terça-feira, março 14, 2017

Coluna: Filme da semana. Por Ana Beatriz Cristaldo.

Acabamos de passar pelo dia Internacional da Mulher, e mais do que isso, acabamos de presenciar uma das maiores manifestações e intervenções feministas do século XXI, o 8M, que consistiu numa paralisação mundial, com a participação de mais de 40 países e diversos grupos feministas, no intuito de questionar o papel da mulher na sociedade e reivindicar seus direitos. Sendo assim, a indicação dessa semana não podia ser diferente. Eu vos apresento: O olmo e a gaivota. 

Antes de partir para a apresentação propriamente dita, segue o link com um vídeo que traz um retrato de uma manifestação que um grupo de atores brasileiro fez sobre as discussões que acercam o filme. Vale ver antes ou depois e é puramente enriquecedor: Meu corpo, minhas regras.   

O olmo e a gaivota 


O olmo e a gaivota é um documentário luso-brasileiro (Dinamarca, França, Suécia, Portugal e Brasil) no qual retrata a história de uma atriz de teatro, Olivia que tem em média 35 anos, e no auge de sua carreira se prepara para um novo papel e turnê de espetáculo, e nesse momento crucial se descobre grávida de seu companheiro de palco, Serge.  Ainda assim Olivia continua os ensaios e pretende interpretar o papel de sua vida, porém ao descobrir que sua gravidez é delicada e de risco, ela se vê presa em seu apartamento e em seu próprio corpo por 9 meses.
O interessante e singular desse documentário, é o modo com o qual ele retrata a maternidade/gestação, algo que é pouco visto nas telas, e se visto, traz um misticismo utópico: a gravidez é algo mágico, algo novo e libertador, MAS NÃO É TÃO SIMPLES ASSIM. Olivia se vê deteriorar e ser consumida por uma vida e um amor imenso que cresce dentro dela, sua carreira, relação e, mais do que nunca, suas condições de mulher ficam abaladas com todas essas transformações.
O filme questiona a representação feminina no contexto social e visceral, traz um registro intimo e empático e questiona POR DEMAIS tudo, tudo mesmo.

Informações importantes: Quando assistir ao documentário se atente aos diálogos, eles são ricos e questionadores. Em um deles, perguntam a Serge “como é ser pai?” e ele responde “eu não sei, não sou pai ainda” – levantando o ponto que mesmo que o pai decida registrar a criança, ele só se torna pai a partir do momento em que ela nasce, já a mulher se torna mãe no momento da concepção.
Informação importante 2: A ultima cena NÃO SE PREOCUPE NÃO É UM SPOILER eu quero que vocês observem a comemoração do nascimento de uma mãe e a morte de uma mulher.

Nota: 185/10 
TÁ DISPONÍVEL ONDE?!? Internet e DVD. 
 
Esse filme recebeu selo de qualidade do IAQ (Instituto Ana de Qualidade)


2 comentários:

  1. Oi, Ana!
    Parabéns pelas iniciativas das resenhas de filmes! Amei! <3 Confesso que também sou cinéfilo e já está tudo na minha "fila" para assistir mais tarde... Super legal mesmo e achei a cara da FESPSP esse tipo de publicação! Divulgaria até pro pessoal de Socio.
    Se precisar de um assistente ou colaborador, é só chamar! Assisto a filmes na mesma frequência (uns 4 ou 5 por semana) e - acho que - sei fazer resenhas =)
    Abraço!

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    1. Oi Renato! Que incrível!
      Minha frequência tem caído por causa do TCC, mas vou atualizando o máximo possível vocês.
      Por favor se quiser colaborar envia um email para a monitoria de biblio e assim a Dani consegue ornar as coisas bonitinho!
      To muito feliz pelo carinho!
      3 abraços!

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