terça-feira, abril 25, 2017

Clube do Livro FaBCI-FESPSP 2017


O Clube do Livro FaBCI-FESPSP está de volta galera!!!

E pra marcar esse retorno em grande estilo, seguem os relatos da aluna Camilla Hatzlhoffer (3º Semestre/Noturno) que está à frente dessa nova fase a convite do “CA do Borba” e da ex-aluna, mas sempre presente e super querida Isabela Martins que tocou esse lindo projeto por muito tempo e continua fazendo parte dessa história.



Foto: Edi Fortini 



Camilla Hatzlhoffer

No dia 17/04, tivemos a volta das atividades do Clube do Livro FESPSP. O encontro foi realizado na sala 66 e teve como tema o livro “Morangos Mofados”, de Caio Fernando Abreu, que é o livro que está sendo usado pelos alunos do primeiro semestre do curso de biblioteconomia para a realização do trabalho temático.

Neste encontro, surgiram discussões acerca dos temas que Caio aborda em sua obra, como homossexualidade, a busca pela completude, ditadura e a abertura com o fim da ditadura.


Foto: Edi Fortini


Os participantes tiveram grandes trocas de ideias sobre estes assuntos e todos conseguiram ser comtemplados com informações e novas inspirações para a elaboração de seus trabalhos ou até como bagagem de conhecimento de vida.



Foto: Edi Fortini


O Clube do Livro agora conta com a parceria do C.A do Borba e seguirá trazendo novidades em suas redes sociais e no blog. O encontro sobre “Morangos Mofados” foi apenas o primeiro de muitos que irão acontecer este ano!

Fiquem ligados nas redes sociais, que sempre terá algo novo por lá.



Isabela Martins


Leitura é troca. Sonha quem lê sozinho. Quando lemos, entramos numa intensa troca, num diálogo profundo com quem escreveu. Portanto, a leitura não é uma atividade solitária. Trocar impressões após a leitura enriquece ainda mais toda a experiência. O Clube do livro FESPSP vem suprir essa necessidade quase incontrolável que temos de conversar com alguém depois de ler um livro, ou conto.

Foto: Edi Fortini


A própria criação do clube, dentro da FaBCI, tem o intuito de levar os novos aspectos da biblioteca para a prática discente: muito mais do que "apenas" ter livros, a biblioteca hoje é lugar de reunião,  de encontro, de troca de experiências e impressões.


Se Liga FaBCI - Relato: "Aula Especial na Disciplina de Informatização de Serviços de Informação"


A seguir temos o relato do aluno Fabiano Cassettari 5º Semestre/Noturno sobre a aula especial que os alunos das turmas do 5º semestre do matutino e noturno tiveram com a palestrante Liliana Giusti Serra para a disciplina de “Informatização de Serviços de Informação” a convite do Profº Wanderson Scapechi.


Alunos do 5º Semestre/Noturno da FaBCI com Profº Wanderson e Liliana Serra


No último dia 12/04/2017, nós alunos do curso de biblioteconomia da FESPSP, tivemos o prazer de participar de uma excelente palestra sobre o software de biblioteca SophiA Biblioteca, ministrada por Liliana Serra, bibliotecária especializada em tecnologia e representante da empresa Prima¹. A empresa é brasileira e desenvolve este e outros softwares que formam uma família de softwares SophiA² voltados à gestão de acervos de escolas, bibliotecas, museus e arquivos.

A empresa que tem como visão "Ser um dos líderes no fornecimento de soluções tecnológicas para escolas e bibliotecas", com o software SophiA Biblioteca, parece ter dado bons passos para atingir a almejada liderança, uma vez que o software apresenta uma série de ferramentas de gestão de dados biblioteconômicos numa interface bem estruturada, ágil e dinâmica que dialoga com todos os padrões da área que traz uma série de ferramentas que agilizam o processamento técnico dos itens, o controle das atividades de gestão e apresenta até gráficos dinâmicos on demand. As soluções do software também ficaram muito bem alinhadas com a missão da empresa que, segundo o site da Prima é:

Prover soluções que auxiliem seus clientes a alcançarem suas metas e agreguem valor ao seu negócio, estabelecendo e mantendo relacionamentos de longo prazo, baseados na excelência dos serviços, no respeito e na confiança mútuos. Promover a rentabilidade do negócio e o desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores.

Além disso, seus valores³ puderam claramente ser identificados através da apresentação e do resultado final do produto. A excelência da apresentação de sua profissional, que com total propriedade e domínio dos conceitos e conhecimentos da área, respondeu a todas as diferentes dúvidas levantadas pelos alunos, foi aliada a demonstração in loco de exemplos dentro da área de intranet da empresa bem como de sites de alguns clientes que já operaram com o software apresentado.

Apenas não se falou em custos de implantação, mas sem dúvida, o custo-benefício parece bastante promissor. 

  

1 - Fundada em 1993 por profissionais do ITA e da Unicamp, a Prima é, desde sua criação, especialista no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o gerenciamento de instituições de ensino curriculares, escolas de cursos livres, bibliotecas e acervos não bibliográficos. Fonte: http://www.prima.com.br/institucional/


2 - Sophia é um produto brasileiro desenvolvido em São José Campos-SP feito por uma empresa de tecnologia ligada à educação - a Prima. A empresa sediada São José Campos-SP tem com forte atuação no Rio de Janeiro através de sua filial e recém abriu uma na capital paulista. A abrangente linha de softwares SophiA é utilizada atualmente por mais de 3.200 clientes, espalhados por todos os estados brasileiros. A Prima é associada a renomados órgãos da área de tecnologia e informática, como a ASSESPRO (Associação das Empresas Brasileiras de Software e Serviços de Informática), e detentora do selo Microsoft Certified Partner; assim, a empresa conta com infraestrutura e equipe que a tornaram líder em vendas. Promovendo constantes ações de responsabilidade social, a Prima mantém desde 2005 o selo Empresa Amiga da Criança, da Fundação Abrinq. Atualmente, a Prima tem mais de 100 colaboradores diretos, que atuam nas áreas de marketing, comercial, suporte técnico, desenvolvimento, qualidade, biblioteconomia, tecnologia da informação, administração e recursos humanos, e trabalham para oferecer os melhores produtos e serviços. Fonte: http://www.prima.com.br/institucional/


3 - Integridade, Comprometimento, Iniciativa, Cooperação e espírito de equipe, Competência profissional, Responsabilidade social e ambiental. Fonte: http://www.prima.com.br/institucional/



Coluna: Filme da Semana. Por Renato Reis.


Olá, pessoal! Tô de volta pra minha segunda coluna do “Filme da Semana”. Espero que vocês tenham gostado do que escrevi sobre o Moonlight na semana passada...

Vou dar uma “clichêzada” aqui e pedir pra vocês que comentem nos posts sobre o que acham, deixem suas impressões, suas expressões... Pode criticar, mandar good vibes, falar mal, falar o que deve mudar, se estamos escrevendo muita abobrinha, se estamos brilhantes! Aqui é um canal de comunicação pra todos e devemos aproveitar o seu máximo potencial em pró das nossas ideias e sua circulação.

Enfim, sou muito confuso. Quem me conhece bem, sabe bem. E, por isso, são tantos filmes que já conheço que fiquei realmente na dúvida em qual apresentar a vocês esta semana. Por fim, escolhi outro drama, super indicado e ganhador de Oscars também.
“Nossa, Renato, que deprê! Só drama, logo de cara!”. Pois é, já acho que estou exagerando. Mas não sou de assistir a dramas, sério! É que o gênero tem me abalado e encantado TANTO que só me resta expressar: é um melhor que o outro! Então, para aproveitar o feriadão em clima de frio sozinho(a) ou com uma boa companhia no cinema, lá vai!




Manchester à Beira-Mar (2016)
     

A história começa com uma bela imagem, de uma pescaria em família divertida (daquelas que você, quando é criança, nunca quer que termine). É muita diversão para um dia mega nebuloso. E os fatos se passam de forma alinear, ou seja, não segue uma cronologia dentro do filme em si. Você (eu acho isso fantástico!) vai sabendo das coisas bem aos poucos. Há uma cronologia principal, que é, claro, o presente, e depois todo o resto vai sendo contado. Quem é fã da série Lost sabe do que estou falando.



Manchester à Beira-Mar (2016)


Lee Chandler (Casey Affleck, ganhador do Oscar de melhor ator 2017 – meio polêmico em Hollywood, mas juro pra vocês que herdou todo o talento do irmão mais velho, Ben Affleck!) é um faz-tudo que trabalha e vive sozinho nas periferias de Boston. Uma vida monótona e bastante estressante.

Certo dia, recebe uma ligação e é notificado da morte de seu irmão mais velho, que deixa um filho, o Patrick Chandler (Lucas Hedges). Levado emocionalmente, então, a viajar até Minnesota se despedir do irmão e verificar a tutela do filho adolescente, Lee passa a ter memórias que nunca mais gostaria de rever ao se reencontrar com seus conhecidos da região. Uma delas é sua ex-esposa, Randi Chandler (a grande atriz e diva Michelle Williams!).

Isso tudo serve de pontapé inicial a todas as “bads” do Lee. Ele começa a entrar numa espiral de dúvida em função do que faz e no que vai fazer, sabendo que tem novas responsabilidades naquela pequena – mas belíssima - cidade de Minnetonka, Minnesota, e encarando com dificuldade as mudanças bruscas em sua simples vida. Suas saídas e convivências com seu sobrinho se fazem engraçadas, às vezes, e se fazem como drama central do filme, além de sua tragédia suprema passada. Afinal, como cuidar e viver junto ao sobrinho semi-criado e crescido que acabou de perder o pai, não é?



A perda de um pai e de um irmão – Lee (Casey Affleck) e Patrick Chandler (Lucas Hedges) de luto

Lee é um personagem tão triste que não tem mais perspectivas de futuro em sua atualidade (tipo brasileiro, manja?), não consegue nem sonhar mais e vive com os demônios do passado. Isso é arrasador para quem assiste (tanto que não pude deixar de ouvir, através das atitudes ralas ou hesitações do personagem, na sala de cinema: “O cara não tem mais vida! (Risada irônica)”). Patrick demora a deixar a ficha cair da morte do pai e, por isso, vai sofrendo junto ao tio de forma muito jovial, tentando desviar sempre que pode dos fatos. E Randi, carrega tamanha e igual dor de Lee, mas demonstra maior superação, talvez.

Muitas vezes olhamos/olharemos o filme como uma depressão só, mas ele traz temas óbvios e importantes às famílias e ao que vivemos hoje dentro de nossas interrelações, fazendo refletir. Machester à Beira-Mar é beeeeeem triste, sim! Eu diria que se resume a uma palavra, sobretudo: Superação. Ver e analisar o processo disso, acredito, nos torna mais fortes e preparados emocionalmente também. Afinal, isso é sempre essencial para a vida de qualquer ser humano e invisível aos olhos.

TÁ DISPONÍVEL ONDE!?! DVD/Internet


#PorqueEscolhiBiblio


E a série: #PorqueEscolhiBiblio desta semana temos o aluno Cristiano Santos do 1º Semestre/Noturno nos contando sobre sua história com a Biblioteconomia e a FaBCI. Confiram!!! 





Lembro-me de períodos de dias quentes em que minhas irmãs precisavam fazer trabalhos escolares e me levavam para Biblioteca Municipal Maria Salomé Soares, a primeira que tive contato. Lembro que lá eu sentava e ia direto para os gibis, e ficava encantado com aquele mundo de palavrinhas e desenhos que estavam naquelas páginas, algumas já amareladas pelo tempo, afinal, eram material de doação. Mesmo sem saber ler, já tinha o gosto pelos livros e agradeço minha família por ter me orientado dessa forma.

Nos próximos anos, minha vida acadêmica pediu que eu continuasse a frequentar a biblioteca para fazer meus trabalhos, e o amor ao centro de cultura que eu participava era único.

Quando fiz minha primeira carteirinha de usuário entrei em frenesi. Podia pegar livros emprestados. E o primeiro que peguei emprestado foi “O Reverso da Medalha” de Sidney Sheldon. Lembro que minha irmã pegava alguns livros para mim, e o primeiro que li, antes de ser usuário assíduo de uma biblioteca, foi “O Caso dos Dez Negrinhos” de Agatha Christie.

Logo tive amor à primeira vista. Era aquele lugar que queria poder fazer parte… e sempre passava o tempo nas bibliotecas, a “Maria Salomé Soares” em Barueri, “Monteiro Lobato” em Osasco, a “Mário de Andrade” em São Paulo e a “Mário Schenberg” na Lapa, São Paulo. Mal sabia que futuramente seria um profissional da área.

Engraçado foi, que de tantos saberes, eu acabei enveredando por outros caminhos do conhecimento antes da Biblioteconomia: Matemática, Comércio Exterior, Relações Internacionais, Ciências e Humanidades e Sociologia.

Com esse último foi quando eu tive acesso ao curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP, logo durante minha graduação em Sociologia e Política nesta mesma escola. Este lugar que me acolheu, onde eu poderia ser filho da santa, mas escolhi ser filho da outra, parafraseando a canção. E ingressei no curso me lembrando de todos os momentos felizes que passei em uma biblioteca: pequena, pública e municipal que narrei no início desta história.

Doravante tive apenas momentos de felicidade: normalização documentária, fundamentos de biblioteconomia, tipologia dos serviços de informação! Um mar de conhecimento que gera conhecimento e acesso à informação. Um deslumbramento sem fim, um prazer indescritível poder ler Milanesi, Edson Nery da Fonseca dentre outros…

Esta é a minha história de apaixonamento com o curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Uma história que pode parecer um pouco truncada no começo, mas que tem se tornado como única e amável a cada dia que participo de uma aula e desenvolvo meu conhecimento na área. É simplesmente paixão!

Agradeço à Monitoria Científica o espaço para narrar minha história.



terça-feira, abril 18, 2017

Se Liga FaBCI - PIBIC-FESPSP: Programa de Iniciação Científica 2017-2018

E estão abertas as inscrições do PIBIC 2017-2018: Eeeeeeeeehhhhhh!
Mas, você sabe o que é o PIBIC e como participar???
"Palma, palma, não priemos cânico!" como diz o célebre pensador Chapolin Colorado.
E para sanar todas as suas dúvidas, eis que surge a MC!!!
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) teve início na FESPSP no ano de 2008. Na matéria da MC do ano passado, que pode ser acessada neste link, tem um texto muito elucidativo sobre o programa e suas modalidades e ainda traz um levantamento sobre todos os alunos da FaBCI que foram contemplados com a bolsa até a edição de 2015-2016.
Neste ano, convidamos a Profª. Drª. Carla Regina Mota Alonso Diéguez (Coordenadora Institucional do PIBIC FESPSP/CNPq) para nos explicar tudo sobre o PIBIC (que, aliás, o fez maravilhosamente bem), e os 3 alunos da FaBCI contemplados pelo programa na edição passada 2016-2017 Marina Maschietto (3º Semestre/Noturno), Júlia Alves (5º Semestre/Noturno) e Nicolino Foschini (5º Semestre/Noturno), todos orientados pela Profª Drª Valéria Valls, contando um pouco sobre suas experiências e com ótimas dicas para você que está pensando (e que deve se decidir tão logo), a participar. Confiram o vídeo novamente elaborado pela querida e talentosa Edi Fortini a seguir ou neste link:


Vídeo PIBIC-FESPSP 2017-2018. Por Edi Fortini.



O período de inscrição do PIBIC é de 03/04/2017 a 29/05/2017, no Núcleo de Pesquisas em Ciências Sociais, sala 14, Unidade General Jardim, das 09h às 12h30 e das 14h às 19h. Maiores informações e acesso aos editais e formulários, vejam no Site da FESPSP no seguinte link.

Como a Profª Carla mencionou no vídeo, no dia 29/04/2017 teremos um PEC sobre "Como elaborar projetos de pesquisa para concorrer ao PIBIC" com a Ágata Gomes que iremos detalhar na próxima publicação.
 
Não percam essa grande oportunidade!!!


Workshop da IFLA sobre Visão Global. Por Profª Isabel Ayres


IFLA Workshop on Global Vision (Workshop da IFLA sobre Visão Global)

Data: 03 a 05 de abril de 2017
Local: Stavros Niarchos Foundation Cultural Center, Atenas, Grécia

Fonte: Acervo pessoal Profª Isabel Ayres 


O evento contou com a participação de mais de 130 profissionais da área de informação, sendo que cada profissional convidado é vinculado a uma das unidades e comitês da IFLA. Como a Pinacoteca possui um membro eleito na Seção de Bibliotecas de Arte, fomos convidados a participar. O objetivo principal do workshop foi dar início à construção coletiva de uma visão global para as bibliotecas se alinharem aos propósitos da Agenda de 2030 das Nações Unidas. Apenas 2 profissionais do Brasil foram convidados, o que sinaliza que ainda estamos longe de uma participação efetiva nas discussões que afetam diretamente as nações em desenvolvimento. Nossa mesa foi composta por 3 pessoas dos EUA, 3 pessoas da Suécia e duas da África. 

Foi uma experiência incrível estar com profissionais de regiões tão diferentes, com pontos de vista tão diversos quanto enriquecedores. Foi possível visualizar algumas diferenças políticas e econômicas, mas também constata-se que a busca de um diálogo mínimo é comum, pois em toda parte as bibliotecas demonstram necessidade de renovação e fortalecimento para que possam continuar a exercer seu papel essencial em nossa cultura: disseminar informação, conhecimento, ser espaço de convivência e criação. 

O documento que contém a Visão global deverá ser finalizado em setembro, e a continuidade dos trabalhos se dará, a partir de agora, com encontros virtuais. Ao participar do workshop nos comprometemos a disseminar as discussões de forma local, e no meu caso isso será feito principalmente com as Bibliotecas de arte.  A Professora Sueli Mara Ferreira da USP, representante da Seção Latino-Americana, que têm uma abrangência geográfica mais ampla, irá prosseguir com as discussões no grupo IFLA-LAC (IFLA- América Latina e Caribe).


Fonte: Acervo pessoal Profª Isabel Ayres


Coluna: Filme da semana. Por Ana Beatriz Cristaldo e Renato Reis.

Foi feriado e eu não fiz sequer uma lista de filmes para vocês assistirem enquanto se empanturram de chocolate.
Eu devia me demitir.
Porém, precisamos ser compreensivos e pacientes, duas características que estão em falta nesse mundo cão. Sendo assim, peço perdão e como forma de compensação e retribuição por vossa bondade, essa semana teremos dois filmes e um novo integrante que nos acompanhará até o fim de meus dias, ou o meu pós-morte de término de curso: Renato Reis.


Renato é aluno do terceiro semestre matutino e logo haverá um breve resumo sobre sua vida badalada aqui no blog. Por enquanto vocês podem degustar a sua primeira contribuição com a coluna: Moonlight: Sob a luz do luar, fruto da parceria realizada entre o Cineclube Darci Ribeiro e o CAFFESP, que por sinal está com uma seleção incrível até o final do ano, e que teremos o prazer de cobrir alguns de seus filmes!
Só coisa boa, só folia e paz... só gratidão, agora vamos pros filmões:



Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016)
Por Renato Reis.

Ter a pele tão escura que brilha sob a luz do luar. É o que traz a fala de Juan, personagem secundário de Moonlight: sob a luz do luar (2016), ou melhor, O personagem. Pois é o gigante que Mahershala Ali a quem deu vida (não desmerecendo os outros excelentes atores, claro!). Levou o merecidíssimo Oscar de melhor ator coadjuvante!


Opa! E não esqueçamos que o filme levou a estatueta de melhor filme também nesse ano! Só de relembrar o episódio cômico de Warren Beatty e Faye Dunaway e toda a equipe do La La Land: cantando estações (2016) no palco da cerimônia já dá pra rir muito!


Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016)

Bom, a história gira em torno de Little/Black/Chiron: o filme divide-se na sua infância, adolescência e vida adulta, personagem interpretado, respectivamente, por Alex R. Hibbert, Ashton Sanders e Trevante Rhodes. E que vida... Sofrendo sobretudo com o bullying na escola e nas ruas e com sérios problemas familiares em casa, dentro dos guetos de Miami (EUA), resiste muito solitário. Tem ajuda de Juan e sua namorada, Teresa (Janelle Monáe), desde cedo, mas não é o bastante. Também conta com a belíssima amizade de Kevin (Jaden Piner, Jharrel Jerome e Andre Holland).


Por ser um sujeito extremamente reservado e inexpressivo (justamente por conta dessas pressões todas), seu ser é massacrado o tempo todo. E isso, minha gente, é o que torna o filme dos mais tristes que podemos assistir em toda nossa vida. Creio eu que a cor azul do cartaz do filme nos passa muito essa ideia também: de tão triste e dramático, é AZUL!


Uma das tristezas partem da mãe de Chiron também, a Paula (pela fabulosa Naomie Harris, que está excepcional neste filme), que demonstram o quão fortes e monstruosos os personagens podem ser e/ou se tornar diante dos agravos das piores situações possíveis. Como podem destruir momentos da vida de forma irreversível mesmo sem querer, sem perceber.


O filme nos passa muitas lições de moral também, o que faz dele inteligentíssimo e traz o que mais precisa ser levantado nos dias atuais, como a questão do preconceito contra homossexuais. Dá pra verificar muito isso através do Juan, inclusive, aquele que seria um personagem mais de plano de fundo, que pouco aparece no enredo e com poucas falas se faz uma pilastra importantíssima e significativa demais aos valores em construção na infância de Little (e com o Mahershala dando um show e uma aula de atuação, né, galera...) e, por que não(?!), para sempre. Ele surge como um pinguinho de bondade sobrevivendo como pode dentro daquela sociedade má que faz da falta de perspectivas e dos maus sentimentos de Little o seu mundo fechado, limitado, sem horizontes.



Juan e Little rangando na lanchonete

Pra não estragar a surpresa de vocês, prefiro ocultar muitas coisas do filme (sou um hater de spoilers, sim!). Mas as surpresas são grandes e, realmente, passamos a ver a vida com mais carinho depois de tudo, além de ser um grande exercício – dos de deixar a consciência dolorida – de alteridade. O filme também funciona como instrumento de crítica e acidez à sociedade em que vivemos, o que faz, é claro, qualquer ser humano rever seus conceitos.
Meus singelos aplausos ficam, inclusive, para os roteiristas Tarrel McCraney e Barry Jenkins!
TÁ DISPONÍVEL ONDE!?! Internet/Cinema (apenas Caixa Belas Artes e Cinearte – corre lá, galeraaaaa!)


Fragmentado
Por Ana Beatriz Cristaldo.


Do diretor Shyamalan (tenta falar isso três vezes e você já pode adicionar uma nova língua ao seu currículo), que dirigiu: Corpo Fechado, O Sexto Sentindo e Sinais só belezinhas não é mesmo?, temos o suspense Fragmentado que conta a história de Kevin, um homem que possui 23 personalidades distintas.


O filme trata sobre o Transtorno Dissociativo de Identidade, o TDI em resumo é uma forma da mente lidar com traumas, físicos ou mentais, de modo a se defender e para isso ela cria novas personalidades para “te proteger” dessas situações o corpo humano né migs


No filme Kevin consegue alternar entre suas personalidades quimicamente em seu organismo apenas com a força de seu pensamento. WHAT?, ele explica isso ao dizer que “a luz” troca entre suas diversas identidades, dotadas de características e personalidades distintas. A doença é conhecida como “dupla personalidade”, mas como o filme mostra, esse nome foi aposentado já que podem ser mais do que duas identidades em uma única pessoa.


Pois bem, Kevin sequestra 3 adolescentes, (atenção aqui para a atriz Anya Taylor-Joy que também está no filme A Bruxa – um baita filme de terror daqueles que você não quer ir fazer xixi a noite) e as mantém em cativeiro,  através das interações que Kevin tem com elas conhecemos as principais personalidades usadas aqui: um homem forte e com TOC que gosta de ver adolescentes dançando nuas; um menino de 9 anos; uma mulher de meia idade controladora, porém gentil; e um estilista gay estereótipo completamente desnecessário mas enfim  que é o cara que controla quem vai ficar com a “luz”.


 Num resumão: enquanto tentamos entender a história e origem das personalidades de Kevin, as meninas tentam escapar de sua prisão, pois aparentemente, elas serão entregues num ritual para uma criatura monstruosa. Não bastando, temos insights da história de Casey (Anya Taylor-Joy) que vem para explicar o porquê de ela ser tão “esquisita”.


A ideia do filme é muito boa, e uma baita salva de palmas ao ator James Mcvoy (o Charles Xavier e Sr. Tumnus) que está psicoticamente impressionante: em uma cena em especial ele interpreta o Kevin, no momento, sob a personalidade do cabra que tem TOC fingindo ser o estilista gay para a terapeuta. É um lance absurdo de talento.


Por outro lado, há coisas desnecessárias como no decorrer do filme duas das adolescentes (as “gostosas” por que a outra é só “estranha”) vão perdendo a roupa, sem motivo honrável, e passam 80% do filme seminuas, cada uma mostrando seus “atributos” mais “atraentes”. Essas aspas todas são para mostrar meu desconforto de mulher feminista. Ou quando a terapeuta dá uma de Sherlock Holmes sabe-se lá por que.


E tem a cena pós-créditos que torna tudo um lance meio Vingadores e nos faz especular se haverá um universo do diretor Shyamalan. Ego?
Mas vale a pena? Todo exercício de arte e expressão vale a pena!
Vai ver!


James McAvoy felizineo com a resenha do filme novo dele <3 o:p="">


Nota: 6/10
TÁ DISPONÍVEL ONDE!?!? Cinema


Moonlight recebeu o selo de qualidade em “drama e problematização do mundo” pelo IAQ (Instituto Ana de Qualidade).

Fragmentado despertou o interesse do instituto, mas não foi indicado a nenhuma categoria.



E esta foi a coluna desta semana que convenhamos, ainda mais maravilhosa. A MC dá as boas vindas ao Renato Reis que veio somar com essa equipe de monitores voluntários e abrilhantar ainda mais a Monitoria Científica, afinal, só tem feras nessa trupe SIIIIIM. Confiram seu mini currículo e já sabem, se quiserem acessar aos demais de toda a Equipe MC 2017 é só ir na aba “Quem faz o blog”.



Renato Reis
É técnico formado pela Etec, está no 3º semestre/matutino de Biblio da FESPSP e adora cinema e livros. Amante, também, da natureza e viciado em cerveja, gosta de todo tipo de cultura e, por isso, consome todo gênero musical, cinematográfico, literário etc. (com exceção dos franceses), mas dá atenção especial à fantasia, históricos e sci-fi. Sempre aspirou a ser músico/historiador/jornalista/vários em um... Mas é apenas um simples guerreiro de Odin. Email: renato.reis8@hotmail.com





CA do Borba - Nova gestão 2017-2018.



E no último dia 12/04/2017 tivemos as eleições do Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes (C.A. do Borba), que contou com uma chapa única a #Biblio que foi eleita pela comunidade FaBCI para o início de uma nova gestão 2017/2018. A MC traz nesta matéria os relatos do ex-presidente do C.A. do Borba Thiago Asperti (gestão 2016-2017) e da nova presidente Marina Maschietto (2017-2018).

Parabéns a todos os alunos da chapa Ex-Libris que estiveram à frente do Centro Acadêmico na gestão passada e aos novos da #Biblio uma excelente gestão!


Fonte: Facebook "C.A. do Borba"



Thiago Asperti, ex-presidente do “CA do Borba” (Gestão 2016-2017)


No meu primeiro semestre, em 2015 eu senti falta de duas coisas, união entre as turmas de Biblio e representatividade discente. Ao conversar com a Prof. Valls, soube que havia mais uma pessoa interessado em reerguer o Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes, que já estava desativado há 3 anos. Eu estudava de manhã e esse outro aluno, Gabriel, estudava a noite. Trocamos algumas ideias por e-mail e decidimos que era o momento de dar voz aos alunos de Biblio. Com a ajuda da Monitoria Científica começamos a divulgar a intenção, passamos nas salas e conversamos com os alunos, fomos atrás dos últimos membros do C.A., enfim, trabalhamos durante todo o segundo semestre de 2015 para unir a equipe e correr atrás do que era necessário para reativação.   

Nos reunimos em Janeiro e decidimos que os calouros precisavam de uma recepção feita pelos alunos de Biblio. Montamos a gincana com a ajuda da Biblioteca da FESPSP e recebemos os novos alunos, ali começávamos a plantar a sementinha do C.A., aproveitamos a recepção para explicar aos alunos a importância do C.A. e nossa luta para reativa-lo, para nossa alegria 5 alunas do primeiro semestre se interessaram e entraram na equipe. Enfim tínhamos a chapa formada e nos preparamos para a eleição que felizmente teve outra chapa concorrendo, isso nos mostrou que alcançamos o objetivo de mostrar a importância do C.A.

Vencemos a eleição e começamos o trabalho, foi um ano intenso de muito aprendizado, não conseguimos realizar tudo que desejávamos, porém  tenho a convicção de que realizamos tudo que estava ao nosso alcance e alcançamos nossos objetivos principais, unir as turmas de Biblio, aumentar a participação dos alunos em festas/eventos da Faculdade e dar continuidade ao Centro Acadêmico.

O que me deixa mais feliz é saber que o Centro Acadêmico está em boas mãos com a Marina e a chapa #Biblio, tenho certeza que o CA vai crescer ainda mais.


Fonte: Facebook "C.A. do Borba"


Quero aproveitar esse espaço para fazer um pedido aos próximos alunos, não deixem o CA morrer novamente, quem perde com ele desativados são os alunos, nossa área precisa de mais representatividade e ela começa aqui.




   
Marina Maschietto, Presidente do “CA do Borba” (Gestão 2017-2018)

Entrei na FESPSP em 2016, e logo no primeiro dia, me deparei com Thiago dando boas vindas aos calouros e nos acompanhando à gincana de início de semestre, mas foi quando ele comentou que estavam querendo reativar o Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes, meus olhinhos brilharam, naquele momento já sabia que estava dentro daquela equipe. Atuei ano passado dentro da Coordenadoria de Eventos e foi uma experiência muito rica, principalmente como forma de conhecer melhor as pessoas e fazer contatos. 

  
 Ao final da gestão anterior, sinto que conseguimos atingir nosso objetivo maior que era unir o curso de biblioteconomia como um só grupo, sem diferenciação de semestres, vejo que criamos uma rede de ajuda e compartilhamento mútuo, o que é algo incrível e merece ser perpetuado.


 
Fonte: Facebook "C.A. do Borba"
Fonte: Facebook "C.A. do Borba"