domingo, março 27, 2016

Coluna: Onde Estão os Bibliotecários? Por Grazielli de Moraes

Oi gente, a coluna “Onde estão os Bibliotecários” está de volta! Espero que gostem dos bibliotecários que trarei esse ano. Aproveito para convidá-los a curtir nossa página no Facebook, e caso tenha algum bibliotecário pra indicar nos mande um e-mail.

Pra iniciar a coluna esse ano, trazemos uma entrevista com a bibliotecária Isabel Ayres Maringelli, 46 anos e formada pela FESPSP- FaBCI em 1993, com MBA em Bens Culturais pela FGV – SP, e atualmente está finalizando um mestrado acadêmico em Ciência da Informação na ECA-USP, com foco na representação descritiva de arquivos, bibliotecas e museus.

Isabel Ayres Maringelli na Biblioteca Walter Wey

Biblioteconomia... uma disciplina fascinante que permite ampliar nossa visão de mundo, pois nosso contato com a informação vai além da experiência que o público de outras áreas tem. Nós sempre pensamos na informação registrada, organizada, e é muito interessante e rico perceber o papel que ela tem na vida social. Isso passa desapercebido no dia-a-dia, pois com a quantidade informações disponíveis nos veículos de comunicação, nem sempre as pessoas se dão conta do que está sendo construído a partir disso.

Já ministrou no curso de extensão em Museologia e Ciência da Informação, da FESPSP, no ano passado e atualmente é coordenadora do Centro de Documentação e Memória da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Tem sido um privilégio poder lidar com materiais tão diversos, pois o Cedoc abrange a Biblioteca Walter Wey e o Arquivo Institucional, além de termos diversos Fundos Pessoais em nosso acervo. Os desafios são imensos, pois de um lado temos procedimentos da Biblioteconomia, e do outro procedimentos da Arquivística, sem contar o acervo que compõe a memória da Pinacoteca -  e todos devem ser respeitados. Tem sido um grande aprendizado que tem trazido resultados gratificantes. As Bibliotecas Especializadas, mais especificamente as bibliotecas de museu, não são muito abordadas na literatura em língua portuguesa. Nesse contexto, sinto que há uma lacuna de pesquisa na área, pois algumas práticas acabam se consolidando de forma isolada em cada instituição. Seria importante estabelecer o diálogo e um espaço para reflexão onde as ideias pudessem ser compartilhadas. Trata-se de terreno muito propício ao trabalho e discussões interdisciplinares, o que já uma característica natural na Museologia.”

Ela demonstra grande carinho pela FESPSP por ser a escola onde se formou que lhe trouxe vários amigos, que permanecem até hoje. Além disso, disse acompanhar toda a programação e eventos da FESPSP, e sempre que possível participa.

Isabel acredita que a Biblioteconomia é uma área em pleno crescimento, no entanto, no Brasil poderia ter mais especializações, já que dependendo da área que o profissional queira seguir, a formação generalista nem sempre dá conta. O mais importante para ela, contudo, é que o profissional tenha afinidade para que se dedique, independente da área em que atue. Além disso, vê uma grande oportunidade de crescimento e valorização do profissional a longo prazo, ainda mais aqueles que souberem ampliar sua gama de conhecimentos.

Da minha parte posso dizer que a Biblioteconomia, é uma área apaixonante. Apaixone-se!

3 comentários:

  1. Parabéns!
    Bela matéria
    Paixão deixa tudo mais bonito, além de possibilitar prazer naquilo que fazemos.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Que matéria bacana! Muito estimulante e enriquecedor conhecer a gama de segmentos onde atuam os colegas de profissão.

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