terça-feira, abril 04, 2017

PEC - "A atuação do profissional bibliotecário na era digital: mediador da informação".


Confiram a seguir o relato feito pela aluna Paola Marinho do 5º Semestre/Noturno sobre o Programa de Enriquecimento Curricular (PEC) ocorrido na quinta-feira dia 23/03 na FESPSP. Está imperdível!

Fonte: FESPSP Comunica

No dia 23/03/2017, a Bibliotecária Lygia Canellas, gestora de informação na Digital Pages Publicações Eletrônicas, ministrou uma palestra no PEC intitulada "A atuação do profissional bibliotecário na era digital: mediador da informação".

Na palestra, Lygia falou da sua atuação como analista de mercado, os caminhos traçados como bibliotecária para atuar nessa área principalmente pelo mercado reconhecer-nos apenas como "guardadores de livros".

Aproveitei para tirar algumas dúvidas, porque a minha grande questão é: Ok, nós somos habilitados, capacitados tecnicamente e competentes para desenvolver esse serviço, mas, como dizer isso ao mercado? Por qual porta entramos uma vez que existe o estereótipo do "profissional dos livros"?

Uma das sugestões da Lygia foi atualizar as terminologias, ou seja, adaptar nomes de habilidades técnicas para o vocabulário do mercado, o que pode ser feito com a consulta em algum "Dicionário de Negócios" (sim, existe isso!) e também perguntar para as pessoas do ramo o que estão querendo dizer quando usam determinados termos.

Outra proposta foi a de pensar em soluções para empresas e apresentar projetos de otimização, propondo sugestões. (#VenderOPeixe)
Fonte: FESPSP Comunica

Entre as novas competências necessárias ao Profissional da Informação, foram destacadas características como: Saber contar uma história (viu! Se em algum momento você fez um curso de Contação de histórias e acreditava até então que isso se limitava a ação-educativa em bibliotecas infantis e escolares, já pode quebrar esse paradigma. E isso também aponta a importância de disciplinas como Análise Textual e Produção Textual na grade do curso), Experiência de usuário (a tal da "UX"), Taxonomia e "Criatividade para expor informações, para indicar as conexões entre elas". 

A sugestão para que eu escrevesse a respeito surgiu pelo tema do meu querido, lindo e amado TCC, o qual está relacionado com a questão dos mercados biblioteconômicos não tradicionais, no meu caso, meu foco até o momento é a chamada "Curadoria da Informação Digital", assunto o qual também apareceu entre os conteúdos da palestra.

O conteúdo abaixo foi retirado da apresentação utilizada pela Lygia:

Curadoria digital prevê:

1) Achar: identificar um nicho; agregar

2) Selecionar: filtrar qualidade / originalidade / relevância

3) Editorializar: contextualizar conteúdo / introduzir / resumir e adicionara sua perspectiva

4) Arranjar / formatar: classificar conteúdo / hierarquizar / leiautar conteúdo

5) Criar: decidir por um formato

6) Compartilhar: identificar públicos, qual mídia eles usam?

7) Engajar: seja o anfitrião da conversação; providencie espaço para que ela aconteça

8) Monitore: monitore o engajamento

Lembrando sempre que, apesar das habilidades técnicas que nos tornam aptos a desenvolver esse trabalho, a constante capacitação e aprimoramento nos permitem desenvolver esse tipo de serviço com cada vez mais qualidade, além de apontar no currículo nosso interesse e conhecimentos específicos nessas áreas de atuação.



Fonte: FESPSP Comunica


Sobre Lygia Canelas

Gestora de informação na Digital Pages Publicações Eletrônicas há 4 anos. Graduação em Biblioteconomia no Centro Universitário Assunção - UNIFAI (2011) e especialização em Gestão de Informação Digital na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo - FESPSP. Tem experiência na captura, seleção, avaliação, processamento e armazenamento de informações em bancos de dados, incluindo projetos de taxonomia para educação, help desk, monitoramento de redes sociais e classificação de acervos físicos e digitais. Hoje, divide sua atuação entre o setor Comercial e Projetos, realizando a ponte entre a organização de fluxos de informações, desenvolvimento de documentação de produto, requisitos, benchmark e a pesquisa de dados estratégicos para negócios como subsídio às inovações tecnológicas. Apaixonada por cultura digital e taxonomia, iniciou seus estudos recentemente em Arquitetura de Informação e Experiência do Usuário na Faculdade Impacta Tecnologia. FONTE: Site FESPSP.




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