sexta-feira, junho 14, 2013

#80anosFESPSP: Rubens Borba de Moraes fala do contexto histórico



O que se passou pela cabeça daqueles intelectuais envolvidos com a fundação da Escola Livre de Sociologia e Política nos idos dos anos 1930? Sob o olhar de Rubens Borba de Moraes, figura seminal da biblioteconomia brasileira, conhecemos um pouco dos bastidores que levaram à criação da célula mater da FESPSP. Acompanhe no depoimento abaixo, extraído do livro“A escola livre de sociologia e política: anos de formação 1933-1953: Depoimentos”, em entrevista que teve supervisão técnica da professora Maria Mercês Apóstolo, em maio de 1998. 




Da semana de arte moderna à fundação da escola livre: no calor de 1932[1]

Quando acabou a Revolução de 1932, nós tínhamos fundado a Liga de Defesa Paulista. E a Liga de Defesa Paulista era a coisa que Tácito da Almeida, Alfredinho Ellis e eu tínhamos inventado, pra fazer propaganda da Revolução. E ela teve uma atitude muito ativa, naquela época de manifestos, comícios, aquela coisa toda. Então nós organizávamos aqueles comícios, aqueles manifestos, boletins, o diabo a quatro, preparando o público para a Revolução.

Veio a Revolução, todo o pessoal da diretoria da Liga de Defesa Paulista - Tácito de Almeida, Alfredinho Ellis e eu - fundamos o batalhão da Liga. Partimos então como soldados para Cunha, aquela coisa toda... Acabou a Revolução, e nós tivemos uma decepção. Nós ficamos atrasados, arrasados como ficaram todas as pessoas que pensavam um pouco com a cabeça nos destinos de uma Revolução.[2]

Nas discussões daquele pessoal que sobrava da Liga, nós pensávamos, partindo dessa ideia, que estava tudo errado. O que se tinha feito para a renovação do sistema político brasileiro estava errado, por uma só razão: não havia gente informada sobre política, sobre sociologia, sobre economia - enfim, sobre novas ideias de administrar e de conduzir a política de um país. E não havendo essa gente, naturalmente qualquer momento de renovação fracassaria ou cairia, como nós tínhamos caído nas mãos dos velhos políticos, os políticos profissionais.

Então surgiu a ideia de fundarmos uma instituição que ensinasse coisas modernas que não eram ensinadas no Brasil, tais como sociologia, política, estatística, administração, etc. e tal. E resolvemos fundar uma escola. Minha mania – um pouco minha mania, se ninguém sabe – é fundar escolas. A Escola de Biblioteconomia também partiu desse princípio. E a ideia tapou. Topou o Tácito de Almeida, que era uma cabeça, um sujeito extraordinário de raciocínio, de lógica e tal... Entusiasmados pelas nossas ideias, nós resolvemos reunir um grupo-zinho para concretizar a ideia de uma escola desse gênero e resolvemos adotar esse nome a Escola de Sociologia e Política de São Paulo, e fizemos um manifesto. Um manifesto lançando a Escola, explicando o que era a Escola, o que pretendia: a formação de gente capaz de pensar politicamente os problemas brasileiros. E lançamos manifesto no jornal O Estado de S. Paulo. Julinho Mesquita estava muito conosco nessas idéias. Ele nos apoiava muito, de tal maneira que disse: “Meu jornal está à disposição de vocês!”

A modernização do ensino: novos problemas e novas abordagens

Então lançamos o manifesto na página do jornal. Saiu o manifesto da fundação da Escola, e nós nos encostamos na Escola Álvares Penteado, que era a única escola que tinha salas disponíveis e que se ofereceu para nos abrigar.[3] Cyro Berlinck arranjou isso, mas havia  ainda a questão do dinheiro. Uma escola dessas custa dinheiro, porque nós queríamos fazer a coisa de alto nível, mandar virem professores do estrangeiro e tudo isso. Cyro se dava muito com Roberto Simonsen.

Roberto Simonsen era um homem extraordinário para o seu tempo. Ele era um empresário, um sujeito de grande capacidade como empresário, mas de ideias muito modernas. Um homem lido, que sabia o que era... Tinha lido os seus livros de sociologia, era um homem que conhecia economia e que estava vendo de fato a falta que havia no Brasil dessas coisas. Vai que ele topou e disse: “Não se preocupem com o dinheiro, eu pago a conta”. De maneira que nós preparamos o programa e saímos em busca dos professores. Procuramos em São Paulo o que havia de melhor, nomes como Almeidinha, o Almeida Jr., que era um professor da Faculdade de Direito, mas um professor genial. As aulas do Almeidinha eram uma coisa extraordinária. Eu raramente vi um homem com o poder de síntese, um poder de cominucação, um poder de explicação como ele.

Precisávamos de um homem de estatística. Ninguém sabia estatística no Brasil, salvo talvez o funcionário do Ministério da Agricultura que fazia estatística agrícola, mas nós precisávamos de teoria estatística e descobrimos Bruno Rudolfer. Bruno Rudolfer era um antigo oficial engenheiro militar da Tchecoslováqui, estava trabalhando não sei onde, e era um homem que entendia de estatística a fundo, tinha curso disso e tal... Rudolfer foi ensinar Estatística. Para ensinar Política e Sociologia, não havia ninguém no Brasil, então Simonsen disse logo: “Mandamos vir do estrangeiro!” Simonsen e Cyro Berlinck, que era um dos executivos da Escola, contrataram nos EUA dois professores – um de Sociologia e um de Política –, e os outros nós arranjamos aqui mesmo.[4]

André Dreyfus, que era um biologista, foi dar curso, e não me lembro mais... Enfim: eram nomes de alto gabarito, de primeira ordem. E, quando nós abrimos a inscrição, foi um sucesso!!! Porque tudo que havia de elite intelectual em São Paulo compreendeu a necessidade daquilo e se inscreveu como aluno. De maneira que a Escola, nas primeiras turmas, não tinha propriamente alunos. Ela tinha bacharéis de Direito, tinha médicos. Tinha engenheiros, gente já formada que resolveu estudar esses assuntos novos.

E o número de alunos foi muito superior ao que nós esperávamos. Tivemos de aumentar as salas, escolher salas maiores e tudo. Aconteceram coisas engraçadas, coisas pitorescas. A cadeira de Economia Brasileira ficou a cargo do Simonsen, que disse: “Esta eu quero ensina!” Pois não, ficou então encarregado da cadeira. Ora, Simonsen era um homem muito ocupado, mas resolveu que ia dar o curso de Economia Brasileira e disse: “Eu vou estudar isso e vou dar minhas aulas.” Mas Simonsen não tinha tempo de preparar aula para toda a semana, de maneira que ele dava uma aula e depois passava três a quatro meses sem dar uma aula, que era o tempo que ele estava preparando a segunda aula. Nesse intervalo, alguém precisava dar as aulas. Então, Couto de Barros – um rapaz do nosso grupo, do grupo da Semana de Arte Moderna, que era muito estudioso, muito capaz – estudava e dava as aulas intermediárias, sobre problemas monetários, essas coisas todas mais teóricas e mais gerais, de que ele estava a par. Mandou vir os livros necessários da França, da Inglaterra, sobretudo da Inglaterra. Era a época do Keynes, aquela cosia toda, e ele dava essas aulas.

Então, chegava a aula do Simonsen, e era muito engraçado, porque Simonsen distribuía convites como se fosse um coquetel. Apareciam senhoras elegantíssimas, personagens da indústria, personagens da sociedade e tal, e a aula era dada numa sala enorme, e Simonsen subia para a cátedra e fazia do discurso dele a aula. Essas aulas ele reuniu num livro, História econômica do Brasil, um livro clássico até hoje. Um livro até hoje citado. Há pouco tempo, fui reler, e é um livro muito bom, para época é muito bom mesmo. Muito bom como história econômica do Brasil e é até hoje coisa boa.

Os professores estrangeiros, os dois que vieram, davam suas aulas em inglês. O que havia de extraordinário naquela época é que o inglês e, sobretudo, o francês, eram línguas que toda gente ouvia, entendia; se não falava, ao menos entendia. Muitos professores davam aulas em francês, e todos seguiam bem, não precisava de tradução. Mas para o inglês precisava, então nós arranjamos o filho do velho Porchat, o Alcir Porchat, que traduzia a aula. Depois fazíamos apostilas, e os alunos acompanhavam.

A Escola de Sociologia e Política ia muito bem, ia admiravelmente bem.Começamos logo a formar uma biblioteca, e quem ficou mesmo na direção da Escola Tácito de Almeida, que era do Conselho Superior e supervisionava tudo. Cyro Berlinck e Sérgio Milliet, nós os pusemos como secretários; eles faziam a “cozinha” do curso. Já era a terceira ou quarta vez que nós pegávamos o Sérgio para fazer “cozinha”. Exatamente como nós fazíamos no Diário Nacional, quando o fundamos e tal; e a Escola ia indo muito bem.

Então, um dos professores americanos se revelou marxista e comunista militante, e aí o Simonsen não podia engolir um comunista, e resolvemos devolver aos Estados Unidos o americano e mandar vir outro.[5] Depois veio Donald Pierson. Pierson foi excelente. Ficou anos na Escola de Sociologia e Política, formou uma escola, formou alunos, escreveu livros, escreveu artigos que até hoje são básicos.

Ele era professor de Sociologia. O primeiro que veio foi Samuel Lowrie. Lowrie era um homem extraordinário. Ele tinha um defeito. Ele era tímido e era um homem que nunca aprendeu português direito, de maneira que as aulas dele eram dadas num charabiá metade português, metade inglês muito engraçado. Ele falava um inglês muito difícil; ele era do Texas e falava um texano tremendo. Uma vez, eu lhe disse: “Doutor Lowrie”, disse em inglês, “Doutor Lowrie, o senhor me desculpe, eu às vezes não compreendo bem o seu inglês.” E ele falou: “Oh, não me assusta! Minha mulher também não compreende, às vezes!”

Lowrie foi um sujeito extraordinário. Ele foi o tipo do pesquisador, do homem que trabalhava em documentos. Um sujeito esplêndido e extremamente capaz. Depois, ele passou para a Prefeitura, para a Divisão de Estatística e Documentação Social que o Departamento de Cultura da Prefeitura criou. Ele publicou trabalhos notáveis, que não são pioneiros no Brasil. Os primeiros estudos de recenseamento, de crítica de recenseamento, foram feitos por ele. Fez estudos de demografia, notáveis. Ele formou um grupo de pessoas muito boas.

Mas ele, muito tímido, nunca escreveu um livro, não queria nunca nada. Ficou meio esquecido, depois voltou para os Estados Unidos. Foi ensinar numa universidade que eu não me lembro. Só sei dizer que eu o encontrei num congresso em Michigan, em 1939, ensinando numa universidade dos Estados Unidos. E outros homens se revelaram mais tarde professores notáveis.

Mitos de fundação: FFLCH versus FESPSP

  Aconteceu uma coisa muito grave nessa época. Foi quando, em 1930 e poucos, 1936, 1934, 1936, Armando de Sales Oliveira e Julinho Mesquita resolveram fundar a Universidade de São Paulo. Então ficamos muito entusiasmados com a ideia de fundação de universidade, mas a criação de uma Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras vinha duplicar a Escola de Sociologia e política, quer dizer, vinha realizar a nossa ideia de que o Brasil se precisava ensinar Sociologia, Estatística e tal. O governo, criando uma escola numa universidade, com departamento encarregado disso, matava a Escola de Sociologia e Política.

Cyro ficou apavorado, Tácito também, eu, todos nós, e resolvemos ir falar com Armando de Sales. E Armando de Sales disse: “Vocês estão enganados, absolutamente, eu conheço a Escola de Sociologia e Política. É uma coisa excelente, mas precisam se convencer de uma coisa: vocês são uma ‘escola livre’ e a outra vai ser uma escola oficial, porque é necessário que haja uma ‘escola livre’, com liberdade, com mais abertura, que o governo não pode fazer. E, ao contrário, vocês devem continuar, eu continuarei a prestigiar a Escola de Sociologia, e ela não duplicar, porque mesmo que ela tenha a mesma cadeira, terá outros professores, quer dizer, outros pontos de vista, outras coisas. Vocês também precisam se convencer de uma coisa, que a universidade vai ser uma escola oficial dentro de um regulamento, de um Mistério, dentro de umas coisas, tudo isso, que a Escola Livre não terá, a Escola Livre vai ser uma coisa mais aberta para o público. A Escola de Sociologia e Política vai receber muita gente formada, como vocês têm atualmente.”

As origens do de Biblioteconomia

Eu abandonei um pouco a... Não digo a diretoria, porque nunca tive cargo ou coisa qualquer, nunca quis ter, nem tinha tempo. Na Escola de Sociologia e Política, eu era simplesmente um dos fundadores e ajudava no que podia, sem cargo, sem nada. Nessa época, eu também já estava na direção da Biblioteca Municipal, não tinha tempo de estar sempre na Escola. Aliás, eu cheguei a me inscrever como aluno lá; segui um ano e tanto do curso e depois resolvi não me formar, porque a mim não me interessava o diploma, não me interessava nada. Depois fui para o Rio de Janeiro e perdi a Escola de vista.[6]

Agora, há um ponto: quando Prestes Maia acabou com o curso de Biblioteconomia do Departamento Municipal de Cultura, eu me agarrei com o Cyro e com a Escola Álvares Penteado. Cyro propôs: “Vamos passar a Escola de Biblioteconomia para a Fundação Escola de Sociologia e Política!” Eu achei ótima a ideia, então passamos para lá a coisa. Mas passamos somente na questão administrativa, porque nós éramos independentes. Eu tinha obtido da Fundação Rockefeller uma verba para sustentar a Escola de Biblioteconomia durante cinco anos. De maneira que, com o dinheiro que tínhamos, nós roncávamos grosso, porque não dependíamos da Escola de Sociologia nem da Álvares Penteado, éramos independentes. Administrativamente, nós estávamos agregados à FESPSP; tínhamos nosso orçamento, pagávamos nossos funcionários, nossos professores e tudo. Simplesmente a Escola de Sociologia se beneficiava de uma parte do dinheiro das matrículas e isso era um auxílio que nós dávamos à Escola de Sociologia. Depois, quando acabaram os cinco anos da Fundação Rockefeller, o curso de Biblioteconomia ficou agregado definitivamente à FESPSP, e esta é a história das origens da coisa.

A “rotinização” da cultura: o Departamento de Cultura do município 

Acontece o seguinte: a Semana... Isto tudo vem da Semana de Arte Moderna, daquele grupinho de Semana de Arte Moderna. Quando nós terminamos a Semana de Arte Moderna, lá por 1924, 1925, nessa altura a Semana já estava feita, já tinha se realizado. Mário de Andrade já era célebre, Oswaldo também, as nossas ideias já tinham (pode-se dizer) triunfado; ninguém mais discutia modernismo, aceitava-se ou não, mas ele existia. Nós resolvemos, quase que o mesmo grupo – alguns vieram, se agregaram ao nosso grupo, como Paulo Duarte –, nós resolvemos que era preciso agir culturalmente em São Paulo, quer dizer, era necessário haver um organismo do governo que cuidasse da cultura. Não de instrução, mas da cultura; fazíamos muito essa diferenciação e resolvemos então criar no papel um Departamento de Cultura municipal. E fizemos aquilo, vamos dizer, por espírito simplesmente de idealismo, sem ideia nenhuma, porque nós sabíamos que não tínhamos força no governo para realizar aquela ideia. Mas o Paulo Duarte, que era político, dizia: “Não, um dia há de chegar em São Paulo um governo que tope nossas ideias, aí nós realizamos.” E dividimos o Departamento em diversas divisões, divisão disso, divisão daquilo, divisão de parques infantis, divisão de bibliotecas, divisão de expansão cultural e tal, e cada um de nós ficou no papel sendo diretor daquilo. Não me interessava ser diretor de um departamento da Prefeitura, porque eu ganhava muito bem na Recebedoria de Renda, onde havia porcentagem sobre a arrecadação, de maneira que eu ganhava muito bem. Eu ganhava mais do que meu chefe, o diretor geral do Tesouro, ganhava muito mais do que ele. Eram lugares muito procurados, justamente porque eram muito bem pagos. Mas, quando um belo dia Armando de Sales Oliveira tomou conta do governo de São Paulo e nomeou Fábio Prado para a Prefeitura, o Paulo Duarte, que era amicíssimo do Armando de Sales, falou: “Ah! Nosso departamento está feito! Vou falar com Armando!” Foi ao Armando, expôs a ideia, o Armando coçou o queixo e disse: “Está aí uma coisa que precisa se fazer. Eu não posso realizar isso no estado, porque o estado está com um orçamento muito curto. Mas a Prefeitura está numa situação boa: vou falar com o Fábio Prado, garanto que ele topa.”

O Fábio topou, e nós fizemos o Departamento de Cultura. Aí, tinha essa coisa: eu precisava assumir o cargo que estava no papel designado, “diretor da Divisão de Bibliotecas”. Mas o diretor da Divisão de Bibliotecas recebia um conto de réis por mês. Eu ganhava em média um conto e duzentos, um conto e trezentos.


[1]  Entrevista realizada pela professora Maria Edith Guisti Serra, em 22 de abril de 1983, por ocasião das comemorações do 50º aniversário da FESPSP, na residência de Rubens Borba de Moraes em Bragança Paulista. Transcrição realizada por Michelle Peixoto, sob a supervisão técnica da professora Maria Mercês Apóstolo, em maio de 1998. Edição por Iris Kantor.
*Nascido em 1889, foi fundado do curso de Biblioteconomia da Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo em 1940. Na ELSP exerceu o cargo de diretor e professor por vários anos. Nos anos 1950 exerceu cargos importantes na ONU e fundou diversas instituições e associações ligadas à preservação da memória. Faleceu em 1986.
[2] Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo.
[3] A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo funcionou, entre 1933 e 1954, nas dependências da Escola de Comércio Álvares Penteado, situada no Largo de São Francisco.
[4] Os primeiros professores contratados foram Horace Davis e Samuel Harman Lowrie. Horace Davis era pesquisador do Bureau Internacional Du Travail (ONU).
[5] Foi o caso do professor Horace Davis.
[6] Rubens Borba de Moraes assumiu a direção da Biblioteca Nacional.


Referências bibliográficas:

KANTOR, Iris; MACIEL, Débora A.; SIMÕES, Júlio Assis (Org.). A escola livre de sociologia e política: anos de formação 1933-1953: Depoimentos. 2.ed. São Paulo, SP: Editora Sociologia e Política, 2009. 292 p.









Sônia Gonçalves Dias, aluna do 3º semestre noturno, foi a responsável pelo arquivo eletrônico deste post.
 

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