sexta-feira, novembro 24, 2017

Se Liga FaBCI – Mix de Notícias: Prêmio Laura Russo; Mil curtidas da Página da MC e Livro “Design Thinking para Bibliotecas”.



Só pelo título dá para perceber como temos novidades e motivos para comemorar. E são notícias tão importantes para a comunidade FaBCI-FESPSP que a MC não poderia deixar de registrar. Confiram:
 


 
XII Prêmio Laura Russo - FaBCI será premiada em três categorias

A tradicional premiação da nossa área, que está em sua 12ª Edição, será realizada no próximo dia 28 de novembro a partir das 18h30, no Teatro FECAP (Av. Liberdade, 532 – São Paulo/SP), estão todos convidados.




 
A FESPSP através da FaBCI será homenageada (o que já ocorreu em outras 3 oportunidades nos anos de 2001, 2010 e 2011) e receberá ainda mais 2 premiações sendo elas: a nossa ex-aluna Mariana Araújo Gomes,  e a docente do curso, a Prof. Ma. Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli por sua pesquisa de mestrado “Representação da informação em acervos culturais: reflexões em torno do diálogo museológico, arquivístico e biblioteconômico”.

Segue algumas palavras que a Diretora/Coordenadora da FaBCI, Prof. Valéria Valls, proferiu ao site da FESPSP sobre a premiação:

“Ganhar esse prêmio é muito relevante para nós, primeiro porque a Laura Russo é fespiana, patrona do movimento associativo da Biblioteconomia no País”, lembra a Profa. Dra. Valéria Valls, diretora da FaBCI. A bibliotecária Laura Garcia Moreno Russo, que dá nome ao prêmio do CRB-8, foi aluna da segunda turma de Biblioteconomia da FESPSP, se formando em 1942. “É uma grande honra receber esse prêmio que deve ser estendido aos alunos, ex-alunos, professores, ex-professores, funcionários, ex-funcionários e toda a comunidade acadêmica da Biblioteconomia da FESPSP. Sem todos esses atores não poderíamos manter a qualidade do curso nesses 78 anos”.
Parabéns a todos os premiados!


Página do Facebook da MC chega as 1.000 curtidas.



 
E chegamos as 1.000 curtidas em nossa página \o/ \o/ \o/

A MC agradece a todos que nos acompanham e que fazem parte dessa história desde sua criação em 2010.

Obrigada a todos os monitores científicos na pessoa da idealizadora e coordenadora desse lindo projeto Prof. Valéria Valls.

E neste ano a todos os monitores voluntários que continuam fazendo cada conquista ser possível.

OBRIGADO e vamos continuar avançando!!!



 Livro “Design Thinking para Bibliotecas”





Galera está disponível para download o livro "Design Thinking para Bibliotecas", traduzido pela professora Adriana Souza e diagramado pelo Vince (Maria Vitória), aluno do 6° Semestre/Noturno.

O livro foi um grande sucesso no CBBD 2017 e foi idealizado pela IDEO, com patrocínio da Fundação Bill & Melinda Gates e pela FEBAB.

Parabéns a Prof. Adriana e ao Vince por fazerem parte desse maravilhoso trabalho.


Utilizem deste material para inovar dentro do seu local de trabalho e transforme seu ambiente!

Segue o link para download gratuito:

Aconteceu na FaBCI – Aulas Abertas em Novembro: “A voz da Arte” e “RDA”. Por Prof. Isabel Ayres.



E esse mês de novembro foi bem agitado na FaBCI, tivemos várias atividades e entre elas as especiais aulas abertas organizadas pela Prof. Isabel Ayres, que gentilmente nos cedeu os relatos sobre esses eventos colaborando novamente com a MC, que aproveitamos para agradecer. Vejam:


A VOZ DA ARTE: Inteligência Artificial e Mediação da Informação

 
Fonte: FESPSP Comunica.

No dia 14 de novembro tivemos a oportunidade de realizar um bate-papo com Gisele Lloret, Advertising and Social/Digital Leader na IBM Brazil.

O tema abordado aproximou as questões tecnológicas das questões humanas, pois o projeto é construído com base em tecnologia de AI para aproximar o público que nunca havia visitado um museu de arte, da experiência de olhar e "conversar" com uma obra artística.

Trata-se de campo fértil para profissionais da informação, seja do ponto de vista da organização dos dados que compõem os bancos de resposta do Watson, até a experiência do usuário em sua busca por informação.

O Watson armazena as intenções de pergunta, que eram manifestadas de diversos modos, e as variáveis de resposta, de acordo com o tom de voz, e o vocabulário e repertório da pessoa que perguntou. Participaram do projeto profissionais do Núcleo Educativo e da Curadoria e Pesquisa da Pinacoteca de São Paulo.

 
Fonte: FESPSP Comunica.
 
Fica cada vez mais nítido que o caminho para o mundo digital, e suas consequências, para o bem e para o mal, é um caminho sem volta.

Cabe a nós estarmos à frente das regras que vão ditar a organização e uso dessas informações.

Saiba mais sobre o projeto:


 
RDA: os rumos da catalogação contemporâneas

Aula ministrada pelo Prof. José Fernando Modesto da Silva: Bibliotecário e Mestre pela PUC-Campinas, Doutor em Comunicações pela ECA/USP e Professor do departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP.
 
Fonte: Arquivo pessoal da Prof. Isabel.
 
O Professor Fernando Modesto, convidado especial da disciplina de Representação Descritiva I, sintetizou brilhantemente a catalogação, seus códigos e histórias até chegar ao momento de transição em que vivemos.

Do mundo analógico do AACR2, surge a RDA, com promessas e conceitos adaptados ao mundo digital e que apontam para um futuro onde a catalogação, mais do que nunca, deverá ser pautada por reflexões, pois tecnicismos não sobreviverão.


Fonte: Arquivo pessoal da Prof. Isabel.
 
Além disso, é digno de nota a generosidade e testemunho profissional emocionantes - certamente todos saíram tocados com sua paixão pela biblioteconomia.

Perdeu? Não fique triste - dia 24 às 19h tem mais!

 

#PorqueEscolhiBiblio



E quem estava com saudades da série: #PorqueEscolhiBiblio? \o/\o/\o/
Para sanar essa lacuna de forma magistral, segue o relato mais que inspirador do querido Gilberto Bazarello Caires, o nosso Giba (6º Semestre/Noturno), sobre sua relação com a Biblio. Confiram:





Por que escolhi Biblio?

Quem escolheu quem? Na verdade, não escolhi. Fui impelido pela situação. Os mais chegados da sala lembram que tomei coragem em fazer a matrícula beirando o mês de abril. Já não suportavam mais aquela fala “ah, ainda não fiz minha matrícula, estou pensando...”

Como fui parar numa biblioteca? Entrei na biblioteca do SENAC porque era o que “tava tenu”. E, claro, para fazer da função um trampolim que me projetasse para a área de comunicação da mesma empresa. Tinha um apego enorme pelo jornalismo. Pela função social da profissão. Coisa de infância, sabe? Mas a biblioteca me pregou peças. Foi quando a vida me botou “do outro lado do balcão” e me perguntou: “e aí, cara pálida, o que você pode fazer para ajudar a comunidade a se informar de maneira legal? ”

E agora, José? Pensei, poxa, isso aqui pode ser incrível. E foi! Lembram da função social do jornalismo? E blábláblá? Então, a biblioteca me ofereceu isso e algo mais: o contato com o outro! E eu já amava livros, literatura, com todo seu poder de desconstruir para construir. Ler traz rupturas! É isso que vale!

“Ei, Gilberto, biblioteca é legal, cara!” Na minha mente a relutância em fazer um curso muito técnico, chato, cheio de pormenores. Coisas que não condiziam com minha personalidade. Uma antiga professora, da graduação de jornalismo me disse o seguinte: “Ei, saiba que trabalhar em biblioteca é algo muito mais digno que algumas vagas de jornalismo que te oferecem por aí”. Pronto! Matrícula feita!

E assim, foi! Sobrevivi a mais uma graduação. E tem sido lindo, a despeito da idade. Reinventei aos 40! As exigências de uma graduação não só técnica, mas também humana e com uma abrangência ímpar de possibilidades de atuação fez descortinar-se um baita horizonte. Finalizo aqui, com um trecho retirado do parágrafo de agradecimento que deixei em meu TCC:

 “[...] e, por fim, agradeço à graduação de biblioteconomia que me fez renascer profissionalmente: adormecia um profissional, mas que acordaria ao encontrar significado e amor no que se faz!”

sexta-feira, novembro 17, 2017

MC Traduções: A nova Biblioteca da Associação Bancária Italiana. Por Leonardo Ragacini.



A MC tem o prazer de trazer mais uma tradução de um artigo italiano feita pelo Leonardo Ragacini, egresso da FaBCI. Nesta matéria, é apresentada a Biblioteca da Associação Bancária Italiana (ABI) detentora de um acervo com edições limitadas e raras. Confiram: 


Fonte: IL Giornale Dell' Arte.Com
 

Autor: Calabresi, M. Patrizia - Biblioteca Nacional Central de Roma
 



No centro de Roma, no elegante e suntuoso Palácio construído em 1675, como residência oficial dos príncipes de Altieri, a Biblioteca da ABI (Associação Bancária Italiana) reabriu uma preciosa coleção de mais de 10.000 volumes.



A Biblioteca, depois de ter sido alojada por muitos anos dentro do Palácio em instalações modestas e espaços limitados, finalmente encontrou sua acomodação final nos estábulos, localizada na parte de trás do prédio e reestruturada em um projeto do arquiteto Gae Aulenti: os ambientes, modernos e funcionais, conseguem um equilíbrio perfeito de harmonia e elegância, e a alternância de madeira e cristal torna o espaço acolhedor e quente.



A Biblioteca pode, assim, disponibilizar ao público a sua riqueza de livros valiosos: estas são publicações muito raras, a maioria delas denominadas "Strenne de Natal", que os bancos têm o hábito de dar no Natal aos mais afetuosos clientes ricos ou personalidades proeminentes nas esferas política, econômica e financeira.



Esta é uma característica peculiar dos bancos italianos com uma antiga tradição de patrocínio que, do Renascimento, distinguiu as grandes famílias dos banqueiros italianos (Scrovegni, Medici, Tornabuoni, Davanzati), mas também nos tempos mais recentes (como por exemplo, a família Mattioli), e que Umberto Eco indicou como um "fenômeno único no mundo". A coleção consiste em volumes de arte, arqueologia, arquitetura, mas também de literatura, tradições locais, música, história econômica, etc., publicados desde meados do século XIX. Muitas dessas obras são edições raras, edição limitada, fora do mercado e não são facilmente disponíveis em bibliotecas.



Essas obras representam um editorial artístico e elegante, que ao longo dos anos se desenvolveu e renovou, através de patrocínio e financiamento substancial. A ABI juntou-se ao sistema de bibliotecas nacionais (SBN), juntando-se ao polo dos institutos culturais em Roma e, portanto, seu catálogo, de edições editoriais elegantes que se desenvolveu ao longo dos anos, foi renovado através de patrocínio e financiamento substancial. A ABI juntou-se ao sistema de bibliotecas nacionais SBN, portanto, seu catálogo, que também pode ser consultado on-line , permite que você verifique a presença de trabalhos de alto nível que de outra forma seriam desconhecidos e inalcançáveis.



Por ocasião da inauguração da Biblioteca, na quarta-feira, 11 de fevereiro (2015), o presidente da ABI, Antonio Patuelli, apoiou a importância desta iniciativa “contra-atual”, quando parece que as bibliotecas estão cedendo à tecnologia, e reiterou que esse tipo de operação oferece a oportunidade de continuar e desenvolver essas formas de arte e cultura para as quais nosso país se destaca como modelo em todo o mundo. Isso certamente demonstra o compromisso concreto das instituições bancárias com a cultura e a importância das pequenas realidades locais, ativas na área e destacadas pelo financiamento de publicações que destacam sua riqueza e validade artística e cultural.



Nas instalações da Biblioteca, são apresentadas obras significativas e representativas de seu patrimônio, divididas em oito áreas temáticas: pintura, escultura, arquitetura, arqueologia, território, variados (volumes de várias formas de arte), história econômica e pensamento "Fora do lugar?“ (Pluralidade de assuntos não alinhados corretamente com os outros ramos do banco atualmente).



Entre as obras mais preciosas e significativas estão algumas edições anastáticas de grande valor, como a "Bibbia" de Borso d'Este (o original é mantido na Biblioteca Estense em Modena), as "Cem tabelas do Code Resta" (código doado pelo padre Sebastiano permanece e é mantido na biblioteca Ambrosiana em Milão, que recolhe desenhos de artistas famosos como Botticelli, Raffaello, Guercino, etc.), a coleção "Campi Phlegraei" (cópia de fac-símile do volume publicado em 1776), "Michelangelo's Drawings", A edição dos desenhos “Les Déjeuneurs" de Picasso, aquarelas e pinturas, etc. e alguns colares, como "Ancient Mother", publicado por Scheiwiller para o Crédito italiano.



A atividade editorial faz parte de um plano de ação mais amplo dos bancos italianos, que visa oferecer um valioso contributo para a valorização do patrimônio artístico e cultural incomparável e também inclui a organização de eventos como o Festival da Cultura criativo e "Convite ao Palácio”, que abre portas todos os anos para muitos visitantes.



A Biblioteca, aberta a estudiosos e pesquisadores, também permitirá a todos conhecer e divulgar todas essas valiosas iniciativas que promovam o desenvolvimento artístico e cultural de nosso país.