com tema do grupo.
Quando for estruturar o micro tesauro deixe visualmente - bem claro - o que é o que com os tamanhos de fontes, negrito, itálico ou de forma numérica.
O Mapa conceitual ajuda na hora de definir termo relacionado (TR) e Termo específico (TE). Eu acredito que é mais fácil fazer ele primeiro e a estrutura do tesauro depois, mas isso depende do seu método de trabalho.
Cuidado para não criar termo órfão, sem a relação vai e volta, que essencial no tesauro.
Procure definir um tamanho para suas notas de escopo e seguir ele. Lembre-se que ela é para o indexador e não deve ser uma definição profunda sobre termo.
Não esqueça que - apenas os termos adotados - são colocados na apresentação alfabética.
Quando for redigir a parte escrita da introdução do micro tesauro lembre-se de falar sobre todas as coisas que você adotou ou não na sua concepção.
No final você vai gostar de ver o resultado, acredite. Se você gostar da experiência do micro tesauro poderá fazer como eu e o levar ao seu TCC, pois o universo dos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOC) tem muito a nos ensinar.

Não tenham medo... Tesauro não é um Dinossauro.

Um comentário:

  1. Amei o texto Leonardo, obrigada pelo incentivo e muito boa sorte em seu TCC.

    Regina Grein - BCI 4º matutino

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