terça-feira, maio 23, 2017

Coluna: Filme da Semana. Por Ana Beatriz Cristaldo.


Que belezinha de lista essa que o Renato deixou com vocês semana passada hein? Tive que adicionar a minha lista de COISAS QUE VÃO DEMORAR ANOS ATÉ QUE EU TERMINE DE VER, QUE O UNIVERSO ME PERMITE CONTINUAR MÍOPE SÓ ATÉ ONDE SOU... gostaria de adianta-los que essa lista é ótima.

Então essa semana é minha, e eu precisava de um murro de realidade e fantasia, mas um murro bem dado e certeiro na boca do estômago. Sendo assim, que tal rever um filme que tive a oportunidade de pagar para ver no cinema, só que agora no conforto de minha casa, com uma cabeçona macia, preta e peluda em minhas pernas que está bem feliz de termos um tempinho juntos? OBRIGADA NETFLIX!
Vamos lá com Sete minutos depois da meia-noite!



Eu queria tá dormindo desse jeito, mas o TCC não deixa!


Do diretor espanhol Carlos Garcia Bayona (diretor de O orfanato, o incrível O impossível e Jurassic World 2 que lança em 2018), o A Monster Calls conta a história do garoto Conor O’malley que está passando por uma situação um tanto quanto dolorida. Vítima de bullying e violência física na escola, por ser um garoto “esquisito” ele é perseguido por colegas de classe e, não é claro, mas dá pra sentir uma certa dó e falta de preparo com relação aos professores, eles o tratam como se ele fosse quebrar ou explodir a qualquer momento, isso por que sua mãe Lizzy (Felicity Jones) está com câncer terminal. 

Considerando todo esse quadro, ele tem pesadelos, e em uma noite é acordado às 00:07 por um Monstro (Liam Neeson) que promete lhe contar três histórias, e ao final das três Conor deverá contar a quarta história, a história de Conor O’malley.
Não tem como esquecer o nome dele, pois o Monstro repete toda hora, a cada 2 minutos, então tu fica com uma encrenca na cabeça de chamar todo mundo com o sobrenome e com uma voz gutural.

O que me tocou muito nesse filme é como o Conor é criança sabe? Ele faz perguntas de criança e, mesmo que as situações exijam dele maturidade e a perda da infância, ele ainda traz essa característica questionadora que as crianças tem, como numa cena em que o Monstro diz que vai contar as 3 histórias pra ele e ele retruca algo do tipo: eu não preciso de 3 histórias eu preciso que você ajude a minha mãe que é o que na verdade qualquer um de nós questionaria. Que é uma característica que muitas vezes é tirada dos filmes, as crianças tem um modo de falar ou pensar que fica meio robotizado, isso se atribui ao roteirista na hora de dar uma “personalidade” ao personagem que fica muito forçado.

Além disso o filme dá abertura pra criação de várias teorias de quem é o Monstro, há a teoria de que ele é uma parte do próprio menino, como se fosse a consciência dele, outros dizem que ele é o espírito do avô que morreu e outras até de que ele é deus.

Uma atenção especial para o ator Lewis Macdougall que interpreta Conor, esse é seu segundo papel no cinema e ele já chega A H A Z A N D O com nossos corações. Dá vontade de adotar ele e dizer que vai ficar tudo bem. QUE MENINO MINHA GENTE!

Plus: ainda tem Toby Kebbell (Black Mirror e King Kong) como o pai de Conor TOBY LADRÃO, ROUBOU MEU CORAÇÃO! Opa pera, acho que usei o nome errado.

Plus²: Sirgourney Weaver. Apenas.


Mas Baguera e você? O que achou do filme?





- Bom, vejam bem, eu tava dando atenção mesmo pra minha mãe que tava me dando carinho, que por causa das coisas de mãe dela nunca dá muito tempo, mas eu senti falta da representatividade canina nesse filme, é uma coisa que eu sempre percebo: como os cães nunca tem espaço nos filmes, a não ser que seja pra morrer e deixar todo mundo triste, e quando tem esses papeis eles são representados por cães louros e de pelagem clara, vide o Marley paspalho, sendo que assim: nós cães escuros somos muito mais majestosos e nossos pêlos mostram mais brilho... Enfim, aproveitei esse espaço para manifestar meu descontentamento. Sobre esse filme ai, eu gostei muito do jeito que o bicho grande se movimenta e fiquei super atento nisso, ainda mais por que a voz dele parece com a minha, lindona assim mesmo. É isso ai.


Acho que já podemos substituir um dos nossos colunistas pelo Baguerinha não? Ele é um sucesso! Ou devemos deixar que ele faça mais comentários? Ele é um grande estudioso do cinema e ativista da causa canina, um orgulho dos pais.

De todo modo, esse filme é uma dádiva e ta lá disponível, to mandando todo mundo ver. Vai agora você também...
Larga esse integrado.
Vai logo.

Informação importante: o filme é baseado no livro A Monster Calls do autor Patrick Ness, que por sua vez para escrever tal obra se inspirou a partir de uma ideia original de Siobhan Dowd, ilustrado por Jim Kay. UAU!


Esse filme recebeu o prêmio na categoria QUE FILMÃO DA P$&#@ PRA CHORAR, JEOVÁ SECA MINHAS LÁGRIMAS do IAQ (Instituto Ana de Qualidade)


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