quarta-feira, maio 24, 2017

MC na Estrada - BIBLIOCAMP SANCA 2017.


E começamos essa nova série: “MC na Estrada”, relatando sobre um evento de nossa área que aconteceu no último dia 06 de maio, o BIBLIOCAMP SANCA 2017, em que tivemos a presença de alunos da FaBCI do 5º semestre e egressos representando a FESPSP neste evento em que a troca de experiências e motivação que cada palestra emplacou foi algo edificante e de valor ímpar.  
A trupe era composta por: Daniele Maria de Sousa (5º sem./mat.); Caroline Aparecida Souza Santos, Daniela de Oliveira Correia, Fernanda de Paula, Gabriel Justino de Souza, Julia Alves dos Santos, Leonela Souza de Oliveira e Marina Orefice (5º sem./not.); Erica Claudino, Janaína Silva Macedo e Sthéfani Paiva Cruz (ex-alunas).

À partir da esquerda: Erica, Janaína, Daniela, Sthéfani, Caroline, Julia, Daniele, Gabriel, Leonela , Marina ao fundo  e tirando a foto Fernanda.


Para entenderem um pouco sobre a estrutura e organização do Bibliocamp, seguem algumas informações encontradas no site do evento:
O Bibliocamp surge a partir da licença livre do Barcamp, uma rede internacional de conferências onde a organização e o seu conteúdo são oferecidos pelos próprios participantes. Neste ano foi realizada a 7º edição do Bibliocamp que ocorreu na cidade de São Carlos (Sanca)/SP, organizado pelos profissionais Marcos Teruo Ouchi e Eduardo Graziosi Silva. O evento congregou profissionais da Biblioteconomia e Ciência da Informação que apresentaram as tendências sobre o mercado de trabalho e suas experiências, por meio de bate papo interagindo com os participantes e ouvintes. O evento foi realizado na Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar/BCO.




O evento foi constituído por 13 palestras, uma verdadeira maratona que contou ainda em seu início com uma “intervenção” maravilhosa com um momento descontraído e de interação (que terá um relato abaixo) e de um vídeo de apresentação da anfitriã, a Biblioteca Comunitária da UFSCar seguido de um Tour por todos os espaços da biblioteca.





Aproveitem essa matéria especial em que teremos os relatos dos participantes da comunidade FaBCI de algumas palestras e a cobertura da MC com muitas fotos e posteriormente, vídeos das palestras que serão divulgados pela organização do evento. E que no próximo evento tenhamos muitos outros participantes da FaBCI.

A MC aproveita para parabenizar a toda organização do Bibliocamp que tratou a todos os participantes com muita gentileza e como consequência proporcionaram um  evento que foi um sucesso; à todos os palestrantes que arrasaram com seus temas e apresentações e em especial à Profª Valéria Valls representando a FESPSP que desde o início deram o apoio necessário para que a “comitiva fespiana” pudesse estar presente nesta viagem que foi SENSACIONAL!


Intervenção com a Bibliotecária Sônia
Por Julia Alves - 5º Semestre/Noturno.

O evento do Bibliocamp 2017 foi sensacional e um dos momentos que eu mais gostei foi o início do evento com a mediação da Bibliotecária Sônia e seu filho João, por meio de leituras de poemas, além de, ter também um momento em que todos os participantes receberam palavras que depois se transformou em uma história a partir da fala de cada um, sem contar a apresentação de um jogo muito interessante chamado Mancala.

Por fim, a Bibliotecária declamou o poema do Carlos Drummond de Andrade – A palavra mágica e tocou a linda música Oração da Banda Mais Bonita da Cidade. Não podemos esquecer também do amigo que participou da mediação com a Bibliotecária o boneco de madeira um belo fantoche que encantou a todos.



Vídeo de apresentação e Tour – Biblioteca Comunitária UFSCar
Apresentação das Bibliotecárias Cristina maia e Eliane Colepicolo



















Apresentações – Bibliocamp Sanca 2017

Como construir indicadores bibliométricos e cientométricos de um campo de pesquisa
 Eliane Colepícolo (UFSCar)





 













Nesta palestra a gestora da Biblioteca Comunitária UFSCar Eliane, nos falou sobre seu último trabalho com a temática sobre indicadores das metrias da ciência e suas diferenças: Bibliometria (publicações científicas); Cientometria (quaisquer indicadores científicos); Altmetria (ferramentas Sociais da Internet), não confundir com Altimetria que é o estudo de medição das altitudes e Webometria (Links e a Logs. Acesso ou Download). Um tema muito interessante e pouco explorado na área.


Programa Conecta Biblioteca- Experiências de bibliotecas públicas brasileiras
 Ilca Bandeira (ONG Recode)
Por Caroline Souza – 5º Semestre/Noturno

  Bem, meu relato é sobre a apresentação da linda Ilca Bandeira. Essa bibliotecária carioca do sorriso encantador nos contou um pouco sobre o programa Conecta Biblioteca.

O programa Conecta Biblioteca é uma experiência da ONG Recode – reprogramar para transformar. O programa é uma organização social voltada para ao empoderamento digital, que busca formar jovens em situação de vulnerabilidade social, aptos a reprogramar o sistema em que estão inseridos, por meio do uso da tecnologia, gerando oportunidades de desenvolvimento, empregabilidade, retorno aos estudos e acesso ao universo do empreendedorismo para pessoas de 12 a 29 anos. O programa conta com uma rede de educadores, professores, bibliotecários e atuam em parceria com instituições comunitárias, bibliotecas e escolas públicas para formar multiplicadores que replicam as informações para o público final, gerando novas oportunidades aos jovens brasileiros. A ideia é que os jovens possam desafiar o sistema vigente, e conectados, programar novas soluções para os problemas do mundo. Legal né?

Eles estão presentes em 7 países e 9 estados brasileiros e já receberam diversos prêmios de reconhecimento. Em um compromisso global para estabelecer relações de apoio mútuo, promovendo maior impacto por meio do compartilhamento de melhores práticas e facilitação de projetos regionais. Em comum, esses projetos utilizam a tecnologia como meio para impulsionar mudanças sistêmicas e motivar os jovens a se tornarem agentes de transformação. Já são 564 centros de empoderamento digital presentes em escolas, centros comunitários, bibliotecas e espaços de aprendizagem e mais de 42 mil pessoas atendidas.

É um trabalho enriquecedor e muito motivador. Agradeço imensamente a Ilca, por contribuir conosco contando um pouco sobre esse programa maravilhoso.

Ilca (atrás da Leonela) com a trupe fespiana. Pensem numa carioca "gente boa"!



A formação do bibliotecário frente aos direitos "humanos"
 Maria Cristina Palhares (UNIFAI)





A querida Profª da UNIFAI e ex-aluna da FESPSP Maria Cristina apresentou um tema que fez a todos pensarmos muito em nosso papel enquanto bibliotecários e como podemos usar nossa profissão em benefício do próximo.


Almoço

Ótima recordação: Que "marmitex" foi esse genteeeee!!!
Após o Almoço



Mas por que uma biblioteca se temos a Amazon Books?
 Adriana Ferrari (USP/FEBAB)
Por Leonela Souza de Oliveira - 5º Semestre/Noturno.


Bibliotecários: Carlos Eduardo Gianetti, Ariovaldo Alves e Adriana Ferrari,


No último dia 06 de maio de 2017 participei como ouvinte da palestra: Mas por que uma biblioteca se tem a Amazon Books? Conduzida pela bibliotecária e atual presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários – FEBAB Adriana Cybele Ferrari. Idealizadora do projeto da Biblioteca de São Paulo inspirada na biblioteca pública de Santiago no Chile, localizada próximo ao metrô Carandiru local que antes foi palco de tantas tragédias. E posteriormente o projeto da Biblioteca Parque Villa-Lobos, ambas inauguradas à época que ocupava o cargo de assessora do Secretário João Sayad na Secretaria da Cultura de São Paulo que depois se estendeu a coordenação da Unidade de bibliotecas e leitura na gestão do Secretário Marcelo Mattos de Araújo.

Ora se temos a Amazon Books a maior loja virtual que movimenta milhões de livros, por meio do seu serviço compra e venda livros (físicos) e digitais em alguns cliques, ainda assim precisamos de bibliotecas físicas? Em sua fala Adriana Cybele Ferrari, discutiu sobre a importância de termos bibliotecas de referência no âmbito nacional em promoção da leitura, para atendimento de todos em todas as classes sociais, desde as crianças até os idosos sem exceção. Aliada a modernidade de seus serviços que não prevê apenas livros para consulta, mas também disponha de outros serviços, tais como contação de histórias, espaço para jogos, atendimento para pesquisa de títulos, além de microcomputadores conectados à internet para uso cotidiano. 

Apresentação da bibliotecária Adriana Ferrari

Em seu programa de acessibilidade inclui equipamento de última geração para os deficientes visuais, linha em braile e mesas táteis.  Ademais se conclui que por mais que ambiente digital disponha livros digitais e físicos, ainda assim não atinge a todos, pois sabemos que ainda há parcela da população que não possui computador com internet em sua residência.

Neste sentido a biblioteca pública precisa abrir suas portas para acolher a todos, sendo um papel do Estado promover seu pleno acesso disponibilizando espaço e serviços de qualidade promovendo e difundindo a leitura em suas diferentes formas e suportes.

Gostaria de agradecer aos colegas que viajaram comigo da FESPSP e a MC pela oportunidade de relatar esta palestra, que venham mais viagens acadêmicas # MC pé na estrada.


Casa arrumada: como ser um bom anfitrião nas visitas do MEC
 Ariovaldo Alves (UNIP)


O querido bibliotecário Ariovaldo Alves nos contou sobre sua trajetória profissional e experiência na biblioteca universitária em que trabalha e como acabou se tornando especialista em atender as demandas exigidas pelo MEC. Ótima palestra para entender como planejamento e dedicação podem tornar as tão “tensas” visitas algo bem mais fácil e dentro do fazer bibliotecário um trabalho de qualidade em prol de toda a instituição.



Fronteiras: como conseguir intercâmbio profissional biblioteconômico no Exterior
 Carlos Eduardo Gianetti (UNICAMP)
Por Gabriel Justino de Souza - 5º Semestre/Noturno.


Bibliotecário Carlos Eduardo Gianetti.

Apesar do título da palestra o bibliotecário Carlos Eduardo Gianetti, não deu dicas de como conseguir intercâmbio, mas como foi sua experiência fazendo um intercâmbio e os percalços que passou no exterior por não dominar completamente a língua inglesa.

Um dos pontos que foi abordado na palestra foi como se torna um bibliotecário no exterior (pelo menos no Canadá e Estados Unidos, onde ele fez o intercâmbio), a pessoa faz uma graduação, por exemplo, engenharia ambiental e depois para complementar faz uma pós-graduação em biblioteconomia, para se tornar um bibliotecário especialista em engenharia ambiental.

Além disso, Carlos deu dicas de como se dar bem no intercâmbio, sendo que as dicas são: se planeje bem, com relação ao dólar, para não ser surpreendido, sendo que na época em que ele fez a viagem o dólar estava R$ 5,00, fazer um cronograma de quando você vai e quando você volta é muito importante para que você tenha uma média de quanto você irá gastar nos dias que passará fora, ficar longe de pessoas que falem sua língua materna, pois isso atrapalhará seu aprendizado.

Uma das experiências mais enriquecedoras, foi ter a oportunidade de nos dias de folga, conhecer as bibliotecas públicas de Toronto, que segundo o palestrante as pessoas frequentavam bastante, como no caso de youtubers que a biblioteca contava com salas com o fundo de chroma key, para que eles editassem o vídeo depois.

Foi uma palestra muito interessante, no qual tivemos dicas bem valiosas e que poderá ajudar quem esteve no Bibliocamp a ter uma noção de onde começar se quiser fazer um intercâmbio.


 
Fala, bibliotecária: compartilhando ideias, experiências e conhecimento no YouTube
 Gabriela Bazan Pedrão (UNESP)
Por Daniele Maria de Sousa – 5º Semestre/Matutino


Bibliotecária e Youtuber: Gabriela Pedrão


A palestra foi maravilhosa, a Gabriela com seu estilo despojado e super atuante nos contou como foi o início da sua carreira como youtuber e como as pessoas passaram a se interessar cada vez mais pela profissão depois que começaram a acompanha-la nas redes sociais, o que segundo ela é muito gratificante e estimulante.

Durante os poucos quinze minutos de diálogo com a plateia, fez várias observações propicias com o cenário do profissional da informação, a fala que me chamou mais atenção da sua palestra foi quando citou que os profissionais não se comunicam (claro que sem generalizar), mas isso é uma realidade que nós estudantes percebemos nos estágios em que passamos durante o curso, por várias vezes durante a minha curta experiência na área notei como é complicado trocar informações com outros profissionais da nossa área, parece que existe um certo receio ou ainda uma certa timidez em compartilhar aquele conhecimento que pode fazer total diferença no nosso dia-a-dia melhorando e otimizando os processos da unidade informacional.

Com isso ela deixou um grande alerta para todos nós, devemos nos entender, nos comunicar, nos aproximar e nos admirar, nós profissionais da informação temos diversas habilidades e se soubermos unir um pouquinho de conhecimento de cada um podemos ir mais longe ainda, claro que com muita humildade e sabedoria, mas sempre nos posicionando e nos respeitando.



Uma ONG para bibliotecas escolares
 Suelen Camilo Ferreira (UNIP)


Bibliotecária: Suelen Camilo Ferreira em sua apresentação.

A palestra da Suelen chamou muito a atenção, pois apresentou o resultado de sua pesquisa em relação à Lei 12.244/10 de Bibliotecas escolares, um lindo trabalho de pesquisa e análise de como atingir um melhor resultado para efetivamente ter um bibliotecário, ou alguém preparado, para assumir as bibliotecas nas escolas públicas de nosso país. Um trabalho que está com vistas a ser colocado em prática através de parcerias com prefeituras e que com toda certeza é uma ótima reflexão sobre como efetivamente colocar essa lei em prática, já que com todos os cursos do país formando bibliotecários mesmo que com sua capacidade máxima, sem nenhuma desistência no meio da graduação, ainda faltaria muito para realmente atender à todas as escolas do país.



Biblioteconomia social: implementação de espaços de cultura em áreas de vulnerabilidade social
 José Carlos Bastos Júnior (Prefeitura de Ibaté)


Apresentação do Bibliotecário José Carlos Bastos Júnior

O bibliotecário José Carlos Bastos Júnior envolveu à todos os participantes do Bibliocamp com sua visão da Biblioteconomia por um viés Social, deu exemplos de algumas ações desse segmento aqui no Brasil e no exterior e mostrou um lado mais humanitário da profissão. 

Disse o quanto essa nomenclatura é pouco utilizada na área que se faz necessária uma militância e dos locais em que pode ser desenvolvida: Bibliotecas em hospitais, abrigo de idosos, prisionais, periferias, assentamentos, quilombolas e indígenas.




Diagnóstico e Planejamento de Bibliotecas Escolares: torne-se a TIA MÁ que as crianças merecem
 Estela Maris Ferreira (Colégio Anglo São Carlos)
Por Marina Orefice – 5º Semestre/Noturno


Bibliotecária: Estela Maris, a Tia Má da Biblioteca


A palestra da Bibliotecária Estela Maris Ferreira já começou com alegria e bom humor. Estela é bibliotecária no Colégio Anglo de São Carlos. Quando iniciou as atividades na biblioteca escolar, encontrou um cenário nada propício para o incentivo à leitura e frequência de usuários. A biblioteca era escolar, mas o acervo era universitário, não era utilizado sistema de gerenciamento de bibliotecas, não existia regulamento e os usuários não tinham o menor interesse em frequentar a biblioteca.

Apesar de tudo, as crianças eram curiosas e criativas, o espaço era amplo, os recursos ilimitados. Tinha tudo pra dar certo, a fórmula era perfeita: usuários curiosos, recursos ilimitados, espaço amplo e uma bibliotecária cheia de ideias e muita boa vontade!!!!

Estela então ficou animadíssima com as possibilidades que tinha. Diante do diagnóstico feito por ela, decidiu que a biblioteca seria mais que escolar, seria uma biblioteca comunitária, para uso de todos, não só dos alunos, professores, mas a comunidade em geral. Iniciou as mudanças fazendo descarte das obras que não estavam de acordo com o perfil dos usuários, aquisição de obras de acordo com o perfil e interesse, melhorias no espaço, informatização do empréstimo e planejamento de atividades culturais.

Apresentação da Tia Má da Biblioteca


O trabalho da tia má foi grande e árduo. Ela iniciou projetos voltados aos interesses dos alunos, com idealização feita por eles como: sugestão de livros e trocas, clube do livro, desafios literários, oficinas de origami e desenho, tardes de jogos de tabuleiro... Além dos estudantes presentes e ativos na biblioteca, Estela queria realizar exposições pessoais que integrassem o corpo docente e discente. Para isso foram realizados os seguintes projetos: leitores do mês, Quem me inspira, Eu recomendo, Obra favorita transformada em  “Biblioteca Viva”.

A consequência de todo esse trabalho foi o sucesso dos projetos e exposições, podendo ser medido através da presença maciça de pais e familiares nas exposições, chegando até fazer fila na porta da biblioteca. Porém a maior prova de que as mudanças, feitas pela tia má, foram um sucesso é a presença e participação constantes dos estudantes na biblioteca, que antes estava sempre vazia.


Responsabilidade Social Bibliotecária (RSB): mercado em aberto na práxis em Biblioteconomia
 Marielle Barros de Moraes (USP)

Apresentação da Marielle Barros de Moraes

A palestra da Marielle Barros de Moraes, estudante de pós graduação da USP em São Carlos, formada pela UFSCar, foi outra grande reflexão que se fez em meio à todos os presentes. Ela trouxe os vários campos em que os profissionais bibliotecários podem atuar e como podem romper com estereótipos em prol do crescimento da profissão.



Centros de Informação como Centros de Aprendizagem
 João Guilherme Camargo dos Santos (Escola de Inventor)
Por Erica Claudino – Ex-aluna formada em 2015


Apresentação do aluno de Biblioteconomia da USP Ribeirão Preto João Guilherme 


O palestrante apresentou uma forma muito inovadora de aprendizagem, priorizando o ensino na prática. São utilizados desde materiais simples, como papel, cola e madeira, até objetos do universo tecnológico, como a impressora 3D.

Durante toda sua fala, João Guilherme enfatizou a importância do fazer no aprendizado. O ambiente das aulas permite interação com diferentes práticas, experimentos, e com os demais alunos.

Há cursos para todas as idades, nas áreas de games, robótica e outras tecnologias.

Esse método de ensino é mais um exemplo de que essas inovações não concorrem com as bibliotecas e centros de informações. Longe disso, elas são aliadas na construção do conhecimento dessa e das próximas gerações.


INFOMARKETING: fez biblio e não aparece vaga na biblioteca? Conheça outro campo natural para o Bibliotecário
 Marcos Teruo Ouchi (UFSCar)
Por Sthéfani Paiva - Ex-aluna formada em 2016


Apresentação do Bibliotecário Marcos Teruo Ouchi


Agradeço muito pela iniciativa da professora Valéria Valls pela criação do Seminário Tendências Contemporâneas da Biblioteconomia, mostrando “Bibliotecários fora da caixinha”, pois, com a edição de 2016, conheci o trabalho do bibliotecário Marcos Teruo Ouchi, que atua com infomarketing, despertando meu interesse em direcionar meus estudos a esta área.

Por isso, fui especialmente ao Bibliocamp Sanca 2017 para ver a palestra do Marcos “Infomarketing: fez biblio e não aparece vaga na biblioteca? Conheça outro campo natural para o bibliotecário”. Apesar de ter sido a última apresentação, fazendo com que o cansaço atrapalhasse um pouco a compreensão do conteúdo, saí satisfeita.

No curso de Biblioteconomia, apesar de sempre falarem que é uma área plural, muitas vezes temos dificuldades de conectar as habilidades que aprendemos durante o curso com lugares que não sejam bibliotecas e essa palestra me mostrou que coisas como indexar, fazer resumo, classificar, totalizando algo bem próximo de um estudo de usuário, também é pertinente para auxiliar empresas a atingirem seu público alvo, colocando o bibliotecário como um profissional fundamental em qualquer instituição.
 
Foto com todos os participantes do Bibliocamp SANCA 2017

E assim terminamos os relatos sobre o Bibliocamp Sanca 2017. Para mais informações e fotos, acompanhem a página do facebook do evento.

Por mais momentos de integração e ricas trocas de experiências em que vemos que mais que apenas apontar os erros e desafios da nossa profissão, que é algo sim muito importante, tem muita gente boa arregaçando as mangas e fazendo, mostrando que é possível uma transformação e inovação constante em diversas áreas de atuação que nossa profissão nos permite, e possibilidades de tantas outras ainda a serem descobertas. 
Trupe Fespiana com os queridos: Adriana Ferrari, Estela Maris, Gabriela Pedrão, Ilca Bandeira e Carlos Eduardo Gianetti.


E que venha o Bibliocamp 2018!!!



terça-feira, maio 23, 2017

Cantinho da Elvira.


E a nossa querida mascote da FaBCI a queridinha Elvira “ataca” novamente.

No episódio de hoje: “Pesadelos bizarros durante a graduação".








E se assim como a Elvira você também sofre com esse mal, deixe sua história nos comentários. 

Quem sabe ela não vira a próxima aventura da nossa heroína hein?!



Redação: Carol Souza
Ilustrações: Robson Lima

Coluna: Onde Estão os Bibliotecários? Por Grazielli de Moraes.


E vamos pra mais uma matéria da nossa coluna: Onde Estão os Bibliotecários? (Mês Maio). Dessa vez a entrevistada é a Bibliotecária Mariana Ferreira Eloi Onofre, 25 anos. Formada em 2014 pela FESPSP, além de ter estudado como aluna especial da USP na disciplina de Infoeducação com os professores Edemir Perotti e Ivete Pieruccini. A bibliotecária também realizou o Curso de Extensão da FESPSP sobre Paulo Freire e atualmente está cursando Pedagogia.


“Gosto muito da área de Educação e todos os cursos contribuíram muito na minha formação”. (Mariana Ferreira)


Bibliotecária: Mariana Ferreira Eloi Onofre


Mariana menciona que na FESPSP pôde crescer muito, não só profissionalmente, afinal, a fundação foi responsável por prepará-la para olhar o mundo de maneira diferente e lhe tornou crítica e humana ao mesmo tempo.


“Ela despertou o sentimento de mudança, lembro que na colação de grau, o Aldo disse em seu discurso que os alunos da FESPSP precisam ser agentes de mudança. Esse é o legado da FESPSP, preparar pessoas para pensar diferente e fazer a diferença”. (Mariana Ferreira)



Falando de mercado de trabalho ela atualmente é bibliotecária em uma biblioteca escolar – local este que ela menciona ser muito feliz profissionalmente.


É um trabalho desafiador, pois atendemos mais de 1200 alunos, fora professores e funcionários. Meus pequenos, como tenho costume de dizer, são leitores assíduos. Emprestamos em média 950 livros por mês. Temos ações culturais mensais, em que promovemos cultura e troca de experiências. Já realizamos oficinas de mandalas, Tsurus, palestras, encontro com o autor. Esse é o encanto da nossa biblioteca, proporcionar aos alunos não só acesso à internet e empréstimo de livros, mas também atividades que contribuam com o desenvolvimento de habilidade diversas para que os alunos possam se tornar cidadãos de bem. Desta forma vamos exemplificando o slogan da escola que é: “Aqui se estuda. Formam-se mente e coração”. (Mariana Ferreira)


Mariana começou a trabalhar como operadora de telemarketing e o atendimento e a convivência com o outro é o que lhe possibilita até os dias atuais adquirir conhecimentos. Quando entrou na área da Biblioteconomia, iniciou sua carreira profissional na Alexandria local este que pôde aprender bastante sobre catalogação, preparo físico, além disso, pode conhecer diversos profissionais de outras faculdades e bibliotecas públicas de São Paulo.


Em seguida, atuou em escritórios jurídicos que segundo ela foram fundamentais para “saber dar o valor da informação”. Atuou também pelo SENAI, pela APEOESP, por uma empresa de tecnologia em que trabalhava com Pesquisa de Mercado, onde aprendeu a olhar a profissão de maneira mais ampla. E ainda, atuou em Universidades - “... quase fiquei louca com essas avaliações do MEC”. No entanto, Mariana menciona que seu coração bate forte mesmo pelas Bibliotecas Escolares e está mais que satisfeita em seu local de trabalho.


“Estou sim satisfeita com meu trabalho, além de ter um universo de coisas que ainda precisa ser feita (por exemplo, automação do acervo). Ajudo na formação de vários pequenos, incentivando a leitura, ouvindo suas histórias, sugerindo livros, realizando ações culturais. Assim como em toda biblioteca, todo dia há um novo desafio e tenho consciência que muitos ainda estão por vir e com certeza me darão mais experiência”. (Mariana Ferreira)


Falando em linhas gerais, a profissão biblioteconômica para ela é uma profissão que oferece diversas possibilidades, mas acima de qualquer coisa é uma ótima ferramenta para exercer a cidadania. A escolha pelo curso se deve ao fato de sempre ter tido amor pelos livros.


Além de seu trabalho atual, Mariana atuou dois anos na parte de comunicação do condomínio onde reside (publicando informativos, criando site e disseminando informações relevantes), além disso, tem uma pequena biblioteca em sua casa que coloca à disposição dos vizinhos.


“... a princípio seria comunitária, porém com as mudanças da minha rotina, a transformarei em biblioteca livre. Uma vez por mês, formamos um grupo de pessoas e preparamos sopas para 35 moradores do centro de Itaquaquecetuba (cidade em que moro). Fazemos distribuição de roupas, cobertores e sempre levo livros também. A aceitação é enorme e é lindo o cuidado que eles têm com o livro e a preocupação em devolver no mês seguinte... No mais, sou uma mulher normal, casada, que cuida da casa e que escreve cartas como hobby (amo cartas) e sempre que posso vou em sarau, pois é incrível a energia que acontece neles”. (Mariana Ferreira)


Mariana acredita que a Biblioteconomia é uma área enorme, devido ao fato de sua matéria-prima ser a informação, mas que ainda falta um olhar social da Biblioteconomia e menos técnico.


“O que os novos integrantes da profissão precisam é saber olhar esse campo da Informação e inovar para que atuem com sabedoria e dedicação. Isso independe se será numa biblioteca tradicional ou no mais atualizado campo da tecnologia. É saber aproveitar as oportunidades”. (Mariana Ferreira)


Para os novos integrantes da área ela deixa a seguinte informação:


“Galera, temos muito trabalho para realizar. Mãos a obra. Em toda a dificuldade existe uma nova oportunidade, basta observar”. (Mariana Ferreira)


Quer participar da entrevista para a coluna Onde Estão os Bibliotecários – Clique Aqui – e entre em contato.


Coluna: Filme da Semana. Por Ana Beatriz Cristaldo.


Que belezinha de lista essa que o Renato deixou com vocês semana passada hein? Tive que adicionar a minha lista de COISAS QUE VÃO DEMORAR ANOS ATÉ QUE EU TERMINE DE VER, QUE O UNIVERSO ME PERMITE CONTINUAR MÍOPE SÓ ATÉ ONDE SOU... gostaria de adianta-los que essa lista é ótima.

Então essa semana é minha, e eu precisava de um murro de realidade e fantasia, mas um murro bem dado e certeiro na boca do estômago. Sendo assim, que tal rever um filme que tive a oportunidade de pagar para ver no cinema, só que agora no conforto de minha casa, com uma cabeçona macia, preta e peluda em minhas pernas que está bem feliz de termos um tempinho juntos? OBRIGADA NETFLIX!
Vamos lá com Sete minutos depois da meia-noite!



Eu queria tá dormindo desse jeito, mas o TCC não deixa!


Do diretor espanhol Carlos Garcia Bayona (diretor de O orfanato, o incrível O impossível e Jurassic World 2 que lança em 2018), o A Monster Calls conta a história do garoto Conor O’malley que está passando por uma situação um tanto quanto dolorida. Vítima de bullying e violência física na escola, por ser um garoto “esquisito” ele é perseguido por colegas de classe e, não é claro, mas dá pra sentir uma certa dó e falta de preparo com relação aos professores, eles o tratam como se ele fosse quebrar ou explodir a qualquer momento, isso por que sua mãe Lizzy (Felicity Jones) está com câncer terminal. 

Considerando todo esse quadro, ele tem pesadelos, e em uma noite é acordado às 00:07 por um Monstro (Liam Neeson) que promete lhe contar três histórias, e ao final das três Conor deverá contar a quarta história, a história de Conor O’malley.
Não tem como esquecer o nome dele, pois o Monstro repete toda hora, a cada 2 minutos, então tu fica com uma encrenca na cabeça de chamar todo mundo com o sobrenome e com uma voz gutural.

O que me tocou muito nesse filme é como o Conor é criança sabe? Ele faz perguntas de criança e, mesmo que as situações exijam dele maturidade e a perda da infância, ele ainda traz essa característica questionadora que as crianças tem, como numa cena em que o Monstro diz que vai contar as 3 histórias pra ele e ele retruca algo do tipo: eu não preciso de 3 histórias eu preciso que você ajude a minha mãe que é o que na verdade qualquer um de nós questionaria. Que é uma característica que muitas vezes é tirada dos filmes, as crianças tem um modo de falar ou pensar que fica meio robotizado, isso se atribui ao roteirista na hora de dar uma “personalidade” ao personagem que fica muito forçado.

Além disso o filme dá abertura pra criação de várias teorias de quem é o Monstro, há a teoria de que ele é uma parte do próprio menino, como se fosse a consciência dele, outros dizem que ele é o espírito do avô que morreu e outras até de que ele é deus.

Uma atenção especial para o ator Lewis Macdougall que interpreta Conor, esse é seu segundo papel no cinema e ele já chega A H A Z A N D O com nossos corações. Dá vontade de adotar ele e dizer que vai ficar tudo bem. QUE MENINO MINHA GENTE!

Plus: ainda tem Toby Kebbell (Black Mirror e King Kong) como o pai de Conor TOBY LADRÃO, ROUBOU MEU CORAÇÃO! Opa pera, acho que usei o nome errado.

Plus²: Sirgourney Weaver. Apenas.


Mas Baguera e você? O que achou do filme?





- Bom, vejam bem, eu tava dando atenção mesmo pra minha mãe que tava me dando carinho, que por causa das coisas de mãe dela nunca dá muito tempo, mas eu senti falta da representatividade canina nesse filme, é uma coisa que eu sempre percebo: como os cães nunca tem espaço nos filmes, a não ser que seja pra morrer e deixar todo mundo triste, e quando tem esses papeis eles são representados por cães louros e de pelagem clara, vide o Marley paspalho, sendo que assim: nós cães escuros somos muito mais majestosos e nossos pêlos mostram mais brilho... Enfim, aproveitei esse espaço para manifestar meu descontentamento. Sobre esse filme ai, eu gostei muito do jeito que o bicho grande se movimenta e fiquei super atento nisso, ainda mais por que a voz dele parece com a minha, lindona assim mesmo. É isso ai.


Acho que já podemos substituir um dos nossos colunistas pelo Baguerinha não? Ele é um sucesso! Ou devemos deixar que ele faça mais comentários? Ele é um grande estudioso do cinema e ativista da causa canina, um orgulho dos pais.

De todo modo, esse filme é uma dádiva e ta lá disponível, to mandando todo mundo ver. Vai agora você também...
Larga esse integrado.
Vai logo.

Informação importante: o filme é baseado no livro A Monster Calls do autor Patrick Ness, que por sua vez para escrever tal obra se inspirou a partir de uma ideia original de Siobhan Dowd, ilustrado por Jim Kay. UAU!


Esse filme recebeu o prêmio na categoria QUE FILMÃO DA P$&#@ PRA CHORAR, JEOVÁ SECA MINHAS LÁGRIMAS do IAQ (Instituto Ana de Qualidade)


#PorqueEscolhiBiblio


Hoje na série: #PorqueEscolhiBiblio temos o relato da aluna Caroline Souza do 5º Semestre/Noturno, monitora voluntária da MC e mãe da nossa mascote Elvira.
Vejam que trajetória super interessante, extrovertida e singular como a querida Carol!




Na infância, não tive contato com livros. Estudei em 3 escolas do fundamental ao colegial, e somente uma tinha biblioteca, porém, a mesma servia como a sala de castigo. Lembro-me bem, que todos os alunos morriam de medo de entrar naquela sala, eu era um deles.
Quando estava prestes a completar 10 anos, uma professora recomendou um livro para atividade, eu surtei com a possibilidade de ter um em mãos. Comentei com minha mãe, ela disse que não podia comprar e sugeriu para que eu pedisse emprestado a algum colega. O problema era que todos tinham dificuldade em ler, logo, nunca terminavam a leitura, e então, fiquei sem. E antes que me perguntem: por que tu não foi a uma biblioteca pública? Eu digo: biblioteca para mim era uma coisa distante, vista somente em filmes ou em lugares para “ricos”. Então, chegou o dia da discussão do livro em sala de aula, e foram poucos os alunos que não participaram.
Lembro, de ter ficado fascinada com as histórias e interpretações dos meus colegas, e prometi para mim mesma, que teria aquele livro. Quando completei 13 anos, uma tia perguntou o que eu queria ganhar de aniversário, e adivinhem o que pedi? Mais tarde, minha mãe disse: Você vai comer o livro? Vai vestir ou calçar o livro?
Sempre digo que me tornei leitora aos 18 anos. Comecei a trabalhar em um call center no centro de São Paulo, conheci pessoas maravilhosas, entrei numa bad por conta de uma guria  e graças a isso ganhei meu primeiro livro. A obra? Ninguém é de ninguém - ditada por Lucius e psicografada por Zíbia. (Hahahaha, okay, chega).
Devorei o livro em 5 dias e fiquei desesperada por isso. Após 1 ano de empresa, cursei minha primeira graduação. Algumas obras para bibliografia complementar não estavam disponíveis na biblioteca, e pasmem, foi a primeira vez que entrei em uma livraria. Morria de vergonha de perguntar algo para algum vendedor, ou até mesmo, alguém perceber que era a primeira vez que estava naquele ambiente e não fazia ideia por onde começar. Fingi ser ratinha de biblioteca, e comecei a olhar os lançamentos. E cara, foi a melhor coisa que fiz. Comprei meu primeiro livro pela capa: Os sete do André Vianco. Aquele vampiro me chamou a atenção, foi onde mergulhei na literatura fantástica e sou apaixonada até hoje.
O pouco que me sobrava no fim do mês, era investido em livro. Dane-se as roupas e tênis, eu queria ler. Só que né, quem aguenta entrar numa livraria e sair de lá somente com 1 livro? Pois é... Comecei a explorar o centro de São Paulo (ou pelo menos, parte dele), e NOSSA, achei a Biblioteca Mário de Andrade. Caraaaaa, lembro de ter ficado parada ali, muito tempo, sem ter coragem de entrar. Tipo: Será que eu podia entrar? E se entrar, o que fazer? Fiquei tão fascinada com tudo aquilo, que ali se tornou meu lugar favorito de todas as tardes. E foi numa dessas tardes que me veio a vontade de fazer Biblioteconomia, claro que nunca tinha ouvido falar, masssssss depois de algumas pesquisas e conversas, me interessei. 

E há quem pense que foi por gostar de livros. Na real, escolhi Biblio, por gostar daquele ambiente. Queria aprender as técnicas para organização do acervo, conhecer recursos e mobílias especiais etc., e assim, poder atrair pessoas para aquele espaço, desenvolver atividades para conquista-las e mostrar para elas, que aquilo tudo é delas. É nosso.  E que a biblioteca, não é um bicho papão, que ali, a gente pode ser o que quiser e viajar para onde quisermos.
Pesquisei sobre o curso, e descobri o técnico no SENAC, amei cada momento. Meu primeiro estágio da área foi no projeto de informatização de todas as bibliotecas públicas da cidade de São Paulo. Eu amei né mores... Pude conhecer todas as outras unidades de informação, seus espaços, além de conhecer diversas obras e pessoas maravilhosas. Realizei outros estágios e conheci o Francisco, simmmmmm o Professor Francisco e ele me recomendou a FESPSP. E cá estou eu. Cursando o 5º semestre, amando cada espaço deste lugar acolhedor e agradecendo todas as oportunidades que tive no decorrer destes 2 anos e meio.   
Daí me perguntam: Mas Carol, porque não relatou sua história antes? Bem, eu não achava interessante, até que recentemente, participei do Bibliocamp em São Carlos, e tive a oportunidade de ouvir e trocar experiências maravilhosas, e lá, na biblioteca comunitária da UFSCar enquanto passeava pelas estantes, um livro me chamou atenção. Meu coração acelerou e lembrei de toda a história aqui narrada. Era o livro da minha infância, o livro que eu não lembrava mais o título, mas reconheci pela capa. Aquele livro : A montanha encantada de Maria José Dupré.