quinta-feira, maio 02, 2013

PEC Mendeley: o potente gerenciador de referências em pesquisas



2.322.608 membros distribuídos em 226.699 grupos de pesquisa compartilhando 393.329.707 documentos. Estes são os números vultosos do Mendeley, gerenciador de referências e de grande praticidade na normalização de textos científicos. Ana Ponciano, aluna do 5º semestre noturno, teve a iniciativa de sugerir uma oficina de Mendeley para todas as turmas do curso de Biblioteconomia da FaBCI-FESPSP, pois esta ferramenta facilita enormemente o trabalho do bibliotecário de normalização.  E assim aconteceu mais um Programa de Enriquecimento Currícular (PEC) da FaBCI  do último sábado, 27 de abril, com Solange Alves Santana, aluna de Biblioteconomia pela ECA/USP e formada em Letras-Francês pela FFLCH/USP. Ana nos conta como foi a oficina:




O treinamento foi sobre o gerenciador gratuito de referências Mendeley, que possui diversas funcionalidades, as quais Solange foi demonstrando durante a atividade. Ela iniciou informando sobre os gerenciadores disponíveis no mercado, como o EndNote, da Thomson Reuters, o RefWorks e o Zotero, entre os mais conhecidos. 

Solange explicou que nos Estados Unidos é comum os estudantes e pesquisadores utilizarem gerenciadores de referências, que auxiliam na manutenção e uso dos textos para as pesquisas, bem como para auxílio nas citações e referências em seus trabalhos. 

O pesquisador, segundo ela, está mais preocupado com o objeto de sua pesquisa, seus experimentos, deixando em segundo plano as normas técnicas de um trabalho acadêmico. Aí é que entra o bibliotecário, auxiliando na normalização de seu texto.  Essa normalização é importantíssima, visto que a citação, sua correta utilização, as referências ao final do trabalho ligadas às citações, validam a pesquisa e dão credibilidade ao texto. Em muitas bancas, os avaliadores conferem se esses itens estão corretamente inseridos no trabalho.

O Mendeley, além de ser um programa gratuito que gerencia referências, funciona também como uma rede social para pesquisadores. Em seu site, há possibilidades de localizar outros membros e estabelecer contatos com eles. Além disso, é possível criar grupos e agregar documentos a eles dentro do âmbito de interesse de seus membros.

Seu acesso é pelo endereço eletrônico http://www.mendeley.com, onde se pode se cadastrar e baixar o programa Mendeley Desktop, que servirá para trabalhar offline em algumas ocasiões, apenas na sua máquina.

Desktop do Mendeley
Solange demonstrou como adicionar um trabalho ao Mendeley, completar as informações sobre esse trabalho se vier faltando alguns itens, os diversos meios de inserção, como incluí-lo em grupos. Também demonstrou como o programa Mendeley “conversa” com o programa Word, ajudando na correta citação do autor e já inserindo sua devida referência. Tudo muito prático e sem erros de esquecer uma coisa ou outra. O programa permite alguns ajustes e também a escolha do formato que será usado, Vancouver, ABNT, Harvard, etc. 

No Mendeley, também há um recurso que, segundo Solange, é uma novidade: ele sugere alguns trabalhos, dentro da sua rede, de acordo com seu perfil e seus trabalhos. Por exemplo, se meu trabalho é voltado para bibliometria, eu, provavelmente, terei trabalhos na minha biblioteca Mendeley sobre esse assunto, bem como palavras-chave inseridas, no título dos artigos, etc. O programa fará uma varredura em sua rede e me trará, em uma lista, todos os documentos que contenham bibliometria ou que tratem primordialmente sobre isso. 

Foi demonstrado também que o Mendeley trabalha de forma colaborativa, com sugestões de melhorias e códigos vindos de outros membros interessados no aprimoramento do programa. As melhorias (upgrades) são feitas para funcionar em todas as plataformas (Windows, Mac), mas o lançamento delas não ocorre de maneira simultânea, devido as adaptações que são necessárias.

Página inicial do Mendeley


No site, há uma aba no canto esquerdo da página, que permite que o usuário do programa faça essas sugestões (em inglês) e, segundo Solange, realmente há feedback sobre o que é enviado, sempre há pessoas interagindo (muitos são brasileiros), criando uma rede dinâmica de colaboradores.
O treinamento foi bem abrangente, com ótima didática da palestrante, bem clara e objetiva, levando até os presentes as principais funcionalidades do programa. Há um tutorial recomendado por ela, bem detalhado que auxiliará os pesquisadores que não puderam ir ao treinamento, dividido em quatro partes: 

Parte 4: Trabalhando com o Word


Os agradecimentos, além de serem dirigidos à Solange, também devem ser direcionados à Profa. Valéria Valls, que fez com que esse treinamento fosse possível. 
 Ana Ponciano é aluna do 5º semestre noturno
 

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