sábado, fevereiro 15, 2014

Sistemas de Informação, o que podemos aprender.

Se pudéssemos definir Ciência da Informação com uma palavra essa seria guarda-chuva, pois, exatamente como o objeto que utilizamos para nos proteger em dias tempestuosos a Ciência da Informação se constrói com diversas arestas (Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia, etc) e um desses segmentos são os Sistemas de Informação, graduação que tem como  intenção de prover sistemas principalmente na área de tecnologia visando ao acesso à informação.
A importância de se aprender sobre outras grades para nossa área é essencial, não só tendo em vista o aprendizado seletivo para acervos especializados, mas para o crescimento cientifico de nós bibliotecários e a junção de diferentes estudos em diferentes áreas para o melhoramento de nosso trabalho, seja ele qual for.
Sistemas da Informação são uma mistura de humano e máquina, coletando, tratando e transmitindo dados e ai podemos encontrar sua forte ligação com Tecnologia da Informação, porém eles vão além disso.
Enquanto na Tecnologia da Informação nós temos um aprofundamento nos suportes tecnológicos e ferramentas disponíveis para o uso de banco de dados, bases entre outros, em Sistemas da Informação nós temos a construção das ferramentas que facilitam nossa vida.
Não só isso, Sistemas da Informação também proveem os mecanismos necessários para oferecer recursos de acessibilidade, e aqui vamos desde os deficientes físicos até os deficientes tecnológicos. É papel dos graduados em SI oferecer um método para que você consiga acessar o que deseja.
Seriam então eles os bibliotecários tecnológicos?
Apesar da maioria não saber o que é CDD ou como funciona o AACR isso não quer dizer que eles não possam nos ajudar, muito pelo contrário, talvez seja nossa hora de sentarmos e aprendermos um pouco.
“Em geral quem se forma na área (Sistemas da Informação), tem em vista desenvolver softwares que facilitem o dia-a-dia.” Afirma Luan Hretciuk, aluno de Sistemas de Informação.
Muitos bibliotecários ainda possuem certo pavor quando falamos de tecnologia, e chegam a tremer quando pensam no uso de softwares, mas essa situação não pode continuar.
Estamos andando para uma nova era tecnológica em que será necessário o auxilio de mecanismos virtuais e/ou digitais. Apesar do suporte material papel (ou livro) não se extinguir, ele abre espaço para um universo novo, mais vasto e complexo.
As coisas são mais fáceis quando possuímos um guia em mãos e realizamos os processos biblioteconômicos manualmente, eles podem ser mais demorados, porém a questão facilitadora está no fato de que eles são organismos que não se comunicam além do próprio acervo. A tecnologia abre o caminho para a comunicação GLOBAL de documentos, tornando-os acessíveis do outro lado do mundo, aumentando o número de usuários que a cada dia são mais detalhistas e exigentes.
Por tais motivos ignorar a tecnologia, ou negá-la, é um erro para nós profissionais da informação. Devemos abraçá-la e desejá-la como amiga, porque tê-la como adversária será um desafio ainda maior do que aprender a trabalhar com a mesma.
Pensando em avanços práticos na nossa área, o RDA vem como substituto ao AACR2 bíblia para a catalogação. O RDA não será um conjunto literário de normas, como seu antecessor, nem mesmo terá versão física. Seu suporte será digital e seu objetivo é voltado exatamente para o virtual.
A necessidade de ficar atento às diferentes áreas do conhecimento, a partir da Ciência da Informação, nos torna, além de melhores bibliotecários, melhores pessoas. Não estamos dizendo para se reinventar a roda (ou a ficha catalográfica), mas sim utilizar dos recursos disponíveis hoje para melhorá-la, aperfeiçoá-la.
Avançando sempre, construímos nossa história em nossa sociedade, a Sociedade da Informação.

Ficou Interessado? Abaixo o aluno Luan Hretciuk fala um pouco mais sobre Sistemas de Informação.

SOBRE A GRADUAÇÃO: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
Sistemas de informação são basicamente, um sistema, que compreende pessoas e máquinas ou métodos utilizados para coletar, processar e transmitir dados, ou seja, informações para o usuário. O foco da graduação é dar uma visão sobre como desenvolver sistemas e aplicações, sejam elas desktop ou para internet, automatizadas ou manuais, desde sua análise até a parte de programação, porém, sistemas de informação é como se fosse um “mix”, e conta com um pouco da presença de outras áreas, como por exemplo, administração, economia, hardware e ,principalmente, a matemática, que está presente nos 4 anos do curso. Em geral, quem se forma na área, tem em vista desenvolver softwares que facilitem o dia-a-dia. O curso tem basicamente duas partes, um com foco na análise, projeto, programação e implementação e outro com foco na gerência de TI

ONDE NOS LOCALIZAMOS E ÁREAS DE ATUAÇÃO
A tecnologia vem evoluindo rapidamente nos últimos anos, todos os dias surge algo novo. Com toda essa evolução, a maioria das empresas precisam de profissionais na área de SI, alguém que possa analisar e entender os problemas da empresa e, buscar soluções usando tecnologia computacional, através de sistemas já existentes ou criando seu próprio sistema. Em geral, os profissionais de SI se localizam na área de TI de uma empresa, seja para manutenção de computadores, redes, banco de dados e/ou criação e manutenção de sistemas.
São muitas as opções onde o bacharel de SI pode atuar: Analista de sistemas, engenheiro de software, programador de sistemas computacionais, administrador de redes, administrador de banco de dados e sistemas operacionais, desenvolvedor para internet, empresário de informática, projetista de software, entre muitas outras. As áreas de atuação crescem também cada dia mais e mais devido à presença da tecnologia em praticamente tudo hoje em dia.

ÁREAS ALTERNATIVAS
Existem algumas áreas alternativas onde o profissional em SI pode atuar como, por exemplo, na área de administração com ênfase em SI, na área de manutenção de computadores (hardware), que é uma área alternativa por não ser o foco da área. Pode-se voltar também um pouco para a área da matemática, por exemplo, para construir modelos matemáticos que simulem situações reais.


Colaboração: Luan Hretciuk. 

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