quarta-feira, agosto 29, 2018

Coluna: Era Uma Vez... - Por: Gabriel Justino

A coluna Era Uma Vez está de volta com um novo conto do Gabriel Justino! 
Venha conferir!


A andante


Fonte: Blog Voar é Preciso


Lembro de quando era pequeno e andava de mãos dadas com meu pai, sempre que saíamos para comprar pão ou para ir para um outro lugar, eu observava, enquanto uma mulher ao longe se aproximava. É estranho, sempre achei esquisito o modo como ela surgia. Caminhava trôpega a passos lentos sem uma direção certa, na maioria das vezes que eu a via, estava descalça com um cigarro à boca, a roupa semi esfarrapada, com um copo de plástico com café a mão e a outra quando não estava com o cigarro ora estava na barriga e ora estendida para frente do corpo, como alguém que pede esmolas.

A primeira palavra que me surgia na mente era doida, mas eu não sabia nada daquela mulher. Como poderia julga-la assim de imediato. Talvez tenha sofrido muito para chegar aquele estado de decadência. Não sei. Acho que ela se tornou parte da paisagem, pois as pessoas que a viam, já não se chocavam com essa realidade.

Todos temos histórias, qual era a daquela mulher? De onde vinha e para qual lugar ia? Seus passos pareciam que não a conduziriam para lugar algum, só caminhava sem direção, as vezes beirando a movimentada avenida principal, outras na própria via. Sempre com roupas diferentes. Será que alguém tinha doado? Será que ela ganhava sempre aquele café? Tantas perguntas, nenhuma resposta...

A mente humana é realmente fascinante. Em algum lugar na parte de nosso cérebro, criamos, imaginamos e supomos coisas que muitas vezes não são a verdade a respeito de alguém. Talvez uma criança não alimente certos preconceitos, vai adquirindo conforme cresce; as crianças acabam imaginando, pois isso é propício para a idade, afinal quem nunca imaginou que o vizinho era um vampiro ou alienígena que poderia levá-lo embora? Essas coisas acontecem, mas quando crescemos, já estamos tão envenenados com toda sorte de conceitos pré-definidos que a sociedade nos moldou, como por exemplo, quando olhamos para uma pessoa e já determinamos se ela é chata, legal, metida, se gosta de determinadas pessoas e todo um padrão que nosso olhar inquire ao apenas vislumbrar algo que às vezes parece não se encaixar. Não devemos tentar nos encaixar em lugar algum só para agradar aos outros, temos sempre que continuar sendo quem somos, por isso me importo com ela, porque é quem eu sou, preciso me importar, pois se acaso eu deixar isso de lado, deixarei a minha parte humana num lugar que talvez não consiga mais resgatá-la.

Aquela mulher me exercia esse tipo de fascínio, pois não sabia nada a respeito dela, tão misteriosa. O que aconteceu com ela? E aquele café sempre em sua mão? Por que caminhar ao longo da avenida? Por que eu me fazia essas perguntas? Por quê? Não tinha e não tenho respostas. Creio que sempre tive um olhar humanizado comigo, olhar para as pessoas não como objetos ou parte da paisagem, mas olhar para elas como simplesmente são: pessoas que merecem ser cuidadas, que talvez foram feridas, magoadas e que só precisam de um ombro e um ouvido amigo para resgatá-las de si mesmas.

Já ouvi muitas histórias a respeito dela: que viu um assalto e dispararam no marido e ficou louca pois ele morreu na frente dela, que ela teve um filho e teve depressão pós-parto, que foi estuprada e não conseguiu voltar a si depois do ocorrido. São tantas histórias que se confundem, se entrelaçam e talvez não tratem o que realmente importa que é aquela mulher e a ajuda que ela precisa.

Nomes não nomeados, caminhos nunca andados, lugares que foram modificados, pessoas que nunca conheceremos, passos machucados e vozes caladas para gritar que podemos ajudar. Passa tudo pela rua: carros, animais, pessoas, a vida passa por ela. Conheci muitas pessoas, me conheci conforme fui crescendo e parecia que algumas nunca mudariam e eu só sabia que aquela mulher continuaria sendo a andante.



A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.

#PorqueEscolhiBiblio - Com Júlia Lacerda


No primeiro post do semestre a MC estava a procura de um(a) voluntário(a). Eis que nosso pedido foi respondido pela Júlia Lacerda do 4º semestre matutino!

Obrigada Júlia por toda a ajuda e por nos contar porque você escolheu a Biblio!


#PorqueEscolhiBiblio


Júlia Lacerda - Arquivo Pessoal


Acho que como muita gente que vem pra biblio, eu sempre gostei muito de ler. Meu pai me levava em sebos quando eu era criança, no ensino médio eu frequentava a biblioteca da escola em toda a oportunidade possível (lê-se: matava muitas aulas lá) e ia muito na Biblioteca de São Paulo  (e sempre ficava me questionando o que era preciso fazer pra trabalhar lá).

 A primeira vez que eu tive contato com a biblioteconomia, foi olhando com uma colega de escola os cursos "diferentões" oferecidos em universidades públicas, mas até então eu só via como um curso "fácil de passar" (mal sabia eu né mores). Eu tinha muita dificuldade com o que fazer após o ensino médio e trocava de curso uma vez por mês, sempre achando algum defeito no que eu escolhia. Até que durante uma das minhas sessões de reclamação, um amigo meu sugeriu que eu trabalhasse com algo que envolvesse livros, já que eu gostava tanto de ler, e foi aí que eu lembrei do curso e resolvi pesquisar mais. Como não sabia se conseguiria entrar na faculdade, acabei me inscrevendo no vestibulinho da Etec, mas ainda sim coloquei biblio como segunda opção (a primeira era museologia), porque tinha a ideia da biblioteconomia ser "parada" ou ''muito técnica''. Ainda bem que (museólogos, não se ofendam rsrs) entre a prova e a abertura das matrículas, eu pesquisava de maneira obsessiva sobre ambos os cursos, para saber se eu tinha feito a decisão certa. Deu que eu não fiz. Porém durante essas pesquisas descobri a FESP e assim arrastei meu irmão e minha mãe para uma palestra da Valls sobre o curso pra provar pra eles que eu não tava doida AUAHUAHA. Eles sentiram confiança, eu me inscrevi no vestibular, sem nem saber se eu ia conseguir arcar com os custos de um ensino superior, mas no fim tudo deu certo e tô aqui até hoje.


Não foi identificação de primeira com a biblio, mas nem por isso ela não deixou de ser a minha primeira opção. Claro que pensei em outros antes, mas eu estou onde eu sempre quis, só não sabia antes que o que eu queria era isso aqui.

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Relato de experiência com Mariana Araújo

A Mariana Araújo Gomes, formada na FaBCI em 2014 e ganhadora do Prêmio Laura Russo em 2017, acabou de ter um artigo baseado em seu TCC aprovado para publicação na revista Biblionlline

Procurada pela MC, ela gentilmente nos contou como foi o trajeto do TCC ao Prêmio e ao artigo. Venha se inspirar!



Mariana no Prêmio Laura Russo 2017. Fonte: FESPSP

Iniciei o caminho das pedras com um tema que sempre me chamou atenção, com várias ideias, inclusive, bem bagunçadas poderia dizer. Eu tinha a ideia, uma biblioteca para usar como exemplo de experiência, uma extensa bibliografia e um computador. Porém, precisava de alguém que me direcionasse e ajudasse a converter e organizar essas ideias para colocar no papel. Basicamente esse é o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) junto com a saga em busca de um orientador que compreenda e abrace suas ideias e te direcione para o caminho correto a seguir.

Após alguns meses de escrita, de muito (re)trabalho e contribuições, em dezembro de 2014 defendia meu TCC sob o tema: “Bibliotecas públicas de São Paulo e sua relação com o público da terceira idade”. Durante esse processo pude contar com a ajuda da minha orientadora Tania Callegaro, no alinhamento do processo de escrita e ideias; também, pude contar com a colaboração da professora responsável pela disciplina à época, Maria Ignês, além das professoras escolhidas para banca examinadora, Maria Rosa Crespo e Evanda Verri, que contribuíram muito na resolução de um pequeno problema que tive durante o desenvolvimento do trabalho. Não podendo deixar de lembrar das bibliotecárias e professora que participaram e contribuíram ricamente com todo o processo, tornando o projeto ainda mais intenso e gratificante de trabalhar e de ser divulgado.


Em 2017, a professora Maria Rosa Crespo entrou em contato comigo me pedindo autorização para inscrever meu trabalho no prêmio Laura Russo de Biblioteconomia. No dia 09 de novembro recebi o Ofício do CRB-8 comunicando a escolha do meu nome para o recebimento do XII Prêmio de Biblioteconomia Laura Russo, que teve por tema principal “O legado profissional Bibliotecário: contribuição para a sociedade do conhecimento”. No dia 28 de novembro, junto a familiares, professores, amigos e colegas de trabalho, recebi o Prêmio em uma cerimônia organizada pelo CRB-8 na instituição FECAP. Foi um momento incrível, que possibilitou confraternizar a imagem, a importância e influência da profissional que foi Laura Russo, que trouxe grandes possibilidades para que estivéssemos aqui hoje.


Desde a defesa do meu TCC e, sob conselho das professoras da banca examinadora, resolvi escrever o artigo a partir do meu trabalho. Devo admitir que foi difícil selecionar as informações mais relevantes para inserir no artigo, pensando que as revistas científicas costumam ter limites de paginação e uma padronização do artigo. Adiei bastante para realizar essa etapa, porém, depois do prêmio me senti na obrigação de dar maior atenção e entregar o artigo o quanto antes. Com ajuda de um colega de trabalho que já tinha passado pela experiência de publicação de artigos, ele me passou alguns títulos de revistas da área que costumam receber artigos originados de trabalhos de conclusão de curso. Após a análise de cada uma optei em escolher a Biblionline, que está vinculada ao Departamento de Ciência da Informação da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), que adota o sistema de avaliação por seus pares e obedece aos preceitos do acesso aberto ao conhecimento. O processo de submissão foi bem tranquilo, sem dificuldades, sem contar que durante todo o processo era claro que se houvesse algo que precisasse de reparo ou exclusão, de que eu seria contatada. Além disso, pude acompanhar todo o trâmite de avaliação do editor, que era atualizado constantemente. Durante esse mês, visitando o site da revista deparei-me com a publicação do artigo que se encontra disponível no volume 14, número 1, e que a partir deste passou a atribuir em seus volumes o número DOI (Digital Object Identifier) em todos seus artigos.


Há quase quatro anos atrás, nessa época, eu estava na reta final de composição e escrita do meu trabalho, mas sem imaginar a dimensão que tomaria; me identificava, como ainda hoje me identifico com diversos assuntos da área, mas o tema trabalhado era o que mais me inquietava e buscava respostas. Lembro-me sempre do conselho de alguns professores nesse momento de produção, que sempre nos diziam para escolhermos temas com o qual nos identificássemos, pois passaríamos muito tempo dedicado e abraçados a ele, e de fato, foi um ano bem intenso, mas que possibilitou e ainda hoje possibilita boas surpresas, assim como disse a minha orientadora ao saber da publicação do artigo: “essa foi uma semente lançada e que ainda hoje rende surpresas frutuosas”. 


Para saber mais sobre o Prêmio, releia a cobertura da MC publicada aqui no blog.

Muito obrigada Mariana! 
Que esses sejam apenas os primeiros sucessos de sua jornada!

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quinta-feira, agosto 23, 2018

Aprovados do PIBIC 2018/2019!

A  Coordenação de Pesquisa da FESPSP divulgou a lista de alunos aprovados para a edição 2018/2019 do PIBIC.


Dentre as 10 bolsas oferecidas 4 foram para alunos da FaBCI. Parabéns aos alunos: Nicole Raissa Costa Oliveira, Daniele Carli Licciardi Moreira, Francisco Amaral Baraglia e Débora Vieira Rodrigues!



Fonte: FESPSP


A professora Maria Rosa Crespo, orientadora de três dos quatro trabalhos aprovados, falou um pouquinho sobre cada um dos projetos:

A Daniele Liciardi fará um trabalho de pesquisa ligado à Biblioteca da Abadia de Santa Maria, que está em São Paulo desde 1911 e já funcionou em plena avenida Paulista. Trata-se de um monastério feminino (freiras em clausura) o que é bastante raro no Brasil e América Latina. A biblioteca possui um acervo rico em obras raras e objetos religiosos, mas também é bastante atualizado em termos de filosofia, sociologia e outras disciplinas da campo das ciências humanas. Assim, o estudo tem por objetivo descrever a biblioteca em sua atualidade, compreendendo os modos de leitura de seu público específico e sua relação com os livros e com a informação. Também irá descobrir a história desse acervo, incluindo sua localização geográfica na cidade e o enfrentamento da modernidade e crescimento de São Paulo. Para análise dos procedimentos e gerenciamento do acervo, o trabalho vai incluir, em seu referencial teórico, a tradição da Regra de São Bento e dos seus monastérios.



A Débora Vieira irá desenvolver sua pesquisa no âmbito das bibliotecas comunitárias, a partir do papel da leitura e das bibliotecas no desenvolvimento das comunidades periféricas. Para isso, irá utilizar como objeto de estudo o Espaço Alana, no Jardim Pantanal em São Paulo, que é mantido por uma ONG em funcionamento na região há 20 anos. Sabemos que para desenvolver meios de atuação social, transformar e melhorar as comunidades, cada indivíduo deve passar por um processo de absorção de conhecimento e desenvolver determinadas práticas. Esse processo teria como ponto focal as bibliotecas comunitárias a fim de fazer frente à carência de políticas públicas e tarefas básicas de educação, socialização e cidadania que o Estado deveria prover.  Dessa forma, objetiva-se conhecer e evidenciar o potencial estratégico que a biblioteca Espaço Alana possui, para desenvolvimento do Jardim Pantanal e região que permeia. A participação da pesquisadora nas atividades e funcionamento da biblioteca lhe dará as condições de compor seu relato de experiência e o referencial teórico sobre o tema lhe dará os parâmetros de avaliação dessas atividades.


A Nicole Raissa fará uma análise exploratória do Projeto Leitura Liberta, da Penitenciária Feminina do Butantã, questionando o papel da leitura, das bibliotecas e dos bibliotecários no crescimento social e econômico da população carcerária. Atualmente questiona-se a falência do sistema carcerário brasileiro, sendo bem conhecida a ineficiência desse sistema punitivo enquanto órgão ressocializador. Quando se trata da mulher encarcerada, outros problemas agravam a situação de segurança e saúde mental no cumprimento da pena. Dessa forma, a pesquisa tem como objetivo compreender e apontar a importância da leitura no cárcere e avaliar os resultados do projeto Leitura Liberta. É um componente importante da investigação a compreensão da situação das mulheres submetidas a regime carcerário e traçar o seu perfil psicossocial, e compreender o real valor dado por elas ao programa de leitura. Além disso, será objeto da investigação conhecer o funcionamento da biblioteca prisional e a legislação em vigor sobre o assunto, e compreender o trabalho e as características das atividades d@s bibliotecári@s que atuam no sistema prisional.



Muito obrigada, professora! E novamente, parabéns aos aprovados!

quarta-feira, agosto 22, 2018

Destaques do Trabalho Temático do primeiro semestre de 2018

Quem é aluno da FaBCI sabe de cor e salteado o que o Trabalho Temático

Para quem não está familiarizado, saiba que ele é um trabalho elaborado no 1º ano do curso de biblioteconomia e coordenado pelo prof. Ivan Russeff, que objetiva apresentar um livro de literatura brasileira à comunidade acadêmica e propõe ensaios sobre os diversos temas da obra.

Os Temáticos do primeiro semestre de 2018 foram baseados na obra "A moratória" de Jorge Andrade. A MC entrou em contato com os autores que se destacaram, e eles gentilmente nos enviaram os seguintes relatos:


Fonte: Google Books



A moratória sob a luz da tragédia moderna
Autora: Meire Cristina Gomes

O fato de ter de fazer um trabalho temático sobre uma peça de teatro me assustou de imediato. Não tenho o hábito de ler este tipo de gênero e fiquei por um tempo sem saber o que fazer. Pensando em um tema, lembrei-me de ter ouvido falar, em outro momento, sobre "tragédia moderna"; como tinha apenas noções vagas, fui pesquisar este conceito. Acabei achando-o pertinente para análise que pensava fazer da peça, mais focada na reação dos personagens do que no contexto histórico. Com um tema em mente, ficou interessante ler e reler A moratória para entender esse aspecto e suas implicações na obra. Mas faltava ainda escrever... Comecei com certa antecedência, pois preciso de tempo para corrigir, rever, enfim, maturar as ideias, adequar as palavras. Apesar de trabalhoso, gostei da atividade. Produzir um texto é sempre um desafio.


Os autores de destaque Meire Gomes e Francisco Baraglia. Arquivo pessoal.


A poética do decadentismo em A Moratória, de Jorge Andrade
Autor: Francisco Baraglia

Falar sobre A moratória, de Jorge Andrade, não é tarefa fácil. 
Pensamos, em geral, que um trabalho artístico fala por si mesmo. Ele contém tudo aquilo que é necessário para que o autor transmita a alguém a sua mensagem, ou a mensagem de seus personagens. No entanto, o texto - um tecido de significados - não é um objeto unidimensional, mas multifacetado e que será recebido e observado com a perspectiva única de cada um através da lente que é o modo como enxergamos o mundo e as coisas.
Achei o texto bastante tocante, eficaz na sua capacidade de comover sem ser piegas, mas comedido e sóbrio. No meu trabalho, busquei refletir sobre como Jorge Andrade alcançou esse efeito e como A moratória não se encontra isolada enquanto sensibilidade, mas faz parte de uma constelação de outras produções com poética similar - a decadência de uma classe social e de todo um mundo visto através da ótica de um núcleo familiar e como, em finais do XIX, essa poética tomou mesmo a forma de um movimento artístico com características e figuras próprias. Inicialmente, pensei em escrever sobre as semelhanças com uma obra da literatura italiana, O Leopardo, de Tomasi de Lampedusa, com a qual achei que A moratória guardava não poucas semelhanças, inclusiva a data de publicação e estrutura da família protagonista; por fim, enquanto redigia meu texto, desviei do caminho que havia traçado e utilizei outra bibliografia, mais generalizante e que achei mais apropriada à ocasião.



As mudanças na estrutura familiar na obra “A Moratória”: do patriarcalismo ao protagonismo feminino
Autora: Jade Sales Nascimento

Jade Sales Nascimento. Arquivo pessoal.


Essa experiência de fazer o tão falado Trabalho Temático foi enriquecedora. Além de ter adorado a obra escolhida, tinha vários temas interessantes para serem trabalhados. Minha ideia inicial era escrever sobre uma das personagens, uma mulher forte que era a frente do seu tempo. Com o andamento da pesquisa fui descobrindo que a obra mostrava a mudança na estrutura familiar brasileira da época. Por fim, acabei decidindo por esse tema. Fazer esse ensaio me deixou muito mais preparada e organizada para os próximos trabalhos." 



A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.

Aconteceu na FaBCI - Lei 13.696/2018 com Professor José Castilho


No dia 15 de agosto o Prof. Dr. José Castilho Marques Neto veio à FESPSP discutir a Lei da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), que visa aumentar o acesso ao livro e à criação literária.

Fonte: FESPSP Comunica


O professor da FaBCI Wanderson Scapechi assistiu à palestra e nos deu um pequeno relato:

O Prof. Dr. José Castilho Marques Neto trouxe uma grande contribuição aos que estavam presentes ao proferir a palestra sobre o Plano Nacional de Leitura e Escrita. De minha parte, que estou fazendo uma pesquisa do PIPED sobre os saberes informacionais e as bibliotecas públicas, poder ouvi-lo muito acrescentou em minhas reflexões, bem como sinalizou a possibilidade de avanços em torno destes dois grandes desafios para a sociedade brasileira: leitura e escrita. Entendo que já não era sem tempo do Estado criar uma política pública para o encaminhamento de tais questões. Acredito, que para as bibliotecas públicas, a Lei 13.696/2018 trará a melhoria de produtos e serviços, da mesma maneira que a fortalecerá perante a comunidade.

A fala do Prof. Castilho pode ser assistida na íntegra pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=g0YTo7vnph4



A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.

quarta-feira, agosto 15, 2018

MC Traduções: Por que as bibliotecas públicas ainda são essenciais em 2018. Por Marina Chagas

Leram o editorial controverso publicado pela Forbes, que dizia que as bibliotecas públicas deveriam ser substituídas por lojas da Amazon? O texto que traduzimos rebate a afirmação brilhantemente.


Por que as bibliotecas públicas ainda são essenciais em 2018

Bibliotecas existem para o público. A Amazon existe para maximizar os lucros.

Texto original de Constance Grady @constancegrady   24 de julho de 2018.
Link original: https://www.vox.com/culture/2018/7/24/17603692/public-libraries-essential-forbes-amazon
Tradução de Marina Chagas

Biblioteca de Leeds no Reino Unido. Ian Forsyth / Getty Images


No fim de semana passado, a Forbes publicou e depois tirou do ar um artigo polêmico. "Este artigo estava fora da área de especialização deste colaborador, e desde então foi removido", disse a Forbes, após reações negativas significativas. O artigo em questão? Um editorial argumentando que as bibliotecas são um desperdício de dinheiro do contribuinte e devem ser substituídas pelas lojas da Amazon.

Bibliotecas não parecem estar fora das áreas de especialização do autor Panos Mourdoukoutas; ele é professor especializado em economia mundial. (Um tweet popular sugeriu que Mourdoukoutas pagou pelo privilégio de ser publicado na Forbes, apesar de ter sido um erro; ele é um blogueiro pago pela Forbes.) Mas tanto o artigo em si quanto a reação contra ele apontam para uma profunda ansiedade a respeito das bibliotecas e a pergunta se elas devem ser discutidas.

Se considerarmos que as bibliotecas públicas existem e são boas e importantes, então estamos dizendo que os serviços que elas fornecem são direitos básicos e responsabilidade do nosso governo salvaguardar. Se sugerirmos que as bibliotecas não deveriam existir - que são um desperdício - então questionamos os direitos que elas protegem.

Acesse o artigo, agora excluído, de Mourdoukoutas, cujo objetivo central apontava que os papéis tradicionalmente desempenhados pelas bibliotecas - emprestando livros, é claro, mas também servindo como locais de reunião da comunidade - agora são melhor desempenhados por “lugares terceiros” como Starbucks e livrarias-cafés. E como as livrarias físicas da Amazon estão equipadas com acesso fácil ao abrangente banco de dados de livros da Amazon ao redor do mundo, concluiu o artigo, os cafés-livrarias da Amazon são superiores às bibliotecas.

Muitas pessoas podem ler esse argumento e protestar: “Mas devo pagar por livros na Amazon! Em uma biblioteca pública, posso pedir emprestado de graça! ”Mourdoukoutas teve um retorno. "Deixe-me esclarecer uma coisa", escreveu ele no Twitter. “Bibliotecas locais não são gratuitas. Os proprietários da casa devem pagar um imposto da biblioteca local. Minha conta é de US$ 495 por ano”.

É verdade que as bibliotecas são parcialmente financiadas por dólares de impostos imobiliários, da mesma forma que os contribuintes financiam os outros serviços públicos que nós, como sociedade, decidimos serem vitais para o bem público, como escolas e bombeiros e parques e obras rodoviárias. Eu posso não ter filhos que frequentam a escola, mas eu ainda pago impostos para a escola pública, porque nós concordamos que quando todas as crianças são educadas, isso é bom para todo o país.

O que Mourdoukoutas estava tentando debater não era se as bibliotecas são “uma boa compra” (em geral são, especialmente se você não tem muitas propriedades valiosas para pagar impostos), mas se os serviços da biblioteca estão disponíveis para o público são bons para todo o país. Ele estava colocando em questão o status da biblioteca como um bem público.

Bibliotecas são projetadas para servir o público. A Amazon foi projetada para maximizar seus lucros.


As bibliotecas são financiadas pelo público para servir o público. Elas oferecem livros, filmes e música com curadoria para entreter e informar o público, com ainda mais conteúdo disponível através dos empréstimos entre bibliotecas. Elas oferecem acesso à Internet e serviços de impressão de baixo custo. Elas oferecem treinamento em alfabetização financeira e assistência na procura de emprego. Elas servem imigrantes que não falam inglês. Elas servem pessoas encarceradas, sem-teto e pessoas que vivem em casa.



Uma livraria da Amazon é financiada por uma enorme corporação com o objetivo de maximizar seus lucros. Ela é abastecida com livros selecionados por algoritmos, com a maior parte de seu estoque composta de best-sellers recentes e livros que a Amazon tem obtido sucesso na venda online, junto com vários dispositivos eletrônicos da empresa. Educar o público não é prioridade da Amazon. Não é projetado para atender populações vulneráveis. Não há razão para que ela seja projetada com esse objetivo em mente: a Amazon é um negócio, não uma utilidade pública, e seu único objetivo é ganhar dinheiro.



Bibliotecas não são perfeitas. Isso não significa que elas são um desperdício de dinheiro.


Ao argumentar que deveríamos substituir bibliotecas públicas por livrarias-cafeterias da Amazon, Mourdoukoutas estava na verdade argumentando que oferecer recursos às populações vulneráveis ​​não é um bem público. Ele estava argumentando que os pobres não merecem livros ou filmes que os entretenham, que os imigrantes não merecem programas que os ajudem a navegar pela burocracia em uma língua estrangeira, que os desempregados não merecem programas que possam ajudá-los a encontrar e se preparar para empregos. Ele argumentava que fornecer esses recursos para o público em geral não é do interesse do país.

A biblioteca pública se opõe a esse argumento. Em virtude de sua existência, ela argumenta que o acesso livre e fácil à informação é importante, que o enriquecimento cultural é vital e que os segmentos mais carentes de nossa população merecem tanto acesso à informação e entretenimento quanto qualquer outra pessoa.

Essa é uma visão utópica, e não é uma que nosso sistema de bibliotecas em sua forma atual sempre cumpra. As bibliotecas estão cronicamente subfinanciadas, e o presidente Trump tem procurado em várias ocasiões cortar o financiamento federal do sistema de bibliotecas públicas. Os EUA estão na 62ª posição do mundo na lista de países com o maior número de bibliotecas per capita, e as bibliotecas que temos não estão distribuídas uniformemente pelo país, levando a desertos de bibliotecas. Além disso, como o financiamento de bibliotecas está vinculado a impostos sobre a propriedade, as bibliotecas que atendem a bairros ricos tendem a ter mais recursos do que as bibliotecas que atendem os bairros pobres.

Mas a solução para esses problemas não é acabar completamente com as bibliotecas e substituí-las por livrarias medíocres destinadas a vender mais Kindles. É reconhecer o trabalho vital que as bibliotecas realizam em uma democracia funcional e concede-las os recursos necessários para que funcionem adequadamente. 

A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.

FESPSP na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Os alunos e professores da FESPSP participaram da 25ª Bienal Internacional do Livro, fazendo parte de mesas, debates, e do stande do CRB-8. Os alunos Renata Corrêa, Suziane Kubagawa, Vitória Cristina, Francisco Baraglia e a professora Valéria Valls escreveram relatos e nos enviaram fotos! Dá uma olhada!



Professora Valéria Valls:

A FESPSP em 2018 participou ativamente da Bienal do livro, em diversas ações (a programação completa está em:

Vou contar um pouco sobre a minha participação:


No dia 09 de agosto:

Fui convidada pela CBL – Câmara Brasileira do Livro para montar uma mesa com o foco em bibliotecas, o tema era livre, tinha a liberdade de propor o tema e os convidados. 

Aproveitei a chance para falar do David Lankes. A roda de conversa então foi nomeada de “A biblioteca é a escola sem currículo” e aconteceu no dia 9 de agosto, das 11h30 às 13h, no Espaço Papo de Mercado. 

Sobre o tema:A biblioteca é a escola sem currículo" é uma frase do Prof. David Lankes, cuja obra Expect More: Melhores bibliotecas para um mundo completo (editada no Brasil pela FEBAB em 2016) tem inspirado muitos bibliotecários a repensar o papel social da biblioteca e principalmente a enxergar a biblioteca como um centro de convivência e aprendizagem, focando seus produtos e serviços na real necessidade da comunidade e, mais do que isso, entendendo que a biblioteca é da comunidade, no conceito contemporâneo de "biblioteca viva".

Convidei a Sueli Regina Motta da SP Leituras e diretora da Biblioteca de SP e da Biblioteca Parque Villa Lobos e Cristiane Camizão Rokicki, Diretora das Bibliotecas Senac-SP e atuei como mediadora.



Cada uma das colegas apresentou um pouco sua visão sobre e o tema e as experiências do dia a dia que cada Biblioteca vivencia. Foi muito enriquecedor e motivador!

Na foto: Iliria Ruiz Pilissari (da Secretaria da Cultura do Estado de SP), Cristiane Camizão Rokicki (SENAC), Valéria Valls (FESPSP) e Sueli Regina Motta (SP Leituras).

Na foto: Cristiane (SENAC), Valéria (FESPSP) e Sueli (SP Leituras) durante o Papo de Mercado.

Quer conhecer um pouco mais das bibliotecas representadas no evento? Veja em:


Biblioteca de São Paulo:

Biblioteca Parque Vila Lobos:


No dia 10 de agosto:

O SinBiesp – Sindicato dos Bibliotecários, Cientistas da Informação, Historiadores, Museólogos, Documentalistas, Arquivistas, Auxiliares de Biblioteca e de Centros de Documentação do Estado de São Paulo (http://www.sinbiesp.org.br/) também promoveu uma vasta programação na bienal. No dia 10 as três escolas de biblioteconomia da cidade foram convidadas para falar no Espaço Papo de Mercado das 14h30 às 16h sobre “O futuro da Biblioteconomia no mundo digital”. Participaram a Profa. Cibele Araújo (ECA/USP), o Rogério Xavier Neves (UNIFAI) e eu, Valéria Valls (FESPSP).

A Cibele iniciou fazendo um panorama sobre as mudanças da sociedade e o curso da ECA nesse contexto. Eu fui na sequência e também apresentei um pouco sobre como o tema vem sendo tratado no nosso curso (disponível no nosso drive que pode ser acessado aqui) e também os desafios do bibliotecário no momento atual. O Rogério, como mediador, fez uma amarração legal entre o que foi apresentado e sua opinião e depois abrimos para a participação do público. No final a Vera do SinBiesp também falou e complementou a nossa apresentação, encerrando a roda de conversa.

Esse tema e espaço na Bienal foi excelente, espero que o público tenha gostado.

Foto (SinBiesp): Cibele (ECA/USP), Valéria (FESPSP) e Rogério (UNIFAI)


Além disso, estive também no stand do CRB 8ª região. Nessa Bienal alguns alunos de biblioteconomia participaram como voluntários e puderam vivenciar a importância do movimento associativo para a nossa profissão.

O mote do stand era Biblioteca Escolar para todos!

Foto: Facebook do CRB 8ª região




A aluna Vitória Cristina também nos mandou um relato:


Nos dias 03, 07 e 09 de agosto tive o prazer de estar como voluntária no stand do CRB/8, na Bienal do Livro, com a proposta de “Biblioteca Escolar Para Todos!”, que foi a ideia de levar ao público o modelo ideal de Biblioteca Escolar e ao mesmo tempo conscientizar todo o público da Lei nº 12.244 de 24 de maio de 2010, Lei que determina que toda instituição de ensino seja pública ou particular do Brasil passe a dispor de uma biblioteca com bibliotecário até 2020.

Apresentando estantes com altura que leva total autonomia aos alunos, deixando também os livros, gibis, revistas, etc de forma expostas gerando assim um interesse pelas capas chamativas, o espaço também conta com brinquedos e bonecos para auxiliar a contação de histórias e a diversão. Com o totem de auto empréstimo e de consulta trouxe a biblioteca a modernidade que as crianças estão tão acostumadas.

O espaço visa mostrar aos alunos, aos professores e a direção das escolas a importância de uma Biblioteca Escolar, mostrando que é possível existir liberdade e diversão dentro do espaço que por muito tempo foi visto como espaço de castigo e chato.

(Foto: Parte da equipe – Stand CRB/8)
Durante toda a Bienal houve mobilizações e incentivo de leitura, com contação de história, biblioterapia, bate-papos com temas atuais das bibliotecas. No stand também foi possível que o bibliotecário com registro ativo retirasse sua CIB (Cédula de Identidade do Bibliotecário), uma nova identidade válida em todo território nacional, como uma forma de identificação do profissional de biblioteconomia.


Abaixo algumas fotos do stand do CRB/8:

Foto: Expositor de livros e revistas, totem de busca e totem de auto empréstimo

O aluno do 2º semestre Francisco Baraglia nos enviou seus registros fotográficos:






A aluna do 6º semestre Suziane Kubagawa fez o seguinte relato:


Foi uma ótima experiência a adquirida neste evento. Eu pude observar que quase 100% das pessoas que eu expliquei sobre a lei 12.244/2010, foram muito solícitas em assinar o manifesto. Algumas começam a contar que as escolas do filhos, sobrinhos, etc., não tinham biblioteca, por isso, faziam questão de assinar.


Uma senhora contou sobre a diferença entre o gosto pela leitura da filha dela (que estudou numa escola municipal que tinha biblioteca e bibliotecário, sala de leitura, etc.), e o sobrinho que estudou numa escola particular que não tinha biblioteca. Enquanto ele não gosta de ler, a filha sempre está procurando algum livro para ler.


E para fechar com chave de ouro, a Renata Corrêa, também do último semestre nos envio esse relato-guia. Todas as fotos foram tiradas por ela:


A  25ª BIENAL DO LIVRO NOS 7 DIAS EM QUE ESTIVE PRESENTE COMO VOLUNTÁRIA
NO STAND DO CRB-8

A 25º bienal do livro tinha como temática a cultura árabe e trouxe como proposta literária os contos das Mil e uma Noites, expondo a tradição dos contos de Sherazade, e a prática  da contação de historias que transmite  a cultura dos povos  e atrai  pessoas para o mundo da leitura em busca da fantasia e do conhecimento.



Como não poderia deixar de ser, os stands foram uma atração a parte. Em tempos de selfies e registros em redes sociais, as filas se formavam para um click em frente a cenários bem elaborados, criativos, remetendo a cenas do imaginário criado pelos livros, por frases e mensagens que se tornam legendas espirituosas e marcantes nas redes.

Aqui o registro de alguns stands que foram super disputados pelas pessoas nos 10 dias em que a Bienal esteve presente no Pavilhão do Anhembi:











O Stand dos Emirados Árabes, representando a cidade de Sharjah,  considerada pela UNESCO a capital mundial do livro em 2018, trazia além de livros árabes traduzidos para o português, a cultura, vestimenta,  religião e alguns objetos que remetia os transeuntes ao Oriente Médio.




Para os visitantes interessados em entender um pouco da cultura e religião, uma recepção muito amistosa por parte da delegação de origem árabe que expunha o Islamismo e os costumes do Oriente Médio.

As celebridades convidadas pelos stands para sessão de autógrafos e mesas de discussão, também provocavam filas enormes e alguns deles valia a pena o tempo dispensado, entre eles Mario Sergio Cortella e Eduardo Suplicy, muito simpáticos e receptivos movimentavam ainda mais a compra dos exemplares nos stands das editoras.



Além dos nomes disputados pelo publico adulto, havia também os fenômenos virtuais, youtubers, blogueiros e digital influencers que atraiam uma multidão de pessoas para os stands e zonas de autógrafos e fotos, causando verdadeiro furor entre os jovens, consumidadores de literatura geek, rpg, jogos e cibercultura.

O publico infantil e adultos nostálgicos, tiveram o prazer de presenciar Mauricio de Souza e Ziraldo juntos em um bate papo agradável, com direito a um parabéns em coro para o Ziraldo que completava 85 anos. Os dois apresentaram “Monica e o Menino Maluquinho na Montanha Magica”, este dueto incrível lançaram  um projeto que consagra duas vidas dedicadas à literatura infantil e que ajudou na formação de leitores de varias gerações, no Brasil e no exterior. 



Paralelo à presença do livro como o convidado mais ilustre da  25ª Bienal,  celebridades, cosplayers, brindes e stands maravilhosos,  o CRB-8 mais uma vez estava presente à Bienal, com uma proposta muito séria e de interesse da nossa classe profissional e da sociedade civil como um todo, a apresentação do Manifesto Popular sobre a lei 12.244/2010 da Universalização das Bibliotecas Escolares


O stand BIBILIOTE ESCOLAR PARA TODOS contou com a colaboração da sempre unida equipe do CRB-8 , professores, colaboradores, empresas ligadas à área de Ciência da Informação e estudantes de biblioteconomia das universidades FESPSP-FaBCI, ECA-USP e UNUIFAI como voluntários.



A abordagem acontecia pelos corredores da Bienal e em frente ao stand do CRB-8, que este ano estava na rua N,  a palavra Biblioteca Escolar exercia uma reação instantânea de aceitação e receptividade por parte dos transeuntes. Apresentar a profissão e a atuação do bibliotecário como mediador da informação e o reconhecimento das pessoas foi muito gratificante.

Estar na Bienal em contato com os mais diversos profissionais do setor literário como editores e autores, educadores, estudantes da rede publica e privada de todos níveis, amantes da literatura de todos os gêneros, todos abertos a receber o convite para o registro de sua assinatura no manifesto do CRB-8  e demonstrar total apoio a causa e a REAL NECESSIDADE de que a lei, já aprovada, realmente seja colocada em pratica até o prazo de 2020, foi gratificante.



Todas as pessoas presentes em uma feira literária sabem do poder transformador da leitura, do poder do conhecimento extraído dos livros e do papel do profissional bibliotecário como mediador no processo de acesso à informação e de como é NECESSÁRIO a presença do mesmo, em um aparelho de apoio ao ensino, como bem disse nossa professora Mercês.


Eu como estudante de bibliotecomonia, tive o privilegio, o prazer e a grata satisfação de participar deste evento, de estar em contato com a equipe do CRB-8, de rever colegas e conhecer mais estudantes de Biblio, ouvir professores falando do poder e dos desafios da biblioteca escolar no cenário educacional  e receber o sorriso de todas as pessoas que se dispunham em colaborar com nossa “causa”, uma causa universal, uma bandeira de deveria ser levantada todos os dias pela sociedade de todos os países do mundo.

Valeu a Pena!



Muito obrigada pela participação! Já estamos com saudades da Bienal! 



A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.