terça-feira, março 21, 2017

Relatos da "Semana de Biblioteconomia FaBCI-FESPSP 2017" - Parte 2

E dando continuidade aos relatos sobre a Semana em comemoração ao Dia do Bibliotecário da FaBCI-FESPSP deste ano, teremos as descrições do aluno Hiaosmin Vanderlei Tavares Costa, que trará um apanhado com uma ótima reflexão do “Ser Bibliotecário”, dando ênfase às palestras: “Cuide de sua Competência Informacional”; “O Bibliotecário Booktuber”; “Bibliotecário Jurídico, eu?” (com participação da Profª Andreia Silva), e “O Bibliotecário na Indústria Farmacêutica”.
Contaremos ainda com as contribuições das alunas Camilla Hatzlhoffer do 3º semestre/noturno na palestra “O Bibliotecário na Indústria Farmacêutica”, de forma mais minuciosa, e a seguir Daniele Maria de Sousa com “A experiência do SESC Memórias como Centro de Memória Institucional” e Leonela Souza de Oliveira com a “Privatização das Bibliotecas” (ambas do 5ª Semestre/Matutino e Noturno respectivamente). Confiram!


QUE BIBLIOTECÁRIO PODEMOS SER?

QUE BIBLIOTECÁRIO DEVEMOS SER?

QUE BIBLIOTECÁRIO ALMEJAMOS SER?     

QUE TIPO DE BIBLIOTECÁRIO SOMOS?
Por Hiaosmin Vanderlei Tavares Costa.

Com a era da tecnologia e a expansão dos diferentes mercados vem junto à fusão das áreas, assistimos várias mudanças sociais em diversos seguimentos e as necessidades dessas mudanças vêm acompanhadas da famosa “Globalização” e a biblioteconomia e consequentemente a Ciência da Informação não fugiram a regra, precisou-se (inovar, atualizar, reinventar) para continuar a servir aos usuários com seus produtos e serviços de uma forma diferenciada, sejam nos centros de documentações, bibliotecas (universitárias, públicas, comunitárias) e demais áreas especializadas.
Essas inovações vêm com certos fenômenos transformadores e avaliadores das novas realidades e cenários desenhados. Com certeza de alguns tempos para cá já ouvimos tanto a expressão “sair da caixa ou pensar fora da caixa” que na verdade é uma expressão proveniente da língua Inglesa cuja tradução simples do inglês para Português é “Think outside the Box” que também é passível de outras interpretações tais como: pensar livre, pensar livre das amarras convencionais, ter visão para mudança, encarar desafios, unir pensamento a uma forma diferente do comum, encontrar soluções ou respostas para as perguntas etc.

Fonte: Blog Anderson Ferro


É nessa perspectiva que foi celebrado o “Dia do Bibliotecário” durante a Semana de Biblioteconomia da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação – FaBCI da Escola de Sociologia e Politica de São Paulo - FESPSP, uma organização e realização do Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes (CA do Borba) em colaboração com a direção da FESPSP. Durante a semana que começou do dia 06 e foi ao dia 10 de Março, aberto ao público em geral e para estudantes do matutino e noturno, com palestras, minicursos e feira, com temas mais atuais e importantes da área.

Todos os temas abordados no decorrer desse evento são relevantes e foram apresentados de uma forma clara começando pelo “Cuide de sua Competência Informacional” que é a essência desse artigo, como devemos cuidar das nossas competências também nos leva a entender perguntas com:

Que Bibliotecário Podemos Ser?

Que Bibliotecários Devemos Ser?

Que Bibliotecário Almejamos Ser?

Que tipo de Bibliotecário Somos?

Perguntas que parecem difíceis de serem respondidas, mas, se pensarmos e colocamos na prática e com a nossa preparação e percurso acadêmico, para uns num futuro próximo terão as respostas destes questionamentos e outros já estão a dar respostas precisas e abrir caminhos para novos profissionais da área. O que não é fácil sem um encaminhamento árduo entre teorias e práticas em sintonia.  

Por terem ou estarem cuidando das suas competências, ouvimos relatos de experiências diversificadas durante a semana de “Biblio” com palestrantes profissionais ou ligados à área, em síntese, preconizamos enfatizar alguns temas debatidos, não que sejam mais essenciais ou melhores palestras e palestrantes, mas tem tudo a ver com o que aborda esse artigo, no caso do Bibliotecário Booktuber (Gabriela Bazan Pedrão), Bibliotecário Jurídico, eu? (Profª Andreia Gonçalves Silva) e o Bibliotecário na Indústria Farmacêutica (Andréia Fagundes – Libbs).  


“Bibliotecário Booktuber”, Gabriela Bazan Pedrão (Segunda-feira/Noturno)

Fonte: Edi Fortini


Para muitos estar em rede é questão simples, ter um computador, celular, tablet, ter internet e estar com aplicações instaladas e acessar páginas nas redes sociais que logo passam a nos comunicar com os cinco continentes, mas a experiência e o relato da Booktuber e pesquisadora Gabriela Bazan Pedrão nos mostrou o que é estar do outro lado da tela seja ela de um smartphone ou a partir de um terminal de computador sem poder tocar, ver e nem saber se realmente se está falando com uma máquina ou seres humanos.
E como separar o profissional do pessoal? Além de partilhar as suas habilidades pessoais e as adquiridas na área e como utilizou isso a seu favor nos momentos que chamou de “frustração” (logo após se formar como “Bacharel” em Biblioteconomia), e o papel e as habilidades de um Bibliotecário Booktuber, além de seus projetos e como o público tinha visto seu canal e as leituras que fazem dele. O que é fundamental em sua fala é o seguinte: “Eu comecei a fazer, e faço isso até hoje por amor a minha profissão e por saber que consigo ajudar muitas pessoas. Sempre estou me atualizando para poder dar continuidade e satisfazer a necessidade dos internautas” que neste caso, são os usuários de seu canal.

Fonte: Edi Fortini


“Bibliotecário Jurídico, eu?”, Profª Andreia Silva (Terça-feira/Matutino)

Fonte: Slides Profª Andreia Silva
Uma experiência Bibliotecária interessante para o setor público e privado em um trabalho com escritório de advocacia, que exige uma especialização não só para não cair no que ela diz ser chamado na área jurídica de “Juridiquês” que é quando utilizamos desnecessariamente ou sem fundamentos os termos técnicos e jurídicos, mas sim ter conhecimentos sobre a realidade da área Jurídica, quanto mais especialistas, mais poderemos dar soluções às respostas que o mercado exigir. Ainda fala da importância de não deixarmos de correr atrás, que por ser uma área muito sensível e burocrática, muitos pensam que não vão dar conta, mas o objetivo é se preparar e treinar sempre.


Fonte: FESPSP Comunica

Contribuição da Profª Andreia Silva


Quando fui convidada pelos alunos do CA para fazer esta palestra pensei em fazer algo diferente para prender a atenção dos participantes. Não queria falar somente do que é o Direito, das fontes de informação jurídica e do perfil do bibliotecário. Resolvi, então, trazer dados com a quantidade de advogados, dados com a quantidade de tribunais do poder judiciário, dados com a quantidade de leis que foram publicadas, dados sobre os salários da iniciativa privada e pública, etc etc ... Ao trabalhar com dados pensei em aguçar a curiosidade das pessoas sobre a área jurídica, principalmente daqueles que tem ojeriza pelo Direito rsrs Eu espero ter atingido meu objetivo.
Fonte: FESPSP Comunica
Segue o link da revista Cadernos de Informação Jurídica (Cajur) para quem quiser saber mais sobre a área, inclusive neste fascículo saiu uma resenha que escrevi em conjunto com um advogado (Teoria e prática da pesquisa em jurisprudência: resenha por Andréia Gonçalves Silva, Raimundo Hélio Nascimento Filho).

  
“O Bibliotecário na Indústria Farmacêutica”, Andréia Fagundes (Terça-feira/Noturno)

Fonte: Edi Fortini
E por ultimo temos a palestra sobre “O Bibliotecário na Indústria Farmacêutica” uma experiência profissional muito importante também começando fora da área que por interesse e dedicação pessoal tornou-se possível o que mostra que além de técnicas biblioteconômicas (seleção, classificação, catalogação e indexação) temos a parte humanista de pensar o usuário dos produtos e serviços que prestamos, ainda dá para percebermos que os profissionais sempre terão que trabalhar em grupo o famoso “trabalho de equipe” que estudamos e ouvimos nas entrevistas dos estágios da vida, nos empregos e por ai vai. 

Relato da aluna Camilla Hatzlhoffer do 3º semestre/noturno

No segundo dia de palestras da Semana do Bibliotecário FaBCI – FESPSP 2017, realizado pelo C.A do Borba, tivemos a presença da palestrante Andréia Fagundes, que apresentou o tema “ O bibliotecário na Indústria Farmacêutica”.

Andréia, que atualmente trabalha na Libbs Farmacêutica, nos relatou um pouco de sua experiência nesta área, explicando que o papel exercido pelo profissional bibliotecário nas indústrias farmacêuticas é o de apoiar a empresa com informações médicas e científicas assim fornecendo um suporte informacional no processo de ensino-aprendizagem. Com isso, o bibliotecário também ajuda nas etapas da cadeia de medicamentos, desde a prospecção de um novo produto até o embasamento dos materiais promocionais e no suporte às dúvidas dos profissionais da saúde, com o levantamento de dados sobre medicamentos.

Os principais serviços dos bibliotecários que trabalham nestas indústrias são as solicitações externas de médicos que buscam informações sobre medicamentos ou pesquisas médicas atualizadas que possam ajudar a definir um diagnóstico de um paciente, a revisão do material promocional e a organização da biblioteca física e digital da empresa.

Camilla Hatzlhoffer e Andréia Fagundes
Fonte: Edi Fortini
Segundo a palestrante, os requisitos mais importantes que um bibliotecário que deseja trabalhar na área farmacêutica deve possuir são: a curiosidade, a empatia, a boa comunicação, o bom senso, a pro-atividade, uma boa redação, a facilidade em trabalhar em equipe, um bom inglês (principalmente na leitura, já que a maioria das pesquisas e documentos médicos está redigida nesta língua) e o conhecimento dos operadores booleanos (AND/OR/NOT). A palavra chave deste profissional é Dinamismo.

Com enorme simpatia, Andréia conseguiu nos mostrar a importância deste profissional que atua dentro da área da saúde e a enorme responsabilidade que ele tem ao fornecer informações que ajudam aos médicos a diagnosticar e tratar a saúde de seus pacientes. A palestrante encerrou sua apresentação com a seguinte frase de Bill Gates: “O modo como você resume, administra e usa a informação determina se vencerá ou perderá”.


“A experiência do SESC Memórias como Centro de Memória Institucional”, Fabrício Leonardo Ribeiro (Quarta-feira/Matutino).
Por Daniele Maria de Sousa.

Fonte: FESPSP Comunica

A palestra do dia 08/03/2017 (quarta – feira) contou com a ilustre participação do Fabrício Leonardo Ribeiro que trouxe como tema principal “A experiência do SESC Memórias como Centro de Memória Institucional”.

Fabrício é historiador formado pela UNESP e atualmente faz parte da Gerência de Estudos e Desenvolvimento do programa SESC Memórias. A palestra foi bem diversificada e o palestrante foi incrivelmente carismático e descontraído, iniciou com um vídeo institucional e mostrou a importância que o SESC possui no desenvolvimento social, artístico, humano e cultural.

Como o SESC possui diversas unidades e cada uma delas produz variados eventos, foi designado ao Fabricio e seus parceiros a tarefa de catalogar, registrar, organizar, preservar e recuperar documentos produzidos e que contem a história institucional como forma de enriquecimento da memória e para manter um registro e um legado a quem possa sentir interesse em conhecer o universo do SESC.

Fabrício detalhou muito bem o processo de descrição dos documentos, mostrou que as fichas são todas padronizadas para serem utilizadas em todos os objetos e que para um profissional tornar-se bem sucedido neste segmento deve conhecer a organização de ponta a ponta e entender a sua missão, qual o objetivo que quer alcançar e para quem ela está prestando serviços, conhecer seu público alvo é essencial para alcançar o sucesso.
Fonte: FESPSP Comunica
Gostaria de parabenizar ao palestrante e o Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes pela organização e por trazer profissionais especializados e bem dinâmicos como o Fabrício para agregar maiores conhecimentos e mostrar para nós estudantes que é possível realizar grandes trabalhos com sinergia e construir laços com profissionais de outras áreas, pois não devemos nos tratar como concorrentes ou deixar o ego nos dominar, mas devemos firmar parcerias e criar vínculos para desenvolver aquilo que é necessário para atingir as metas e os objetivos que são traçados no nosso dia a dia.


“Privatização das Bibliotecas”, Ricardo Queiroz, William Okubo e Pierre André Ruprecht (Quarta-feira/Noturno).
Por Leonela Souza de Oliveira

Fonte: FESPSP Comunica
Recentemente estamos assistindo, pelos meios de comunicação que a atual gestão pretende privatizar as 52 bibliotecas públicas da rede municipal. Desta forma, a administração ficará sob a responsabilidade de Organizações Sociais de Cultura denominadas OSs, por entenderem que a administração dos equipamentos culturais é muito complexa para o município.  Tornando-se oportuna a palestra do dia 08 março sobre o tema: Privatização das Bibliotecas que discutiu não só o rumo das bibliotecas, mas também de que forma irá afetar aos profissionais bibliotecários concursados que atuam na esfera municipal.

Munidos de conhecimento e vasto repertório profissional, os convidados que compuseram a mesa sendo eles: Ricardo Queiroz (PMLLLB), William Okubo (bibliotecário e gestor cultural na cidadania cultural) e Pierre André Ruprecht (SP Leituras) com a mediação da Prof.ª Maria das Mercês Apóstolo, expressaram suas ideias e opiniões sobre a privatização das bibliotecas públicas, que sem sombra de dúvidas é primordial para a sociedade, sendo um agente transformador de mudança social.

O ponto de partida desta complexa e delicada discussão foi sobre a função da biblioteca pública, que vai muito além das instâncias que a gerencia seja na esfera municipal ou estadual. Neste sentido, o manifesto IFLA/ Unesco de 1994 resume o papel social da biblioteca pública como sendo:  “A biblioteca pública é o centro local de informação, tornando prontamente acessíveis aos seus utilizadores o conhecimento e a informação de todos os gêneros”, ou seja, o verdadeiro papel da biblioteca pública é servir aos interesses da comunidade ao qual está inserida sem fazer distinção de condição social, raça, crença, ou nacionalidade, para que assim ela possa despertar nos usuários que a frequentam a consciência da participação social de cada indivíduo na sociedade onde vive.

Fonte: FESPSP Comunica
A discussão ainda elencou alguns pontos sobre o modelo de gestão das bibliotecas públicas perpassando pelas políticas públicas elucidas por Ricardo Queiroz (PMLLLB), que participou da concepção do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca – PMLLB do município de São Paulo.

O modelo vigente da administração direta foi apresentado por Ricardo Queiroz e William Okubo, que esclareceram pontos relevantes com relação à gestão das bibliotecas públicas, desde sua idealização pelo saudoso secretario de Cultura Mário de Andrade.

Além disso, foi colocada em cheque a gestão por Organizações Sociais de Cultura, desde seu processo de chamamento público até a qualificação dos profissionais envolvidos, em detrimento dos servidores públicos que atuam nas bibliotecas públicas.

Neste seguimento temos a SP Leituras, Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura, que gerencia as bibliotecas São Paulo e Villa Lobos, por meio da Secretaria de Cultura e a Unidade de Difusão, Cultural Bibliotecas e Leitura (UDBL) no âmbito estadual, apresentada pelo então diretor executivo Pierre André Ruprecht.  O conjunto de elementos polemizados pelos convidados trouxe à tona os modelos de gestão, ainda poucos explorados e com muitas lacunas por sanar.

É notório que as bibliotecas públicas enfrentam problemas de gestão há muito tempo, tocar o dedo na ferida é discutir sobre os gargalos que impossibilitam seu pleno funcionamento, se torna difícil principalmente quando não depende exclusivamente de nós solucionarmos, ainda que não tenha um modelo de gestão pronto que faça a mágica acontecer.

Por fim, a palestra mostrou que precisamos conhecer as diretrizes e os veículos de comunicação, que devemos consultar informações fidedignas nos canais existentes do poder público, a fim de aprofundar nosso conhecimento teórico.

Torna-se imprescindível acompanharmos os desdobramentos deste assunto, pois hoje somos estudantes de biblioteconomia, mas amanhã seremos futuros bibliotecários no mercado de trabalho e o nosso principal trunfo será o  conhecimento e somente desta forma poderemos  construir a biblioteca pública que queremos.
Fonte: FESPSP Comunica e Edi Fortini

Parabenizo a FESPSP pela iniciativa em trazer este assunto atual para discussão entre profissionais atuantes e estudantes de biblioteconomia. 

 
Para encerrar essa etapa de relatos, temos a reflexão final do aluno Hiaosmin, e desde já convidamos a todos para conferirem na próxima semana a última parte com os relatos da “Semana de Biblioteconomia FaBCI-FESPSP 2017 – Parte 3”, vocês não podem perder!!!
 
Então com esses relatos e evolução da área embora a Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação crie uma grade acadêmica com todas essas preocupações ligadas a área e a Fundação Escola de Sociologia e Politicas e São Paulo crie condições e mecanismos para fazer os alunos  estarem aptos para o mercado de trabalho, penso que devemos entender que sempre é, e será necessário atualização para podermos cumprir com as nossas tarefas e as demandas que virão no futuro, além da ética e do profissionalismo, algo que muitas das vezes por descuido não damos conta além de estudarmos para exercer essa profissão embora sejamos humanos e falhos, mas também, fazemos um juramento nos comprometendo a honrar a nossa profissão, por isso devemos correr atrás para sermos bons bibliotecários e bibliotecárias, como sempre somos incentivados na faculdade pelos professores a ”sair fora da caixinha”.  
Fonte: AGQ Online
  

Se Liga FaBCI - Dicas para os Calouros 2017. Por Sthéfani Paiva.


E temos mais uma grande estreia na Monitoria Científica 2017. Essa pra quem gosta de “Booktubers” e demais “Youtubers” em especial da nossa área, esse segmento “super” moderno e atual tem seu espaço aqui na MC. É com grande prazer que lhes apresento a nossa “Bibliotuber” Sthéfani Paiva... eeeeeehhhh!!!
Ela é ex-aluna da FaBCI e acaba de se formar. Faz parte da Equipe de Monitores Voluntários da MC 2017 e irá colaborar conosco em especial com vídeos com temáticas diversas mas “super” relevantes para nossa comunidade.
E nesta primeira publicação temos “Dicas para os calouros 2017” da FaBCI. Aproveitem!!!



Início do vídeo da Bibliotuber Sthéfani Paiva






Sthéfani Paiva é Bibliotecária formada pela FESPSP em 2016. Atua profissionalmente em biblioteca universitária e voluntariamente como tutora da disciplina Linguagens Documentárias Pré-Coordenas na FABCI/FESPSP. Fã de redes sociais e serviço de referência, uniu essas paixões em seu TCC: Booktube como instrumento de Disseminação da Informação para a Geração Digital. Contatos por meio do e-mail: sthefanicpaiva@gmail.com




(*) Para acessar aos mini-currículos de toda Equipe MC 2017, confira diretamente no Blog na aba “Quem faz o blog”.

Coluna: Filme da semana. Por Ana Beatriz Cristaldo.


E aí baixinhos!?!? Tá na hora, tá na hora do nosso filme da semana.
Vocês como pessoas completamente informadas e antenadas devem ter visto que essa semana a Pixar MEU AMORZINHO  Animation lançou o trailer de seu novo filme que vai ser lançado no final do ano: Coco. Pelo que podemos ver nos trailers Coco conta a história de um menino de 12 anos mexicano e apaixonado por música, que viaja à Terra dos Mortos para conhecer seus antepassados.

Esse doguinho é lindo demais.

“AAAAAAAAAAAAAAAI ANA QUE LINDO ESSA HISTÓRIA DEVE SER INCRÍVEL, AINDA MAIS COM OS MESMOS CRIADORES DE TOY STORY E DIVERTIDAMENTE UAAAAAAU.....”. Sim sim, a Pixar é incrível, mas Coco, pelo que podemos ver até agora, é uma cópia descarada de uma outra animação BOA QUE SÓ A MULÉSTIA da FOX: Festa no céu/Book of life – nossa estrela dessa semana.




Pois bem, é verdade, o filme nem lançou ainda e eu já estou fazendo julgamentos? Claro que não, a semelhança é absurda de tão clara mesmo, qualquer um que assistiu à Festa no Céu sabe do que eu tô falando.
Festa no Céu conta a história de Manolo, Maria e Joaquim (lê-se ROAquim, que é pra ficar charmoso) que vivem em San Angel no México. Manolo nasceu numa família tradicional de toureiros, porém ama muito mais a música e não gosta da ideia de ferir animais; Maria é a filha do xerife e, obrigatoriamente, é a “princesa” da cidade; e ROAquim é filho de um grande herói e sonha seguir seu legado. Da pra ver o triângulo amoroso né? É isso mesmo, eles crescem juntos e ambos amam Maria, até que de tanto aprontar Maria é enviada para estudar na Espanha. Após alguns anos, Maria volta e ela é a personificação de mulher forte e feminista, e não tem nada de princesinha não! Com o retorno dela os sentimentos dos rapazes se afloram e ambos a querem. Manolo está sendo pressionado por seu pai para se tornar toureiro e largar a música e ROAqum se tornou o herói que esperava ser. ENTÃO EM RESUMO: Manolo é o artista sensível, ROAquim é o bonitão indomável e Maria é MARIAVILHOSA

Tá, tá, tá Ana, mas e aí?
Sem que eles saibam dois deuses estão apostando quem conquistará o coração de Maria (desde a infância deles este acordo está laçado), La Muerte – que torce por Manolo -  e Xibalba que torce por ROAquim e tem uma fama de roubar para vencer desafios. No desenrolar da coisa, Manolo morre.
SPOOOOOOOOOOOOOOOOOILEEEEEEEEEEEEEEEER NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!

CALMA! Esse é o comecinho do filme e não é spoiler não por que é aí que o filme começa pra valer. Manolo morre e vai até a cidade dos Lembrados para que com a ajuda de sua família ele volte para a Terra e se case com Maria.
Lindo né? Não só o roteiro é todo costuradinho e não deixa uma única ponta solta, como o filme é lindo demais, LINDO DEMAIS MESMO, às vezes você se pega babando nas cores e nos desenhos e tem que rebobinar a fita pra ver o que aconteceu. E a trilha sonora conta com uma versão de CREEP do Radiohead (Essa é pra vocês que curtem uma fossa e um clássico assim como eu).

Esqueci de falar que ela tem um porquinho que ValhameDeus coisa linda que é.


Semelhanças entre Eles e Coco?
- Assim como Manolo, o garoto principal é apaixonado por música;
- Assim como Manolo ele deve ir à Terra dos Mortos atrás de seus ancestrais;
- Assim como a estética de Festa no Céu, é tudo muito colorido e os mortos são ossos com maquiagens de caveira mexicana:






Inclusive essa cena dos dois contemplando A Terra dos Lembrados ... né?



Enfim, vamos ver o que mais aparece, tenho certeza que Coco vai ser incrível não é por menos. E Festa no Céu.... MINHA GENTE... É A COISA MAIS CATITA!

TATATATA! MAS ONDE TÁ DISPONÍVEL?!?! Dvd, bluray, Tv à cabo e na vida.
Nota: 156289/10

Se cuidem, tomem água, passem protetor solar (o Bial já falou isso pra vocês) e Hasta Luego!

Esse filme recebeu o certificado de qualidade máxima do IAQ (Instituto Ana de Qualidade)



#PorqueEscolhiBiblio




E a Série #PorqueEscolhiBiblio traz nesta postagem o aluno Ivanildo Sampaio de Barros do 5º Semestre/Noturno, o nosso querido Ivan, que relata como optou pela Biblioteconomia após uma história de superação e vitórias que continua trilhando e que todos precisam, ou melhor, merecem conhecer.


Sempre gostei de ler e como incentivo a leitura ganhei de meus pais uma coleção com livros de contos de fadas ilustrados aos 5 anos de idade e sempre pedia para minha mãe contar a história de Peter Pan.

Meu primeiro contato com uma Biblioteca  foi quando estava na quinta série e com um grupo de alunos de minha sala da escola fomos fazer um trabalho, porém neste mesmo dia fomos solicitados a nos retiramos por uma Bibliotecária brava, por conta de uma colega arteira que retirou um peixe do aquário para brincar Rsrsrs.

Nem imaginava o que o futuro me reservava...

Em 2009 iniciei na graduação no curso Bacharelado em Sistemas de Informação, em 2010 no 5º Semestre minha leitura foi interrompida por conta de uma sinusite mal curada, sentia muitas dores de cabeça e me automedicava por conta própria tomando remédios de dor de cabeça.

Na verdade mascarava a dor por que quando voltava, era violenta, porém não ia ao médico e muito menos sabia que tinha sinusite.

Foi quando sai do estágio e ao chegar à sala de laboratório de informática da Faculdade na Aula de Banco de dados , liguei o computador e nada acontecia, fui para outro liguei e a mesma coisa, levantei e fui ligar o terceiro, foi quando um colega me chamou atenção dizendo que tínhamos que entregar o exercício naquela aula e que eu estava brincando de ligar os computadores, foi quando percebi o que estava acontecendo com minha visão, pois a tela do computador parecia uma folha de sul fite, sai da aula e fui à enfermaria, aferiram minha pressão estava normal, fui para casa comentei com meus pais e no outro dia a visão caiu mais a ponto de pedir ajuda ao meu pai para ir ao banheiro.

Fomos a um oftalmologista , fiz três exames e a oftalma me encaminhou para o Hospital São Paulo em novembro de 2010, mas só consegui passar em consulta no Neuro Oftalmo em Março de 2011, foi quando prejudicou mais a visão e só descobrimos o que tinha acontecido em junho de 2011 quando consegui fazer uma ressonância  do crânio que constatou uma Neurite óptica atrofiando o nervo dos dois olhos.

Diante do diagnóstico, chorava baixinho de baixo do meu cobertor ou no banheiro escondido para meus pais não verem e não deixa-los mais tristes.

 Fiz 6 sessões de pulsoterapia com corticoides na veia sanguínea no qual tive que ficar internado, este procedimento foi feito para não baixar mais a visão.

Voltei no 6º Semestre na faculdade e com a mesma turma, por ironia ou não na mesma sala de informática,  pedi ajuda ao professor e recebi como resposta que eu deveria ir para casa e voltasse quando estivesse melhor, pois não iria parar a aula para ficar ao meu lado me ajudando no computador, foi ai que entendi o que era falta de acessibilidade na faculdade.

Por conta do ocorrido desisti da faculdade, mas meus pais conversaram muito comigo, era meu sonho que estava ficando para trás e foi então que resolvi voltar, voltei dois dias depois na aula de estatística e com uma professora com uma didática muito boa que me fez entender que eu era capaz, tive que correr atrás.

E foi fazendo estágio num telecentro que fiquei sabendo do processo seletivo de uma vaga para trabalhar na Biblioteca do SENAC Aclimação, passei e fui bem recebido e acolhido, porque passei por vários lugares para entrevistas e foi difícil por falta de recursos acessíveis,

Estou hoje trabalhando  há 4 anos e fazendo graduação de Biblioteconomia  e Ciência da Informação aqui na FESPSP com uma ótima infra estrutura e acessibilidade.

Escolhi Biblioteconomia por já estar trabalhando como Auxiliar de documentação Técnica I, o atendimento aos alunos e usuários me fez mergulhar no universo literário e hoje sinto que meu atendimento está mais diferenciado, os direciono ao resumo, do que trata o assunto, pesquisa ao usuário.

terça-feira, março 14, 2017

Relatos da "Semana de Biblioteconomia FaBCI-FESPSP 2017" - Parte 1



Você sabe por que o dia do bibliotecário é comemorado em 12 de março?


Fonte: Facebook FESPSP
Aqui no Brasil esse dia foi instituído pelo Decreto nº 84.631, de 9 de abril de 1980, data de nascimento do bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre (12/03/1882). Após se formar em Engenharia, resolveu fazer uma especialização nos Estados Unidos em 1906, quando conheceu Melvil Dewey, que instituiu o Sistema de Classificação Decimal (CDD) e revolucionou a Biblioteconomia. 

Esse encontro foi um marco em sua vida pois em 1915 largou a Engenharia para se dedicar a Biblioteconomia. É considerado o primeiro bibliotecário concursado do Brasil (1º lugar para o Museu Nacional do Rio de Janeiro), se transferindo depois para a Biblioteca Nacional em 1945. Tornou-se então diretor da Biblioteca Central da Universidade do Brasil trabalhando mesmo após sua aposentadoria. Por suas contribuições diversas como Bibliotecário, Manuel Bastos Tigre teve seu aniversário instaurado como marco para as comemorações do Dia do Bibliotecário.

Veja também no repositório da MC a matéria com o texto “Dia do Bibliotecário” de Ana Virginia Pinheiro publicado em 2012.

Este mês teremos os relatos sobre tudo o que aconteceu na Semana do Bibliotecário FaBCI-FESPSP, que de forma  maravilhosa foi organizada pelo Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes (CA do Borba), com tanta  dedicação e diligência.
E para começar, nesta primeira parte teremos as palestras da segunda-feira dia 06/03/2017 pela manhã com o tema: “Cuide de sua competência informacional”, com o bibliotecário Carlos Eduardo Gianetti, da Unicamp e a que ocorreu à tarde na Biblioteca da FESPSP O bibliotecário na inteligência de mercado” com Natashe Ferreira. 

Confiram!!!


Fonte: Facebook FESPSP Comunica
No dia 6 de março de 2017, teve início a Semana de Biblioteconomia da FABCI-FESPSP, organizada pelo C.A. do Borba.
A palestra inaugural foi a “Cuide de sua competência informacional”, proferida pelo bibliotecário Carlos Eduardo Gianetti- CRB8/8604, que atua desde 2009 como (Técnico em Biblioteconomia) no Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas- Unicamp. Sem o uso de slides ou outros recursos informáticos, mas com muito carisma e humor, usou sua própria experiência e seu jeito de ser para demonstrar o que é a competência informacional num profissional de Biblioteconomia.

Contou-nos como venceu sua timidez, à partir de sua preocupação em como lidar com o outro e fazer-se compreender e ser compreendido; também buscou ajuda na fonoaudiologia para melhorar sua dicção e poder fazer palestras melhores, num ritmo de fala que fosse claro e agradável para seus ouvintes.

O que mais chamou a atenção, foi a clareza que ele sempre pareceu ter, segundo disse, sobre sua missão nas bibliotecas públicas, pois tendo estudado em escolas públicas, sendo filho de pessoas humildes, queria compartilhar seus conhecimentos neste espaço.
Teve uma rica vivência internacional como bibliotecário visitante no Sistema de Bibliotecas da Universidade de Toronto e Sistema de Bibliotecas Públicas de Toronto, Canadá, bem como no Sistema de Bibliotecas da Universidade de Massachusetts- Amherst e no Sistema de Bibliotecas da Universidade de  Massachusetts- Boston. Por fim, realizou visita técnica no Sistema de Bibliotecas da Universidade de Harvard, todas estas instituições localizadas no estado de Massachusetts, Estados Unidos, em que pôde comparar, à vezes com tristeza, nossa realidade do Brasil com a do primeiro mundo.

Para poder realizar esta viagem, teve que provar “na raça” que seu inglês era suficiente para comunicar-se e realizar as atividades que teria que cumprir nestes países.

Fonte: Facebook FESPSP Comunica
Ficou claro que toda essa experiência adquirida fora da sua zona de conforto só foi possível graças ao seu empenho pessoal em buscar seu próprio aperfeiçoamento profissional.

Em resumo, em palavras do próprio Carlos Gianetti, a competência informacional ou “information literacy”, se adquire buscando uma especialização contínua ou, como inferiu da fala do palestrante a professora Tânia Callegaro, as principais competências a adquirir são a boa comunicação, a flexibilidade, a pró-atividade e a empatia pelo usuário.

Excelente palestra tanto para alunos como para àqueles que já estão formados,  trabalhando na área e ainda esperam as oportunidades de aperfeiçoamento caírem do alto.

Por Rosângela Batista, 3º Semestre / Matutino



Fonte: Facebook FESPSP Comunica
A semana de biblioteconomia na FESPSP iniciou com vários eventos voltados para área de biblioteconomia.

Iniciando a semana de Bíblio, tivemos a palestra “O bibliotecário na inteligência de mercado” com Natashe Ferreira, bibliotecária formada pela FESPSP, falando sobre sua experiência em atuar na área de gerenciamento da informação para a inteligência de mercado na Ibiz Tecnologia com o serviço Ibiz Licita.  A empresa trabalha com captura, busca, tratamento da informação e entrega de informações essenciais para empresas que participam de processos de licitação pública. Para atuar nessa área ,o profissional precisa ter capacidade lógica e analítica, ter bom relacionamento interpessoal, gostar de trabalhar em equipe e ser multidisciplinar.

Com essa palestra pude perceber que o bibliotecário não se limita em atuar em bibliotecas ou arquivos, mas sim em outras áreas do conhecimento. Trabalhar com a gestão da informação dá ao bibliotecário várias possibilidades de atuação, pois onde há informação para ser tratada, o bibliotecário poderá atuar. 


Por Bruna Theodoro,  5º Semestre / Noturno.



A MC não poderia deixar de parabenizar à todos os Bibliotecários (e os futuros), pelo seu dia. Fiquem com uma frase de Mário Quintana de inspiração e a imagem dos nossos queridos recém-formados de 2017 com a certeza de que é uma profissão de muitas lutas e quebra de paradigmas, mas de muitas vitórias e gratidão.

Fonte: Facebook Profª Valéria Valls

“Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”. Mário Quintana.
 
FELIZ DIA DO BIBLIOTECÁRIO!!!