terça-feira, maio 23, 2017

Coluna: Onde Estão os Bibliotecários? Por Grazielli de Moraes.


E vamos pra mais uma matéria da nossa coluna: Onde Estão os Bibliotecários? (Mês Maio). Dessa vez a entrevistada é a Bibliotecária Mariana Ferreira Eloi Onofre, 25 anos. Formada em 2014 pela FESPSP, além de ter estudado como aluna especial da USP na disciplina de Infoeducação com os professores Edemir Perotti e Ivete Pieruccini. A bibliotecária também realizou o Curso de Extensão da FESPSP sobre Paulo Freire e atualmente está cursando Pedagogia.


“Gosto muito da área de Educação e todos os cursos contribuíram muito na minha formação”. (Mariana Ferreira)


Bibliotecária: Mariana Ferreira Eloi Onofre


Mariana menciona que na FESPSP pôde crescer muito, não só profissionalmente, afinal, a fundação foi responsável por prepará-la para olhar o mundo de maneira diferente e lhe tornou crítica e humana ao mesmo tempo.


“Ela despertou o sentimento de mudança, lembro que na colação de grau, o Aldo disse em seu discurso que os alunos da FESPSP precisam ser agentes de mudança. Esse é o legado da FESPSP, preparar pessoas para pensar diferente e fazer a diferença”. (Mariana Ferreira)



Falando de mercado de trabalho ela atualmente é bibliotecária em uma biblioteca escolar – local este que ela menciona ser muito feliz profissionalmente.


É um trabalho desafiador, pois atendemos mais de 1200 alunos, fora professores e funcionários. Meus pequenos, como tenho costume de dizer, são leitores assíduos. Emprestamos em média 950 livros por mês. Temos ações culturais mensais, em que promovemos cultura e troca de experiências. Já realizamos oficinas de mandalas, Tsurus, palestras, encontro com o autor. Esse é o encanto da nossa biblioteca, proporcionar aos alunos não só acesso à internet e empréstimo de livros, mas também atividades que contribuam com o desenvolvimento de habilidade diversas para que os alunos possam se tornar cidadãos de bem. Desta forma vamos exemplificando o slogan da escola que é: “Aqui se estuda. Formam-se mente e coração”. (Mariana Ferreira)


Mariana começou a trabalhar como operadora de telemarketing e o atendimento e a convivência com o outro é o que lhe possibilita até os dias atuais adquirir conhecimentos. Quando entrou na área da Biblioteconomia, iniciou sua carreira profissional na Alexandria local este que pôde aprender bastante sobre catalogação, preparo físico, além disso, pode conhecer diversos profissionais de outras faculdades e bibliotecas públicas de São Paulo.


Em seguida, atuou em escritórios jurídicos que segundo ela foram fundamentais para “saber dar o valor da informação”. Atuou também pelo SENAI, pela APEOESP, por uma empresa de tecnologia em que trabalhava com Pesquisa de Mercado, onde aprendeu a olhar a profissão de maneira mais ampla. E ainda, atuou em Universidades - “... quase fiquei louca com essas avaliações do MEC”. No entanto, Mariana menciona que seu coração bate forte mesmo pelas Bibliotecas Escolares e está mais que satisfeita em seu local de trabalho.


“Estou sim satisfeita com meu trabalho, além de ter um universo de coisas que ainda precisa ser feita (por exemplo, automação do acervo). Ajudo na formação de vários pequenos, incentivando a leitura, ouvindo suas histórias, sugerindo livros, realizando ações culturais. Assim como em toda biblioteca, todo dia há um novo desafio e tenho consciência que muitos ainda estão por vir e com certeza me darão mais experiência”. (Mariana Ferreira)


Falando em linhas gerais, a profissão biblioteconômica para ela é uma profissão que oferece diversas possibilidades, mas acima de qualquer coisa é uma ótima ferramenta para exercer a cidadania. A escolha pelo curso se deve ao fato de sempre ter tido amor pelos livros.


Além de seu trabalho atual, Mariana atuou dois anos na parte de comunicação do condomínio onde reside (publicando informativos, criando site e disseminando informações relevantes), além disso, tem uma pequena biblioteca em sua casa que coloca à disposição dos vizinhos.


“... a princípio seria comunitária, porém com as mudanças da minha rotina, a transformarei em biblioteca livre. Uma vez por mês, formamos um grupo de pessoas e preparamos sopas para 35 moradores do centro de Itaquaquecetuba (cidade em que moro). Fazemos distribuição de roupas, cobertores e sempre levo livros também. A aceitação é enorme e é lindo o cuidado que eles têm com o livro e a preocupação em devolver no mês seguinte... No mais, sou uma mulher normal, casada, que cuida da casa e que escreve cartas como hobby (amo cartas) e sempre que posso vou em sarau, pois é incrível a energia que acontece neles”. (Mariana Ferreira)


Mariana acredita que a Biblioteconomia é uma área enorme, devido ao fato de sua matéria-prima ser a informação, mas que ainda falta um olhar social da Biblioteconomia e menos técnico.


“O que os novos integrantes da profissão precisam é saber olhar esse campo da Informação e inovar para que atuem com sabedoria e dedicação. Isso independe se será numa biblioteca tradicional ou no mais atualizado campo da tecnologia. É saber aproveitar as oportunidades”. (Mariana Ferreira)


Para os novos integrantes da área ela deixa a seguinte informação:


“Galera, temos muito trabalho para realizar. Mãos a obra. Em toda a dificuldade existe uma nova oportunidade, basta observar”. (Mariana Ferreira)


Quer participar da entrevista para a coluna Onde Estão os Bibliotecários – Clique Aqui – e entre em contato.


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