quarta-feira, junho 27, 2018

Roteiro Cultural - Férias de julho 2018

Que tal umas dicas de o que fazer nas férias? A MC compilou alguns eventos pra você curtir no mês de julho!



Fonte: Roteiro Alternativo


Centro do Rock 2018 
Quando: 4 a 28/7

Repetindo o sucesso de 2017, o Centro do Rock mais uma vez domina o mês de julho com o melhor do novo rock brasileiro, reunindo bandas de Norte a Sul do País em shows de graça, na mítica Sala Adoniran Barbosa, um templo do gênero em São Paulo. 


Quando: 5/7

A Ação Cultural e a Biblioteca Infantojuvenil do CCSP, em parceria com a Equipe de Base Warmis, inaugura coleção de livros em línguas estrangeiras e em português para crianças imigrantes. A coleção tem livros novos oferecidos por instituições e editoras parceiras e também títulos que já faziam parte do acervo da biblioteca infantojuvenil.



de 6/7 a 24/8

Seguindo a tradição de formação da Biblioteca Louis Braille, apresentamos a nova edição do tradicional curso de escrita e leitura em Braille, a ser realizado pela funcionária da Biblioteca, Gasparina Martins.

21 de julho | 13:00 - 17:00

O encontro Mais Literatura acontece em 21 de julho, sábado, às 13h, na Unibes Cultural. Com mediação da publicitária e youtuber Grazi Max, o evento gratuito conta com a presença convidados, como a escritora Lari Azevedo e o ilustrador Ricardo Chagas (veja todos os participantes abaixo) que falam sobre o universo literário, hábitos de leitura e suas possibilidades. Atividades, brincadeiras , sorteios de livros e brindes completam a programação.

1 de julho | 12:00 - 29 de julho | 17:30

Durante as férias escolares, a Unibes Cultural oferece a Kids que Arrebentam!, programação especial voltada para a criançada. Com atividades gratuitas e pagas, a iniciativa reúne atividades como teatro, curso de desenvolvimento de videogames, oficinas de literatura e de customização, jogos de tabuleiro, entre outras. Veja a programação e reserve os seus lugares.


Até o dia 16 de julho.

'Ex Africa': a maior exposição de arte contemporânea africana, permanece em cartaz no CCBB SP a maior exposição de arte contemporânea africana já feita no país: "Ex Africa", responsável por evidenciar a herança e cultura afro com trabalhos de 18 artistas de oriundos de oito países africanos.


A série Caminhos da HQ – ciclo de debates sobre a produção brasileira de quadrinhos – terá seus episódios exibidos pela PlayTV semanalmente a partir do dia 12 de junho. Além das estreias, sempre às terças, às 22h30, haverá reprises às quintas e aos sábados, às 22h30, e às segundas, quartas e sextas, às 15h30. Os programas também estarão destacados na nossa seção de vídeos nas quartas após cada lançamento.

21º Festival do Japão
Considerado um dos maiores eventos de cultura japonesa no mundo, e o maior da América Latina, o Festival do Japão apresentará shows musicais, atrações culturais, danças típicas, culinária, exposições especiais e atividades para as crianças. O evento tem o objetivo de divulgar e preservar a cultura e as tradições japonesas, e também auxilia entidades e projetos assistenciais.

Brunch no mosteiro de São Bento
    Sempre no último Domingo de cada mês o Mosteiro abre as portas de seu Refeitório, com as iguarias de sua Padaria e a gastronomia de grandes Chefs de São Paulo. Informações no site.


Curtam muito as férias!


A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.

MC Traduções: Quais são as instalações centradas nos adolescentes nas bibliotecas públicas?. - Por: Marina Chagas

Esta tradução foi indicada pela nossa Professora Valéria Valls, e compartilhada pela IFLA.

Quais são as instalações centradas nos adolescentes nas bibliotecas públicas?


Título original: What are the teenage-centric facilities at public libraries?
Traduzido por: Marina Chagas Oliveira

Artigo fornecido pelo National Library Board
PUBLICADO em 30 de maio, 2018.


Destinado a jovens adultos que trabalham, inclui uma ampla seleção da coleção digital do National Library Board. PHOTO: NATIONAL LIBRARY BOARD

Com mais espaços projetados para e por adolescentes, eles estão cada vez mais envolvidos no desenvolvimento de áreas das bibliotecas que eles podem chamar de suas.

"O Mezanino dos Adolescentes" na Biblioteca Pública de Pasir Ris atende às necessidades de leitura e aprendizado dos adolescentes. Conceituados pela Sociedade de Leitores Inspiradores (Inspiring Readers Society), os membros projetaram um espaço ideal para seus colegas. O espaço incentiva os adolescentes a trabalharem juntos através de atividades em grupo, discussões e sessões de brainstorming. O novo espaço também apresenta uma parede de rabiscos para que os adolescentes participem de atividades de compartilhamento de conhecimento.

Na Biblioteca Regional de Jurong, há um palco para apresentações de microfone aberto para os vocalistas mostrarem seus talentos. Apelidado de "Verging All Teens" ou "V.A.T.", este também é um espaço criado por adolescentes.

Para a geração com fio, o PIXEL Labs@NLB na Jurong and Tampines Regional Library permite que os usuários criem conteúdo multimídia com câmeras e ferramentas de edição. 

Para mais informações sobre os serviços e instalações da Biblioteca Pública Pasir Ris, por favor visite: https://www.nlb.gov.sg/VisitUs/BranchDetails/tabid/140/bid/325/Default.aspx?branch=Pasir+Ris+Public+Library


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Especial MC: Relato dos formandos de 2017 + dicas dos professores para os formandos de 2018! - Por: Camilla Hatzlhoffer

A Camilla Hatzlhoffer teve uma ideia genial e criou uma nova coluna para nós sobre a vida pós-formatura! Vem dar uma olhada!

Especial MC: Relato dos formandos de 2017 + dicas dos professores para os formandos de 2018!

Fonte: UniRitter


Olá, gente!

Essa matéria surgiu de uma ideia que eu tive enquanto estava no processo da Mentoria Voluntária: pensar em como está a vida do pessoal que se formou em 2017.

Com isso, depois da autorização da nossa querida monitora científica Marina, pedi para alguns amigos que já se formaram escreverem um relato de como está a vida pós-graduação: se estão trabalhando na área, se estão fazendo uma pós, se estão buscando uma especialização, entre várias outras escolhas que podem ser feitas depois de se concluir um curso superior. Essa parte do especial foi nomeada de “Me formei em bibioteconomia, e agora?”

Mas como eu queria dar um plus, pensei em conversar com alguns dos nossos professores para ver se eles poderiam dar umas dicas para os alunos que estão no último ano da graduação (eu me incluo nessa categoria). A ideia foi bem aceita e eles me mandaram algumas orientações que são importantes para quem vai se formar agora. Com isso, temos a segunda parte nomeada de “Vou me formar, e agora?”.

Para essa primeira matéria, nós tivemos a colaboração da Daniela Correia (amada!) e dos professores Valéria Valls e Wanderson Scapechi. Obrigada pela colaboração de todos!

Espero que gostem da iniciativa! Fiquem no aguardo para mais matérias como essa no próximo semestre.

Me formei em biblioteconomia, e agora?

Como está minha vida após o término da graduação na FaBCI-FESPSP/2017

            Eu me chamo Daniela de Oliveira Correia, entrei na faculdade de Biblioteconomia na FESPSP no ano de 2015 e ano passado tive a felicidade de concluir minha primeira graduação e uma fase muito importante e edificante da minha vida.

            Bom, eu venho de uma vida dentro da Música, estudei violino e toquei em uma Orquestra por 15 anos, por conta da participação em uma ONG, o Instituto Baccarelli, que entrei aos 12 anos de idade e ainda hoje faz parte da minha vida, visto que desde metade de 2011 passei a integrar a equipe de colaboradores, estando hoje à frente do Acervo Musical da instituição.

            E foi através do manuseio com os elementos do acervo, cd’s, dvd’s, instrumentos musicais e em especial as partituras, razão pela qual eu optei pela faculdade de Biblioteconomia, e com toda certeza foi uma das melhores escolhas da minha vida, assim como a escola, sou apaixonada pela FESPSP e muito feliz e orgulhosa por ser uma fespiana.

            Foram 3 anos de muitos aprendizados, conhecimentos novos e um mundo inteiro que eu nunca tinha tido contato, afinal, venho de uma realidade que não inclui o trabalho direto com bibliotecas e/ou arquivos, enfim, Serviços de Informações mais tradicionais. Confesso que no início tive que ralar bastante, mas logo me envolvi com toda a área e fui me adaptando e amando.

            Todas as informações e pessoas que pude conhecer, passaram a ser partes da minha vida de forma super agregadora em vários sentidos, e em especial com a ajuda do programa de Mentoria Voluntária e claro, com vários docentes da FaBCI, eu pude, ainda na graduação, traçar o que eu queria, os meus sonhos e objetivos para quando concluísse o curso, e assim eu pude planejar e pôr em prática, sendo surpreendida com um sonho ainda antes do esperado, o ingresso direto no Mestrado Acadêmico em Ciência da Informação na USP.

            Após essa longa introdução, hoje, quase 6 meses após minha formatura na FaBCI, eu me encontro ainda desempenhando o trabalho à frente do Acervo Musical do Instituto Baccarelli como Coordenadora Adjunta e terminando a super maratona inicial com 3 disciplinas no mestrado quase finalizando o 1º semestre dessa nova aventura e fase da minha vida.
            Estou muito feliz e me sinto realizada em muitos pontos, confesso que bastante cansada, infelizmente toda escolha traz renúncias e para tudo que realmente vale a pena, muito esforço precisa ser dedicado, eu defendi meu TCC e recebi a aprovação no dia 14/12/2017, fiz a colação de grau antecipada em 18/12/2017, pois esperava o resultado da segunda fase do processo seletivo da USP que saiu no dia seguinte à colação e após essa notícia, tive que me empenhar nos estudos para passar na prova de proficiência em inglês que fiz no início de fevereiro.

            O mestrado é muitoooooooo mais intenso do que eu poderia imaginar, exige um grau de dedicação e superação, isso falo de acordo com minha experiência particular, do que eu vivi em qualquer fase da graduação, se assemelha com a fase do TCC, rsrsrsrs, mas novamente enfatizo, estou muito feliz pela oportunidade, é um mundo novo, com conhecimentos e pessoas novas e a alegria aumenta por poder me dedicar à minha paixão maior dentro da Biblio, a catalogação e de novo, semelhante ao TCC, podendo uni-la a minha outra paixão, a música, em minha Dissertação continuo com as pesquisas na temática da catalogação de partituras.

            Tem muita coisa que quero fazer ainda, pretendo em breve fazer meu registro no CRB (como não desempenho a profissão de bibliotecária, ainda não o fiz), mas para além da obrigatoriedade, acho super importante estar engajada nos órgãos da nossa classe, bem como irei me associar à FEBAB, além de admirar muito o trabalho realizado, espero, assim que conseguir respirar, rsrsrs, me envolver em algum trabalho da associação.

            Quero muito também em breve fazer um trabalho voluntário dentro da biblioteconomia social, é um sonho que está um pouco adormecido puramente por conta do tempo e pretendo participar de todos os eventos, palestras e cursos que puder fazer na área, claro, com a temática principal de catalogação, mas em várias outras da área que são super interessantes.

            Nesse próximo semestre também irei iniciar um trabalho como tutora na FESPSP, me inscrevi para participar do Programa de Tutoria Voluntária, pois além de não conseguir ficar longe da minha casa amada, quero muito poder ajudar da forma que puder outros estudantes como sempre tive o apoio na escola, então estou bem ansiosa por essa nova fase.

            Ademais, quero continuar escrevendo para a nova coluna sobre catalogação que estreei na minha amada forever MC, rsrsrsrs, óbvio continuar as pesquisas para minha dissertação e afora o mundo acadêmico, implementar inovações que pude aprender na faculdade no meu trabalho e voltar para a academia, uma válvula de escape e cuidar do corpo me faz muita falta.

            E assim está minha vida após o término da graduação na FaBCI, muito agitada, com novidades e uma rotina diferente mas muito feliz por todas as possibilidades bem como do advocacy  pela profissão que pretendo desenvolver com meus amigos da faculdade com o grupo Pela Biblioteconomia, além de estar aberta para as novidades que me forem apresentadas. Em resumo, cansada, um pouco louca mas muito FELIZ!!!

Vou me formar, e agora?

Prof. Valéria Valls
Vamos as dicas:

Dica 1: Valorize as relações pessoais e profissionais. Você é quem você conhece, ou seja, estabeleça boas relações, seja cuidadosx nas redes sociais (para evitar entrar em barracos e brigas desnecessárias), seja antenadx e cordial com os colegas, assim será sempre lembradx como alguém em quem se pode confiar. O mercado de biblioteconomia é pequeno, todo mundo se conhece e valorizar as boas relações é muito importante para trilhar uma carreira promissora.

Dica 2: Acompanhe a área, os influenciadores, os blogs, sites, eventos, encontros. Tem muita coisa rolando na Biblio e é importante manter-se atualizadx, no mínimo para ter ideia macro dos temas emergentes. Não dá para ser um sem noção sendo bibliotecárix, né?

Dica 3: Invista em você. Tente organizar as finanças e reserva parte do seu orçamento para fazer um curso de inglês, participar de um evento da área pelo menos uma vez ao ano, fazer um curso complementar... Se for mais organizadx tente elaborar um plano de carreira, estabelecendo metas para que aos poucos consiga avançar, senão o tempo passa e quando perceber já terá 10 anos de formadx e ops, o tempo passou!

Prof. Wanderson Scapechi
Dica 1
Fazer algumas economias financeiras: após terminar a graduação, muito provavelmente você terá que fazer entrevistas, testes e /ou concursos. Sendo assim, ter um pouco de dinheiro guardado o ajuda com alguns gastos que são inerentes a esses processos para a entrada no mercado.
Dica 2
Mudar de cidade: nem sempre é uma decisão fácil de tomar, ainda mais quando gostamos da cidade em que moramos. No entanto, às vezes é necessário abrir mão do conforto, mesmo que provisoriamente, para adquirir a primeira experiência profissional.
Dica 3
Trabalho voluntário: sabemos que se engajar em um trabalho voluntário traz grandes benefícios para todos os envolvidos. Além disso, é uma forma muito bacana do egresso adquirir experiência prática em sua área de formação. Certamente isso fará toda a diferença para o seu trabalho, e contará em seu currículo como experiência profissional.



A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.

Cursos de Extensão FESPSP - 2º semestre

A FESPSP abriu inscrições para os Cursos de Extensão do 2º semestre! Venha estudar conosco!





Inovação em Serviços Públicos
Como inovar no serviço público? O curso se propõe a apresentar como as ferramentas de inovação podem auxiliar na modernização dos serviços públicos, permitindo que os recursos sejam aplicados de forma assertiva e eficaz. Através do uso do Desing Thinking, é possível repensar e remodelar processos como: planejamento, desenvolvimento organizacional,  procedimentos, avaliação de desempenho e uma eficaz gestão de recursos humanos.



Introdução aos Indicadores Sociais
Indicadores sociais são dados quantitativos que nos auxiliam a compreender fenômenos sociais abstratos, como também possibilitam acompanhar a gestão e a evolução de políticas públicas. Com a consolidação do trabalho dos institutos de pesquisa, assim como a digitalização dos mais variados cadastros públicos, passamos a ter um considerável número de informações estatísticas úteis às análises sociais, tornando-se uma ferramenta essencial para pesquisadores e gestores de políticas sociais. 



Introdução à obra de Marx
O curso se propõe a introduzir o aluno no pensamento do filósofo e revolucionário alemão do século XIX, Karl Marx. Apesar dos cerca de 150 anos passados da publicação de suas obras fundamentais, Marx é ainda hoje central para as reflexões sobre o presente. Exporemos, de forma sintética, suas principais obras (algumas escritas em conjunto com Friedrich Engels), permitindo ao aluno compreender as linhas de força constitutivas do que se chamou, posteriormente, “marxismo”.



Marketing Político Digital
A incorporação das tecnologias de digitais ao cotidiano das pessoas é incontestável. Dentre outras implicações desse fenômeno, observamos o crescente uso dessas tecnologias para o consumo de informação política. Acompanhando essa tendência, o Marketing Político Digital tem ocupado um espaço cada vez maior nas campanhas e se mostrado um recurso de suma importância para a angariar e mobilizar eleitores.



Migrações internacionais, direitos humanos e políticas públicas
A partir de uma perspectiva baseada na defesa do direito de migrar, o curso propõe considerar, em profundidade, algumas das dimensões da problemática migratória contemporânea. As questões serão analisadas por meio de uma abordagem que privilegia a descrição e debate de casos empíricos. O contexto legal e institucional brasileiro e a questão das fontes de informação para a realização de pesquisas sobre migrações internacionais no Brasil receberão especial atenção. 



Literatura Brasileira Contemporânea
A Literatura Brasileira vive um momento decisivo e fértil, no qual os temas, as imagens e as linguagens tradicionais vêm sendo ressignificados, especialmente no contexto da segunda metade do século XX e dos primeiros anos do século XXI.
A finalidade dos professores do curso é apresentar, analisar e avaliar obras desses autores, investigando-lhes as especificidades no que se refere à forma e ao conteúdo e avaliando-lhes a relevância e aceitação entre público e crítica.


Mais informações dos cursos podem ser encontrados em: https://www.fespsp.org.br/cursos_extensao


quarta-feira, junho 20, 2018

O que eles disseram? 5 citações sobre bibliotecas.

dia dos namorados foi semana passada, mas que tal aproveitar o clima de romance e ler como algumas mentes brilhantes declararam seu amor por suas bibliotecas?

O blog Librarianship Studies & Information Technology fez um compilado das 33 melhores citações sobre o assunto, e aqui nós colocamos as nossas 5 favoritas.



1.
O trunfo mais importante da biblioteca vai para casa todas as noite - os funcionários.
--Timothy Healy (1923-1992. Ex-Presidente, New York Public Library)


2.

Bibliotecas ruins constroem coleções, boas bibliotecas oferecem serviços, e ótimas bibliotecas formam comunidades.
--R. David Lankes (Professor e Diretor da School of Library & Information Science na University of South Carolina, e ganhador do prêmio  Ken Haycock Award da American Library Association’s em 2016 por Promovera Biblioteconomia)


3.
Bibliotecas guardam a energia que move a imaginação. Elas abrem janelas para o mundo e nos inspiram a explorar e conqusitar, e contribuem para melhorar nossa qualidade de vida.
--Sidney Sheldon (1917-2007. Escritor e Produtor Americano)

4.

A única coisa que você absolutamente precisa saber é a localização da biblioteca. 
--Albert Einstein (1879-1955. Físico Teórico)
5.
When in doubt go to the library. 
--J.K. Rowling (nascida em. 1965. Romancista Britânica, roteirista, e produtora, mais conhecida por escrever a série de fantasia Harry Potter)

Gostaram? Conseguem se expressar melhor?
As demais frases podem ser lidas em inglês em: https://librarianshipstudies.blogspot.com/2018/01/quotes-libraries-librarians.html


A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.

O mundo simbólico e sua luz. - Por: Mariana Eloi Onofre

A Mariana Eloi Onofre nos enviou seu texto sobre o simbólico na biblioteca. Confira!

O mundo simbólico e sua luz: a magia escondida na biblioteca



A muito tempo quero escrever sobre isso, meus olhos estavam abertos de mais e não sabia como começar. Mas a vida, ela sempre se encarrega de aproximar o que nosso coração deseja e que está no toque de nossas mãos. Para isso  é preciso fechar os olhos e se livrar das amarras que o real e palpável  e deixar o simbólico e imaginário florescer.

Fiz um curso de contação de história e ele foi simplesmente mágico. Não o mágico da tecnologia e do estanteado e sim o mágico da simplicidade, da fala, do toque. O mágico que me fez relembrar o quanto é bom imaginar, brincar, mergulhar em mim e na fantasia.

O mundo dos contos, das histórias, das fabulas é tão reais e ricos que preciso está com eles. Ele é capaz de curar, iluminar, esclarecer e questionar tudo em nos e a nossa volta, então porque ele está tão escondido? Cadê o destaque  deles em nossos ambiente escolares e noas bibliotecas?

Se esse mundo não está disponível para as crianças, como elas serão de capazes de criar novos universos e se divertir com um papel em braco?

Já para nos, pobres adultos, estamos frios e sem vida, enrolados no nosso cotidiano cheio de complicações e responsabilidades. Nós falta o calor que uma boa história nos traz.  

Precisamos novamente desse fogo que a fantasia e o mundo simbólico nos oferece. Aquela certeza que pode ser diferente, que existem outras possibilidades, que na floresta encontraremos uma árvore falante que nos ajudará no caminho. 

Nossas bibliotecas precisam retomar o mundo de encantos e possibilidades. Estamos tão preocupados com a necessidade de capacitar, formar leitores e colocar em prática a literacia informacional, que estamos esquecendo o livro é universo de magiá e que o mundo simbólico faz parte do individuo. 

Nós bibliotecários estamos iluminando o caminho ou sendo setas, dizendo por onde se deve andar?



A opinião dos colunistas e dos relatos publicados não representam necessariamente a posição da FaBCI da FESPSP, ou de sua Monitoria Científica. A responsabilidade total é do(a) autor(a)do texto.

Coluna: Era Uma Vez... - Por: Gabriel Justino

O Gabriel Justino nos enviou um texto bem diferente dos anteriores. Dessa vez, ele aborda seus próprios questionamentos e dúvidas a respeito da profissão.



A biblioteconomia, a informação e os meus questionamentos
Fonte: Jornal do Consorcio



Repensar algo nunca é fácil. Construímos determinada identidade e aprendemos a nos apresentar de tal maneira, estudando e exercendo determinada função em nossas vidas. E quando precisamos redefinir o rumo que tomamos? Como podemos rediscutir paradigmas? Como discutir e reanalisar a nossa profissão? Sabe aqueles momentos em que a epifania toma conta e chegamos aqueles momentos de reflexão do e agora? O que tem para eu fazer daqui em diante? Qual caminho que eu seguirei? Como me tornar um profissional diferenciado, atento às transformações e auxiliar para que minha profissão seja fortalecida? Faz alguns meses que sou formado em biblioteconomia e ciência da informação, e tenho vivido uma constate: qual o sentido de ser um bibliotecário no século XXI? O século da informação.

Me apego talvez, ao que aprendi em sala de aula, e que virou um mantra de certa maneira, de que eu não sou um profissional destinado a ficar confinado numa biblioteca que contenha o balcão de atendimento, os livros, o setor de referência, de indexação e classificação e todas as demais áreas que compõe a biblioteca. Será que realmente precisamos estar presos a somente isso? Será que através dos anos fomos relegados a ser a “tiazinha” de coque que pede silêncio nos ambientes informacionais? É isso o que é ser um bibliotecário? Alguém que só pede silêncio, que utiliza óculos, que não gosta de atendimento e que é o guardião do conhecimento? Acredito que não. Podemos até meados do século passado termos sido estes que protegiam a sua erudição e gostavam de falar “minha biblioteca”, mas esse paradigma foi rompido com a era digital, na qual a informação precisa ser disseminada e compartilhada, mas não qualquer informação, de qualquer local e sim, informações com fontes fidedignas nas quais, as pessoas podem confiar e se basear para fazer afirmações que não são falaciosas.

Desse modo, chegamos ao mote de que o bibliotecário é um profissional muito requisitado neste século, ainda que este (ou muitos) acreditem que seja só uma questão de tempo para ser substituído pela tecnologia, algo que discordo, afinal como dito anteriormente, a informação é algo intrínseco desse século e está disponível nos mais variados suportes e formas, além de que, estamos sujeitos a uma massiva exposição de informações que são cada vez mais rápidas e que se espalham em uma velocidade nunca vista antes, neste sentido, vemos o bibliotecário despontar como, um agente que auxilia e encontra meios para tratar toda essa informação massiva, de maneira que ela esteja acessível aos leigos.

Defender uma classe profissional que muitas vezes se sente desvalorizada e mal representada não é uma tarefa fácil, mas precisamos ampliar nossos horizontes e enxergar as possibilidades que se apresentam em nossa frente, profissionais e pessoas que antes desconheciam a biblioteconomia, ficam boquiabertos ao saberem de tudo o que a área abarca e todas as suas discussões acerca da organização do conhecimento, da disseminação da informação e sobre muitas formas de tratar a informação de um modo que esta esteja acessível. Já ouvi dizerem que o bibliotecário enxerga uma lógica, na qual muitas pessoas não enxergam. Talvez precisemos enxergar essa lógica e nos reconhecer e nos afirmar como os profissionais que esta sociedade tanto precisa mas não conhece, algo precisa ser mudado, as profissões evoluem e a biblioteconomia tem um mundo a ser explorado e apresentado à sociedade que se apodera cada vez mais da informação.


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Relato: UXConf Redux 2018 - Por Renato Reis

O Renato Reis foi à UXConf Redux 2018, uma versão reduzida da UXConf, a maior conferência sobre UX do país, e nos enviou um relato completo!



Pessoal, resolvi fazer comentários rápidos sobre minhas meras impressões e highlights sobre o UXConf Redux 2018, que aconteceu nesse sábado, 09.06, com a organização do Edu Agni, da Mergo User Experience.


Comentários e Reflexões – UXConf Redux 2018

por Renato Reis. 11.06.2018


Fonte: Medium


Marcelo Sales: Projetando interfaces com acessibilidade em mente
O evento começou de um jeito bem legal, já nos inserindo na empatia (senti essa “temática” pelo evento todo). Mais especificamente no entendimento de produtos digitais voltados a usuários de baixa visão e/ou cegos e toda teoria e guidelines (WCAG 2.0) envolvidos sobre o assunto, que hoje clama por atenção de todos os lados. Afinal, o acesso deve ser universal, não é, Marcelo?
Achei bastante instrutiva a sua fala e cheia de conteúdo legal e importante para todo UX Designer. Ele também nos trouxe uma rápida demonstração de navegação no site da Pizza Hut por audiodescrição, o que evidenciou uma série de problemas. Mas, como pontuaram na hora, faltou algum case de maior sucesso do mercado também e (coitado!) mais tempo para sua apresentação. Enfim, por mais ‘Marcelos’ no nosso mercado!! o/

Huxley Dias: Estratégia de Mensuração para Produtos Digitais
Métricas em UX é algo totalmente possível. O Big Data e o Machine Learning, por exemplo, são assuntos que andam muito em voga no mercado (inclusive são os descritores mais esperados por aparecerem nas postagens da web no ano de 2018, no topo dos trends indexáveis sobre tecnologia), têm total relação com o UX Design, UX Research, UX Strategy etc. E o talentoso Huxley nos trouxe essa perspectiva como um verdadeiro Business Intelligence inserido em UX para apresentar metodologias de como prosseguir nos estudos dessa área específica.
Puxo uma sardinha aqui: o profissional da Biblioteconomia e Ciência da Informação pode, sim, atuar nessas frentes tecnológicas e possui todas as competências profissionais para tais (desde que bem atualizado, claro)!
Aliás, Huxley é professor da Mergo e ministra um curso de tal abordagem por lá mesmo (olha esse curso, gente… ). Uma questão que achei interessante: humanizar a apresentação de dados quando forem de importância a clientes, usuários e aos seus colegas. Ninguém gosta de encarar o dia inteiro aquela planilha toscona do Excel carregadas de informações densas, certo?

Letícia Pires: Design critique, o segredo para segurança emocional de designers
Letícia estava rouquinha para falar, mas contou com a ajuda do Leandro Novaes e da Tatiane Godoy, ambos product designers da Quinto Andar, onde seus métodos de Design Critique foram aplicados com muito sucesso.
Adorei o modo como abordam e realmente param seu trabalho por alguns minutos ou horas para conversarem em equipe, para ouvir seus colegas da mesma área do conhecimento (afinal, lá eles trabalham por squads). Conseguiram evidenciar claramente as vantagens de ter essa intervenção e ouvir sobre o trabalho alheio, bem como expor o seu. Os resultados acabam sendo muito ricos para o conhecimento de todos e para as atividades da startup como um todo.
Eu mesmo via o Design Critique com outros olhos, com outras teorias na cabeça. Achava que não passava de um simples feedback feito em cascata entre funcionários de diferentes níveis de uma empresa/startup. Mas, não, não é bem assim. É como um workshop bem divertido. Como ele pode ser bem divertido em todos os aspectos, na realidade.

Coffee-Break
Foi um coffee-break atípico para mim, não consegui fazer network algum e fiquei do meu jeito tímido bem na minha, infelizmente. Senti a oportunidade de conhecer bastante gente legal e fera em diversos ramos do design e da tecnologia como um todo, mas meu eu introspectivo falou mais alto (hehe). Por outro lado, o recheadinho de chocolate e o pão de queijo estavam ótimos! :)

Carolina Leslie: Panorama UX: um retrato de quem trabalha com UX no Brasil
Num panorama bem interessante sobre o nosso mercado brasileiro de UX Design, Carolina fez toda uma análise apurada e detalhada. Interessantíssimo! É uma excelente pesquisa da Saiba+, onde ela faz parte do time. Legal ver como esse “nicho” do UX é feito de tanta gente jovem (pessoas de 20-30 anos) e em que o tempo de experiência perde os paradigmas do mercado de trabalho mais tradicional e se estabelece como algo muito, mas muito relativo. Isso foi assunto que gerou debate, inclusive.
Gostaria de pontuar que faço parte das estatísticas mais comuns que apareceram na pesquisa realizada em 2017, apesar de não tê-la respondido. E pelo andar da carruagem, minha paixão à primeira vista por UX Design se tornou amor eterno, o que vai me render, com certeza, muitos bons anos de carreira cheios de satisfação e realização! :)
A pesquisa completa vocês encontram aqui.

Thiago Hassu: Criamos um app pra índio. E foi a experiência mais incrível das nossas vidas!
QUE SENSACIONAL! Fiquei impressionado com todo o trabalho do Thiago! Talvez essa palestra não seja inédita para alguns, mas para mim foi de arrasar, realmente, ok?! Confesso aqui que esta e a do Ricardo Couto foram minhas favoritas.
Do entendimento das dificuldades dos indígenas e imersões até a concepção da prototipação, Thiago e a equipe da Meiuca se engajaram totalmente, de corpo e alma, na causa indígena. Não tem nada mais lindo (e triste, de certa forma) ver uma cultura tão distante do espaço urbano e da nossa realidade resistindo, existindo como se fosse um universo paralelo, mas ainda assim, estando lá resguardando a cultura brasileira como uma coisa só e protegendo a natureza.
Como o Thiago disse a todos, e concordo totalmente, os índios fazem um trabalho muito mais rico do que todos nós por aqui: zelar pela natureza. Não há riqueza maior que a diversidade e a oportunidade que você tem condições e pode dar ao próximo e que se encontra em situações, na maioria das vezes, de risco. Esse tipo de job enche meus olhos e reforça meu Ikigai, sabendo que estou ajudando pessoas, melhorando suas vidas todos os dias (ou fazendo o possível para isso).

Ricardo Couto: UX + economia comportamental: uma relação complexa e conturbada
Não é de já que descobrir curiosidades e conhecer um pouco mais sobre a mente humana me fascinam. Tenho uma atração inexplicável por Psicologia (tenho uma boa coleção de livros do assunto, fora o que andei lendo nas bibliotecas da vida), assunto que me prende a atenção.
Falando de seres racionais e irracionais, Ricardo usou seu querido cachorrinho (tão querido que o chama carinhosamente de “delinquente”), o Tof, de exemplo para quebrar o paradigma ensinado nas escolas de que os animais são irracionais. E mais tarde nos explica sobre como o raciocínio de todos nós funciona intuitivamente e meio que em tarefas e recompensas, basicamente. Porém, às vezes agimos por tamanho impulso que fazem parecer as decisões mais simples irracionais (legal a exemplificação dele com a imagem do Homer Simpson – eu usaria Galvão Bueno de exemplo, que age por impulso em 99,9% do seu tempo).
Enfim, nosso cérebro está conectado ao nosso corpo, ao nosso organismo, como um todo. É tudo um sistema que tenta apreender e compreender tudo à sua volta. Essa é a mensagem que Ricardo passa também, com criatividade e humor extremos. Achei o máximo os exemplos de pop ups e janelas abertas por certas empresas que induzem as pessoas a fazerem algo impulsivo, forçam a ansiedade de adquirir um serviço ou produto e manipulam emoções falsas em seus usuários. É tudo o que tem de errado e maligno, “se a pessoa souber o que estiver fazendo, em termos éticos, inclusive’, como ele mesmo quis dizer. Incrível! *palmas*


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Abraços!!

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