sexta-feira, junho 30, 2017

Coluna: Filme da Semana "Especial Netflix de FÉRIAS". Por Ana Beatriz Cristaldo e Renato Reis.



Saaaalve, galera! 

Demorou, mas chegou! As férias tão aí na nossa cara e a gente, como sempre, tá muito feliz por isso. Lembramos do quão duros, sofridos e corridos foram nossos dias com os prazos às nossas portas e aquela pilha de AVAs, integrados e até TCCs pra fazer sem descanso. Agora é a hora que tiramos pra curtir um tempinho, arruaçar geral, entrar em catarses e descansar o máximo possível no nosso tempo livre!

Vocês idealizaram e pediram, nós botamos em prática!! Trouxemos um especialzão, uma super lista do Netflix toda recheada de surpresas pra vocês, então. Aguenta essa pessoal, e põe a pipoca pra estourar, o refri e o chocolate na mesa pra fazer maratona de filmes e transformar todo e qualquer dia das suas férias com muita agitação cinematográfica. Curtindo ou não, só vem aí filme de qualidade, entenderam? O que vale é juntar os amigos ou se enrolar no cobertor porque a sessão vai ser no seu sofá em 3, 2, 1...

BOAS FÉRIAS, seus lindos!

Especial Netflix de FÉRIAS!!!
**confetes, cornetas, vuvuzelas, festa, fogos de artifício e muito amor espalhado!**





 Por Renato Reis.


Biutiful (2010)

Bora falar um pouco da obra do meu diretor favorito? Bora!!

Uxbal (Javier Bardem) é um homem de meia idade que tem dois filhos, Ana (Hanaa Bouchaib) e Mateo (Guillermo Estrella), para criar e, ainda, contato com sua ex-esposa, Marambra (Maricel Álvarez), cujas condições de desequilíbrio psicológico e alcoolismo impedem seu pleno relacionamento apaixonado. Todos os 4 personagens são incríveis e irão tocar seu coração a todo momento (cada cena forte e de arrancar aquele choro, meeeu...!). Num dia a dia sem boas perspectivas financeiras, ele tem de se virar, imergir no mercado negro, onde faz muitos amigos e aliados, para conseguir seu ganha pão e juntar uma pequena poupança, sempre pensando com muito amor à família (ainda mais após uma má notícia).
Biutiful é sublime em todos os aspectos: as cores bem ‘dark’, a trilha sonora que cai como uma luva ao enredo, as técnicas de filmagem que valorizam o protagonista e sua relação com cada personagem nas cenas e a atuação tão tocante de todos. Isso tudo unido, faz lágrimas rolarem a cada cena que passa pessoal. Um drama autêntico, feito com a mão no coração dos envolvidos e que merece respeito no cinema mesmo, dirigido pelo gênio Alejandro G. Iñárritu!

P.S./AVISO/Obs.: e vocês vão se afogar em lágrimas porque é a mais sincera homenagem do diretor ao seu pai, já adianto.


Spirit: O Corcel Indomável (2002)

Spirit (na voz de Matt Damon) é um cavalo raça-pura fortíssimo que inicia uma vida belíssima e natural com a família. Até vê-la sendo domada pelo homem americano, que devasta tudo o que encontra pela frente a troco de terras e de sua exploração por exploração. O filme exibe bem essa questão histórica, inclusive, do avanço dos colonos na “nova América”, terra que consideram promissora e que só lhes tem a retribuir, em pró da nova civilização. O Coronel (na voz de James Cromwell) é, no caso, o vilão da história, o militar arrogante, frio e dominador, que tenta domar o maior número de cavalos possível e explorar a região em que seu forte está instalado. A crueldade é posta de uma forma bem “DreamWorks de ser”, saudável e educativa a quaisquer olhos que estejam assistindo. Sem contar a emoção que a animação, as imagens casadas com a trilha sonora e as expressões dos personagens criados despertam em nós. Que baque, gente!

Desde criança, enxergo Spirit: O Corcel Indomável como um filme que extrapola suas ideias principais para o cinema, no entorno do seu enredo. Ele lida com toda a questão da natureza do animal, de como nasceu para ser livre nessas terras lindas e ricas, de como sua liberdade deve ser preservada. Fazendo um paralelo a isso, dá pra colocar um espelho em toda a história do belo, esperto e forte Spirit e vermos a natureza humana também (por que não?!), afinal somos tão “da terra” como eles, tão mamíferos quanto e a natureza nos serve assim como os serve, desde que saibamos como usufruí-la.


A valorização da família, e tê-la como o nosso ponto de paz, nossa principal, maior e mais antiga árvore de amor, é pontuada com muita maestria também. Fora a questão histórica dos EUA que faz todas essas interconexões que mencionei, relacionando a vida – em sua essência - como é encarada pelo homem branco que coloniza a América e pelo indígena nativo dentro do mesmo espaço geográfico


Comédia: A Proposta (2009)
 
A saudosíssima Margaret Tate (Sandra Bullock), editora de uma grande e influente editora de Nova York, é chamada pelos diretores da empresa para ser informada de que não pode mais manter vínculo empregatício e até conseguir a promoção a editora-chefe que tanto deseja, uma vez que é cidadã canadense também, fator impeditivo a ela. A menos que esteja casada ou se case com algum estadunidense. Andrew Paxton (Ryan Reynolds) é seu assistente na editora (que sempre sonhou em ser editor também), um cara bem eficiente, meio cômico e mega sincero. Num estalo momentâneo, Margaret decide casar-se com ele, alegando que estavam mantendo uma relação secreta há algum tempo.
A partir dessa ideia, a comédia começa com o espanto mútuo entre ambos (e sua óbvia discordância, é claro, no que lhes confere essa ‘surpresa’) e Andrew começa com suas chantagens pra cima de Margaret. Faz com que ela dê algo em troca de muito valor a ele, na condição de se casarem efetivamente, levando-a para conhecer toda sua família e outras coisitas mais.

A Proposta é divertidíssima do começo ao fim. É o tipo de comédia romântica leve, de distração, que te conduz com muito humor sem parar. E os momentos para gargalhar são excepcionais! O roteiro é muito bem trabalhado por Peter Chiarelli (o mesmo de Truque de Mestre: o 2º ato) e a diva Sandra Bullock está impecável e a mais engraçada ever! É hilário ver uma relação “boa” e distante entre os dois protagonistas ir tomando forma bem aos poucos (e isento de machismo, hein, galera!) e como a proximidade vai crescendo em conjunto com o afeto e aquele lance de “ver o que você tem de bom, o seu lado fofo e bonito”, até o clímax do filme chegar.
Indicadíssimo pra todo mundo!

Aí, nas férias, galerinha, não esqueçam que vocês podem aproveitar ao máximo para:

Parar um pouco, respirar, e olhar a paisagem, olhando ao mesmo tempo pra dentro de si mesmo...




Mas sem esquecer o amor que você tem pelos que te cercam e te querem muito bem.



Esnobar com classe o recalque, as imbecilidades e as besteiras do dia a dia...



E sair correndo sem medo de ser feliz pelos mais belos campos que a natureza nos dá!



Também beijar o(a) guri(a) crush com aquela satisfação (mesmo que não seja de fato seu crush), demostrando apreço...





E, claro, se soltar e dançar loucamente! É FÉÉÉÉÉRIAAAAAAAAAS!!!!!!!



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Por Ana Beatriz Cristaldo.


Eu já quero adiantar que estou de TPM, então a minha indicação de férias tem muito amorzinho e o frio é o clima perfeito pra ver esses filmes com a melhor companhia e aquela que você tem que amar em primeiro lugar: você.
Alguns você pode chamar a família, os amigos e os que você ama, outros é importante ter uma mente aberta por que a reflexão proposta é intensa.
Nessa lista, como o Renato disse, todos estão disponíveis no Netflix e geralmente não são muito conhecidos, mas se você já viu:

Perdoa


500 dias com ela

Essa lindeza está no meu top 10 de filmes favoritos da vida (inclusive rola um projeto de tatuagem) e eu amo ele tanto que chega dói.

Do diretor Mike Webb (O espetacular Homem-Aranha), 500 dias com ela é uma história de um garoto que conhece uma garota, mas não é uma história de amor. Tom (Joseph Gordon-O QUE EU FAÇO COM ESSE HOMÃO-Levitt) é um criador de cartões comemorativos e vive sua vidinha pacata e bem cômoda, até que uma nova funcionária chega e as coisas mudam de cabeça pra baixo. O filme traz uma reflexão muito gostosa sobre a vida e da relação expectativa x realidade que temos das coisas, e de como criamos mundo, cenários e até relacionamentos em nossas mentes que não condizem com a verdade.

Quando vocês assistirem encontre outras pessoas que também o fizeram e levantem a pergunta: teamTom OU teamSummer. Para vocês terem uma noção de quão é especial esse filme pra mim, quando eu trabalhava numa livraria e vivia flertando e amando o meu crush (atual namorado) de longe eu fui comprar esse filme com ele, e perguntei: Summer ou Tom? E ele respondeu a mesma coisa que eu. Isso já faz três anos de puro amor. Fim do flashback.

P.S: trilha sonora absurda.

Nota: 105484105674/10

 


As vantagens de ser invisível

O diretor Stephen Chbosky (Bela e a Fera) é autor e diretor de As vantagens de ser invisível, um dos livros mais marcantes da minha vida e uma das melhores adaptações literárias já realizadas, é uma delícia melancolicamente triste. O jovem, tímido e introspectivo Charlie (Logan Lerman) faz amizade com os irmãos Sam (Emma Watson) e Patrick (EZRA FUCKIN MILLER) e começa a viver novas experiências, o grupo passar por diversas situações e constroem juntos uma história divertida, porém intensa e com um fundo melancólico de que há coisas mais profundas acontecendo, mas que não foram ditas.

Se for assistir se prepare para chorar e sentir um certo incomodo, é fácil se identificar com os personagens e se apaixonar por eles. Além disso tudo, o filme traz uma visão sensível sobre a depressão que nos proporciona uma percepção muito íntima do que é essa doença tão avassaladora e corrosiva e da adolescência, a fase mais difícil que se pode passar.

Trilha sonora excepcional.

Ezra Miller te amo, vamos namora.


 
Nota: 156489431/10



Amor a toda prova

Dos diretores Glen Ficarra e John Requa (Golpe duplo) esse é um filme do qual eu sou bem suspeita para falar pois ele traz um dos meus casais cinematográficos favoritos: Emma Stone e Ryan Gosling, por favor compreendam (NÃO TEM COMO RESISTIR À ELES), mas além desse casalzão temos Julianne Moore e Steve Carell como um casal em crise. Vamos lá, o filme é uma encruzilhada de histórias e recomeços, que trata com um humor ácido e delirante situações as quais, na maioria das vezes, nós pessoas não conseguimos lidar sem sermos dramáticos, pois elas envolvem relacionamentos e uma massa de sentimentos conflitantes.

É bem divertido de assistir com os amigos e família, e tem o Ryan Gosling sem camisa. EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEH!!!!!



AAAAH! Tem o Kevin Bacon também!

Nota: 10/10


Agora só para não perder o toque de surpresa que sempre trazemos a vocês eu separei duas séries para indicar, das quais eu não vou falar nada e vocês vão ter que confiar em mim ok?

Tá, só vou falar uma coisinha: elas são pra você pensar, enquadrar as situações na sua vida e melhorar com elas.


Master of None



- 2 temporadas

- 10 episódios por temporada

- Uma média de 20 à 30 minutos por episódio


BoJack Horseman*



- 3 temporadas

- 12 episódios por temporada

- 25 minutos cada episódio

* Não é uma série que eu aconselho para menores de 18 anos, a não ser que seus responsáveis estejam de acordo com isso.

** Eu já falei dela várias vezes e reforço: ASSISTE ESSA JOÇA EM NOME DE CHER!


Espero que vocês fiquem bem, aproveitem suas férias e nos vemos em agosto, onde eu prometo trazer mais novidades e obras maravilhosas.

Paz.

E lembrem-se: “Se você não se ama, como pode amar outra pessoa, posso ouvir um amém aqui?” – Rupaul toloucaeviciadanessacoisa


Todos os leitores da coluna receberam o selo de Seguidores de QUALIDADE do IAQ.


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