sexta-feira, outubro 06, 2017

Coluna: Filme da Semana. Por Ana Beatriz Cristaldo e Renato Reis.



E vamos de Filme da Semana com uma super resenha trazida pelo querido Renato Reis (4º Semestre/Noturno) com a história de um grande artista que marcou época e uma geração. 

Fiquem com Bingo: o rei das manhãs. 



Bingo: o rei das manhãs (2017) 
Por Renato Reis



Bingo: o rei das manhãs (2017) é nosso novo queridinho para as apostas do Oscar 2018, concorrendo ao carinha dourado de Melhor Filme Estrangeiro. E não é por menos!


Dirigido por Daniel Rezende e estrelado por Vladimir Brichta, que interpreta o Augusto Mendes e o palhaço Bingo, o filme brinca com a realidade, fazendo analogias e acrescentando alguns “a mais” para enchê-lo de diversos clímax e passagens engraçadíssimas e dramáticas. 

Ele conta a história do palhaço Bozo e do artista que o representava, Arlindo Barreto, que despertou grande audiência na televisão brasileira nos anos 80 e começo dos 90. Há, claro, exageros cinematográficos nesses idos do roteiro, escrito por Luis Bolognesi. 

Li uma matéria bacana que explica cada detalhe da história verdadeira, o que foi verdade e seu grau de veracidade, a qual pode ser acessada pelos mais curiosos/interessados no seguinte link: http://veja.abril.com.br/blog/e-tudo-historia/bingo-x-bozo-o-que-e-real-e-o-que-e-palhacada-no-filme/




Bingo: o rei das manhãs (2017)
 
Enfim, Augusto Mendes na história, amante pelo trabalho em televisão, tenta ao máximo conquistar alguma vaga em diversas emissoras. Até que, então, descobre a vinda do famoso programa americano do palhaço Bingo para uma famosa emissora. Resolve muito de última hora fazer o teste para o programa, sempre com seu filho, Gabriel (Cauã Mendes), em mente ou fazendo-lhe companhia e valorizando-o ao máximo até o fim (mesmo que não o tempo todo). 

É nesse teste que ele vê sua chance de alcançar seu objetivo, tirando a maior onda com a cara do diretor do programa, que é, claro, da terra do tio Sam, e arrancando gargalhadas de todo o estúdio... Acredito que foi a cena em que mais ri.


Daí em diante, o filme decola e é só risada. Também é possível vermos como uma TV funciona(va) por trás das câmeras, como o ator inovou tanto para as proporções daquela época (e como foi inteligente e pró-ativo com relação à sua situação) e observar valores grandes na vida de alguém, como a relação com a família.
 


Vladimir Brichta e Leandra Leal atuando maravilhosamente bem juntos
 
Legal ver o avanço do personagem Bingo/Augusto Mendes. Como ele busca insanamente seu sucesso profissional, o que ama, suas fanfarras exageradas, a sexualidade, o amor pleno pela família, o amor próprio etc. Até suas transformações para um homem angelical ou para uma monstruosidade descontrolada, sem limites.


O que achei genial: o próprio cinema brasileiro inovando com novas ideias jamais vistas antes (mesmo que seguindo o ‘padrãozão’ hollywoodiano); e a transformação do ser humano como colocada no roteiro.


O que achei meio ruim: talvez o próprio teor de muito Hollywood e menos brasilidade nessa obra, às vezes essa qualidade faz perder um pouco da característica cinematográfica ou até da cultura nacional em si (SEI LÁ).


A trilha sonora está ÉPICA (literalmente)! Evidente que acompanha muito bem a trama do filme, mas o destaque está em músicas br. marcantes dos anos 80, do começo ao fim [do filme], só de lembrar já dá aquele arrepio... Isso sem contar a representação da Gretchen por Emanuelle Araújo, que está excepcional! Super encaixa sua participação no todo e ainda arranca boas risadas no cinema, simplesmente adorável.


Bom, eu com certeza vou juntar todas as forças para torcer pelo filme lá no Oscar. Achei 100% merecido, tá realmente MUITO bom! Só assistam, pessoal!! Quando tiverem um tempinho pra pisarem no cinema, claro, mas não pensem duas vezes.



TÁ DISPONÍVEL ONDE!?!? Cinema

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