quarta-feira, maio 30, 2018

Se Liga FaBCI: II Semana Nacional de Arquivo, Workshop Web of Science, JCR e EndNote Web e GC em Carreiras


Tem eventos para a área de arquivos, periódicos científicos e gestão do conhecimento!


II Semana Nacional de Arquivos - Com oficina da nossa professora Fernanda Brito!







Mais informações: www.arquivoestado.sp.gov.br


Workshop Web of Science, JCR e EndNote Web – USP de Ribeirão Preto  


Data: 6 de junho de 2018

Horário: 9h – 12h
Local: Anfiteatro da FCFRP 
Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto 


14040-900 – Ribeirão Preto – SP
Ministrante: Sra. Deborah Dias (Clarivate Analytics)



Gravação: GC em Carreiras - Tayane Mattera
Link para assistir a conversa: http://youtu.be/Z2ZdWYaD-ug


Aconteceu na FaBCI: Enxergando a Gestão. Por: Profª Valéria Valls e alunos do 3º semestre

As turmas do 3º semestre participaram de outra atividade super legal, dessa vez abordando a Gestão com a professora Valéria Valls. A própria professora contou tudinho para nós!


Enxergando a gestão 2018

Foi realizada a 2ª edição da atividade “Enxergando a gestão” no dia 24/05, na disciplina “Gestão de Serviços de Informação – 3º semestre”. Confira o que rolou no ano passado:



Blog Convenia


A atividade é um momento lúdico no final do 3º semestre, quando xs alunxs estão um pouco estressadxs em razão do Trabalho Integrado (das disciplinas técnicas) e tem como objetivo principal consolidar os conhecimentos adquiridos em gestão.

A proposta é escolher trecho(s) de um filme, seriado, novela, game, desenho animado, livro, história em quadrinhos, música, etc., onde os alunxs consigam perceber pelo menos um dos pontos que foram apresentados na disciplina, como por exemplo: Gestão da qualidade, Funções administrativas, Qualidade em serviços, Gestão de recursos em geral, Planejamento e controle (PDCA) ou Comunicação.

Com muita criatividade xs alunxs apresentaram esse ano excelentes conexões entre a ficção e a gestão, confira:

(Reprodução dos posts do Facebook):


Matutino

Foto: Tauane e Viviane. Facebook Valéria Valls.
O que o filme “Velozes e Furiosos 5” tem a ver com gestão? Tudo!!! 
Foi o que a Tauane e a Viviane do 3º sem mat descobriram ao analisar o filme destacando o Planejamento e Controle e principalmente a gestão de competências da equipe.




Foto: Fernanda, Daniele e Edson. Facebook Valéria Valls.
Vida de Inseto foi a animação escolhida pela Fernanda, Daniele e Edson para enxergar a gestão. Na animação foram vistos vários pontos como Planejamento e Controle, Visão sistêmica, Comunicação e até uma certa resistência à inovação. Um clássico que nos ajuda a perceber que até no mundo animal tem gestão kkk



Foto: Luisa, Giulia e Beatriz. Facebook Valéria Valls.
Um episódio hilário da série Friends foi escolhido pela Luisa, Giulia e Beatriz para enxergar vários aspectos da gestão, entre eles: a gestão de recursos financeiros e materiais, processos, o PDCA e até indicadores! (gente, o que foi aquela calça de couro encolhida, hein?!?)


Foto: Raquel e Vitória. Facebook Valéria Valls.
Gosta da série “La Casa de Papel”? Então veja que excelente conexão a Raquel e a Vitória fizeram com gestão (https://prezi.com/view/SbvPG8voOQT5o0tSWRVr/), com direito até a organograma dos bandidos, além de vários aspectos de gestão de pessoas e PDCA. Ops, atenção: tem spoiler, ok?


Foto: Júlia e Angélica. Facebook Valéria Valls.
Já assistiu a série Brooklyn Nine-Nine? A Júlia e a Angélica nos fizeram enxergar num dos episódios várias habilidades do Jack Peralta como gestor, além de aspectos da gestão de equipes para o cumprimento de uma meta, no caso, o roubo da medalha de ouro do capitão, mas tudo bem, tudo em nome da gestão.


Foto: Raíssa. Facebook Valéria Valls.
O seriado “O Negócio” da HBO foi escolhido pela Raissa para discutir aspectos do marketing, foco no cliente, implantação de melhorias e até PDCA! A gestão a favor do sexo, vejam só...


Foto: Fernanda, Liliane e Lorena. Facebook Valéria Valls.
Não é possível que Stranger Things tenha relação com gestão! Tem sim, a Fernanda, a Liliane e a Lorena fizeram uma excelente conexão com Planejamento, Organização e Controle e gestão de recursos, com direito a caracterização e sangue no nariz da Lorena, olha, vocês foram demais.


Noturno

Foto: Edi, Morena e Patrícia. Facebook Valéria Valls.
Que tal enxergar a gestão numa canção? Foi o que fizeram a Edi, a Morena e a Patrícia (3o sem / not) nos brindando com “Todos Juntos” do Musical Saltimbancos (Chico Buarque) (https://www.youtube.com/watch?v=it2SncjaR8Y), que também foi imortalizado pelo filme d´Os Trapalhões. Ouvindo a canção pudemos conversar sobre visão holística, liderança, engajamento e até PDCA! 

“Um bicho só, é só um bicho. Agora, todos juntos, somos fortes!



Foto: Luiz Augusto e Samanta. Facebook Valéria Valls.
O impactante episódio “Hino Nacional” do Black Mirror foi o escolhido pelo Luiz Augusto e pela Samanta para falar de gestão. Com uma apresentação repleta de spoilers, conversamos sobre o PCDA, acreditam? Quem assistiu o episódio sabe o que a falta de comunicação acarretou, né?


Foto: Nicole. Facebook Valéria Valls.
O seriado Sherlock foi o pano de fundo que a Nicole escolheu para enxergarmos a gestão: planejamento, gestão de recursos e comunicação foram alguns temas do nosso bate papo.

Foto: Pietra. Facebook Valéria Valls.
A Pietra inovou e enxergou a gestão num canal de youtube, dos Barbixas (https://www.youtube.com/watch?v=u5Suc4KdMk8). Não verdade enxergamos a ausência de gestão nessa hilariante esquete que aborda a prestação de um serviço. Sérios problemas de comunicação foram vistos e serviram para descontrair a noite!


Foto: Leandro. Facebook Valéria Valls.
 Turma da Mônica e gestão, não pode ser!!!! Sim, o Leandro e o André (que não está na foto por um bom motivo), apresentaram o episódio sobre mais um dos planos infalíveis do Cebolinha (https://prezi.com/view/sqaXnLR2P8A4itLFwoJv/) e conversamos sobre a falta de organização e ausência de planejamento e até sobre os problemas de comunicação do tal plano.


Foto: Raquel. Facebook Valéria Valls.
Até num livro infantil se enxerga a gestão, sabia? Na linda história “A revolta dos gizes de cera” a Raquel (uma contadora de histórias nata!), foi lendo as cartinhas dos gizes e nos fazendo perceber a importância de ouvir o “cliente” e reorganizar o processo. Quer conhecer o livro, veja em: https://www.saraiva.com.br/a-revolta-dos-gizes-de-cera-8882877.html


Foto: Emília. Facebook Valéria Valls.
A Emília acompanhada do George Clooney (pode isso, Arnaldo????) enxergou a gestão no Filme “Amor sem escalas” (https://www.youtube.com/watch?v=LfpM4sTirN0), discutindo temas ligados à gestão de pessoas como admissão e demissão e relacionamento interpessoal.  





A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.

Coluna: Bora falar sobre Catalogação? - Por Daniela Correia

A nossa ex-monitora Daniela Correia estréia uma coluna novíssima falando sobre um assunto indispensável a nós: catalogação!


Coluna: Bora falar sobre Catalogação?! Por Daniela Correia.

Olá galera da MC tudo bem?
Nem preciso dizer que estava com saudades, e como não consegui ficar muito tempo longe, agradeço a Marina pelo espaço e fico muito feliz por poder falar com vocês sobre esse tema super importante e específico da nossa área, que é minha principal paixão: a CATALOGAÇÃO.

A ideia da coluna é trazer assuntos e vertentes relacionados a essa temática de uma forma bem simples, com matérias e entrevistas com pessoas da Biblio engajadas com a catalogação, com o intuito de torna-lo mais explícito ao público em geral e tirar um pouco do “ranço” que por vezes a própria área impregna ao tratar de forma errônea sobre esse processo que está enraizado no ser bibliotecário.

Como objetivo, pretendo demonstrar a importância dessa grande ferramenta da Biblioteconomia que em nada tem a ver com um trabalho puramente técnico e mecânico, mas vai muito além disso.

E então... Bora falar sobre Catalogação?!


CATALOGAÇÃO NÃO É BICHO-PAPÃO


Organizar, tratar, recuperar e disseminar informação e conhecimento são as principais atividades da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, tendo como objetivo atender às necessidades e demandas de usuários em distintas realidades. Nesse contexto, a catalogação se desenvolve como uma das principais funções nessas áreas do saber. A catalogação é o processo pelo qual os bibliotecários criam registros para representar um item, ou conjunto de informações, tornando-o único num determinado acervo, em vistas de sua recuperação e acesso de forma objetiva e simples, que se dá através do catálogo.

A catalogação compreende três partes: descrição bibliográfica, pontos de acesso e dados de localização. Esse procedimento pode ser identificado como a construção de um meio que viabiliza a comunicação entre o usuário e o documento, ou seja, é a forma que nós bibliotecários utilizamos para representar os itens, e esses podem ser de suportes diversos como: livros, Cd’s, Dvd’s, periódicos (que são publicações seriadas como revistas e jornais), gibis, partituras enfim, tudo que integre o acervo que será organizado com o objetivo que o público atendido possa recuperar e acessar o que desejar.

É neste contexto que a catalogação se faz presente como principal instrumento de representação dos itens em um acervo para sua guarda, busca, recuperação e acesso.
Já pensou precisar de algum documento para sua pesquisa de TCC, uma informação que consta em algum artigo importante para seu trabalho ou mesmo encontrar aquele livro de literatura que tanto gostaria de ler, em um lugar sem nenhuma informação organizada, como esse aqui?


Ou ainda buscar algo nessas bibliotecas “singelas” se não houvesse nada sistematizado?

Biblioteca Nacional da França

Fonte: Litherarium

Biblioteca de Tianjin Binhai - China

Fonte: El País

Biblioteca Nacional do Brasil

Fonte: Biblioo
Seria uma tarefa quase impossível não é mesmo?! Sem nenhuma sombra de dúvidas, algo beeeeem parecido com essa outra imagem aqui:



A catalogação é um processo elementar ao se tratar sobre organização dos documentos e das informações em todo tipo de objeto, como: partituras, obras de artes em museus, arquivos eletrônicos em acervos diversos (na área médica, jurídica, em empresas, centros de memória...), e até aquela estante de livros na sua casa ou sua coleção de revistas Carícia e Capricho (olha “alguém” denunciando a idade aí gente, rsrsrsrs), ou seja, o céu é o limite ;)

Fonte: Banco de imagens do Google.

A catalogação não é algo novo, historicamente pode-se perceber essa preocupação com a organização dos documentos pela humanidade, desde tempos remotos, como no caso de Calímaco com seu catálogo na Biblioteca de Alexandria, que data aproximadamente do ano 331 a. C., mas sua importância só é realmente evidenciada quando, no século XIX têm-se as primeiras regras de catalogação publicadas, por Panizzi, em 1839 e Cutter, em 1876, que acabam por coincidir com a criação da American Library Association (ALA), que culminam no século XX em vários eventos internacionais com essa temática que ditariam os rumos da catalogação conforme é conhecida e utilizada até os dias de hoje.

Bom, mas trataremos um pouco mais sobre o histórico da catalogação em outra oportunidade, assim como buscarei trazer, de forma breve, sua evolução e a criação dos diversos códigos, mas fiquem tranquilos, tudo da forma mais simples possível.

E se você acha que essa coluna será apenas com assuntos que levantam pó de tão antigos..., estão muitíssimos enganados. No mundo todo, a catalogação é tema de vários grupos de trabalhos nos principais órgãos da nossa área e também super apreciada por vários outros seguimentos, afinal, que área que se preze pode progredir em meio ao caos informacional, ainda mais em tempos com produções gigantescas via web, sem falar em veracidade e relevância da informação (olha as famosas Fake News aí gente!), que podem SIM serem selecionadas após a apreciação de uma boa descrição.

Para dar uma palhinha sobre temáticas que podem se relacionar com a catalogação moderna, pesquisem um pouco sobre esses assuntos: Catálogos de Bibliotecas em Web Semântica; Linked Data e até Inteligência Artificial.

Viram só quanta coisa podemos explorar falando sobre catalogação?!  \o/\o/\o/
Por hora, me dou por satisfeita por essa “pequena” introdução nos nossos bate-papos. E desde já vamos, Pelamor de God (agora falando especialmente aos bibliotecários e futuros), parar com essa história de difundir frases como: “A Biblioteconomia não é só catalogação” (sendo que é um dos assuntos MENOS tratados com a base conceitual que merece em vistas a melhores processos e o desenvolvimento nos diversos sistemas de informação).

Ou ainda: “Catalogação é só técnica, qualquer um com o mínimo de conhecimento em AACR2 pode fazer” e tantas outras que só fortalecem estereótipos na área e que acabamos por não perceber que “nós” mesmos, às vezes, podemos estar colaborando com isso.

Enfim, quero deixar bem claro que não me acho (e isso porque com toda certeza não sou MESMO), uma especialista master no assunto. Como disse no início, sou uma apaixonada por ele e quero apenas compartilhar com vocês que se interessam, ou possam vir a se interessar.

Então bora discutir sobre o assunto, fazer advocacy sim, desse segmento tão “incompreendido” até mesmo (e principalmente), dentro da nossa profissão. Mas de forma leve e divertida, trazendo e recebendo contribuições diversas, afinal, é através das interações e troca de conhecimentos que tudo pode ser melhor ;)

Finalizo essa simples conversa com o meu amor maior dentro da catalogação (sim, eu confesso, super me apaixonei por ele esse ano ao começar a estuda-lo no mestrado, nosso amor é recente, mas sinto que duradouro, rsrsrs), Charles Ammi CUTTER (pois é galera, ele não é só da Classificação não \o/, mas essa história fica pra outro dia).


“Catalogar é uma arte, não uma ciência. Nenhuma regra pode tomar o lugar da experiência e do bom senso, mas alguns dos resultados da experiência pode ser melhor indicado por regras” (CUTTER, 1904).





A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.

Aconteceu na FaBCI: Exposição Virtual - Revisão de Conceitos em Novos Contextos. Por: Tânia Callegaro e alunos dos 3º semestre.

EXPOSIÇÃO VIRTUAL
Revisão de CONCEITOS EM NOVOS CONTEXTOS

As alunas e alunos do 3º semestre matutino e noturno da FaBCI, fizeram uma exposição virtual na disciplina de Teoria da Comunicação, sob orientação da profa. Tânia Callegaro

De acordo com a professora: “Sob o contexto atual, político, social e tecnológico brasileiro, alunos/as refletem por meio da produção e edição de imagens e textos os conceitos de MASSA e de CULTURA de MASSA desenvolvidos por Adorno e Horkheimer na década de 40. Discutem qual é o papel da MASSA na realidade contemporânea, e, em que medida fazer parte do sistema de informação e comunicação se torna um impedimento para a mudança social, ou, o seu oposto, é possibilidade para a não massificação, logo, transformação social.”

Veja a seguir as reflexões e temas apresentados em sala:


Giulia Prado Inforsato


 Liberdade escrava

Desenho realizado pela autora Giulia.

“A individualidade é substituída pela pseudo-individualidade. (...) A ubiquidade, a repetitividade e a estandardização da indústria cultural fazem da moderna cultura de massa um meio de controlo psicológico inaudito. Se «no séc. XVIII, o próprio conceito de cultura popular, voltado para a emancipação da tradição absolutista e semifeudal, tinha um significado de progresso, acentuando a autonomia do indivíduo como ser capaz de tomar as suas decisões» na época actual, a indústria cultural e uma estrutura social cada vez mais hierárquica e autoritária transformam a mensagem de uma obediência irreflexiva em valor dominante e avassalador.” (Adorno, 1954)

Sobre produtos de massa: nem o meu irmão escapa

Foto: Giulia Inforsato

”Previu-se algo para cada um a fim de que ninguém possa escapar”. Cada setor da produção é uniformizado e todos o são em relação aos outros. A civilização contemporânea confere a tudo um ar de semelhança. A indústria cultural fornece por toda a parte bens padronizados para satisfazer às numerosas demandas (...) Por intermédio de um modo industrial de produção, obtém-se uma cultura de massa feita de um série de objetos que trazem de maneira bem manifesta a marca da indústria cultural: serialização-padronização–divisão de trabalho  (...)  risco de padronização com fins de rentabilidade econômica e controle social”

Tauane Lima







Viviane de Oliveira
Festa em Praça Pública

Foto: Viviane Flores


"Divertir-se significa estar de acordo [...]; significa sempre: não dever pensar, esquecer a dor mesmo onde essa dor é exibida. Na sua base, está a impotência. É efectivamente, fuga; não, como se pretende, fuga da feia realidade mas da última ideia de resistência que a realidade pode ainda ter deixado. (...)” 

Visto como a massa é muito influenciada e controlada pela mídia, uma manifestação como essa, ao contrário do que a citação acima diz, por mais simples que seja, é bem vista pela Teoria da Recepção, pois mostra uma resistência da massa em não se deixar influenciar por completo pela mídia, mas apropria-se de cultura e da opinião própria, por divertimento ou para lutar pelos seus próprios direitos.





Nicole Raissa

O filme mais esperado dos últimos tempos

Foto tirada no sábado dia 28, primeiro sábado após a estreia de Vingadores: Guerra Infinita no dia 26.
 Nicole Raissa

Especificamente no dia em que fui ao cinema, percebi a quantidade absurda de pessoas que estavam esperando horas num ambiente pequeno para ver um filme. As pessoas se tornaram apenas incontáveis números.

Uma característica dos filmes de herói é apresentar um modelo que tem a chave do sucesso: ação, drama e comédia, tudo no mesmo filme. Além disso, a produção cheia de efeitos e com atores e atrizes considerados bonitos ajuda nessa fórmula. Adorno e Horkheimer (1985) dizem que os produtos da indústria cultural são consumidos até pelos mais distraídos, pois trazem modelos fantásticos que atraem a qualquer um já que trazem uma “aprovação ao primeiro olhar”.

  
Fernanda do Nascimento Santos





Luiz Augusto


Facção criminosa?

“Ao mesmo tempo, estudos que denunciam a dimensão ideológica dos equipamentos culturais (museus, arquivos, bibliotecas), reproduzindo lógicas sociais de dominação e aprofundando diferenças cognitivas e de sensibilidade, são conduzidas por pesquisadores que aliam o estudo da informação a uma sociologia crítica da cultura (BOURDIEU, 2007)”.

Um pouco mais de história...


Fotografia tirada do interior de um ônibus em movimento, dias após a queda do prédio no Largo do Paissandu

Fotografia tirada do interior de um ônibus em movimento, dias após a queda do prédio no Largo do Paissandu. Nela vemos os residentes da construção que ruiu no dia 1 de Maio de 2018, acampados em torno da praça. As mídias atualmente, não mostram a situação dessas pessoas. Porém, a fala do ex-prefeito de São Paulo, João Dória, em entrevista a respeito do caso, ele revela que é necessário evitar invasões e que o prédio que foi invadido, parte de sua população pertencia a uma facção criminosa.

A responsabilidade social que os equipamentos de Cultura como Museus, Arquivos e Bibliotecas tem com a sociedade, como instituições que estimulam e desenvolvem o pensamento crítico das pessoas, deve levar em consideração a sua pluralidade e não somente reproduzir estereótipos e pensamentos excludentes que reforçam uma violência simbólica que são transmitidas por um grupo que encontra-se em poder dos meios de comunicação. O papel da Cultura está em não esquecer e jamais, privilegiar determinada camada da sociedade.



Suziane Kubagawa

O “movimento pendular” e as redes sociais




O movimento pendular sazonal é aquele realizado pelas pessoas que moram numa cidade e trabalham longe das suas residências, por isso, estas pessoas saem todos os dias muito cedo para o seu trabalho e chegam muito tarde às suas residências.

E, as redes sociais estão sendo uma maneira de fugir da realidade, pois distração com os vídeos engraçados, fotos, etc., fazem essa ida ou voltar do trabalho tornar-se menos “cansativos”.



“o mercado de massas impõe estandardização e organização: os gostos do público e as suas necessidades impõem estereótipos e baixa qualidade”. (Wolf, 2001:85)


Lorena Rocha
Cultura como produto
Foto: Lorena Rocha

“Construídos propositadamente para um consumo descontraído, não comprometedor, cada um desses produtos reflete o modelo do mecanismo econômico que domina o tempo do trabalho e o tempo do lazer.” WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. 6ª ed. Lisboa: Editorial Presença, 2001.p.85-8




Beatriz Gomes
Fila na porta da Apple Store de Nova York

HirokoMasuilke – The New York Times, setembro de 2014

A Teoria Critica trabalha sob o conceito de sociedade de Massa, uma sociedade estruturadas na dinâmica das grandes multidões. Massa se refere à classe trabalhadora urbana, a qual por estar em situação de constante recebimento de informações superficiais e padronizadas acabam se tornando objeto social do Estado e das grandes empresas.
Empresas como a Apple, grande marca de eletrônicos que, com o apoio publicitário das grandes mídias, conquista o consumidor com seus aparelhos de ultima geração, caros e que passam por atualizações constantemente.

Essa foto diz respeito à um lançamento de um de seus aparelhos, os Iphones 6 e 6 plus em setembro de 2014, quando consumidores da Apple fizeram fila para comprarem seus aparelhos.

Frase escolhida:  “Desta continuidade resulta que, à medida que as posições da indústria cultural se consolidam e solidificam, mais podem agir sobre as necessidades do consumidor, guiando-o e disciplinando-o”
WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. 6ª ed. Lisboa: Editorial Presença, 2001.p.85-8

Os filmes, programas, novelas e séries, são palco de ações de marketing de grandes empresas, inclusive a Apple. Constantemente vemos personagens utilizando Iphones, MacBooks ou Ipads. Essa propaganda reflete na sociedade a qual vira consumidora da Apple e consequentemente é guiado e disciplinado para que consuma cada vez mais os serviços e produtos oferecidos pela empresa.


Júlia Lacerda

Obsessão com celebridades

Fãs das irmãs jenner, conhecidas pelo reality show ‘’keeping up with the kardashians’’ esperando por uma aparição pública das mesmas. Fonte : Daily Mail

Divertir-se significa estar de acordo [...]; significa sempre: não dever pensar, esquecer a dor mesmo onde essa dor é exibida. Na sua base, está a impotência. É efectivamente, fuga; não, como se pretende, fuga da feia realidade mas da última ideia de resistência que a realidade pode ainda ter deixado

Quando temos uma obsessão com algum tipo de figura pública, nos fazendo acompanhar a vida deste indivíduo a cada segundo, faz com que deixemos os nossos problemas em esquecimento, fugindo de nossa realidade (imperfeita,  frustrante) e projetando nossos desejos pessoais em outros enquanto ficamos parados no mesmo lugar. Além disso, esse foco nos leva a esquecer problemas que se passam em outros âmbitos, como o social e político, desviando nossa atenção das adversidades recorrentes, fazendo que com que fiquemos mais propensos à manipulação.



Vitória Cristina
Formigueiro Amarelo
 
Foto: Área de transferência da linha 4-amarela para linha 2-verde do metro.

“Por intermédio de um modo industrial de produção, obtém-se uma cultura de massa feita de um série de objetos que trazem de maneira bem manifesta a marca da indústria cultural: serialização-padronização–divisão de trabalho  (...)”
In: Mattelart, Armand & Michéle. História das teorias da comunicação. São Paulo, Ed. Loyola, 1999, p. 76-84

Milhares de pessoas que como em um formigueiro tem suas tarefas divididas por necessidade, habilidades e outras formas, que muitas vezes sem ao menos perceber sua presença, dependem umas das outras.



Raquel Politchuk

Uma torcida de massa


“Construídos propositadamente para um consumo descontraído, não comprometedor, cada um desses produtos reflete o modelo do mecanismo econômico que domina o tempo do trabalho e o tempo do lazer.” (WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. 6ª ed. Lisboa: Editorial Presença, 2001.p.85-8)



Pietra Saori

A influência da indústria cultural, em todas as suas manifestações, leva a alterar a própria individualidade do consumidor, que é como o prisioneiro que cede à tortura e acaba por confessar seja o que for, mesmo aquilo que não fez” – In:  WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. 6ª ed. Lisboa: Editorial Presença, 2001.p.85-8

  
A imagem representa ao mesmo tempo a força da massa de peões e o controle do Rei sobre eles. O Rei representa aqui o poder, o Estado, as mídias, enquanto o peão, a peça mais numerosa do xadrez e porém considerada a mais fraca, representa a massa. Outra questão por trás da escolha do peão, que ilustra o seu papel na massa deve-se a sua movimentação no jogo ligada a essa frase "I might be considered weak, but at least I never back down.". E por fim o título deixa uma dúvida de se o Xeque é provocado pela massa ou induzido pelo Rei.



Angelica L. Mattos
A massa Existe, mas Resiste!
Primeiro Grande Ato Contra o Aumento de Tarifa. Cristiano Assis, 2018©

 Resgata-se assim, o entendimento do Receptor da comunicação e informação como sujeito social, não isolado em suas casas, capaz de ler e refletir as mensagens e informações que chegam, se organizando em grandes grupos e resistindo às imposições do Estado e mercado” (texto base disponibilizado pela Prof. Tânia Callegaro, 2018)




A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.