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Por que me interessei pelo curso de Biblioteconomia

 Kelly Morais Cantiliano
O depoimento da série “Por que me interessei pelo curso de Biblioteconomia?” desta semana relata a história de Kelly Morais Cantiliano, aluna do 6º semestre noturno. Saiba um pouco mais sobre sua história e o porque ela escolheu o curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação.




Sempre gostei de livros. No ensino médio na hora do intervalo ia à biblioteca ajudar a organizar e atender aos alunos mas, não tinha ouvido falar do curso de Biblioteconomia, até que a minha professora de História perguntou se eu iria fazer esse curso. Quando me inscrevi para a Fuvest a minha 1ª opção foi Psicologia e vi no Guia de Profissões o curso de Biblioteconomia que escolhi para ser a minha segunda opção. Pensei que este curso só tinha em Universidades Públicas, acabei deixando de lado... Tive a oportunidade de fazer o curso de Tecnólogo em Gestão de Serviços Bancários pelo ProUni, me formei em 2006 e comecei a trabalhar na área administrativa de uma empresa de Contact Center. Em 2009 vi uma propaganda da FESPSP, comecei a pesquisar sobre o curso e me identifiquei. Fiz o vestibular em 2010 e entrei na FaBCI na última turma de 4 anos.
 

Nos primeiros dois anos de faculdade tinha uma visão muito romântica da profissão porque não trabalhava na área, além disso me sentia totalmente deslocada com as disciplinas técnicas. Já neste ano, como comecei a trabalhar na biblioteca da AASP, consegui entender como é a rotina do bibliotecário que não é apenas catalogar e classificar um livro, existem outras atividades como a administração da biblioteca num todo, incluindo funcionários, materiais, orçamento, divulgação e etc.

O bibliotecário do século XXI precisará ser dinâmico e terá que se mostrar ainda mais para alcançar a visibilidade e respeito da sociedade para conseguir quebrar um dos paradigma da nossa profissão, que só "guardamos livros". Como bibliotecária não me imagino catalogando, classificando ou fazendo qualquer outro tipo de serviço técnico. Isso talvez pareça estranho, mas tive pouco contato prático na biblioteca em que trabalho.
Gosto de lidar com pessoas, estar em contato com o conhecimento e quero aplicar o que aprendo na faculdade em Instituções que visem a disseminação da informação e a gestão do conhecimento. Também gostaria de trabalhar em empresas que utilizem as redes sociais, blogs e comunicação.


Quando soube que alguns alunos queriam montar ou reabrir o Centro Academico de Bibliotecnomia me interessei. Pesquisei nas férias o que é, como funcionava e outros CA's. No início deste ano fui ao CEDOC da FESPSP para ver o que tinha de informaçoes sobre os antigos CA's. Tive ajuda dos funcionários e o incentivo da Cristiane Laudemar. O mais difícil foi achar pessoas que estivessem interessadas na ideia e com os mesmos objetivos de integrar os alunos de Biblioteconomia com a Fundação e os cursos de Administração e Sociologia. O legal e impolgante é que mesmo sendo difícil era um desafio. Algumas pessoas ficaram, outras sairam ou entraram um tempo depois... Fizemos várias reuniões, discutimos muitas ideias para ajudar os alunos de Biblio, nos divertimos e pensamos em como transformar um espaço sem vida em um lugar movimentado, integrado com os demais cursos.


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