quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Aconteceu na FaBCI - Mentoria Voluntária - Depoimentos

E foi dada a largada na FaBCI para mais uma candidatura ao Programa de Mentoria Voluntária (PMV)! Ela consiste no apoio ao aluno em seus interesses e desafios pessoais, acadêmicos ou profissionais, sendo um processo de auxílio técnico e psicossocial.

Caracteriza-se pelo acompanhamento de um professor (Mentor) durante o semestre, na ajuda a algum objetivo que o aluno (Mentorado) deseja aprimorar, entender, pesquisar, solucionar etc.

No segundo semestre de 2017, o PMV foi um sucesso e auxiliou nove alunos em sua proposta, cooperando para que se desenvolvessem em determinadas áreas de seus interesses.

Os professores-mentores são:
Profa. Adriana Maria de Souza
Profa. Daniele Cristina Gonçalves Brene Pires
Prof. Francisco Lopes de Aguiar
Prof. Henrique Mariano Coimbra Ferreira
Prof. José Mario de Oliveira Mendes
Profa. Valéria Martin Valls
Prof. Wanderson Scapechi


Leia alguns depoimentos dos alunos-mentorados de 2017:

“O processo de mentoria não oferece respostas para as situações descritas inicialmente, mas proporciona questionamentos que vão além do universo acadêmico, permitindo uma avaliação pessoal e social, que permitirá obter as ferramentas necessárias para prosseguir com os objetivos”.

“Eu só consegui enxergar o que realmente queria, para a continuação da minha vida acadêmica e profissional, através das reuniões de mentoria, e a experiência compartilhada pela minha mentora também motivou bastante”.

“Essa generosidade em compartilhar a informação e o conhecimento foi a marca desse projeto para mim”.

“Obrigada a todos os envolvidos neste projeto, foi uma grata surpresa neste último semestre e em muitos momentos essencial, afinal, a mentora ainda me ajudava com questões pessoais, e mais uma vez pude provar da generosidade e sabedoria para lidar com certas situações, me ajudando com meu temperamento e atitudes que com toda certeza me proporcionaram um crescimento em vários âmbitos”.

“Meu mentor e agora grande amigo, me mostrou várias possibilidades para seguir no mercado de trabalho e na vida, foram vários encontros de muita alegria e aprendizado e espero, mesmo que de forma informal, poder contar com esta grande pessoa e profissional”.

“A atitude da instituição com esse projeto inovador é fundamental para nós alunos que, de alguma forma, temos dúvidas na área acadêmica, profissional e pessoal. Gostaria muito de continuar este ano, mas temos que ser generosos com os demais alunos, dando a oportunidade única de ser mentorados por  excelentes profissionais”.

“Durante o processo tive a oportunidade de trocar de estágio e de certa forma traçar planos de curto, médio e longo prazos na minha vida acadêmica e profissional, que impactam diretamente na minha vida pessoal”.

“Sinto que meu aproveitamento, nesse ambiente informal de aprendizado propiciado pela mentoria foi igual ou superior àquele desenvolvido em sala de aula, pois ofereceu-me a oportunidade de diálogo mais efetivo, e caminhos de pesquisa mais livres”.

“A Mentoria voluntária foi um processo que teve um grande impacto em minha vida. Meu objetivo primário ao me candidatar foi voltado à área profissional, porém recebi suporte ao longo do processo para encarar problemas pessoais e superar dificuldades internas. O programa se mostrou flexível, na medida em que foi possível ajustar seu caminho ao longo do processo, e dinâmico, pois permitiu o tratamento de questões distintas, como o profissional e o pessoal”.


“Me considero com muita sorte por ter participado desse projeto, e tenho certeza que evolui muito como pessoa e aluna”.



Para saber mais:
Vídeo com a professora Adriana Sousa:
Edital: goo.gl/Qom5tp 

Aconteceu na FaBCI – Moletom Biblioteconomia

Vocês viram os novos moletons do curso de biblioteconomia?


Com design feito pelo Alexandre e toda a logística resolvida pela Zaida, no final do ano passado, os alunos do então 3º semestre do curso votaram no estilo e cores do agasalho que homenageia o nosso curso.






Ficaram lindos, não acham? Não vemos a hora do inverno chegar!

O desenho do moletom está disponível com a Zaida do 5º semestre noturno, para os que quiserem encomendar um novo lote.

Valeu, Alexandre e Zaida! Vocês arrasaram!

Garimpando na rede – fevereiro/2018 - Por Camilla Hatzlhoffer




Fonte: Indiretas do Bem

Quem aí é fã de café?
Para começar bem o Garimpando na rede de 2018, compartilho com vocês um link do blog Indiretas do Bem, que indica 6 cafés para se conhecer na cidade de São Paulo. Eu já estou procurando voluntários para ir comigo!







Fonte: Indiretas do Bem

Saúde mental é, infelizmente, um assunto tratado com pouca importância nos dias de hoje. Mas já existem muitos livros que trazem como tema principal este tópico. Então, como indicação de leitura, deixo aqui o link de uma lista de obras que tratam sobre saúde mental. Boa leitura!



  



Fonte: Colorful Disaster


Agora entrando na onda de ~ organização~...
Durante as férias, procurei muito na internet dicas de como se organizar nos estudos, no trabalho e na vida em geral!
Achei várias coisas legais e, durante os próximos vou compartilhando com vocês. Para começar, trago um link com calendários que você pode baixar em imprimir. Tem vários modelos (inclusive para os fãs de séries como Stranger Things)
E o melhor de tudo: é de graça! J





  


Fonte: Não me mande flores

Continuando na organização: Minha amiga me indicou este planner que pode ser impresso de graça também.
Eu baixei, imprimi e já estou usando. Achei bem legal o modelo mensal, pois você consegue se organizar e ter uma visão ampla de tudo o que você tem que fazer durante aquele mês.
Super indico!







Fonte: Google Images

Passeando pelo Buzzfeed (que eu adoro para matar um tempo), achei este artigo com indicações de aplicativos para jovens adultos como nós!
Tem de tudo um pouco: para controlar as finanças, para cozinhar, para organizar as tarefas do dia a dia...
Vale a pena testar e ver se funciona para você! 

Olha a coluna nova chegando! Por Paola Marinho



Olá, queridxs! 

Antes de qualquer coisa, agradeço à Marina pela oportunidade de estrear essa coluna nova por aqui, espero contribuir de uma forma bem bacana. ;)

Vamos lá:

Quando comentei com a Marina a respeito da minha proposta para essa coluna, disse que os assuntos que abordarei se referem à Cibercultura, web 2.0 e afins...

“Ué, Lola, mas... se sua temática é high-tech... COMO ASSIM o título do post ser o nome do cara da CDU?!”

Calma, jovem!

Tem tudo a ver (acreditem!).

Que Paul Otlet, em parceria com Henry de La Fontaine, foram os desenvolvedores da Classificação Decimal Universal (CDU) no começo do Século XX, isso a galera da Biblioteconomia já sabe (se ainda não sabem, saberão em breve, carxs calourxs!). Poréééém, a CDU é um detalhe de um projeto IMENSO.

Paul Otlet tinha como intuito reunir o conhecimento global, de forma organizada, e acessível. Ele acreditava que isso permitiria que a Paz Mundial fosse possível, uma vez que a diversidade histórica/cultural/científica se reuniria, sem conflitos, e isso conscientizaria a humanidade de que isso seria possível para a sociedade no geral.




Isso é um resumo do “sonho de Otlet”. No decorrer das postagens, falo mais a respeito. Por hoje, quero introduzir a ideia de internet e o que Paul Otlet tem a ver com isso.

No “Tratado da Documentação”, escrito por Otlet em 1934, ele esquematizou um mecanismo o qual consistia em... hum... Como eu AINDA não tenho fluência no idioma francês para transcrever diretamente do Tratado de Documentação, transcreverei o trecho de um documentário sobre Paul Otlet, no qual falam a respeito, e farei meus comentários nos colchetes:

“Aqui o espaço de trabalho já não está mais entulhado de livros. No lugar disso, uma tela e um telefone no seu alcance. Mais longe, em um edifício imenso, estão todos os livros e informações [a ideia de edifício - espaço físico - era abordada, provavelmente, pela ideia do conteúdo digital ainda nem ser levada em consideração. Se só o fato de uma possível transmissão já era uma inovação surreal para a época, quem dirá o documento “sem corpo”!]. A partir daí, a página para ser lida, a fim de saber a resposta para a pergunta feita por telefone [“Ok, Google”... Soa familiar?!], é feita para aparecer na tela. A tela pode ser dividida ao meio por quatro, ou mesmo por dez, se vários textos e documentos tem que ser consultados simultaneamente [várias abas abertas!]. Haveria um alto-falante, se a imagem tiver que ser complementada por Informação verbal, e esta melhoria pode continuar, até o ponto de automatizar a chamada para os dados na tela. Cinema, fonógrafos, rádio, televisão: estes instrumentos tidos como substitutos para o livro [para Otlet, o conteúdo multimídia seria uma evolução do livro. Atento a respeito de uma coisa: o que “LIVRO” significava para Paul Otlet?! Se ele considerava fonte de informação primária - independente do formato e suporte - faz muito sentido essa afirmação]. As obras mais poderosas para a difusão do pensamento humano. Será como uma biblioteca irradiada e o livro na televisão.”

Assista ao vídeo original aqui.

Esse ponto de vista de que o material multimídia substituiria o que conhecemos como livro, aponta para a ideia de fonte de informação. Eu, Lola, não excluo o material bibliográfico como fonte de informação, PORÉM, eu acredito no seguinte: na contemporaneidade, nós temos muito mais recursos informacionais - que se ampliam mais a cada dia! - os quais não podem ser ignorados. Desde a época que fiz o curso técnico em Biblioteconomia, sempre afirmei que acreditava na leitura como algo muito além da leitura de material bibliográfico. Para mim, leitura é muito mais observação, percepção, interpretação e assimilação do que “apenas” interpretar um texto compreensível à sua capacidade cognitiva. É isso TAMBÉM, mas, creio que fazemos leituras o tempo todo [Olá, semiótica! s2 haha], de formas, pessoas, sons... enfim, DO MUNDO!!! Quem dirá então realizar leitura de material multimídia, de desencadeamento de tendências observadas em redes sociais, e muito mais!

A questão é... como o profissional da Informação pode realizar a integração disso tudo, a fim de atender o usuário da melhor forma possível?!

Bom, Paul Otlet tinha (entre outras coisas) a proposta de organizar e facilitar o acesso... e, realmente, por maior que seja a disponibilidade dos conteúdos atualmente (principalmente na web), eu não vejo facilidade no acesso devido a inúmeros fatores, entre eles a falta de organização, falta de estrutura, excesso de fontes (sem critério para consulta), dificuldade do usuário em relação à carência de familiaridade com os mecanismos de busca para realizar pesquisas, etc.

A estrutura Biblioteconômica funciona, basicamente, de forma a organizar a informação para facilitar o acesso e disponibilizá-la (documentação) e na promoção dos conteúdos/cativar usuários/apresentar novos conteúdos (Serviço de Referência). 

"Nossa, Lola, mas é impossível organizar todo o conteúdo da web!!!"

Oxi, jovem, e eu falei isso?! 

Nem em uma biblioteca como a Library of Congress você encontra todos os materias bibliográficos do mundo catalogados e disponíveis... quem dirá dar conta de organizar a bagunça da web!

PORÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉM, em uma escala muito menor, é possível selecionar, classificar, organizar, significar e disseminar materiais de qualidade sobre determinado assunto (lembra a Curadoria de Conteúdos, tema do meu TCC?! Claro! Haha É uma alternativa para possibilitar isso!).

A escala é muito menor?! Sim! Mas, se cada um fizer um pedacinho, podemos conseguir muito. 

Colaboratividade, minha gente! Será o tema do próximo post, e o início da integração da Cibercultura nessa coluna (que é algo muito além até! Preparem-se!).


Beijos, até lá!
Lola

Se Liga FaBCI - Vaga para representante discente Conselho Acadêmico



Há 1 vaga disponível para representante discente no Conselho Acadêmico FaBCI-FESPSP para alunos que estejam devidamente matriculados. O papel principal do discente será representar os demais alunos nas decisões que forem tratadas pelo conselho, podendo levar suas opiniões e reais necessidades.

Imagem: Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes


 Se você tem esse perfil e deseja participar, envie um e-mail para o Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes - “CA do Borba”, que está organizando a eleição, com seu nome completo, RA e classe/período que estuda: cadoborba@fespsp.org.br. Os nomes devem ser enviados até o dia 04/03.

O que é o Conselho Acadêmico? De acordo com a Profª Dra. Valéria Valls:

“É a instância superior do nosso curso, um órgão de natureza deliberativa, normativa e consultiva, que tem a seu cargo as atividades didático-pedagógica, científica e de pesquisa. Tudo que envolve a nossa Faculdade é aprovado pelo Conselho”.

Atualmente, o conselho está formado por:
Profa. Dra. Valéria Valls (Direção/Coordenação)
Profa. Maria das Mercês Apóstolo (representante docente)
Profa. Dra. Tânia Callegaro (representante docente)
Prof. Msc. Wanderson Scapechi (representante docente)
Profa. Msc. Isabel Ayres Maringelli (representante docente)
Edi Fortini (representante discente)
Marlene França de Santana Silvia (representante da Mantenedora)


É importante que o candidato tenha disponibilidade para participar de reuniões no final da tarde, sendo no máximo duas reuniões por semestre. Elas contam com a emissão de certificados de participação, que valem como atividade complementar. Também é necessário ser discreto visto que assuntos sigilosos são tratados pelo conselho.

A Edi, uma das representantes discentes, nos deixou um breve relato sobre a sua experiência:



Foto: Arquivo pessoal

"Em 2017 abriram algumas vagas para discentes no Conselho Acadêmico, conversei com professores e discentes sobre a oportunidade de participação. Com o apoio dos votos dos alunos entrei para o Conselho e aprendo muito a cada reunião sobre a importância de estar atenta às necessidades e problemas dos alunos da FESPSP, que sempre tem o cuidado de tratá-los com a particularidade que eles necessitam. É o papel do discente representar os alunos e dar a voz que eles merecem. Convido a quem tiver interesse, que participem da votação."




Confiram mais informações sobre o Conselho Acadêmico em algumas matérias publicadas pela Monitoria Científica em anos anteriores:


Eleições para o Conselho Acadêmico FaBCI-FESPSP 2017

terça-feira, fevereiro 20, 2018

MC Traduções: Panorama Profissional: Em 2030, bibliotecários Estarão Sob Demanda. Por Marina Chagas

Segue um artigo traduzido do inglês. Vejam só as previsões de como estará a profissão futuramente.


Panorama Profissional: Em 2030, bibliotecários estarão sob demanda

Por Rebecca T. Miller, título original: The Job Outlook: In 2030, Librarians Will Be in Demand. Tradução de Marina Chagas Oliveira.



Uma nova reportagem fascinante proporciona um novo olhar sobre como as profissões serão no futuro, e quais as habilidades que serão altamente buscadas. De acordo com “The Future of Skills: Employment in 2030”, haverá um aumento na procura por bibliotecários, curadores, arquivistas, entre outros profissionais.

Este é apenas o começo das descobertas na investigação sobre onde os humanos se encaixarão no futuro, complementando a automação ao invés de serem suplantados por ela. O relatório – divulgado em 28 de setembro por Pearson, Nesta e a Universidade de Oxford - pergunta como o trabalho será impactado pela intersecção das sete “megatedências”. Dentre as mudanças ocasionadas pelas novas tecnologias, automação está no topo, seguida por: globalização, alterações demográficas, sustentabilidade ambiental, urbanização, aumento da desigualdade e incerteza política.

O relatório faz considerações sobre a globalização, mas foca somente no impacto nos Estados Unidos e Reino Unido. “Nos EUA, há uma ênfase particularmente forte nas habilidades interpessoais. Elas incluem ensinar, percepção, serviços de orientação e persuasão. ”. Os “resultados também confirmam a importância de pensamento crítico e habilidades cognitivas, como solucionar problemas complexos, originalidade, fluência de ideias, e aprendizado ativo. ”

“The Future of Skills” é algo a ser lido enquanto se pensa sobre a evolução de nosso trabalho em bibliotecas (assim como nosso relatório anual de pisos salariais “Librarians Everywhere”, que mostra o que está acontecendo atualmente). Principalmente, ele pode informar aos líderes de biblioteca direções estratégicas em suas considerações sobre como moldar os serviços de apoio às pessoas de todas as idades em uma época de rápidas evoluções. Como as bibliotecas da população serão impactadas por essas “megatendências”, como elas precisarão aprender, e quais as habilidades eles precisarão desenvolver para prosperar?

“Apesar de alguns sentirem que o avanço da automação e inteligência artificial está perdendo a batalha, pessoas precisarão focar no desenvolvimento das habilidades unicamente humanas identificadas nesta pesquisa,” o relatório informa em uma seção sobre as implicações para cada indivíduo.
 De acordo com o relatório, todos nós precisaremos aprender coisas novas e desenvolver novas habilidades no decorrer da vida. A fim de ajudar, o autor inclui um extenso “Glossário de Atividades” mencionado no documento e oferece recomendações para educadores e empregadores.

Não tenho dúvidas de que bibliotecas e aqueles que trabalham nelas estão aqui para ficar. Este relatório pode e deve estimular a conversa sobre como tornar a longa jornada que está por vir o mais relevante possível para as muitas pessoas que dependem das bibliotecas para conseguir as ferramentas que lhes são necessárias.



Se Liga FaBCI – Edital Mentoria Científica 2018.


Mentoria Voluntária 2018




A segunda edição do Programa de Mentoria Voluntária 2018 FaBCI - FESPSP vai ter início neste primeiro semestre. Os interessados em serem mentorados devem fazer suas inscrições entre 19 e 28 de fevereiro pelo e-mail mentoria_fabci@fespsp.org.br
A mentoria cumpre os propósitos de:
    Dar suporte ao discente para que obtenha melhores resultados em seu aprendizado e desempenho acadêmico-profissional;
     Auxiliar nos processos de ensino-aprendizagem;
     Cooperar no desenvolvimento do discente, aumentando suas chances de ingressar e se destacar no mercado de trabalho;
     Orientar sobre questões de empregabilidade, quando aplicável;
     Propiciar ao discente maior engajamento nas atividades relacionadas à sua formação acadêmica;
     Apoiar o discente em suas questões psicossociais.

Acesse o edital na íntegra.

Mestrado Acadêmico ECA-USP: um sonho não mais impossível! Por: Daniela de Oliveira Correia

Os formandos do ano passado Nicolino Foschini e Daniela de Oliveira Correia, já foram aprovados em mestrados! Parabéns aos mestrandos!

Abaixo, a ex-monitora científica Dani, gentilmente relatou à monitoria toda sua saga para obter essa conquista. Deem uma olhada!


Mestrado Acadêmico ECA-USP: um sonho não mais impossível!


Nossa como é diferente escrever para a MC sendo a Daniela Correia e não mais o “alter ego” contido nas entrelinhas de cada matéria, mas apesar de novo, é muito bom continuar nesse espaço que aprendi a gostar tanto.

E não poderia ser em um momento mais feliz, pois tenho a alegria de vir aqui contar um pouco pra vocês sobre a minha experiência ao ter passado no processo seletivo da pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ECA-USP, para cursar o mestrado acadêmico, que se delineou como um sonho durante a minha graduação na FaBCI.

Mestranda Daniela Correia. Arquivo pessoal.
Bom, um pouco antes de falar sobre o processo de seleção propriamente, acho importante dizer que o que me motivou a me inscrever neste processo seletivo ainda cursando a graduação, foram as reuniões da Mentoria Voluntária (participem galera), projeto que tive a alegria de participar e ter como mentora a querida Profª Daniele Brene.

É claro que já tinha o desejo de seguir a carreira acadêmica e muitos dos professores da FaBCI me motivaram a isso, mas como nos encontros da mentoria uma das atividades era exatamente um planejamento do futuro profissional, eu coloquei esse sonho para a minha mentora e ela me orientou a tentar mesmo que como experiência no fim do ano de 2017 (junto com o final da minha graduação). Estive bem relutante no começo, e mesmo tendo que pagar um valor considerável de inscrição, assim que vi a divulgação do edital para ingresso na pós-graduação da USP, vi ali a chance de começar a correr atrás do sonho de estudar na USP, que sempre foi meu e dos meus pais (que não estão mais entre nós).

O período de inscrição foi de 01 à 12 de setembro. Inscrevi-me no último dia, e fiz a primeira etapa de um processo de três no dia 16 de outubro, com uma prova dissertativa com duração de 4 horas (foi bem punk). Nesse dia foi bem legal que apesar do nervosismo e de ter pensado várias vezes em desistir, estava bem cansada com o desenvolvimento do TCC, eu fui e acabei encontrando o Profº Francisco que me deu uma super força e consegui realizar a prova, que teve como tema: “Informação, Poder e Política”, contendo além das impressões pessoais a inclusão de citações da bibliografia dada.

Também entreguei um projeto e vários documentos, é tudo bem trabalhoso, mas valia a experiência, pois minha ideia era de entrar como aluna especial em 2018, estudar inglês (porque o mestrado exige a proficiência em uma língua estrangeira nível intermediário), e então prestar novamente a prova.

Não consigo mensurar o tamanho da minha surpresa quando o resultado da primeira etapa saiu no dia 23/10 e lá estava meu nome e ainda com a entrevista marcada (que consistia na segunda etapa), com um dos professores que eu sonhava em ter como orientador, o Profº José Fernando Modesto da Silva.

Fiz a entrevista no dia 13/11 e confesso que já estava mais do que satisfeita, pois além de passar na primeira fase “de primeira”, ainda consegui discutir sobre meu projeto com dois professores da ECA-USP e um sendo sumidade no assunto tema do meu projeto, que foi tirado do meu TCC, o qual eu ainda estava terminado de escrever e com o mesmo tema: Acervo musical: desafios na organização e representação de partituras.

A entrevista foi bem positiva, mas bem dura, pois em especial o Profº Modesto, que tomou a frente por ser mais engajado no tema, gostou muito do meu projeto, apontou várias melhorias e me disse que adoraria me orientar nesse tema, mas que para tudo tinha um tempo certo e poderia ser que não fosse o meu, muito por conta do meu currículo, já que não tinha nenhum artigo publicado, não tinha participado de muitos eventos grandes da área e poderia ser que outros candidatos que concorriam comigo tivessem um currículo melhor. Fiquei bem pessimista, mas muito feliz, pois pude apresentar minhas ideias, um pouco da minha trajetória de vida e acadêmica e só de ter tido esse contato, estava bem confiante que meus planos para 2018 dariam certo.

Quando vi a lista no dia 19/12, quase cai da cadeira. Estava aprovada e tinha sido escolhida como orientanda do Profº Fernando Modesto, parecia mais que um sonho.
Agora precisava correr com o estudo do inglês, que fazia tempo que não me dedicava, já havia feito 2 cursos mas com ênfase só em conversação e foram bem curtos, então para conseguir um certificado de proficiência nível intermediário com no mínimo 60%, era mais uma batalha enorme para enfrentar.

Passado as festas de final/início de ano, comecei a estudar inglês por conta (pois precisava de um certificado de proficiência nível intermediário com no mínimo 60%), e logo procurar uma escola com um curso voltado para esse tipo de preparação de prova. Encontrei algumas, mas todas muito caras, só consegui fechar aulas no dia 19/01 e foi um “intensivão”, pois as matrículas seriam no início de fevereiro (dias 05, 06 e 07), e se não tivesse esse documento, estaria eliminada do processo.

Depois de 10 horas de aulas e muito estudo entrando madrugada, prestei a prova no último dia 01/02, quase na data limite para conseguir estudar o máximo que pudesse.

Não contive as lágrimas quando recebi o resultado, havia passado e sim, um sonho agora poderia ser realizado. Efetuei minha matrícula no dia 05/02 agora sendo considerada uma ecana.

Agradeço demais em primeiro lugar à Deus, pois de certo nunca teria conseguido nada sem Ele. À todos os meus mestres da FESPSP na pessoa da minha querida Prof. Valéria Valls, por todo conhecimento, apoio e amor incondicional com que lecionam, são os meus exemplos e grandes incentivadores. Ao anjo professor de inglês que consegui aos 45 do segundo tempo por não me deixar desistir e por se dedicar para me ensinar da melhor forma e aos meus familiares e amigos por sempre acreditarem em mim mesmo quando eu mesma não conseguia. Agradeço de forma especial ao Profº Fernando Modesto pela confiança, espero não decepcioná-lo.

Como o Prof. Fernando Modesto me disse na entrevista, há sim uma hora para cada coisa e estou muito feliz por ter conquistado essa como a minha hora no mestrado, e na certeza de que cada um pode correr atrás do seu momento que ele virá.
Quem quiser conversar e saber detalhes, ou mesmo a parte da documentação ou do projeto que entreguei, estou super a disposição, é só me contatar.