sexta-feira, agosto 16, 2013

TCC: Florindo Neto e as práticas bibliotecárias



Florindo Peixoto Neto
Se 72,4% dos autores de artigos em revistas científicas de Ciência da Informação não voltam a escrever (segundo dados da Bibliotecária e pesquisadora Adriana Abreu Lopes), podemos apostar que nos 27,6% restantes, encontraríamos artigos do aluno Florindo Peixoto Neto. A sua preparação para o TCC tem um objetivo mais amplo que apenas a apresentação e a colação de grau na gradução: o aluno do oitavo semestre matutino tem planos de seguir a carreira acadêmica, como Professor e pesquisador.






E não poupou esforços: Florindo deixou o trabalho na Biblioteca da Folha de São Paulo para se dedicar integralmente às leituras e reflexões da sua monografia. Com um viés histórico contundente, o aluno devorou página e mais páginas sobre a história da Ciência para embasar sua redação. Leia a entrevista:


MC: Qual é o tema do seu TCC?
FLORINDO: O meu TCC é um paralelo entre a metodologia científica e as práticas bibliotecárias a partir de Aristóteles até os dias de hoje.

MC: Você ainda está lendo 400 páginas por dia, como em junho, antes das férias?
FLORINDO: Não tanto. Eu estava lendo essas 400 páginas por dia até começo de julho. Daí eu saí de férias, fui viajar, e quando eu voltei, não continuei no mesmo ritmo.  Já li o suficiente, pelo menos a parte histórica. Agora estou escrevendo e consultando a bibliografia.

MC: E você quer seguir a carreira acadêmica?
FLORINDO: É, ainda quero seguir a carreira acadêmica, mesmo sabendo que o MEC está orientando
Florindo tem a meta de seguir na carreira acadêmica
as faculdades agora a só aceitarem professores com doutorado. Por isso vai demorar um pouquinho para eu atingir (este objetivo), mas ainda pretendo seguir a carreira acadêmica, sim.

MC: Você tem algum plano de apresentar seu trabalho em congressos?
FLORINDO: Este é um tema que vai me servir mesmo de suporte para outros temas que eu tenho em mente para o futuro, que é a relação entre Ciência e Biblioteconomia nos dias de hoje. Talvez no meu mestrado ou doutorado eu vá para esse lado e comece a apresentar (trabalhos), mas o TCC não tem ares de atingir um mérito desses, não.

MC: O que você já leu de mais interessante até agora?
FLORINDO: Na área de Ciência, eu encontrei o Tarnas, que fala sobre a história da Ciência, é muito bom. Na área de Biblioteconomia, como eu ainda estou fazendo a parte histórica (estou começando agora a escrever sobre o período do Renascimento), a Biblioteconomia ainda não foi fundada, então não tenho nada. Ainda tenho (pela frente) o Iluminismo, Newton, Copérnico... tem um monte de coisa.

MC: Quem é seu orientador?
FLORINDO: A professora Mercês.

MC: Como vocês estão trabalhando?
FLORINDO: Eu mando para ela os textos e a gente conversa depois.

MC: Você está dormindo, ou não? (risos)
FLORINDO: Agora eu estou dormindo, não estou mais trabalhando (risos).



A preparação de artigos científicos exige que se atenda a critérios
O cuidado com a redação de uma pesquisa passa, obrigatoriamente, por uma cuidadosa revisão gramatical para se assegurar sua legibilidade. Uma boa concanetação de ideias pode ficar comprometida com erros crassos de português, como falhas de concordância ou flexão verbal. Além disso, o estilo normativo também pode definir a aceitação do artigo por uma revista ou não.
A professora Dra. Vânia Funaro esclarece que a redação científica com fins de publicação exige que se atente para o perfil da revista com a qual se deseja trabalhar. A seleção da revista-alvo baseia-se em critérios determinados pelo WebQualis (CAPES). Em seu curso de extensão “Como escrever um artigo científico”, a professora pretende se aprofundar nesta e outras questões relevantes para se desenvolver um bom texto de pesquisa e sua conversão em um artigo publicável. “Tanto os alunos quanto os professores podem se beneficiar”, diz a professora, “já que no novo plano de carreira adotado pela FESPSP há a exigência de publicações de artigos científicos pelos docentes da instituição.”


Nenhum comentário:

Postar um comentário