sexta-feira, março 15, 2013

O TCC não é um bicho papão!



Moacir Martins Alves
Este ano teremos 4 turmas se formando e a expectativa é a apresentação dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC). Para acalmar os alunos ansiosos por esse desafio final , o egresso Moacir Martins Alves conversou com o aluno Paulo Cesar e afirma: "é somente você quem pode dominar o “bicho de sete cabeças”, ou seja, somos nós que criamos o mito de que o TCC é um monstro."







O trabalho de conclusão de curso, como diria a coordenadora Valéria Valls, Não é um bicho papão! Para que possamos desenvolvê-lo de maneira processual e orgânica, sem correria, estresse ou desespero, teremos o auxílio de todo o corpo docente, do orientador, e da Maria Inês, professora da disciplina “TCC Desenvolvimento I”. Além disso, depois de vivenciar, no mínimo, 5 semestres de curso já construímos um repertório razoável de conhecimentos adquiridos em cada disciplina, além da familiaridade com a metodologia científica e com a linguagem acadêmica.
Para ilustrar ainda mais esse processo de desenvolvimento e produção da pesquisa que fechará o curso com “chave de ouro”, acompanhe a entrevista feita por Paulo César, aluno do último semestre de Biblioteconomia, ao Moacir, egresso em 2012 da FaBCI.

   Paulo Cesar, do 7º semestre noturno, escolheu como tema de TCC "Gestão do conhecimento".
Paulo entrevistou Moacir Martins Alves, egresso da FESPSP em 2012. O tema que Moacir apresentou em 2012 foi: "Quilombos: de escravo a dono da terra: uma bibliografia." Moacir foi um dos contemplados para o programa de Iniciação Científica FESPSP em 2011, o que impulsionou seu TCC no ano seguinte.


O Processo de elaboração do TCC

  
Iniciei meu TCC no 4º semestre, a partir de uma deficiência e necessidade sobre o tema na biblioteca onde eu realizava um estágio. Fui lendo livros e colhendo informações sobre o tema e sobre como desenvolver um TCC.
   Nessa hora o fichamento é uma ferramenta importante. Existem vários livros sobre o assunto (inclusive na Biblioteca da FESP) que podem auxiliar o aluno. É bom o aluno sair na frente, não esperar que alguma matéria ou professor poderá salvá-lo.
   Uma dica para quem está iniciando é dedicar 1 hora por dia para o TCC, montando assim um cronograma do trabalho a ser desenvolvido.
   Para quem já está com o TCC em andamento é utilizar todo o tempo que dispor, ou seja, dedicação integral, pois é nesse momento que aparecem muitas dúvidas. Busque todo tipo de informação segura sobre o tema, aproveite todas as dicas dos professores, não tenha medo de consultá-los, vá dando um passo por vez e, de vez em quando revise o que tem executado.
    Falar do seu trabalho e/ou apresentá-lo para sala são bons treinos para avaliar sua desenvoltura e seu domínio sobre o tema. A participação nos Seminários de Iniciação Científica da FESPSP como ouvinte ou apresentando é um grande aprendizado para nossa apresentação final.


As pedras no meio do caminho

   Meu tema se dividia em duas partes “Quilombos” e “Bibliografia”, quando percebi estava falando apenas de uma parte, e aí é que entra o orientador (a) para amarrar suas ideias, por isso é necessário não ter medo de perguntar, tratar o (a) orientador (a) como um parceiro (a) na pesquisa.
   Foi assim que parti para segunda parte da pesquisa, utilizando os mesmos métodos já realizados na primeira parte.
   Outra insegurança que aparece é na hora de escrever, e para isso é necessário pensar em como você contaria sobre o seu tema para a pessoa mais simples que você conhece: como dizer a ela sobre seu objeto de pesquisa? Para que servirá sua pesquisa? Há perguntas que guiam nosso estudo e fazem parte da metodologia científica, tais como: o quê?(tema); para quê (objetivos); por quê (justificativa); como? (metodologia).
   Assim você dá inicio ao “brainstorming” sobre o seu tema. Vá escrevendo, amarrando um capítulo com o outro, como se contasse uma “historinha” mesmo. Não tenha vergonha de ir mostrando seu trabalho para alguém que possa dar uma opinião.
   Dar mais tempo para o aluno escrever não resolve, pois temos a velha mania de deixar para o último instante, então, o melhor é estar atento para descobrir o com o tema e ir exercitando-o através das matérias, e os resultados já podem fazer parte de seu TCC.
    Os livros sobre metodologia também servem para o aluno dar o primeiro arranque, e desenvolver seu trabalho. Foi assim que consegui ir resolvendo minhas dúvidas.


O tempo da exposição oral: estratégias para o momento da apresentação

·     Muitos ensaios cronometrados, utilizando a “cola” para ter segurança sobre o que falar sem perder o “fio da meada”.
·         Apresentar para alguém sempre é um exercício e deixe a pessoa fazer suas perguntas, levantar dúvidas.
·        Somente o pesquisador domina completamente a pesquisa que produziu, por isso, é necessário ter muita calma. Todos nós trememos nessa hora, então é só pensar que a banca está lá para contribuir com a
·        evolução do seu trabalho e não para te massacrar.

O TCC não é um bicho de sete cabeças como se pinta por aí. É chegado o momento, então o melhor e ter tranquilidade e enfrentar a fera (ou as feras).

As recompensas do TCC

    Aprendi que é somente você quem pode dominar o “bicho de sete cabeças”, ou seja, somos nós que criamos o mito de que o TCC é um monstro. Somos nós que colocamos essa pressão e tem momentos que sua cabeça trava e não sai nada. Nessa hora é esfriar a cabeça e retomar o trabalho sem pressionar demais a si mesmo.
   Saio dessa graduação com um grande aprendizado para o desenvolvimento de uma pesquisa e convicto que meu tema tem muito “pano para manga”, e que deixei amarras para o desenvolvimento de uma pós-graduação.
   Essas são algumas dicas no blog que eu e minha parceira Stephanie desenvolvemos para disciplina Editoração Eletrônica sobre o “temível” TCC. Também há no blog dicas de livros sobre o assunto.

 TCC - Tem Como Correr, não tema pense no tema:


TCC revisado, tudopronto, MAS NÃO ACABOU!?!?!?!


Dicas de sumário e paginação:


Então, tranquilidade e boa sorte !!!
Abraços,
Moacir

Assista ao depoimento do Moacir no Programa de Iniciação Científica 2011:



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