quarta-feira, junho 13, 2018

Última semana das Entrevistas de Estágio!

Depois de quase dois meses, as entrevistas da Monitoria de Estágio estão se encerrando, mas ainda dá tempo de marcar a sua!



Fonte: Uniminas






Elas ainda ocorrerão até esta sexta-feira, dia 15/06. Não perca mais tempo!


As entrevistas não são apenas para os que procuram estágio, mas para todos os alunos da FaBCI!

Se você não conseguiu fazer a sua, ou não conseguirá comparecer essa semana, entre em contato urgente com a Zaida, pelos e-mails: estagio_fabci@fespsp.org.br, ou zaida.carolina@outlook.com

Aos que já fizeram, não se esqueçam de enviar seus currículos para os mesmos e-mails!

Se Liga FaBCI: Programa de Mentoria Voluntária 2018/2

O Programa de Mentoria Voluntária para o segundo semestre já está com as inscrições abertas! Não perca a oportunidade de ser um mentorado e receber suporte exclusivo!

Fonte: FESPSP Comunica



Ele propõe:

- Dar suporte ao discente para que obtenha melhores resultados em seu aprendizado e desempenho acadêmico-profissional; 
- Auxiliar nos processos de ensino-aprendizagem; 
- Cooperar no desenvolvimento do discente, aumentando suas chances de ingressar e se destacar no mercado de trabalho; 
- Orientar sobre questões de empregabilidade, quando aplicável; 
- Propiciar ao discente maior engajamento nas atividades relacionadas à sua formação acadêmica;
- Apoiar o discente em suas questões psicossociais.


Os professores Mentores dessa edição serão:

Profa. Adriana Maria de Souza 
Prof. José Mario de Oliveira Mendes 
Profa. Maria Rosa Crespo 
Profa. Valéria Martin Valls 

Veja o vídeo dos mentores falando sobre o projeto aqui.


E dá uma lida no que alguns mentorados do 1º semestre relataram para nós!



Quando eu ouvi falar sobre a mentoria pela primeira vez, eu pensei que seria uma ótima oportunidade para obter um desenvolvimento pessoal e profissional. Por eu estar fazendo minha primeira graduação, muitas vezes me sinto insegura em relação a que caminho a faculdade vai me levar.
Nesse último ano, uma pergunta me cutucou bastante: o que vou fazer depois que terminar minha faculdade? A mentoria apareceu na mesma época que isso estava nos meus pensamentos. Resolvi juntar o útil ao agradável e me inscrevi. A maior alegria foi receber o email falando que eu estava dentro!
Daí para frente, foram alguns encontros com o meu mentor, o Profº Wanderson. Nesses encontros, conversamos sobre as possibilidades que eu poderia explorar depois da graduação. Além disso, o tempo que passamos juntos é muito leve: como eu mesma consegui comprovar, a Mentoria é um lugar em que você pode (e deve) se expressar e se permitir compartilhar o que está na sua cabeça, justamente por ser um momento em que os mentores deixam de ser seus professores e se tornam seus amigos.
Para quem está em dúvida se vai se inscrever ou não, vai uma dica: vale muito a pena. Sinto que o processo da Mentoria traz muita alegria e oportunidades de crescimento.
Eu não sou a mesma pessoa que começou, pois as reflexões que a gente leva depois de cada encontro é um ponto positivo do processo.
Sou muito grata de ter sido escolhida para participar de um programa da FESP que ajuda a gente a se tornar a melhor versão de nós mesmos. Eu fui uma mentorada e me orgulho de dizer isso. <3 font="">
Camilla Hatzlhoffer



Inicialmente, minha pergunta sobre a mentoria era quanto à sua “extensão”. Ela lidava apenas com problemas acadêmicos? Era necessário estabelecer uma área para focarmos? Trataríamos dos assuntos superficialmente, ou de fato iniciaríamos ações que trariam resultados?
         As respostas foram surpreendentes. O programa cobriu todos os pontos, e eu não tenho palavras para agradecer a professora Adriana por todo o incentivo, atenção e dedicação.
         A mentoria é um projeto inovador que de fato enxerga o aluno e suas dificuldades. Sendo parte da monitoria me senti mais próxima dos professores, mais motivada e direcionada a enfrentar as dificuldades acadêmicas e pessoais. A atenção e disponibilidade da mentora para comigo me transmitiu segurança e amparo diante todo o projeto. Em um programa como esse, laços duradouros são estabelecidos de maneira ímpar e singular.

Marina Chagas Oliveira


O edital pode ser lido na íntegra em: http://www.fespsp.org.br/upload/usersfiles/MENTORIA2018.pdf

Mais informações em: http://www.fespsp.org.br/noticia/nova_edicao_da_mentoria_voluntaria_fabci_abrira_inscricoes_no_dia_08_06


terça-feira, junho 12, 2018

Coluna: Era Uma Vez... - Por: Gabriel Justino

O Gabriel Justino nos presenteia dessa vez não com um conto, mas com uma linda poesia contemplativa. Confira:

Silêncio



A noite chega com o seu profundo azul
Trazendo o silêncio
O silêncio vem com a noite
Reflexões e pensamentos fazem a cabeça girar num turbilhão
O que acontece, acontece por alguma razão

Tento dormir num sono profundo
Mas o mar de problemas me deixa à deriva
Não consigo fechar os olhos com essa vida tão pensativa
O que será de mim? Realmente preciso encontrar uma solução?
Mas solução pra quê? Solução pra quem?
Sem não fiz nada de mal e não ofendi ninguém.

Pensamentos, por causa de quê essa senhoria que se chama noite
Me traz esse silêncio absoluto?
Absoluto para me deixar sozinho, aqui com os meus pensamentos.
Eternos momentos de divagar sobre a vida, procurando a saída
Para parar de pensar

Depois desses pensamentos, eu vejo
Em meio a escuridão, ao longe posso enxergar
Uma luz, sim, é uma luz
Bem ao longe que parece me guiar
A calmaria chegou, são os poucos momentos
que encontro para descansar
Nunca vi algo tão bonito como a aurora no céu a raiar.

A noite se despede com um beijo apaixonado
Meu coração se entrega num rápido momento
E novamente sou deixado apenas com o meu pensamento

Poderei eu algum dia encontrar a paz?

Processo Seletivo 2º semestre

Estão abertas as inscrições para transferência de estudantes para a FESPSP e ingresso de novos alunos com uma graduação anterior
Para saber como se juntar a nós, leia o convite da nossa coordenadora, a Prof.ª Valéria Valls:

Quer ingressar no curso de Biblioteconomia ainda esse ano? É possível para os candidatos nas seguintes situações:
- Se você já esteve antes na FESPSP e por algum motivo trancou ou cancelou sua matrícula;
- Se você já tem uma graduação anterior (mesmo que não concluída) e quer ser bibliotecárix. Nesse caso entre em contato para avaliar a possibilidade de dispensa de disciplinas, que otimiza bastante uma 2ª graduação;
- Ou se você está cursando Biblio ou outro curso em outra instituição mas quer estudar na FESPSP.

Em todos os casos a Coordenação do curso fica à sua disposição, inclusive para avaliar a questão financeira, ok? 

Entre em contato direto pelo e-mail valls@fespsp.org.br.




Os períodos para transferência e matrícula são de 01 de novembro a 28 de fevereiro para o ingresso no 1º semestre, e de 01 maio a 31 de julho para ingresso no 2º semestre de cada ano.
Você pode fazer sua inscrição aqui:http://www.fespsp.org.br/transferencia
Mais informações: http://www.fespsp.org.br/inst_institucional/38/secretaria_academica/transferencias


quarta-feira, junho 06, 2018

Era uma vez uma pesquisa que se transformou em e-book... - Por: Regina Belluzzo

A professora Regina Belluzzo (do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, e da Pós-Graduação em TV Digital da UNESP-Marília e Bauru), lançou o e-book “A Competência em informação no Brasil: cenários e espectros”, pela Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação – ABECIN em maio deste ano.

Pedimos à professora que nos contasse um pouco sobre a obra, e ela gentilmente aceitou o convite, nos enviado um texto maravilhoso.

Muito obrigada, professora Regina Belluzzo! É uma honra para nós publicarmos um texto da senhora.




Era uma vez uma pesquisa que se transformou em e-book...


Fonte: Abecin.


Inicia-se por agradecer o convite e a oportunidade para fazer algumas considerações sobre o E-book de minha autoria que foi lançado pela ABECIN recentemente.

A primeira pergunta que sempre acontece é: como surgiu um livro como “A Competência em informação no Brasil: cenários e espectros”? A partir de uma ideia que, em algum momento, estabeleceu elo com um ideal. Ressalta-se que a noção de atitudes para o uso da informação surgiu com os movimentos que se desenvolveram de forma paralela em diferentes partes do mundo, a partir dos anos 80. Trata-se de um conjunto de atitudes referentes ao uso e domínio da informação, em quaisquer dos formatos em que se apresente, bem como das tecnologias que dão acesso à informação: capacidades, conhecimentos e atitudes relacionadas com a identificação das necessidades de informação, conhecimentos das fontes de informação, elaboração de estratégias de busca e localização da informação, avaliação da informação encontrada, sua interpretação e síntese, reformulação e comunicação – processos apoiados em uma perspectiva de solução de problemas e denominados como competência em informação. 

Tais processos podem ser desenvolvidos em parte mediante o manejo das tecnologias da informação e da comunicação (TIC), a utilização de métodos válidos de pesquisa, porém, sobretudo por meio do pensamento crítico e da racionalidade humana. E, assim mesmo, foi o que aconteceu com as ações que deram  origem à essa obra, que é fruto de um Projeto de Pesquisa Trienal junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, onde  atuo como docente  em regime de voluntariado. Devo dizer que é o registro e a memória do “Movimento da Competência em Informação” no Brasil no período de 2000 a 2016, área de interesse e que tem oferecido oportunidades de desenvolvimento, sendo, ainda, muito jovem no nosso contexto para que possamos compreender suas nuances e extensão. 

Assim, seguimos o exemplo de um artista que busca a criação de algo para a sociedade, sendo que estamos iniciando a pintura de um quadro composto da ajuda de muitos pincéis e tintas concretizadas nas pessoas e instituições que disponibilizaram suas contribuições para que, certamente, fosse publicado esse E-Book despretensioso que poderá ser visto no presente e, talvez, admirado no futuro, considerando-se estar inserido e disponibilizado em um meio digital pelo esforço e agregação de valor da Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação (ABECIN), a quem agradecemos imensamente pela edição e lançamento.

Vamos agora ao que se considera a sua concepção e conteúdo. O Livro apresenta, inicialmente, a evolução do conceito sobre competência em informação (CoInfo), extraída da literatura da área de Ciência da Informação, evidenciando os principais pesquisadores deste campo científico. 

Para tanto, analisa a produção científica abrangendo o período de 2000 a 2016, contemplando dezesseis anos de pesquisa sobre a temática que destaca. Pode-se destacar aqui um aspecto de importância porque para a realização dessa análise foi necessário proceder à criação de “Indicadores de CoInfo”, uma vez que o tema ainda é considerado emergente em nosso país. Destaca-se que foram utilizados indicadores identificados em pesquisa anteriormente realizada como requisito ao desenvolvimento de pós-doutorado junto à UNESP- Araraquara, no Programa de Pós-/graduação em Gestão Escolar e que se encontram em Relatório Final (BELLUZZO, 2003)[1] e definindo-se uma estrutura a partir de três contextos distintos e das concepções da competência em informação, tais como: concepção da informação (com ênfase na tecnologia da informação); concepção cognitiva (com ênfase nos processos cognitivos); e, concepção da inteligência (com ênfase no aprendizado) (DUDZIAK, 2003)[2]

Desse modo,  foram estabelecidas  categorias, por meio do método de Análise de Conteúdo (BARDIN, 1977)[3] que permitiram analisar a literatura produzida no País sobre competência em informação, evidenciando como resultado: a) questões terminológicas; b) contextos e abordagens teóricas; c) políticas e estratégias; d) inclusão social e digital; e) ambiente de trabalho; f) cidadania e aprendizado ao longo da vida; g) busca e uso da informação; h) boas práticas; i) gestão da informação, gestão do conhecimento e inteligência competitiva; j) bibliotecas, bibliotecários e arquivistas; k) mídia e tecnologias; l) diferentes grupos ou comunidades; e m) tendências e perspectivas.

Inicialmente, como trajetória metodológica do estudo foi realizada uma pesquisa bibliográfica junto às fontes impressas e eletrônicas (Base de Dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação), pesquisa on-line também em periódicos da área e de educação, base de dados da CAPES sobre dissertações e teses, bases disponibilizadas pelo IBICT e repertórios institucionais de universidades brasileiras, com o objetivo de mapear a produção científica de forma seletiva. 

Foto: Professora Regina Belluzzo. Arquivo Pessoal.
Essa pesquisa foi desenvolvida por meio do recurso de uso das palavras-chave quanto às áreas de origem/destino destas produções, visto a diversidade e imbricamento dos termos que envolvem as discussões, de temáticas subjacentes a estes termos, de formação dos pesquisadores e de instrumentos de disseminação da produção. Além disso, considerando-se essas dificuldades e o tempo disponível, optou-se por realizar o levantamento a partir:

a) das obras referidas pelos autores que produzem conhecimento em estudos sobre a competência em informação no Brasil;

b) das informações prestadas nos currículos cadastrados na Plataforma Lattes (palavras-chave: competência em informação, alfabetização informacional, competência informacional, letramento informacional, literacia informacional e outros similares);

c) dos acervos disponibilizados on line pelas bibliotecas universitárias, instituições oficiais da área de ciência da informação, de movimentos associativos inerentes e de organismos públicos de interesse.

Do levantamento inicial, com as revisões de duplicidade, de documentos fora do tema, entre outros, foram considerados como sendo corpus de interesse específico aos propósitos da pesquisa em questão, em uma primeira etapa, um total de 379 documentos (artigos publicados em periódicos (217); dissertações e teses divulgadas (129); livros (33); grupos de pesquisa (11) envolvendo o tema competência em informação e também 22 eventos específicos sobre a CoInfo, considerando-se que alguns resultados constituem marcos históricos no nosso contexto. Nesse intuito, discutem-se os cenários e espectros relacionados a cada categoria,  proporcionando uma compreensão mais aprofundada sobre os aspectos inerentes e relacionados à competência em informação. 

São tantos aspectos relevantes a serem estudados no âmbito dessa competência que, há espaço para pesquisas em diferentes níveis (lato e stricto sensu), bem como para o desenvolvimento de boas práticas no âmbito dos aparelhos culturais, entre eles, as bibliotecas, os arquivos e os museus, estendendo-se também às organizações sociais de modo geral.

Além disso, descreve também as barreiras e os avanços dos estudos e pesquisas que envolvem a competência em informação no cenário nacional, abordando a apropriação e incorporação do conceito no âmbito das políticas públicas, bem como no que tange às práticas desenvolvidas no Brasil.

Trata-se de contribuição cujo objetivo visa à criação de base teórica e da aplicabilidade da competência em informação (CoInfo), enquanto um tema de interesse que atua transversalmente em articulações com áreas estratégicas de ensino e aprendizagem, da pesquisa, inovação, desenvolvimento social e da construção do conhecimento para o exercício da cidadania. Procura-se demonstrar que a CoInfo  está em perfeita sintonia com os paradigmas comunicacionais e educacionais emergentes, considerando-se que a pesquisa virtual apoiada na Internet com seus milhões de sites de busca, ao mesmo tempo em que permite encontrar informações sobre todas as áreas do conhecimento em grande quantidade, traz consigo novos problemas e uma grande complexidade para saber buscar, selecionar e utilizar essas informações visando à construção de conhecimento com aplicabilidade à realidade social contemporânea. Trata-se de obra de natureza didática e que se destina ao ensino e pesquisa em níveis de graduação e pós-graduação.

Espera-se poder incitar à leitura e às novas reflexões que venham subsidiar a adoção de posturas estrategicamente voltadas para a institucionalização da CoInfo no país, a partir desta contribuição introdutória à abordagem de questões que envolvem essa competência, uma vez que não  houve a pretensão de oferecer respostas e de se esgotar o “estado da arte” do tema, isto porque  somos impactados pela sua dinâmica e pelo crescimento que o tem norteado desde então. Esse é o desafio a enfrentar, continuamente, a partir de novas ideias em estreita relação com nossos ideais...
Regina Celia Baptista Belluzzo



[1] BELLUZZO, R.C.B. Relatório final apresentado ao Programa de Pós-Doutorado em Gestão Escolar. Araraquara: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras/Unesp, 2003.
[2] DUDZIAK, E.A. Information literacy: princípios, filosofia e prática. Ciência da Informação, Brasília,v. 32, n. 1, p. 23-35, jan./abr. 2003. Disponível em:. Acesso em: 10 ago. 2014.
[3] BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70 Ltda, 1977.




O livro da professora Regina Belluzzo pode ser baixado no site da Abecin ou pelo link: http://abecin.org.br/data/documents/E-Book_Belluzzo.pdf

MC Traduções: Os mutuários: por que as cidades da Finlândia são paraísos para os amantes de bibliotecas. Por Marina Chagas

A tradução dessa semana é de uma reportagem do jornal The Guardian compartilhada pela IFLA. Descubra por que a Finlândia é de fato uma maravilha para os fãs de bibliotecas.


Os mutuários: por que as cidades da Finlândia são paraísos para os amantes de bibliotecas


A biblioteca Oodi em Helsinque é de última geração, fica em frente ao Parlamento e possui um cinema, estúdio de gravação e espaço para criação. É perfeita para uma nação alfabetizada levando a aprendizagem pública ao próximo nível.

Original por: 
Tradução de: Marina Chagas Oliveira

“Um cartão de biblioteca foi a primeira coisa que eu tive, a primeira coisa que eu possuí”, diz Nasima Razmyar. Filha de um ex-diplomata afegão, Razmyar chegou à Finlândia com sua família em 1992, como refugiada fugindo da inquietação política. Incapaz de falar a língua, com recursos escassos, e tentando dar sentido à estranha nova cidade em que se encontrava, ficou chocada ao descobrir que tinha direito a um cartão de biblioteca que lhe concederia livros - gratuitamente. Sua apreciação quanto do privilégio não desapareceu: "Eu tenho esse cartão de biblioteca na minha carteira até hoje", diz ela com orgulho.


Atualmente, Razmyar é vice-prefeita de Helsinque, e pronta para defender a instituição que tanto a ajudou - começando com a construção da nova biblioteca central da cidade, Oodi, que deve ser inaugurada em dezembro. Ela não está sozinha em sua paixão por bibliotecas. “A Finlândia é um país de leitores”, declarou recentemente a embaixadora do país, Päivi Luostarinen, e é difícil argumentar com ela. Em 2016, a ONU nomeou a Finlândia como a nação mais letrada do mundo, e os finlandeses estão entre os usuários mais assíduos do mundo em bibliotecas públicas - os 5,5 milhões de pessoas do país emprestam cerca de 68 milhões de livros por ano.

Impressões do artista sobre o design da Oodi, incluindo (no sentido horário): o exterior, a área infantil no último andar e o estúdio de gravação

Em reconhecimento a esse fato, em um momento em que as bibliotecas por todo o mundo estão enfrentando cortes orçamentários, declínio de usuários e fechamentos, a Finlândia está indo contra a corrente. De acordo com as autoridades locais, em 2016 o Reino Unido gastou apenas £14,40 por usuário em bibliotecas. Por outro lado, a Finlândia gasta £50,50 por pessoa. Enquanto mais de 478 bibliotecas foram fechadas em cidades e vilas em toda a Inglaterra, País de Gales e Escócia desde 2010, Helsinque está gastando 98 milhões de euros para criar uma nova gigantesca. Não contentes em apenas construí-la, os finlandeses tornaram pública sua paixão: a construção do conhecimento, o pavilhão finlandês na Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano, é uma carta de amor aos marcos literários da nação.

A Biblioteca Rikhardinkatu de Helsinki foi inaugurada em 1882 e foi o primeiro edifício dos países nórdicos a ser construído como uma biblioteca. Esta foto mostra a sala de leitura em 1924. Foto: Eric Sundström © Helsinki City Museum
Não é difícil entender por que as bibliotecas urbanas da Finlândia são tão usadas: 84% da população do país é urbana e, devido ao clima muitas vezes adverso, as bibliotecas não são apenas locais para estudar, ler ou emprestar livros - elas são lugares vitais para socializar. De fato, Antti Nousjoki, um dos arquitetos de Oodi, descreveu a nova biblioteca como “uma praça coberta” - muito distante da visão estereotipada das bibliotecas como espaços antigos e silenciosos. “[Oodi] foi projetado para dar aos cidadãos e visitantes um espaço livre para de fato fazer o que eles desejarem - não apenas ser um consumidor ou alguém de passagem”, explica Nousjoki.

No sentido horário: a biblioteca principal de Lohja, que foi concluída em 2005; Biblioteca Vallila, Helsínquia; Biblioteca da Universidade de Aalto em Espoo

Oodi - Ode em português - é mais do que um monumento sóbrio ao orgulho cívico. Encomendado como parte da comemoração de um século de independência na Finlândia, a biblioteca não é um mero repositório de livros. “Eu acho que a Finlândia não poderia ter presenteado melhor seu povo. Ela simboliza a importância da aprendizagem e da educação, que foram fatores fundamentais para o desenvolvimento e sucesso da Finlândia”, diz Razmyar.

O arquiteto finlandês Alvar Aalto projetou a Biblioteca Viipuri em 1927; esta imagem é de 1935. Mudanças de fronteira durante a segunda guerra mundial significam que agora ela está localizada em Vyborg, na Rússia.
As bibliotecas são vistas como a face da crença finlandesa em educação, igualdade e boa cidadania. "Existe uma forte crença na educação para todos", diz Hanna Harris, diretora da comissão do Archinfo Finland  and Mind-building. “Há uma valorização da cidadania ativa - a ideia de que é algo que todos têm direito. As bibliotecas incorporam isso com força”, ela acrescenta.

A Biblioteca Kallio foi inaugurada em 1912 no distrito de classe trabalhadora que teve rápido crescimento de Helsinque. Planta preliminar de Karl Hård af Segerstad, arquiteto da cidade de Helsinque, em 1909.

Esses sentimentos de orgulho na igualdade de oportunidade oferecida pela nova biblioteca da cidade são ecoados pelo local escolhido para Oodi: em frente ao parlamento. "Eu não acho que haja alguma outra entidade que possa liderar os fundamentos da democracia como a biblioteca pública", diz Razmyar. “É notável que, quando estão na sacada da biblioteca, as pessoas olham diretamente para o parlamento e permaneçem no mesmo nível.”

Mas Oodi não é a única biblioteca de Helsinque a causar furor. “A biblioteca de Töölö é uma das minhas favoritas”, diz Harris. “Ela fica em um parque e tem uma varanda na cobertura. Recentemente, meus colegas e eu fomos até lá e havia uma fila do lado de fora das portas - em uma manhã normal de um dia da semana, havia uma fila às 9 horas da manhã para entrar”.

Maunula House, que contém a biblioteca local, centro de educação para adultos e centro de juventude - e uma porta para o supermercado ao lado.
Talvez uma pista para o entusiasmo finlandês pelas bibliotecas venha do fato de que elas oferecem muito mais do que livros. Enquanto muitas bibliotecas em todo o mundo fornecem acesso à Internet e outros serviços, bibliotecas em cidades e vilas da Finlândia expandiram seu currículo para incluir publicações eletrônicas de empréstimos, equipamentos esportivos, ferramentas elétricas e outros “itens de uso ocasional”. Uma biblioteca em Vantaa ainda oferece karaokê .

Esses espaços não são projetados para serem templos empoeirados para a alfabetização. Eles são espaços vibrantes e bem pensados, tentando ativamente envolver as comunidades urbanas que os usam. A biblioteca em Maunula, um subúrbio no norte de Helsinque, tem uma porta que leva diretamente a um supermercado - uma decisão marcante e funcional que, juntamente com seu centro de educação de adultos e serviços para jovens, foi em parte devido ao fato de ter sido projetada com informações dos locais.

Biblioteca Töölö, Helsinque, em 1970
A Oodi, no entanto, irá ainda mais longe: além de sua principal função como biblioteca, terá um café, restaurante, varanda pública, cinema, estúdios de gravação audiovisual e um makerpace com impressoras 3D. Uma sauna aparentemente foi considerada, mas parece não ter feito o corte final.

Essa diversidade é fundamental, argumenta Razmyar. “As bibliotecas devem alcançar as novas gerações. O mundo está mudando - as bibliotecas também estão mudando. As pessoas precisam de lugares para se encontrar, trabalhar, desenvolver suas habilidades digitais”.

A Biblioteca Principal de Tampere, Metso, foi inaugurada em 1986. Sua forma foi influenciada por ornamentos celtas, chifres de carneiro e formações de rotação glacial.

Além disso, como prédios urbanos importantes, as bibliotecas são projetadas para inspirar propriedade. “Queremos que as pessoas encontrem e usem os espaços e comecem a mudá-los”, diz Nousjoki." Nosso objetivo era tornar [Oodi] atraente para que todos possam usá-la - e desempenhar um papel para garantir que ela seja mantido".

O local e o design da nova biblioteca de Helsinque certamente são impressionantes, mas talvez o que mais se destaque seja a falta de oposição pública a um projeto tão caro. “As pessoas estão ansiosas por Oodi. Não tem sido contencioso: as pessoas estão entusiasmadas com isso em todos os sentidos”, diz o diretor da Archinfo, Harris. "Será importante para a vida diária aqui em Helsinque.".

e-Books na Biblioteca FESPSP. Por: Cristiane Kusumoto

Pegando carona com o livro da professora Regina Belluzzo, pedimos para a Biblioteca da FESPSP fazer uma matéria para nós sobre os e-books do acervo. Valeu Cristiane e Winderson!

e-Books na Biblioteca FESPSP

Cristiane Mitiko Kusumoto

Fonte: Blog do Sistema de Bibliotecas da UCS

A Biblioteca da FESPSP conta com cerca de 160 e-books em catálogo.

Alguns são disponibilizados de forma gratuita, que são as obras que já estão em domínio público e alguns para ter acesso é necessário login e senha de usuário, o mesmo utilizado para consultas e renovações.

Para ambos os casos a pesquisa no catálogo segue o mesmo padrão para acesso aos outros materiais.

Abaixo alguns títulos atualizados no catálogo da FESPSP que podem ser baixados gratuitamente:
- Leitura Documentária: estudos avançados para indexação;
·       - Reflexões sobre Maquiavel;
·       - Territórios, movimentos sociais e políticas de reforma agrária no Brasil;
·       - Inteligência Organizacional;
·       - Política de indexação para bibliotecas: elaboração, avaliação e implantação;
·        - Estudos métricos da informação no Brasil: indicadores de produção, colaboração, impacto e visibilidade.

Acesse nosso catálogo e comece a utilizar nossos: http://biblioteca.fespsp.org.br/pergamum/biblioteca/index.php