quarta-feira, novembro 30, 2016

#PorqueEscolhiBiblio


A intenção da série #PorqueEscolhiBiblio é mostrar que os alunos da FaBCI-FESPSP tem perfis diversificados e que a nossa área abrange uma grande variedade de interesses.

Nesta semana o entrevistado da vez é Gabriel Justino, aluno do quarto semestre do período noturno:

Olá, meu nome é Gabriel Justino tenho 21 anos.  Foi um caminho longo até chegar a Biblio, no ensino médio sempre temos a expectativa e nos perguntamos: “O que quero ser?” “O que irei fazer” ou “Qual faculdade seguir?”, e em nenhuma das respostas estava o curso de Biblioteconomia, minha primeira opção foi a gastronomia por ser algo que gostava de fazer em casa e nas horas livres e foi então que decidi prestar o vestibular para fazer o Técnico em Cozinha na ETEC Santa Ifigênia. Quando estava prestes a me formar vi que não era exatamente o que eu queria para minha vida e resolvi elencar todos os pontos que me agradavam e consegui traçar algum perfil: gostava de ler, organizar materiais e documentos. A partir disso consegui elaborar uma pesquisa e levantar áreas que tinham haver com esses pontos e as que surgiram foram: letras, advocacia e biblioteconomia, sendo que, dentro desta pesquisa ainda conseguir ver o que cada profissional fazia e qual a melhor grade e faculdade para cursar e a que mais me agradou foi a biblioteconomia da FESPSP.

Hoje sinto que foi a melhor escolha que pude fazer, pois aprendi e aprendo a amar a profissão a cada dia que se passa. Um dos maiores desafios é mostrar para a sociedade e principalmente para aqueles que me cercam que ser um bibliotecário é muito além do que guardar o livro na estante e que ele é um profissional que está nos bastidores, mas que tem uma enorme contribuição onde quer que ele esteja.

Trabalho atualmente como estagiário na Mediateca da Fundação OSESP, que está sendo uma experiência incrível e uma vivência diferente por se tratar de uma biblioteca especializada na temática de música que me permite aprender a cada dia mais sobre esse universo fantástico.



Gostou? Deseja participar? É só entrar em contato via monitorcientificofabci@gmail.com para saber como!

Especial Seminário FESPSP 2016: parte 3


A terceira parte do especial sobre o Seminário FESPSP “Cidades Conectadas: os desafios sociais na era das redes”, conta com os relatos dos alunos Hiaosmin Costa e Marcus Vinicius Aloisio.

Vamos conferir?


Hiaosmin no GT 13. Fonte: FESPSP Comunica


GT 13 - Relações raciais e étnicas na América Latina: Identidades e enfrentamentos

Hiaosmin Vanderlei Tavares Costa
Estudante internacional

À semelhança do ano passado, com o seminário “desafios da cidade de São Paulo” sempre inovador e preocupado com o lado proffisional dos seus estudantes e da sociedade em geral, a Fundação Escola de Sociologia e Politica de São Paulo mais uma vez está de parabéns. O Seminário “Cidades Conectadas: os Desafios sociais na era das redes” com certeza traz algo de novo e está mais que interativo, com palestras e minicursos acessíveis em diversas áreas, permitindo aos profissionais atualizarem seus currículos e para estudantes, tanto da instituição assim como os de fora, mercados futuros para atuação.

O mais legal é a integração entre as diversas áreas do conhecimento e saberes. Por exemplo, eu sou do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, participei da palestra em GTs que tratam de diferentes temáticas como relações raciais e étnicas na América Latina, cidades, redes e ruas, Cyber Política e cidade, conferência cidades conectadas: entre as ruas e as redes, entre outros. Mas como estudante internacional o que mais me marcou foi participar de uma palestra que trata de um país que não é meu, mas faz parte do meu continente, “Moçambique” um país que faz parte dos PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, apresentado dentro do GT – 13. Em sua primeira mesa o tema foi “Não vamos Esquecer! A propósito da fotografia ‘Marca de gado em jovem pastor’ de Ricardo Rangel”, que trata um pouco do papel da fotografia na sociedade Moçambicana da época, na versão de um fotografo moçambicano. Foi debatido o olhar sobre esse assunto o texto e o contexto que aquela imagem foi tirada e as marcas do tempo.

Em seguida teve outras falas, entre elas uma palestra que fala sobre “O painel dos povos Indígenas de Poty para o Memorial da América Latina e o modernismo no Brasil nas artes visuais - gênero e questões étnico-raciais na pintura de Di Cavalcanti”, que são também relevantes porque mostra a nova forma de desconstrução de uma historia de povos com uma memória e trajetórias negadas ao longo do tempo, se assim podemos dizer, e tem toda essa preocupação para esse resgate, que está sendo feito a partir da academia e isso é o mais legal.

Outra coisa que me marcou muito é abertura, não só para pesquisadores de outras instituições em nível de São Paulo, assim como de outras cidades brasileiras terem oportunidades para apresentarem os seus trabalhos. Isso faz multiplicar as ações desenvolvidas e construídas dentro da FESPSP, além de fortalecer esses grupos de trabalho, que a meu ver são bem constituídas.

Mais uma vez parabéns para a Fundação Escola de Sociologia e Politica de São Paulo.

GT 7. Fonte: FESPSP Comunica


GT 7 – Estilos de vida, consumo e práticas culturais.

Marcus Vinicius Aloisio Vieira
4º semestre do período matutino

Na semana de Seminários FESPSP 2016 tive o prazer de assistir a apresentação de alguns trabalhos no GT7.
Pude verificar diversas formas de interpretarmos culturas e estéticas que estão arraigadas no senso comum de uma forma mais sistematizada, o que abarca na construção de um conhecimento mais amplo das comunidades e núcleos sociais contemporâneos.

Todo esse conhecimento é de suma importância para a área de biblioteconomia que apesar de lidar com questões técnicas, também atende à usuários, sendo assim um maior conhecimento dos núcleos que compõem nossa sociedade, auxilia para que possamos compreender suas necessidades e atende-las da melhor forma criando um local democrático e acolhedor para todos, além de ampliarmos nossas formas de abordagem de temas específicos no ato de mediar e disseminar informação.
Foram abordados temas referentes aos estereótipos de beleza e conduta da mulher que estão presentes na sociedade há séculos e o quanto isso foi prejudicial para o desenvolvimento social, além da relação de identificação dentro da comunidade LGBT por grupos não representados na cultura massificada imposta pela estereotipação desse grupo.
Todas as questões levantadas serão enriquecedoras para aprimorar nossa visão e serviços prestados em um ambiente voltado às necessidades dos usuários.

Gostaram? Fiquem de olho, pois a última parte do especial será publicada em breve!

Entrevista: A Preparação de Concursos Públicos para os Profissionais da Informação

por Sidnei Rodrigues de Andrade

Saudações, Profissionais da Informação.

Estive observando que há uma imensidade de concursos públicos, que estão surgindo neste contexto contemporâneo. Fiz um autoquestionamento sobre: como é feita a preparação para esta prova muito concorrida? Existe um “método” de aprendizado? Para responder essas questões, resolvi entrevista dois BiblioColegas especialistas neste assunto: Thalita Gama e Gustavo Hemn ambos conhecem muito bem este processo seletivo disputados por excelentes profissionais da informação. Ao lerem essa entrevista as siglas TH e GH (inicial do nome dos Bibliotecários Especialistas) entrevistado.

Fonte: Google

1-) Como você descobriu a Biblioteconomia em sua vida profissional e pessoal? Relate sua experiência e aprendizado?

Thalita Gama:  Quando eu estava no pré-vestibular minha opção inicial seria cursar jornalismo. Sempre amei ler e escrever e me via trabalhando com isso diariamente. Sempre fui muito interessada em saber ao máximo sobre algum assunto de meu interesse e no caso do vestibular não foi diferente. Pesquisei não só sobre Jornalismo, mas sobre todas as carreiras possíveis! Na época eu sabia tudo, nota de corte, matérias específicas de cada profissão e também perspectivas nas áreas de trabalho. Desanimei de ser jornalista pois analisei o mercado de trabalho e vi que existiam poucas vagas efetivas e poucas vagas de estágio, além de ser uma área bem concorrida. Como venho de uma família de classe média, dinheiro nunca sobrou lá em casa, meu sonho era entrar na faculdade e ter um estágio para ter meu próprio dinheirinho. Percebi pelas vagas que em Biblioteconomia essa realidade seria possível logo nos primeiros semestres. E é claro que me identifiquei com a proposta do curso!

Ingressei na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e desde o primeiro período fiz estágio, ao todo foram 6! Também fui monitora durante 4 semestres das disciplinas Catalogação e Gestão do Conhecimento. Participeide 2 EREBDS (Encontro Regional de Estudante de Biblioteconomia e Documentação e 1 ENEBD (Encontro Nacional de Estudante de Biblioteconomia e Documentação). O curso da UFRJ tem um perfil voltado a Gestão e Administração de bibliotecas, praticamente metade da grade é sobre isso. Acho muito importante essa abordagem e tenho certeza que me deu uma visão muito mais ampla da profissão.

Me formei e fiquei 3 meses desempregada, porém utilizei esse tempo de bobeira a meu favor. Meu plano sempre foi estudar para concursos e era a minha oportunidade. Passei esse tempo estudando e lendo todos os livros recomendados para concursos. Antes de me formar fui na biblioteca da faculdade e xeroquei vários livros clássicos. Estudei muito com essas cópias, mas já consegui me livrar da maioria, fiz questão de comprar todos os livros assim que a situação financeira melhorou! Após esse período fui selecionada a trabalhar no SEBRAE/RJ. E posso afirmar que a preparação para concursos me ajudou a conquistar essa vaga. Houve um processo seletivo com prova, onde de mais de 40 candidatos apenas eu fui aprovada. Trabalhei no Sebrae por 1 ano e 4 meses. Nesse período trabalhando 8h por dia + 3h30/4h de engarrafamento, eu literalmente meti as caras nos estudos! Fiz uma pós-graduação EAD e estudava para concursos! Uma loucura, estudava na hora do almoço, no ônibus, pelo menos 1h quando chegava em casa. Foi sofrido mas deu certo.

Criei o blog Santa Biblioteconomia nessa época para me estimular e ajudar outras pessoas nos estudos. Atualmente sou Servidora Federal, lotada na Biblioteca de Direito da UNIRIO (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Também sou professora de cursos preparatórios para concursos presenciais e também de um curso online em parceria com o Class Cursos. (Figura 2)


Figura 2. Fonte: You Tube – Thalita Gama

Gustavo Hemn: Sou de Olinda, 36 anos, casado com Geysa Flávia, uma Bibliotecária linda, pai de uma menina e de um menino saudáveis graças a Deus. E atualmente, praticante de Jiu Jitsu. 

Conclui o curso de Graduação em Biblioteconomia na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) em 2003. Fiquei 7 anos na graduação, entre greves e reposições de disciplinas, e o período servindo ao Exército Brasileiro. Em 2010, conclui o mestrado em Ciência da informação na UFPB (Universidade Federal da Paraiba), onde estudei satisfação do usuário no ecommerce. Foi uma experiência bem legal, que me levou a experimentar a docência tanto na graduação quanto na pós-graduação. Escrevo alguns livros de Biblioteconomia para concursos, mas também escrevo livros infantisGosto de inventar histórias para meus filhos e algumas se transformaram em livros. Gosto de estudar, de escrever, de ensinar. Gosto de conversar com quem está verdadeiramente interessado em aprender. 

Minha mãe sempre dizia que eu seria Bibliotecário por gostar de ler. Biblioteconomia foi minha primeira opção no vestibular da Federal. Iniciei o curso aos 17 anos, sem saber bem o que era. No início foi tudo muito novo e não captei logo a Biblioteconomia. Somente depois que comecei a me interessar pelo curso, pelos encontros de estudantes, passei a entender e gostar da área.

Pude participar de muitas atividades, tanto acadêmicas quanto extras academias, relacionadas à Biblioteconomia. Minha graduação foi muito intensa, fiz estágios, fui do diretório acadêmico, participei de grupos de estudos, ajudei na organização de vários eventos estudantis e participei de vários, participei de atividades do CRB (Conselho Regional da Biblioteconomia) e da Associação de Bibliotecários. Enfim, aproveitei o máximo. Só tenho coisas boas a falar de Biblioteconomia. Através dela tive a oportunidade de fazer tudo na minha vida, conhecer lugares e pessoas incríveis. (Figura 3)


Figura 3. Fonte: You Tube – Gustavo Hemn

2-) Qual é a melhor metodologia para sair bem em Concursos Públicos na Biblioteconomia?

TG:  A melhor estratégia é a constância nos estudos. Mesmo que a pessoa tenha pouco tempo, ela deve estar em contato com a matéria sempre. 1h por dia, 30 mim, leve suas anotações e leia quando e onde der. Encare a preparação com foco e vontade. Vejo muitos concurseiros que querem tudo mastigado, mas a busca pelas respostas é que te leva a aprender mais.

GH:  A questão não é "A" melhor metodologia. Mas sim a melhor para "você". Cada pessoa é única, com todo o seu acumulado de conhecimentos e suas formas de perceber o mundo (gosto das teorias das inteligências múltiplas e dos estilos de aprendizagem). Não existe uma fórmula pronta que sirva para todos e para qualquer um. É isso que é fascinante no processo ensino-aprendizagem. Ainda mais em concursos públicos onde muitas vezes o que está em jogo é a vida de uma família.

Como professor, procuro orientar cada pessoa a descobrir qual metodologia é a mais indicada. Por incrível que pareça, é difícil descobrir isso. Pois somos ensinados desde cedo que o processo aprender só se dá assistindo aula, com professor, estudando sentado, em silêncio, escrevendo. Pois assim nos acostumamos desde a mais tenra idade na escola. E muitas pessoas ainda se forçam nesses hábitos antigos mesmo sabendo que não possuem o mesmo efeito.

Além do mais, o aprendizado para concursos é bem diferente do aprendizado para o ensino formal, como o da universidade, por exemplo. Vemos isso claramente quando colegas de turma que sempre tiram excelentes notas não se dão bem em concursos.

Então, minha dica para quem quer encontrar o melhor caminho, é procurar fazer testes de inteligências múltiplas e/ou de estilos de aprendizagem para começar a perceber quais formas de aprender são mais indicadas para você. Você pode se surpreender! (Figura 4)
  
Figura 4. Fonte: Google

3-) Quais foram suas maiores dificuldades em aplicar estas estratégias de Preparação de Concursos Públicos?

TG:  A falta de tempo e o cansaço são as maiores dificuldades. Bati na trave várias vezes antes de ser aprovada e isso causa um desanimo. Contudo, não podemos permitir que isso abale nosso sonho. Para quem persiste, a hora chega!

GH: Aprender a aprender leva tempo. Algumas pessoas são extremamente sortudas por naturalmente descobrirem ou por já estarem adaptadas às metodologias tradicionais. No meu caso foi preciso paciência até encontrar a forma de aprendizado correta para mim, naquele momento da minha vida e com a estrutura disponível.  Quando você encontra o seu estilo de aprendizagem, tudo fica melhor.

Então as barreiras a serem vencidas passam a ser manter a disciplina e encontrar materiais de estudo adequados. Graças a Deus consegui encontrar tudo isso a tempo. O que eu não encontrava, eu criava. (Figura 5)

Figura 5. Fonte: Google

4-) Qual é o estado da Sociedade Brasileira Contemporânea que abre mais vagas para os Profissionais da Informação?

TG: Certamente São Paulo e depois Rio de Janeiro. Muitas empresas, escritórios e instituições públicas nesses estados. Porém Brasília merece seu destaque por ser a capital dos concursos públicos, e normalmente pagando muito bem.

GH: Brasília e Rio de Janeiro, sem dúvida, oferecem mais opções. Brasília por ser a capital federal e o Rio por ter sido a capital anterior e ainda manter vários órgãos e empresas públicas. É importante lembrar que concursos públicos são oferecidos por Municípios, Estados e União. Por isso, quanto maior a cidade, mais concursos ela irá oferecer. E quando a cidade é uma capital, então haverá uma concentração maior.

Também vale dizer que as interiorizações de Instituições de Ensino Superior ajudaram a levar os profissionais da informação concursados para cidades mais distantes dos grandes centros. Isso é bom para nós Bibliotecários de uma maneira geral, pois podemos levar nosso mister para locais onde antes não tínhamos presença profissional. 

5-) Qual é a sua observação sobre os profissionais da Informação (Bibliotecários, Arquivistas e Museólogos) neste cenário contemporâneo que querem atuar em instituições públicas, em aspectos negativos e positivos?

TG: Esqueça a estabilidade. Isso não existe. Nada é estável. Mesmo vocês sendo funcionário público, tudo pode acontecer. Privatizações, mudança de diretrizes de governo etc.  Busque sim, melhores condições de trabalho, melhores remunerações. Não se acomode achando que sua vida se restringe ao seu trabalho. Continue estudando, faça pós, participe dos eventos. Ajude a Biblioteconomia a crescer!

GH:  O serviço público brasileiro tem uma herança burocrática de séculos. E os profissionais da informação são necessários para organizar toda essa documentação e transformá-la em algo valioso para a sociedade, tanto na perspectiva econômica quanto na perspectiva histórica. Portanto, imagino que os profissionais da informação terão cada vez mais espaço no serviço público brasileiro. 

6-) Qual foi primeiro concurso público que você passou e teve dificuldades e êxitos em seus projetos profissionais e pessoais?
TG: Minha primeira aprovação foi no concurso do Conselho Regional de Contabilidade do RJ, passei em 4º lugar, mas nunca fui chamada. Passei em diversos concursos antes de ser aprovada dentro do número de vagas do edital. E claro fui péssima em vários concursos. No concurso da UNIRIO passei em 2º lugar e eram 3 vagas! Nesse fui chamada!

GH:  Fui aprovado em todos os concursos para Bibliotecário que prestei. Não foram muitos, pois passei onde eu queria e pude me dedicar a outros aspectos profissionais. O primeiro concurso que fiz foi para a UFS (Universidade Federal de Sergipe), fui aprovado em primeiro lugar. Também fiquei em 1º lugar nos concursos da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). 4º lugar no MPU (Ministério Público da União), onde trabalho hoje. Na época, o concurso era nacional e era preciso ser o primeiro lugar para a sua opção. Consegui ficar em João Pessoa, que era a minha primeira opção. Lembro que foram cerca de 1.300 inscritos no Brasil inteiro neste concurso. Na mesma época, fiquei em 2º lugar no da Marinha, porém não participei da última etapa da seleção pois já sabia do resultado do MPU. 

Sempre gostei de dar aulas e quando comecei a ter aprovações e perceber que colegas de classe que eram melhores alunos do que eu não atingia boas notas em concursos, percebi que era necessária uma preparação voltada para concursos. Outra coisa que me chamou a atenção dois perceber que em alguns concursos sobravam vagas, pois os candidatos não atingiam a nota mínima. Isso me motiva ainda hoje a orientar colegas para uma melhor preparação.

7-) O que você faz para continuar sua Educação Continuada nesta área de atuação?
TG:  Fiz uma Pós-Graduação em Gestão de Documentos e Arquivos, e todo ano tento participar de pelo menos 1 evento da nossa área como SNBU(Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias)e CBBD (Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação). Tem dado certo.  No futuro farei mestrado, porém ainda não sinto que seja o momento.

GH: Estou sempre lendo e escrevendo. Para dar aulas para concursos é preciso sempre estar atualizado. Eu acompanho blogs e revistas internacionais, além das revistas e blogs brasileiros. Escrevo em blogs, escrevo artigos, escrevo livros. Fiz especialização e mestrado e estou me preparando para a seleção do doutorado. Não podemos parar de nos desafiar. (Figura 6)
  
Figura 6. Fonte: Google

8-) Como você observa a Educação do Brasil neste século XXI?
TG: Em Biblioteconomia majoritariamente os alunos vem de classes mais humildes e buscam na carreira a melhora de suas vidas. Admiro e respeito muito isso. Infelizmente a educação é atrelada ao dinheiro que a pessoa tem. Não temos como comparar a educação de uma pessoa que teve oportunidade de estudar em escola particular, curso de inglês, lazer, alimentação todo dia com outra que estudou em escola pública, muitas vezes trabalhando e estudando para ajudar em casa. No Brasil muitos não enxergam seus privilégios, isso é muito triste. Mas mantenho esperanças em dias melhores.
GH:  A Educação no Brasil precisa mudar para melhor. Tenho 2 filhos no Ensino Fundamental e vejo que a educação deles é a mesma que tive há 30 anos. Não evoluiu nada. Houve no máximo acréscimos tecnológicos. Mas não vejo uma mudança radical no foco do ensino. Continuamos formando operadores de caixa, que serão substituídos por máquinas mais adiante. Mesmo que se formem em profissões diferentes, pensam apenas no conhecimento técnico e utilitarista. Quando a educação deveria focar em um ensino humano, que ensine nossa criançada a transformar a sociedade através do conhecimento.

Nossa sociedade ainda é aquela que diz “para que eu preciso saber somar se eu me formei em história?", ou "para que eu preciso saber de leis se me formei em medicina?". Ainda não entendemos que vivemos isso tudo ao mesmo tempo. Espero Meus filhos ainda possam aproveitar um ensino e uma educação melhores algum dia. (Figura 7)

Figura 7. Fonte: Google
Para maiores informações, acessem estes links:

Site da Santa Biblioteconomia:

Página Oficial da Santa Biblioteconomia:

Site do Curso Biblioteconomia para Concursos:

Página Oficial da Biblioteconomia para Concursos no Facebook:


Quero agradecer gentilmente a Thalita Gama e Gustavo Hemn por realizar esta entrevista sobre a preparação de concursos públicos em nossa área de atuação. Fique muito satisfeito com as respostas de vocês. Não há uma “formula mágica” para realização pessoal e profissional, percebei TODOS nós, estamos aplicando dois conceitos: aprender e compartilhar. Agradeço mais vez, todos vocês que estão lendo essa entrevista. 

Abraços e Muito Obrigado.

quarta-feira, novembro 23, 2016

PEC Especial: A implementação e o fomento da Lei de Acesso a Informação em São Paulo

No dia 30 de novembro, quarta-feira, haverá o último Programa de Extensão Curricular do ano, intitulado “A implementação e o fomento da Lei de Acesso a Informação no município de São Paulo”. O programa conta com a parceria da Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato.

O evento é gratuito e ocorrerá na sala 66 da FESPSP, das 17h30h às 19h. Para se inscrever, basta preencher o formulário


Não percam! É a última do ano!


Especial Seminário FESPSP 2016: parte 2


Na segunda parte da cobertura do Seminário FESPSP 2016 “Cidades conectadas: os desafios sociais na era das redes” temos o relato do Leonardo Ragacini, do sexto semestre do período matutino.



No dia 19/11 (Quarta-feira) na sala 33 do 3º andar a FESPSP teve a apresentação dos trabalhos do GT 8 - Informação e ambientes digitais: organização e acesso coordenado pelos professores Charlley Luz (FESPSP) e Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos (ECA-USP) e o professor Henrique Ferreira (FESPSP) como debatedor da mesa.

Fonte: Prof. Henrique Ferreira

A primeira a apresentar seu trabalho foi Isadora dos Santos Garrido Steimer (FESPSP) falando sobre a Taxonomia para Comércio Eletrônico: diferentes perspectivas em front e back end. Isadora trouxe toda sua experiência no trabalho que realiza no WallMart junto com equipe de taxonomia em toda reunião de dados que irão compor as árvores terminológicas dos setores da empresa e a importância das relações pessoais e habilidades de negociação que não são aprendidas em sala de aula e são primordiais no mercado de trabalho. Durante sua apresentação ficou reforçado a importância de se pensar fora da caixa hermeticamente lacrada da biblioteconomia tradicional e se arriscar em áreas não tradicionais da biblioteconomia.

Durante a apresentação do trabalho Isadora respondeu muitas perguntas sobre os desafios de se trabalhar em uma empresa que possui todos os tipos de materiais que nem sempre são fáceis de classificar, exemplo disso foi a apresentação de como um forno elétrico que também possui uma cafeteira embutida e na parte de cima uma churrasqueira elétrica pode levar a loucura um bibliotecário na hora de pensar uma taxonomia.

Fonte: Prof. Henrique Ferreira

O segundo trabalho a ser apresentado foi de Leonardo Adriano Ragacini (FESPSP) que trazia a Proposta de elaboração de um Tesauro sobre Espiritismo. Leonardo trouxe o resultado de sua pesquisa de TCC onde falou sobre o passo-a-passo de como analisou todo histórico sobre doutrina Espírita para diferenciá-la do Espiritualismo e como fez a coleta de termos dentro das obras de Allan Kardec codificador da doutrina.


Durante a sua apresentação trouxe a importância dos Sistemas de Organização do Conhecimento na recuperação temática da informação e a necessidade que área possuía de uma ferramenta para padronizar a sua terminologia visando facilitar a recuperação do usuário. Terminada a apresentação foi apresentada ao público o resultado do trabalho que é uma planilha de com 19 categorias, 82 subcategorias e 75 termos relacionados e suas notas definição e aplicação que ajudaram um profissional bibliotecário a produzir seu próprio tesauro dentro de centros espíritas ou demais unidades de informação que trabalhem com o termo.

Fonte: Prof. Henrique Ferreira

O terceiro trabalho a ser apresentado foi de Laura Pimentel (PagSeguro/UOL) sobre A interação dos usuários com o sistema Dedalus USP: indexação, usabilidade e design de interação. Laura começou contando um pouco da sua experiência pessoal com dificuldade em recuperar a informação que procurava na web até conhecer o curso técnico em biblioteconomia e entender como ela podia colaborar para ajudar as pessoas a encontrar o que elas procuravam. Sua apresentação trouxe uma pesquisa sobre site do SIBIUSP e a opinião dos usuários sobre a eficiência e as dificuldades que percebiam ao usarem ele.

O resultado de sua pesquisa mostrou que as ferramentas de indexação supriam as necessidades dos alunos pesquisados, mas quando chegava as questões sobre o design de interação percebia que havia falhas em sua elaboração e isso afetava consideravelmente a usabilidade do sistema pelo usuário.

Laura trouxe muitos questionamentos sobre como são geridos e pensados os recursos tecnológicos das instituições públicas de ensino e chegou a mostrar que a Universidade Harvard usava o mesmo sistema da USP, porém de modo mais eficiente o que demostrava que as questões de Arquitetura da Informação eram mais lentos devido a cultural institucional da USP do que apenas pelos recursos financeiros.

A última apresentação que seria de Victor Gomes Barcellos (ECA – USP) com o tema Wikicientistas: o caso do NeuroMat não ocorreu devido ausência do participante.

Ao final das apresentações o prof. Henrique Ferreira (FESPSP) fez seus comentários sobre todas as apresentações e como cada uma trouxe uma questão que sempre esteve presente na biblioteconomia e com surgimento da web ganhou novas dimensões: como faremos a recuperação da informação pelo usuário da forma mais precisa possível no mundo digital? Será que estamos preparados para isso?

Terminadas as apresentações e as discussões todos os presentes puderam conversa e trocar suas experiências de pesquisa com os demais convidados e professores presentes de forma mais informal e receber críticas construtivas sobre seus trabalhos apresentados.

Coluna: Onde Estão os Bibliotecários? Por Grazielli de Moraes


Olá, hoje trago uma entrevista muito bacana com o Winderson Gomes 24 anos, formado pela FESP em 2013, pós-graduado também na FESP em Gestão Arquivística.




“Tal especialização agregou muito pra minha formação profissional, pude aprimorar meus conhecimentos em relação à gestão e organização da informação arquivista. Um diferencial dessa especialização é que nas disciplinas finais do curso escolhi disciplinas ligadas às áreas de arquitetura da informação, segurança da informação e direito autoral em mídias digitais, onde ampliei ainda mais minha formação em relação às tecnologias aplicadas à Biblioteconomia e Arquivologia” (Winderson).




Tem experiências com Ciência da Informação, com ênfase em Gestão e Organização da Informação Arquivística, Biblioteca Universitária e Metodologia da Pesquisa Científica. Atualmente é docente no Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, ministrando a disciplina de Gestão da Informação e Documentos nas ETEC´s Albert Einstein e Professor Camargo Aranha. Além disso, faz parte do corpo técnico-administrativo da biblioteca da FESP, onde atua com o serviço de referência, tratamento técnico de obras bibliográficas e audiovisuais, redes sociais, parametrização de sistema (biblioteca e arquivo), tratamento técnico de documentos de arquivo (classificação, descrição, aplicação de tabela de temporalidade), entre outras atividades. Além de prestar consultoria em planejamento e organização de bibliotecas.

Quando questionado sobre o que é a Biblioteconomia para ele, Winderson menciona que além de uma profissão apaixonante, tem uma área de atuação promissora.

“A biblioteconomia é uma profissão apaixonante, uma área de atuação promissora. Aprendemos a sair da zona de conforto, deixando estereótipos de “guardadores de livros” de lado para ganhar o universo da informação. Afinal, onde há informação, é lá que o bibliotecário deve estar.” (Winderson).

Para ele, a FESP é sua base tanto acadêmica, quanto profissional. Foi a responsável pelo contato dele coma profissão em 2008 quando começou a trabalhar no CEDOC da instituição – como jovem cidadão.

“Tinha apenas 16 anos me deparei com o universo da organização da informação. Trabalhar no CEDOC e na Biblioteca História da instituição foi e é o principal motivo pelo qual eu escolhi a Biblioteconomia como profissão.” (Winderson).

Para os novos integrantes da área ele deixa claro que no início da trajetória, é normal nos depararmos com situações de insegurança em relação ao mercado, no entanto, ainda assim é importante manter-se atualizado, seja por meio de leitura, palestras e etc. pois são essas atualizações que contribuem para uma formação profissional de qualidade.

“Aconselho aos novos integrantes da área que realizem estágios em diversos e diferentes locais no decorrer do curso, esses estágios garantem uma visão do que é realmente a área e quais os locais tradicionais e modernos que o bibliotecário poderá atuar, mesmo que não tenham a oportunidade de estagiar ou trabalhar em vários eixos da área, aconselho que procurem conhecer e se mantenham atualizados... ” (Winderson).

Para os novos integrantes da área ele deixa claro que no início da trajetória, é normal nos depararmos com situações de insegurança em relação ao mercado, no entanto, ainda assim é importante manter-se atualizado, seja por meio de leitura, palestras e etc. pois são essas atualizações que contribuem para uma formação profissional de qualidade.

Concorda com a premissa de que a área precisa ser repensada.

“... devemos preservar e manter as disciplinas técnicas, tecnológicas e gerenciais nos currículos das escolas de Biblioteconomia... no entanto, são necessárias nas grades curriculares... disciplinas voltadas à área de educação para a formação de muitos profissionais tecnicistas e gerenciais, pois bibliotecário também é educador, precisa estar em sala de aula dialogando e desenvolvendo atividades com alunos, professores e coordenadores. Precisamos de mais profissionais ligados à área de educação, ainda mais se tratando das bibliotecas escolares que são respaldadas pela lei 12.224, de 24 de maio de 2010.” (Winderson).
Por hoje é só galera, espero que gostem!


Quer participar da entrevista para a coluna Onde Estão os Bibliotecários – Clique Aqui – e entre em contato.

quarta-feira, novembro 16, 2016

Especial Seminário FESPSP 2016 : parte 1



O Seminário FESPSP “Cidades Conectadas: os desafios sociais na era das redes” teve o intuito de trazer para o debate reflexões sobre a relação entre as tecnologias e as cidades. Organizado em forma de grupos de trabalho, minicursos, conferências e mesas redondas, o Seminário ocorreu entre os dias 17 e 20 de outubro com programação intensa. Para saber mais sobre a programação, acesse o site do Seminário FESPSP.

Muitos alunos e professores contribuíram com relatos do que usufruíram nesses dias de evento, logo, para que a colaboração de todos seja divulgada pelo blog da Monitoria Científica, esse especial foi dividido em quatro partes. Nessa primeira parte vocês ficam com os depoimentos das alunas Regina Celia Marangoni Grein e Sthéfani Paiva.

Grupo de Trabalho 4. Fonte: FESPSP Comunica.


GT 4 - Ciberpolítica e cibercultura (17/10/2016)

Regina Celia Marangoni Grein
4º semestre matutino

Venho expressar a minha satisfação com o GT 4, apresentado na sala 64, mediado pela Prof. Rosemary Segurado.

Os dois trabalhos apresentados colaboraram sobremaneira para elucidar algumas dúvidas quanto ao tema que escolhi para meu TCC. Ambas as apresentações e também a mediação da professora fizeram com que eu tivesse maior compreensão sobre o que desejo pesquisar, e ainda consegui mais fontes de referências indicadas por eles.

Esse tipo de evento enriquece muito o currículo de estudantes e profissionais, além de proporcionar momentos de reflexão e discussão bastante positivos, muito embora o tema central do GT 4 estivesse voltado à Sociologia, em muito enriqueceu meu aprendizado e consegui fazer um link com a Biblioteconomia para agregar conteúdo ao meu projeto de TCC.

Obrigada!



Grupo de Trabalho 2. Fonte: FESPSP Comunica.


GT 2 - Antropologia Urbana (18/10/2016)

Sthéfani Paiva
6º semestre matutino

A experiência com o Seminário da FESPSP 2016 foi mais prazerosa do que eu esperava.

Fui no dia 18/10 acompanhar o “GT 2 – Antropologia Urbana” com dois objetivos: acompanhar os trabalhos sobre feminismo e Pokémon Go; ver se o clima dos debates me preparava psicologicamente para o dia 20/10, que era quando eu apresentaria minha pesquisa.

Como ouvinte do GT 2, apesar de ter ficado chateada porque o trabalho sobre Pokémon Go não foi apresentado, consegui aproveitar muito bem as discussões que foram feitas sobre feminismo. Eu que vivo em grupos online com essa temática de discussão, achei interessante ver ele sendo discutido no mundo acadêmico e presencialmente, focado na luta das mulheres nas ruas e a presença da mulher nas escolas de samba. Muito produtivo! E o clima era de bate papo, bem descontraído, troca de ideias, o que me deixou bem mais calma para o dia que eu participaria como debatedora no seminário.

Como debatedora, o nervosismo que era minha maior preocupação, foi apagado com a satisfação de compartilhar o desenvolvimento da minha pesquisa e ouvir elogios a ele. Meu trabalho se trata de apresentar o Booktube como um instrumento de Disseminação da Informação para a Geração Digital, algo que no começo não achava que daria uma pesquisa tão gratificante, mas hoje, ainda mais com a confirmação dos ouvintes da minha apresentação, me encheu de alegria. Considero que foi uma ótima experiência, os primeiros passos de uma carreira acadêmica, além de um ótimo calmante para minha futura banca do Trabalho de Conclusão de Curso. Fica a dica para quem vai começar a fazer o TCC!

Agora estou ansiosa pela versão do ano que vem!




Gostaram? Então fiquem de olho nas próximas partes desse especial!