quarta-feira, maio 17, 2017

Coluna: Filme da semana. Por Renato Reis.


Hey, minha gente! Como estão?

Essa semana preparei uma surpresinha! Bem daquele bolo de chocolate inesperado quando chegamos na casa da vovó. Tentei, com amor e carinho tão iguais, fazer algo que vá de encontro com o gosto de todos. Daí só me resta esperar a opinião de vocês, ansiando pelo positivo.

Quem daqui gosta de curta-metragem? Pois é, em no máximo 20 minutos você assiste a um filme, apreende uma imagem super bacana e ainda uma ideia genial ou simples por trás. Tá aí a grande sacada desse tipo/estilo de película, né?

Então, essa semana trouxe um Especial de Curtas pra vocês! Para os que gostam, para os que não conhecem e querem conhecer e, claro, para todos nós, a quem sobra vontade de ver mas falta tempo por conta de trabalho, estágio, estudos, vida social etc. Mais do que isso, tentei focar em curtas que foram inspirados, baseados em ou até que inspiraram livros. Tudo para compartilhar esse amor em comum entre nós.

Boa leitura e bons filmes pra vocês!


Especial Curtas-metragens


Os fantásticos livros voadores do Sr. Morris Lessmore (2011)

A animação “Os fantásticos livros voadores do Sr. Morris Lessmore” (The fantastic flying books of Mr. Morris Lessmore), produzido nos EUA em 2011, com duração de 15 minutos, pelos diretores William Joyce e Brandon Oldenburg pelo Moonbot Studios foi o curta vencedor do Oscar de melhor animação no ano de 2012. A animação deu origem a um lindo livro infantil, sendo um exemplo do reverso do que acontece nas transmidiações mais comuns.



Sr. Lessmore dando adeus ao passado e sendo levado para o futuro promissor da literatura

O tal do Sr. Morris é um homenzinho simpático, sentimental e progressista, que se vê num mundo destruído e volta a construí-lo ao encontrar livros voadores que o leva até uma o quê? Sim! Uma biblioteca! De lá ele se relaciona com seus livros e com quem começa a frequentar o espaço, fazendo do mundo um lugar mais colorido (reparem na coloração que as imagens vão ganhando com o tempo), além de tratar os livros como um digníssimo bibliotecário. Fora que há lindos significados dentro da história sobre os livros, como existe a possibilidade deles transformarem seres humanos e esses, por sua vez, mudarem o mundo pra melhor. Recomendadíssimo pra todo bibliotecário e geral desse mundão!
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Uma Flor (2009)

Alice vive em um angustiante ambiente familiar controlado por sua irmã. No Carnaval, o cotidiano da menina se transforma diante da possibilidade de fugir de seu universo e mascarar a dor. O curta é uma adaptação do conto homônimo de Clarice Lispector. Foi dirigido por Gilson Junior e Érica Rocha numa produção da Estácio de Sá, universidade carioca.

Uma Flor faz muito com pouco. Bem como os contos da linda da Clarice, exatamente. Transpõe dor e prazer, tristeza e alegria, uma sobre a outra o tempo todo e ainda retrata profundeza no enredo. Extremamente humano, o curta nos passa imagens que nos faz pensar e sentir como reagiríamos, talvez, na vida real diante da omissão e pressão familiar, vendo que "há vida" e coisa boa do lado de lá, lá fora. Basta uma pequena atitude de você mesmx.
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Uncanny Valley (2015)

Produzido pelo estúdio 3dar, em 2015, Uncanny Valley valoriza fortemente os VFX (efeitos visuais) e os SFX (efeitos sonoros). Com ampla equipe de CG (computação gráfica), o curta se destaca muito nesses pontos e em seu roteiro, que traz ideias diversas de ficção científica, como robótica e a realidade virtual, além de uma curiosíssima distopia sociológica. Em outras palavras, atentem aos diálogos, assistam em HD e com o volume no MÁXIMO! No meu caso, assisti com resolução máxima (1080p) e com meus melhores fones de ouvido com o bass acentuado. Vocês não estarão perdendo nada.


“Delta 4 para Ômega líder: AVAs de todas as matérias avistados nos arredores. Fiquem atentos e vigiem as costas!!”
Basta assistir aos primeiros minutos para saber: o curta é declaradamente baseado nos conceitos de Neuromancer, livro de ficção científica classicão de William Gibson. Imagine você, viciado em um mundo todo virtual, ou seja, a maior parte da sua vida você vive no virtual, como se fossem sonhos (só que não). Aí é que entra a trama: um grupo de viciados é atraído e enganado pela própria virtualidade do negócio. O famoso “erro da Matrix”, manja? O bug, a pane do sistema é capaz de fazer o pior imaginável à humanidade. O resto fica para vocês verem e, claro, imaginarem. Bom filme, boa reflexão e tentem ficar longe da realidade paralela. 

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A menina que odiava livros

Baseado no clássico homônimo de Manjusha Pawagi, o curta mantém o jeitão bastante infantojuvenil da autora, caracterizando-o como o mais simples de todos dessa lista e fácil de ser entendido. É o ideal pra assistir com aquele pequeno ou pequena que vocês mais amam ou até apresentar numa escola ou a uma turminha em alguma boa ocasião.

A lição que é deixada é tão clara e tão definida, com a ludicidade perfeita daqueles desenhos animados memoráveis da infância, que encaixa perfeitamente à compreensão e diversão das crianças. Ou seja, é só dar play que a(s) criança(s) ficam hipnotizadas e uma ideia e moral brilhantes estão sendo passadas a ela(s). Nada como ensinar indiretamente os pequenos a gostarem de ler e apreciar os livros desde cedo, não? A história é bonitinha e toda lúdica mesmo, não é nem cogitada a hipótese de encontrar sinais de tendências políticas, questões de gênero e outras construções sociais no desenho.
Então, fica a dica super família para vocês assistirem e indicarem para o público mirim que com certeza lembrará do filme e da tia ou tio bibliotecário(a) ou bibliófilo(a) que o apresentou. 

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