terça-feira, maio 02, 2017

Coluna: Filme da semana. Por Ana Beatriz Cristaldo e Renato Reis.


Eu voltei e agora pra ficar!


Essa semana, eu estou em dois lugares ao mesmo tempo. E o TCC? Bom...O assunto aqui é filme, e o dessa semana não é um super indicado, mas traz uma coisa que eu preciso falar... que tá aqui entalado e talvez eu engasgue...

O SOM NÃO SE PROPAGA NA JOSSA DO VÁCUO!



Obrigada, com vocês: Vida (Life).


Nessa quinta-feira tivemos o lançamento de Guardiões da Galáxia e do filme Vida do Diretor Daniel Espinosa (mesmo diretor de Protegendo o Inimigo), que tem no elenco grandes nomes como: Ryan Reynolds (Deadpool), Hiroyuki Sanada (LOST) e Jake Gyllenhaal (GATINHO DA MINHA VIDA).


No filme, um grupo de astronautas detêm amostras que talvez comprovem a existência de vida em Marte, assim o biólogo do grupo interpretado por Ariyon Bakare começa a estudar e a estimular a célula encontrada no solo. Porém, conforme se desenvolve, Calvin (nome dado à primeira forma de vida de Marte) se mostra cada vez mais inteligente e forte, características que os humanos não esperavam,premissa de quase todos os filmes em que nós humanos nos vimos como seres superiores? E assim Calvin se solta e vai matar todo mundo.

Importante: o protocolo é que se algo der errado a criatura não pode chegar na Terra.

Fim é isso.


Sério Ana?

É. Se você quiser pode assistir Alien no lugar, por que além de ser bem melhor, o filme ultrapassa a homenagem à série e vira uma cópia descarada.

O suspense se dá com Calvin correndo pela tubulação querendo consumir todos os seres humanos, por que ele precisa comer e viver (lei da sobrevivência) e sabe aquele lance de entrar na boca da pessoa e comer as pessoas por dentro? É isso mesmo.

Em dado momento do filme, vocês vão ver que tudo poderia ser resolvido ali mesmo, com uns 40 minutos e pronto, a humanidade está salva.


As mulheres do filme não servem para nada, eles tentaram fazer um lance de igualdade de gêneros, mas mesmo que a personagem tenha elaborado todo o protocolo e fosse academicamente capaz de tomar uma decisão, ADIVINHEM SÓ, é o homem que resolve tudo.


E tem um outro lance de filme que sempre me incomoda, que é “quando eu pensava em ser astronauta, meu pai sempre dizia...”, esse lance de os pais sempre serem referência à inteligência e sabedoria - “graças ao meu pai que eu estudei e cheguei onde estou” etc.- a mulher nunca é capaz de ser essa figura de desenvolvimento profissional? E eu nem sou uma feminista extremista, mas isso é tão recorrente que eu ando me perguntando o WHY disso tudo.Um exemplo disso é uma nova “corrente” que está na internet e seu enredo é: “Um pai e um filho estavam dentro de um carro, o carro sofreu um acidente, o pai morre na hora e o filho foi socorrido e levado para o hospital. O menino precisa ser operado, eles chamaram a pessoa mais importante do centro cirúrgico e quando a pessoa mais importante do centro cirúrgico chegou disse ‘não posso operá-lo, ele é meu filho’. O que essa pessoa é do menino sendo que o pai morreu?”< Disso saiu até teoria sobre viagem do tempo, mas uma das últimas hipóteses foi de que a pessoa mais capaz do centro cirúrgico fosse a mãe do menino. Entende o que eu quero dizer?


E o último, mas não menos importante: se você quer fazer um filme de ficção científica no espaço, lembre-se SEMPRE: O SOM NÃO SE PROPAGA NO VÁCUO, ou seja, não tem barulho no espaço, explosões e tudo mais NÃO TEM SOM. PARA COM ISSO.

Seguimentos como Guardiões da Galáxia e Star Wars não seguem essa regra, pois são filmes de aventura e não de ficção científica. Ficção científica significa “criar” uma história com possibilidades científicas reais, não significa que aquilo existe, mas também não é impossível que exista num futuro distante. Exemplos de filmes de ficção científica são: Gravidade, 2001: uma odisseia no espaço e Interstellar.


Coisa bacana: A primeira cena do filme, foi a maior cena de gravidade zero que eu já vi e o diretor usou e abusou desse recurso muito bem (com sangue e tudo mais).

É uma indicação por que quero que vocês discutam comigo sobre o assunto, mas não é uma indicação sobre qualidade.



NOTA: 4/10

TÁ DISPONÍVEL ONDE?!?! Cinema



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Greve Geral no dia 28/04. Sábado e domingo só na maior paz e descanso. Dia do Trabalho no 1º de Maio. Tivemos um feriado e tanto para descansar muito, viajar, namorar, sair, jogar um RPG, ir ao cinema, dar um rolê nos parques de Sampa e estudar até cansar.

Pois é, e nesse tempo todo, pude recordar de um filme que vi há muito tempo atrás e que vale muito pra questionar - TARÃÃÃÃ – o trabalho! Vamos largar um pouco nosso tão amado descanso e colocar o tico-e-teco pra funcionar, então, com muita filosofia e crítica.

Aviso desde já que este filmão é dos que classifico como “pedrada na cara”. Boa leitura e bom filme a todos.


Da Servidão Moderna (2009)
Por Renato Reis


AÍ VEM BOMBA!!! Protejam-se! Protejam sua inocência quem quiser!
O filme que trago hoje é um documentário produzido em 2009 por Jean-François Brient, chamado Da Servidão Moderna.


Da Servidão Moderna (2009), de Jean-François Brient

Trata-se de um documentário beeeeem ácido no sentido de seu pessimismo, mas extremamente crítico no sentido humano em si. Na visão do diretor, o trabalhador de hoje em dia nada mais é do que um “escravo moderno”. Não deixa de ser verdade, quando a imagem e a narração se casam perfeitamente. Afinal, ele trata das massas, do povo como um todo, diferenciando-o apenas de seu governo/dos Estados imperialistas/das elites. Sua crítica se concentra na política mundial, nas definições de doutrinas e lados políticos, na transformação do trabalho em algo mecânico e extremamente alienante e, principalmente, no capital e no capitalismo.

Alô 3º andar da FESPSP!!!

Como dito anteriormente, o filme faz a gente pensar. Isso é de extrema importância para que não façamos parte de um grupo alienado que segue o ideário e a conduta que vão de encontro, cada vez mais às cegas, a governos tiranos, imperialistas, capitalistas e egoístas (e botem mais adjetivos e substantivos repudiantes a mais nisso aí). Para que sejamos maioria, ainda é uma utopia, mas nada é impossível. Vejo o cinema como um importante meio de comunicação para tocar a consciência de um número significante de pessoas, inclusive. E o documentário é filosófico demais, faz realmente os questionamentos corretos desde nossa natureza como seres humanos! Uma lindeza só.

Ahh, a trilha sonora traz um mix sentimental, ao meu ver, de grandiosidade, pensamentos profundos e tristeza. Pois é ao saber que acordamos, quando cai nossa ficha... Depois pode vir uma tristeza. Como minha amiga e parceira de coluna Ana diz, o conhecimento é triste! E, inclusive, como dizia Albert Einstein, “a ignorância é uma bênção”. Então, só nos resta escolher: a pílula azul ou a pílula vermelha?!

O filme exibe frases de vários pensadores e filósofos brilhantes (e algumas do próprio diretor) de todo o mundo e da história! Muito bacana! E o final surpreende com uma música que qualquer um que goste minimamente do filme ama (assim como eu mesmo) ... =)
É isso aí. Espero não ter sido muito agressivo para vocês e tendencioso. Só espero que o mundo todo assista a esse filme e reflita profundamente.

Dispomos da força numérica frente a essa minoria que governa. A força deles não sai de seus policiais, mas de nosso consentimento. Justificamos nossa covardia diante do enfrentamento legítimo contra as forças que nos oprime com um discurso cheio de humanismo moralizador. A rejeição da violência revolucionária está ancorada nos espíritos daqueles que se opõem ao nome dos valores que esse mesmo sistema nos ensinou. Porém, quando se trata de conservar sua hegemonia, o poder não hesita em se servir de violência. (BRIENT).




TÁ DISPONÍVEL ONDE!?! YouTube


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